How To Be The Princess of England
36 How to be the Queen of England (FINAL part 2)
Notas iniciais

Pisquei devagar.
Tudo isso era um sonho.
Jason... Jason.
Abri completamente os olhos.
— Jason.
— Na verdade... Sou o Andrew.
Ele estava ali, bem, sorrindo todo emocionado... Estávamos no castelo, e todo aquele pesadelo tinha acabado... Era difícil de acreditar, já que imaginávamos que não sairíamos com vida de lá.
Pisquei algumas vezes, pensando em conter as lágrimas, mas elas já vieram não me lembro bem quando.
— Andrew. Nós conseguimos? — Pisquei, e ele me envolveu com os braços fortes. Eu só consegui murchar, ali, sem forças.
— Conseguimos, Emmy. Vocês conseguiram. — Só consegui fechar os olhos, entregando meus soluços a ele.
Afastei meu rosto de seu peito, pra fita-lo de longe.
— Eu matei muita gente. — apertei os lábios tentando evitar que ele tremessem.
— Não, Emily, não pense nisso. — ele negou com a cabeça, segurando minhas mãos. — Elas estavam tentando matar vocês.
— Isso não apaga o que eu fiz. — Respirei fundo, deixando as lágrimas rolarem.
— Não. Não apaga.
— Mas... A culpa é minha. — Esfreguei os olhos, tentando me acalmar. — Eu me lembro dos rostos delas. Eu... Eu sou um monstro. — franzi as sobrancelhas, fazendo força para as lágrimas caírem e tirassem o peso de mim.
— Emily, VOCÊ NÃO É UM MONSTRO. — Andrew diz pausadamente. — Jason me contou tudo. Aquele tridente... Aquilo é o monstro. Representa tudo o que elas foram, e você tocou nele. Você fez o que foi preciso pra salvar-nos. E... Uma vez... Alguém inteligente disse pra alguém linda... Que se as pessoas boas se culparem pelas que as más fazem... O mundo não anda.
Assenti, tentando limpar as lágrimas. Ele estava certo. Eu não era uma criança. Chorar não adiantaria. Eu era mais forte que isso.
Espera, eu era a alguém linda.
— Você é o melhor amigo que alguém poderia querer. — ele sorriu abertamente, beijando minha testa.
— Faço o meu melhor. — dei um sorriso pequeno e triste.
É, mas naquele momento, eu não estava linda.
Tinha um grande corte em meu lábio, um machucado grande e redondo na testa, e uma sobrancelha ferida.
Minha camiseta branca deixava a cicatriz de mordida de enguia elétrica destacando meu ombro. Os dentes afiados ainda pareciam estar ali, rasgando minha pele ensanguentada.
Por um instante, as cores vibrantes do meu sangue escarlate preencheram minha mente. O grito de Jean. Os tiros. Wanda.
— Emily. — ele tocou minha bochecha, me fazendo abrir os olhos e parar de apertar a cicatriz. — Emily, você está bem?
Assenti, respirando fundo.
— Já está tudo sarando, até cicatrizou a mordida e...
— Emily. Para. — ele respirou fundo, fechando os olhos. — Estou falando de cicatrizes internas.
Pisquei algumas vezes.
Eu estava bem por fora.
— Morta por dentro. — Pisquei, e ele me abraçou. – Mas vou ficar bem.
— Jason vai cuidar de você muito bem, eu sei. — O olhei, apreensiva. — Se você estiver bem, eu vou estar.
Dei um sorriso pequeno.
— Onde ele está?
— Lá em baixo. Acabou de acordar, estão... Resolvendo as coisas, lá baixo.
— Imagino como aquilo deve estar uma bagunça. – tentei sorrir para distrair minha mente desse spensamentos sombrios que me tirariam meses de sono.
— Pois é. Vai lá colocar ordem na casa. Aqui tem roupas. — ele piscou pra mim, e se levantou, deixando o quarto branco.
Meu olhar se perdeu na janela que mostrava o jardim tão familiar a mim. Como me acostumaria com o castelo depois de tantos dias?
Coloquei o vestido simples e preto, e saí do quarto branco o mais rápido que pude.
Parei no pé da escada, vendo Hlena, Eron, Kiro... Jason... Minha família.
Meus olhos se encheram de lágrimas. Eles estavam seguros.
Hlenah olhou pra mim fazendo todos olharem também.
Os olhos azuis de Jason pararam nos meus, e eu relaxei, apenas sentindo seu calor familiar de longe.
Todos nos fitavam.
— Eai, vai acontecer alguma coisa? — Kiro sorriu, impaciente.
Jason deu um passo a frente, e eu larguei o corrimão, correndo lá pra baixo.
Pulei em cima dele, e Jason segurou minha cintura, quase sendo arremessado pra longe com meu impacto. Sem pensar, ele estalou um beijo demorado nos meus lábios, e eu só pensava:
"Meu Deus, eu te amo, por que seu pai tá me encarando?"
Ouvi o gritinho animado de Hlenah, acompanhado por palminhas animadas.
Até uma fumaça branca e molhada bater contra nossos corpos.
Kiro.
Kiro, eu vou te matar.
Jason deu de ombros, sem ligar pra nada. Continuou junto a mim.
— Certo, Parem de se engolir. — ele reclamou, e eu me afastei de Jason, só por que estava sem fôlego.
Antes de fitar seus olhos azuis mais uma vez.
Envolvi meus braços em seu pescoço, e ele na minha cintura, me abraçando forte, quase me tirando do chão.
— Eu te amo. — ele sussurrou.
— Eu sei. — sorri, afastando nossas testas para fita-lo de longe. Hlenah.
A abracei com força, e senti algumas lágrimas dela em meus ombros.
— Eu não fazia ideia.. Eu me sinto tão burra. — ela riu, nervosa e com a voz manhenta.
— Não, Hlen, você não tem culpa de nada. -Neguei, segurando suas mãos. — Wanda é doente.
— Era. — Jason diz, colocando uma mão em seu ombro. — Ela não sobreviveu. — ele olhou pra mim.
Matei Wanda.
Por um instante senti o tempo parar.
Respirei fundo pra não chorar, afastando isso, e abracei Eron também.
— Cuida dela. –pedi, me referindo a Hlenah.
— Com certeza. — ele assentiu, dando um sorriso triste.
— EMILY! — A voz adorável de Lyly escancarou a porta, e me abraçou quase me derrubando. — Achei que estava morta!
— Lyly. — Jason a repreendeu.
— Tudo bem. — ri, tocando seus cabelos vermelhos. — Não estou. Trouxe seu primo inteiro, também.
— Vocês vão casar? Por que eu quero comer bolo de casamento. — Todos riram, e eu olhei pra Jason.
— Vamos? — Ele perguntou. Assenti, e no mesmo instante, uma rainha gritando pendurou no meu pescoço.
— É o dia mais feliz da minha vida!! — Eu ri, nervosa, enquanto ela me abraçava. — Se machucar ele, eu te mato.
Arregalei os olhos, tendo certeza que só eu ouvi isso. Ai senhor, me dá forças.
Voltei a vida real, no qual Hlenah segurava minhas mãos, mais feliz do que eu imaginava ser possível, e Kiro dava soquinhos animadores no braço de Jason.
— É, cara, nunca achei que isso fosse acontecer. — ele diz, fazendo todos rirem.
Ai, senhor me dá forças (2).
Mais? Você vai explodir se Deus te der mais forças.
Hanala. — sorri.
Sinto muito não ter entrado em contato antes. Estou tão aliviada de que está bem, minha ruivinha escarlate.
Sempre.
Olhei pra Andrew sorrindo do alto da escada. Ele estava feliz por mim, de verdade.
— Temos que conversar. — O rei tocou o braço de Jason, fazendo todos pararem de falar.
— Sim. — ele concordou. O Rei Peter olhou pra mim. Resmunguei um palavrão, e segui os três.
Jason entrelaçou nossos dedos.
— Tudo bem. — Assenti, respirando fundo.
O Rei abriu a porta de se eu escritório, e fez sinal para nós entrarmos na frente.
A rainha se sentou do lado do rei, a nossa frente, e suspirou.
— Vocês foram inconsequentes. — Depois de tudo que nós passamos...
— Fomos. E deu certo. — Jason diz, sem vacilar.
— Tem uma garota traumatizada na ala psiquiátrica, uma montanha de corpos sendo queimados agora, vocês estão cobertos de cicatrizes e machucados, temos um tridente mágico e elétrico que não pode ser tocado no nosso inventário...
— Sabemos de tudo isso, pai. — Jason abaixou os olhos, suspirando. — Tínhamos que salvar Wanda. — fechei os olhos.
— E ela traiu todos nós. Os pais daquelas crianças lá na sala estão furiosos com tudo isso. — Ele cruzou os braços.
— Não somos crianças, pai.
— Então sabem que ações tem reações. — ele apontou pra mim. — Ela é uma tomada elétrica sem controle.
— Ela não é uma tomada elétrica sem controle. — seu maxilar ficou rígido.
Eu não sou uma tomada elétrica sem controle, pensei, sem ter coragem de dizer alto.
— Você não está pronto pra ser rei. Ainda é fraco, uma criança.
— Peter. — A rainha o olhou, e Jason se encostou na cadeira, rindo pra si mesmo.
— O senhor não está enxergando do lado certo. — resmunguei, e ele me olhou. O que eu estava fazendo? Confrontando o rei, que por acaso é meu futuro sogro... Vou acabar guilhotinada.
Respirei fundo, conseguindo coragem, e prossegui.
— O que o senhor teria feito? O que teria feito se soubesse que tinha que proteger todas as pessoas que ama? Nada? Teria mandando alguém resolver isso? Nós temos idade pra fazer nossas escolhas, e lidar com as consequências.
Meu futuro sogro me odeia, ai que bom.
Jason tentou comprimir um sorriso, mas falhou. Ele estava ali comigo, então tudo estava bem.
— Muito bem. Lidem com as consequências. Ele não vai ser rei tão cedo. – decidiuo rei Peter, irritado por eu estar certa.
— Muito bem. – Jason se levantou, trincando os dentes. Ele estava prestes a explodir. — Espero você morrer, não tem problema.
O rei piscou uma vez, com uma irritação perceptível no olhar. A rainha só arregalou os olhos, vendo Jason sair andando da sala.
Meu Deus, o que eu faço?
Mordi os lábios, olhando pra eles.
— Sorte que foi você que roubou o coração dele. Se não tivesse sido você, ele estaria morto a muito tempo. – o rei cruzou os braços.
Obrigada?
— O que ainda está fazendo aqui? – ele insistiu.
Me levantei, e fiz uma reverência. — Com licença.
— Espere. – ele me parou quando eu estava quase na porta. – Fique longe do meu caminho, tomada humana.
Olhei pra rainha, e ela apensas fitava o chão, como se não tivesse nada com isso.
Nunca saí de um local tão rápido. Não conseguia respirar.
Jason me esperava, de braços cruzados e os dedos fincando a roupa nos braços com força.
— Que show foi esse. — dou de ombros, e ele ri.
— Queria ter visto a cara dele depois que lembrei que ele vai morrer, e seu ego vai morrer com seu reinado.
— Não, você não queria, realmente, a cara dele foi péssima. — rendi as mãos, e ele revirou os olhos. Achei melhor ocultar a parte da ameaça do rei.
Quando vi, ele já estava cortando o corredor numa velocidade impressionante. Quase tive que correr para alcançar suas pernas largas.
Todos olharam pro príncipe raivoso batendo os pés na escada, e depois pra garota que estava com ele antes e teve que parar pra pegar fôlego, eu.
— O que aconteceu? — Andrew veio até mim.
— Só... Fique a 3 metros de distância dele, por segurança... — Andrew riu.
— Posso perguntar? — Kiro surgiu na minha frente. Sorri Iriam começar os questionamentos sobre minhas cicatrizes.
— Como conseguiu essa coisa enorme? — ele apontou pra cicatriz da mordida.
Olhei pra Andrew, que desviou o olhar.
— Mordida de enguia elétrica.
— Ai meu Deus. — ele fez uma careta.
— Acho que não é uma boa ideia ela falar sobre isso agora, gente. — Andrew passou um dos braços nos meus ombros.
— Ele tem razão. — Hlenah tocou meu braço. — Devia descansar.
Assenti.
— Tenho que fazer uma coisa primeiro. — Olhei pra Andrew, e ele entendeu instantaneamente.
(...)
— Jason? — Bati algumas vezes em sua porta. — Jason, voc...
— Eu tô aqui sim. — Ele abriu a porta.
Ergui as sobrancelhas pra roupa que ele vestia: tinha magicamente voltado a ser um príncipe. O terno azul turquesa de Jason estava perfeitamente arrumado, e ele deixou a gravata de lado.
— Sério? — Perguntei.
— Sério. — ele concordou. — O jantar é daqui a pouco. Deviam se arrumar também. Amo vocês. — e bateu a porta na nossa cara.
Olhei pra Andrew, revirando os olhos.
— Vou ter que aguentar isso pro resto da vida. — Ele riu, me oferecendo o braço.
Assim que entrei no quarto, Andy deu um berro, correndo pra me abraçar.
— O que aconteceu, Andy...! AI SENHORITA EMILY! — Ludymila fez o mesmo, e eu retribui o abraço. — Graças a Deus...!
— Quando contaram que vocês tinham fugido... Ai meu Deus. — Andy segurou minha mão.
— Foi tudo muito rápido...
— Entendemos, não deve explicações a nós. — Ludymila sorriu, e tirou Andy do meu pescoço, me fazendo rir.
— Senti muita falta de vocês. — concluí. — Podem me ajudar com o vestido?
— Sim!
Tomei um banho demorado, e elas refizeram os curativos nos meus machucados. Uma pequena cicatriz na minha barriga onde a bala me atingiu, era a única que me incomodava. O que passou quando vi meu vestido.
— Ai Deus.
Ele era vinho escuro, mais pro lado do roxo. As alças caiam nos ombros e a saia era rodada e longa, com alguns diamantes falsos cobrindo toda a renda rodada.
— Por que tudo isso?
— As notícias voam nesse castelo... — Andy sorriu maliciosamente. — Queria que parecesse adulta! Uma rainha...!
— Então vocês... Sabem? — Perguntei, possivelmente corada.
— O castelo inteiro sabe.
Dei de ombros.
— Eu disse que você ia acabar casando com ele! — Andy colocou as mãos na cintura.
— Eu que disse. — Ludymila deu um tapinha no braço de Andy, que devolveu. As duas começaram a se bater.
— Meninas! — Gritei, rindo. — O jantar!
— Ah, é! Vamos vestir!
Coloquei o vestido, e Ludymila fez um coque perfeito e perequetado em meus cabelos. Passei um batom da mesma cor que o vestido, e me olhei no espelho.
Eu estava bonita.
— Esqueça seus tênis. — Andy cruzou os braços.
— O que?! — as olhei assustada.
— Rainhas não usam tênis.
Elas estavam certas. Adeus tênis.
Suspirei, e assenti, colocando um salto preto não muito alto.
— Está linda, Emily. — Andy bateu palmas.
Batidas ecoaram na porta, e Ludymila foi atender.
— Oi. A Emily pode sair pra brincar? — a voz de Jason encheu meus ouvidos.
As duas fizeram uma reverência, rindo, e saíram da porta. Jean, Jason e Andrew estavam parados ali.
Jean usava um vestido curto e rodado cor de rosa, e Andrew um terno preto sem gravata.
— Oi. — Jason sorriu. Fiz sinal para entrarem, e Andy e Ludymila saíram.
Abracei Jean com força, e ela sorriu, como se dissese: tudo ótimo, mas não estava.
— Você está bem?
— Vou ficar, Mily. – dei um sorriso triste. Ela era a garota traumatizada na área psiquiátrica que o rei falou.
— O que estão fazendo aqui? — espirrei uma borrifada de perfume no pescoço.
— Tinha que fazer um pedido. — Me virei, e vi que Jason colocava uma caixinha de veludo preto em cima da minha cômoda.
Deixei o vidro de perfume cair no chão, o fitando incrédula.
— Ai. Esse perfume era caro. — Jason sorriu.
Ai meu Deus. Parei de respirar. Era... Era uma aliança... Era verdade... Eu ia casar e ser rainha... Meu Deus, eu, a garota órfã que descobriu que solta raios, rainha. Queen.
Jean agarrou o braço de Andrew animada e sorrindo abertamente, enquanto ele corou olhando pra ela surpreso.
Jason veio até mim devagar, e segurou minhas mãos, olhando nos meus olhos, como se fosse fazer um discurso.
Eu estava estática, o fitando desesperada.
— Eu... Sinto muito dizer.. Mas você venceu a ERMI. — Eu ri, e ele sorriu. — Vai casar comigo, desculpe... Mesmo sendo a terceira vez que digo isso, não perde a graça... — Jason sorriu.
Ele abriu a caixinha, e colocou na minha mão.
Era uma aliança masculina.
Quase caí no chão de rir.
— É pra mim colocar em você? – perguntei, possivelmente vermelha.
— Eu acho que é. — Jean concordou, sorrindo.
— Só Jason Londres pensaria numa coisa dessas. — Andrew negou com a cabeça, sorrindo.
Jason continuou me olhando, com um olhar impossível de se desvendar. Ele parecia emocionado.
Dei um sorriso pequeno, e segurei sua mão, colocando o anel no dedo anelar.
Ele sorriu, e segurou meu rosto com as mãos, antes de me beijar apaixonadamente.
Jean bateu palmas, animada, e pude sentir o sorriso de Andrew.
— Se eu não for padrinho, vou ficar muit...
Me desgrudei de Jason, olhando espantada pros dois que... Se beijavam...
Jason abriu a boca num "O" perfeito, e eu tive que fechar pra não entrar mosquito. Tive que me segurar para não gritar de felicidade.
Jean separou a boca da de Andrew, que olhava pra frente completamente estático.
— Desculpa. — ela riu, nervosa, meio: O QUE EU FIZ?, mas eu apenas aumentei meu sorriso. Jason abriu boca de novo.
Andrew paralizado... Até que sorriu, e Jean corou. Que diabos estava acontecendo ali?
— KIRO VOCÊ COLOCOU FOGO NA ESTATUA!
— NÃO FUI EU! CHEGUEI AQUI E ESTAVA PEGANDO FOGO!
Franzi o cenho. Que?
— Foi sem querer! — Fui até a sacada do jardim, e lá vários guardas e Eron tentava apagar o fogo da estátua de anjo na nossa frente.
— O que? — Jason sorriu, e Hlenah começou a gritar quando o fogo só ficou maior. Os guardas começaram a chegar com baldes de água, e nós quatro não entendíamos o que estava acontecendo, iluminados pela luz laranja.
Jason passou a mão pela minha cintura, e eu deitei a cabeça nele. Andrew, sempre corado, segurou a mão de Jean, que sorriu abertamente.
Éramos todos loucos.
Até que o fogo, da estátua, começou a se espalhar rapidamente pela grama. Hlenah gritou, enquanto os guardas começaram a correr para chamar ajuda.
— Ai meu Deus... – Jean tapou a boca.
O fogo se alastrava depressa, como se houvesse gasolina na grama.
E, em um muro próximo dali, vi uma pichação em vermelho:
“Ainda não acabou. Estamos aqui, em todos os lugares, e vamos queimar tudo.”
Uma explosão no jardim distante de nós fez uma rajada de fogo atingir o mudo do castelo, e, a essa altura, os gritos de guardas era a única coisa que ouvíamos.
— Não é brincadeira. O castelo está pegando fogo. – soltei o ar que segurava.
Vamos queimar tudo."
Emily fechou o diário, e largou a caneta, antes de arrumar o véu em sua cabeça, e sair pela porta.
Fim do volume 1.
Vol.2 How to be the Queen of England.
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