How To Make A Friend
8 Capítulo 8
- Não tenho certeza se estou preparado para fazer algo desse nível, mas não vejo alternativa... Não vou deixar que isso termine aqui! – Disse o alquimista em prantos.
Com medo, mas com determinação em salvar a vida de seu único amigo, Noah mergulhou em meio a todo aquele fluído escuro e nadou até o centro, avistando os minerais que faziam parte da composição do corpo de seu homúnculo. Agrupou-os ao seu redor e rapidamente iniciou um ritual que talvez pudesse acabar com sua própria vida. Temendo perder o fôlego antes de completar o contrato, ele se apressou o quanto pôde e finalmente mordeu o próprio dedo, cortando-o. O sangue misturou-se àquele líquido viscoso que tomava conta de tudo e o ritual foi concluído com sucesso. Um círculo mágico composto de um triângulo central surgiu no chão, logo abaixo do alquimista e drenou todo o líquido, fazendo-o desaparecer por completo, em segundos. — Eu consegui... — disse aliviado, caído no chão, todo embebido por aquela substância viscosa e apoiado pelos seus antebraços. Certamente o fato de um alquimista tão jovem conseguir concluir um ritual mágico envolvendo algo tão poderoso como a sagrada Lei da Troca Equivalente, que rege todos os princípios de feitiços da alquimia, porém a felicidade foi tomada por medo súbito, ao avistar apenas os pedaços de minerais aglomerados no chão. Noah correu até o local e pegou aquela união mutualística de minérios em seus braços, esperando pelo pior. Mas houve um sinal mínimo de esperança. Uma pequena, mínima, vibração foi sentida emanando do conjunto de minérios. — Ele está vivo! – disse o alquimista, que se sentia aliviado por existir uma chance, ínfima, de conseguir reavivar seu companheiro. Correu para a sua casa, não iria descansar até achar uma maneira de trazê-lo de volta à vida. Dias e noites em claro se passaram, realizando os mais diversos tipos de experiências em infinitas tentativas de reanimar aquela pilha aglomerada de minérios. Semanas decorridas, sem obter êxito algum, Noah estava completamente exausto. Já era quase de manhã, com o céu ainda encoberto pelo manto escuro da noite e o alquimista resolveu dar um tempo nos experimentos. Arrancou todos os eletrodos ligados àquela pedra composta de vários minerais diferentes e o retirou da incubadora. Tomou-o em seus braços e levou consigo até a cama. Cobriu-o com carinho e deitou ao lado, observando o amontoado com um olhar clemente de penitência, enquanto seus olhos pesavam cada vez mais e mais, nunca se esquecendo da ínfima, porém existente, chance de reanimá-lo. Até que dormiu. Passou a noite envolvendo a pilha de minérios em seus braços, como se fosse a sua única chance de ter alguma felicidade na vida, e não desistiria dela por nada.
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