Notas iniciais
Como NÃO levar um tiro Eeeiii! Tenho uma fic nova :3 Olhem no meu perfil ♥

Pisquei algumas vezes, atônita, fazendo uma única lágrima pesada cair como um raio dos meus olhos. Sorri, limpando a lágrima. Guardei o caderno no lugar, e me sentei, o observando dormir.

Droga, por que eu estava chorando?

Pisquei algumas vezes, e sorri novamente.

Ele me amava mesmo.

Eu amava ele também.

Ai meu Deus.

— Em? — Sua voz soou do nada. Limpei as lágrimas antes que ele acendesse a luz. — O que foi?

— Hum, nada. Não estava conseguindo dormir...

— Tem certeza? Você parece abalada...

— Eutôbem. — ele sorriu, e eu ri de nervoso. — Eu... Só estou feliz. — ele ergueu as sobrancelhas.

— Feliz. — Eu sorri.

— É, am, de estar... Passando um tempo com você. — disse, sentando do lado dele. Ele continuava descredulo do que eu falava.

— É mesmo? — ele sorriu. — Então vamos passar mais tempo na floresta dentro de uma barraca.

— Combinado. — Me deitei, de frente pra Jason, que fez o mesmo, me puxando pra ele.

Estávamos tão perto que eu podia beija-lo sem me mexer. Ficamos assim, apenas nos olhando, até eu dormir.

(...)

Esfreguei os olhos, sem abri-los, e bocejei. Eu ainda estava com sono.

— Tudo bem que você ficou exausta depois dos macacos, mas dormir 10 horas não dá. — Abri os olhos. Tinha esquecido que... Bem, dormimos juntos. NÃO, NÃO PASSOU DISSO. — Eu sou confortável?

Sorri, tirando minha cabeça de seu peito.

— É sim. — Ele sorriu.

— Bem... Tem um lago aqui perto. Já que está cedo, eu pensei em nadar.

— Pode nadar. — dei de ombros.

— Você vem comigo.

— É o que?!

— Ah vai... Eu te seguro — ele fez biquinho. — Você não confia em mim?

Bufei, e assenti, o que o fez sorrir.

Comemos os bolos de cenoura de Jean, que sobreviveram a água (por incrível que pareça), e guardamos tudo.

Jason tirou a camisa, e a largou na grama, e eu tirei os sapatos.

Sua cicatriz ia do queixo até perto do ombro.

— Vem? — ele estendeu a mão pra mim. Revirei os olhos, e a segurei, o acompanhando pro leito do rio.

A água cobriu meu pé, e um arrepio passou por todo o meu corpo.

— Por que você tem todo esse trauma de água? — Suspirei.

— Eu... Fiquei muito tempo no mar... Depois que... Meu pai me tirou do barco. — Pisquei algumas vezes e o olhei. Ele se aproximou, e colocou uma mecha do cabelo atrás da minha orelha.

— Eu vou te proteger. — ele seu de ombros, e segurou minhas mãos.

Continuamos afundando devagar, e ele me segurava firme. Até que a água bateu na minha cintura, e eu conseguia sentir as inesistentes ondas do mar. — Tudo bem.

Assenti, e balancei a cabeça. Eu estava sob controle, tudo bem. Respirei fundo.

Tudo bem até que meu pé não alcançou mais o chão.

— JASON, JASON, JASON... — Agarrei os braços envolta do pescoço dele com força.

— Ei, ei, tudo bem.

Soltei o ar que segurava, relaxando. Ele não deixaria nada acontecer comigo, estou segura.

— Viu? Você está dentro da água! — Eu ri, sem tirar minhas mãos das costas dele.

— Podemos ficar aqui mais um pouco? — pedi, gostando da idéia. Ele sorriu.

— Talvez mais um pouco. — sorri, e deitei a cabeça em seu ombro, enquanto brincava com seu cabelo molhado. Ele me segurava firme pela cintura, e olhava as árvores em volta. Ficamos assim, aproveitando esse momento por mais um tempo.

Até que o mesmo som que ouvimos no rio junto com Andrew se repetiu. O helicóptero.

— Ai não. Prende a respiração. — ele pediu. Obedeci, tentando me manter calma, e emergimos.

Finquei minhas unhas em seu pescoço, sentindo o desespero subir pelas minhas veias. Pra me tranquilizar, ele abriu os olhos e pediu silênciosamente para ficar calma. Assenti, mesmo sentindo meus pulmões a clamarem por ar.

Eu não conseguia mais segurar.

O cutuquei várias vezes, dizendo que eu não aguentava mais, e ele me levou de volta pra cima instantaneamente.

Respirei fundo, aliviada pelo helicóptero já ter ido em bora, e tossi algumas vezes, conseguindo alcançar o chão de areia.

— Você está bem? — ele esfregou os olhos. Assenti, ainda ofegante. — Eu não estou. Você furou meu pescoço com as unhas sua maluca!

Ele reclamou, passando a mão na lateral do pescoço, onde linhas curvadas em forma de unhas estavam cobertas por um pouquinho de sangue.

— Desculpa, eu me desesperei.

— Tudo bem, isso foi uma má idéia. — ele riu pelo nariz. — É, temos que ir. — ele assentiu, me levando pra margem.

(...)

Andamos com cuidado pela floresta, até chegarmos perto da praia. A areia era branca e o mar azul claro, e a pequena ilha expreitava ao horizonte.

— Chegou a hora. — ele me olhou, e eu engoli em seco.

— Vamos ficar bem. — Respirei fundo. Quem sabe eu começasse a acreditar se repetisse isso mais vezes?

— Vamos. — ele deu um sorriso pequeno.

Abri minha mochila, e tirei de lá o lenço de Wanda. O enrolei na mão, e tentei guardar cada detalhe do seu cheiro, caso chegássemos tarde.

— Ei. — ele se abaixou do meu lado. — Vamos salva-la. Eu prometo. — Assenti.

Peguei o vidro redondo, que agora tinha menos gotas ainda, e coloquei seu conteúdo num pequeno frasco de amostra de perfume vazio, e guardei no bolso, enquanto Jason fazia fazia a própria varredura na mochila.

— Jas... — Ele me olhou, preocupado. Suspirei. — Elas querem apenas a mim... Você não precisa ir... Não seria melhor se eu fosse sozi...

— Não ouse continuar essa frase, Emily Rhondes. Eu nunca vou te deixar ir sozinha, e não se discute mais nisso. — ele disse irritado. — Agora me ajuda a esconder isso? — ele mostrou o caderno pra mim. — O que? Vou voltar pra pegar, isso é meu tesouro.

Eu sei, eu li uma parte dele...

Suspirei. — Ta bem. Vamos esconder as mochilas também.

Nós os colocamos no meio de uma moita ao lado de uma árvore, e Jason pegou um canivete com uma faquinha.

— Temos que marcar o lugar, né? — sorri, sabendo onde ele queria chegar.

Ele desenhou um coração, e colcou um "E+J" no meio.

Tentei conter o sorriso que se formou em meus lábios, mas falhei. Aquele era o momento mais feliz da minha vida?

— Você vai falar o que eu estou pensando ou não? — perguntei, e ele sorriu, se aproximando de mim.

— Não. — fechei a cara. — Eu vou fazer isso...

Ele me puxou pra perto bruscamente, e celou nossos lábios antes que eu pudesse raciocinar. Toquei seus braços, me entregando completamente a ele.

Separei meu rosto do dele, e ele fez uma cara indignada.

— Você tem muito pouco fôlego. — Eu ri.

— Não importa que você não queria falar, eu falo. Eu te amo, Jason Londres.

— Eu sei, Emily Rhondes. — ele sorriu, e eu deitei minha cabeça em seu peito. — Vamos acabar com isso de uma vez. — Assenti, dando minha mão a ele.

— Como vamos fazer isso? — Perguntei.

— Elas devem vigiar a areia como uns falcões. — ele deu de ombros. -Já passeou na praia? — Assenti com a cabeça. — Bem, eu não. Vamos lá. — Ele deu de ombros, e eu sorri.

A areia afundava a medida que andávamos por ela. Em uma outra época... Podíamos apenas andar na areia juntos, sem nos preocupar com nada.

Olhei pra ele, sem parar de andar.

— Por que não podemos ter uma vida normal? — ele me olhou, e sorriu.

— Eu não gosto de coisas normais. — ele piscou pra mim, e eu mordi o lábio. — Eu já disse que amo quando você faz isso?

Eu ri.

Sim, eu li isso no seu caderno.

— Não.

— Bem, eu amo quando você faz isso. — sorri, mas fomos interrompidos por um som de motor se aproximando.

Olhamos ao mesmo tempo pro mar, e vimos três barcos grandes se aproximando depressa.

— Fica atrás de mim. — ele pediu, e eu segurei seu braço, o obedecendo. — Vai ficar tudo bem.

Assenti, respirando fundo.

— Confio em você.

Os barcos atracaram no porto ao nosso lado, e numa velocidade impressionante várias delas deceram, segurando armas e vestindo armaduras.

— NÃO SE MEXAM! — Uma delas ordenou. Ela se aproximou de nós, e tirou o capacete. — Sou Larah Frayah, e vou escoltar vocês pacificamente até a ilha. Se resistirem, morrem.

— Tudo bem tia. Somos da paz. — Jason ergueu as mãos, e eu fiz o mesmo.

Ela fez sinal pra duas delas nos revistarem, e eu rezei para não encontrarem o vidrinho de perfume.

— Limpo. — Suspirei aliviada.

— Ótimo. Atirem nela. — Jason estava prestes a entrar na frente do que quer que fosse acontecer, quando algo me atingiu no pescoço. Minha boca formou um perfeito "o", e meu corpo desligou completamente e começou a cair pro lado de Jason.