How To Be The Princess of England
4 How NOT to freak out with beautiful faces
Notas iniciais
Dispensei Ludymilla e Andy. Estava com o estômago dando cambalhotas, não queria vomitar perto dela.
Me joguei no meio das almofadas com meus longos cabelos ruivos espalhados pela cama. Ele não me pediu em casamento, quem faz um pedido assim? E seria por interesse, não é de verdade. Talvez não seria totalmente horrível viver no castelo por um tempo,fingir amar o PRINCIPE, e para assim conseguir a liberdade.
É, é o único jeito de cumprir meu sonho: Ser uma nômade com a herança do meu pai, e morar num barco viajando pelo mundo, sem nunca mais ter que responder a uma reverência.
Pensar que esse era o ÚNICO jeito, é desesperador e chato. É, as destructives vão me aniquilar antes de eu sair do castelo, sendo da família real.
As destructives, são um tipo de grupo terrorista que persegue a família real desde muito tempo. Diversas vezes elas promovem grandes ataques ao palácio, causando muitos estragos. Elas querem acabar com a família real e assumir o país. Elas são violentas, não quero estar aqui no próximo ataque.
Ouvi três batidas na porta.
— Pode entrar... – disse, com a cara enfiada numa almofada roxa.
— Emilly? Sou eu Andy. Vim avizar que o jantar é em meia hora, e as escolhidas devem estar presentes, sem atrazos.
— Tudo bem, obrigada.
— Está melhor?
— Sim, só cansada. Estou indo! – ela assentiu e fechou a porta. Ótimo, vamos encarar esse doido de pedra, ainda não fazendo a menor ideia da minha resposta.
(...)
Optei por um vestido longo, rodado e vermelho escarlate, minha cor preferida. Ele tinham alças passando pelo ombro e dando a volta pelo pescoço, deixando as costas de foras. Um tênis Vans azul escuro, e prendi o cabelo um coque bagunçado e um cordão de prata que achei por aí.
Desci as os degraus correndo, e pulei os três últimos degraus, me fazendo quase perder o equilíbrio ao pousar no chão. Esperei os guardinhas abrirem as portas para mim, mas foram muito lerdos e abri eu mesma. Todos já estavam lá, mas eu não estava atrasada, eram seis horas em ponto.
— Olá Emilly. – O rei me comprimentou.
— Olá Majestade. – A mesa era enorme, tinham uns cinquenta lugares. Ela feita de ouro com vários desenhos fundidos, ou talvez um ouro falso, por que não é possível, essa mesa é enorme para ser de ouro puro. As cadeiras eram do mesmo material gelado e duro, com as mesmas curvas e desenhos da mesa.
— Podem servir, por favor. – A rainha pediu. Vários garçons vieram nos servir. Eles colocaram um prato coberto com uma daquelas potes redondos e brilhantes, sabe, aqueles trecos que você levanta a tampa e apresenta uma comida — chique e pequena para o triste freguês – E em seguida diz “Voalár” Ou sei lá como se escreve “Voalár”, mas em fim, eu não fiz questão para descobrir o nome daquilo.
Só sei que eles levantaram a tampa, e tinha um prato todo colorido, com os alimentos todos separados, sem tocarem uns nos outros. Tinha salmão no prato – Nunca comi, não sou tão rica – Arroz, um purê de batata inglesa, ervilhas, milhos e um treco...
— Bom Apettit. – Um cara bigodudo com um baita sotaque francês, parecendo querer exibir a grande criação.
— Então, o que é esse treco? – perguntei, fazendo as meninas e o príncipes rirem. – Que foi?
— É pastrame senhorita Rhondes. O pastrami é uma carne magra curada e muito temperada, que se popularizou nos Estados Unidos. – O sotaque dele explicou.
— Ah, então é carne americana. – Ouvi risos comprimidos saindo pelos cantos das bocas de todos, fazendo aquele som tipo “prfffffffff”
— Sim senhorita, carne americana. – ele revirou os olhos. – Com licença.
— Ctrl C, Ctrl V do Google – Ouvi Wanda murmurar, me fazendo rir.
— Então senhorita Emilly, gostou do pastrami? – Jason me perguntou. Todos ficaram em silêncio para ouvir.
— Sim majest...
— Jason.
— Jason.
— Me daria a honra de me acompanhar num passeio pelo jardim, e conversar sobre os encantos do pastrami? – Segurei muito para não revirar os olhos. É, eu não podia negar.
— Mas é claro. – disse, forçando um sorriso.
— Então meninas, amanhã, após a chegada dos príncipes, lordes, princesas e damas de diversos países a nossa volta, vamos realizar um grande banquete. Eles vão se hospedar no palácio por um tempo, até o aniversario da nossa nação, que ocorre em alguns dias.
— Vocês participarão do desfile. – Jason disse, respondendo a pergunta de todas. Elas bateram palmas e começaram a falar juntas. É, vai ser uma looonga vida.
(...)
Sentei no banco, esperando Jason. Suspirei.
Tive milhares de conversas internas, e já tinha a resposta para ele. Era o único jeito, e não seria exatamente um sacrifício. Qual é, ser rainha por três segundos deve ser incrível.
Olha o meu nível de desespero, tentando me convencer das coisas.
— Emilly. Sabe, pastrami é de origem do Bálcãs...
— Sim.
— Sim o que?
— Sim, o seu plano.
— Sério? – ele sorriu de orelha a orelha. – Bem, futura esposa...
— Olha aqui, eu posso desistir disso a qualquer minuto. Então não pisa na bola. E se reclamar conto tudo para as outras.
— Uh senhorita ameaçadora, vá com calma com esse prato de pastrami. –Ele passou os olhos pelo jardim. — Tudo bem, não terá que desistir. – Uma sirene extremamente alta foi ouvida. Aliás, toda a população conhece, é o toque de recolher. Na minha opinião, parece aqueles alarmes de alerta de Godzilla, do tipo “Godzilla na área pessoal, mantenham a calma” – Temos que ir! Eu não vi a hora passar.
— Mas a tolerância é até 20:05...
— Aqui não. Meu pai sempre diz, antes das oito! – ele disse, me arrastando pelo pulso.
— Oaky, pode ir pro seu quarto, eu sei onde é o meu.
— Não vou te deixar ir sozinha. – Olhei pra ele o resto do percurso. Então, ele se preocupava comigo. – Boa noite meu anjo.
— Boa noite meu príncipe. E... Isso significa... Que você se preocupa com alguém além de si mesmo?
— Claro. Se te matarem vou ficar sem plano. – ele sorriu, e saiu andando. Ridículo.
(...)
— EMILLYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY
— Que isso Andy? São invasoras?! – Perguntei, dando um pulo na cama.
— Não, você vai se atrasar para a chagada dos príncipes! – Ela disse, como se fosse natural acordar alguém aos gritos.
— Que raiva Andy. – revirei os olhos. – Mas tudo bem. – bocejei, me despreguiçando. – São que horas mesmo?
— Cinco.
— Cinco horas da manh... Andy, eu posso te matar?
— Não, você vai acabar na senzala.
— Acho que não ligo. – Me levantei de vagar.
— Bom dia Emilly! – Ludymilla entrou, carregando um vestido, que Wow. – omei a liberdade de escolher seu vestido, para não lhe atrasar, Gosta? – ela perguntou virando o cabide para mim. Sentei na cama, sentindo uma falta de ar.
— Gente, vou aparecer na Tv?
— Não, é para causar uma boa impressão hoje...
— Sabe, os outros príncipes são uns gatos, e se o príncipe Jason não te escolher... Quem sabe um dos outros escolha? – Andy disse sorrindo.
— Há, há.
— Sei que não gosta muito de rosa...
— É lindo, lindo de morrer, eu vou usar. – Disse arrancando os vestidos da mão dela, e indo pro closet.
Vesti, e tenho que admitir, ficou maravilhindo em mim. Ludymilla fez uma trança, e formou um arco com o cabelo acima da testa, soltando alguns fios de lado. Andy passou um batom vermelho escarlate, e cem camadas de rímel.
— Maravilhosa. – elas disseram, em quanto eu sorri. Calcei um tênis vermelho forte, e sai correndo. Acordar cinco horas, para estar quinze minutos atrazada.
— Onde está a Emilly querido? – Ouvi a rainha perguntar.
— ESTOU AQUI! – Gritei, em quanto corria apara alcançar a escada. Assim que desci cinco degraus, troquei os pés e desci rolando o resto da escada, caindo de barriga para cima igual a bela adormecida no chão. Um círculo de príncipes e lordes lindos se formou em volta de mim. Gente, eu morri e estou no céu?
— Emilly! – Jason disse, se ajoelhando a meu lado.
— Eu já gosto dessa garota. – Vi um cara meio asiático dizer. Jason me colocou sentada, para poder falar melhor.
— Você está bem?
— Acho que sim. Caraca vocês são lindos de mais! – Eles riram, meio convencido. –Gente , eu disse isso alto?
— Disse, mas somos lindos mesmo. – Um loiro disse. CONVENCIDAMENTE certo.
— Consigo... – tentei me levantar, mas apenas senti uma incrível dor no tornozelo. – Não consigo não.
— Leve ela para a ala médica por favor filho? – A rainha pediu. Oh, você não gostava de mim?
— Tá bom. – Ele me pegou no colo. Okay, ele é mais forte do que parece.
— Olha ela, fingindo só para ficar com o príncipe! – A loira disse á negra. Sorri, e dei um tchalzinho com a mão.
— Então, não vai deixar seu plano morrer com dor no tornozelo? – perguntei, irônica.
— Claro, eu preciso de você já disse.
E foi isso. Ficamos em silêncio atravessando os largos e infinitos corredores do castelo. Eu só queria que eles acabassem, e ele me deixasse na enfermaria de uma vez. Parece, que a enfermaria fica do outro lado do castelo. E realmente ficava.
Quando me dei conta, estava com a cabeça apoiada no peito dele, e as mãos em volta do pescoço. Mas eu não fiz nada para mudar. Não consegui, acho que estava meio sei lá, morta? Desmaiada? Dormente?
— Confortável? – Ignorei isso.
FINALMENTE, a enfermaria deu as caras.
— Altezas. – ela fez uma reverência. — O que aconteceu? – a médica perguntou.
— Essa doida torceu o tornozelo na escada.
— Ah, deixe eu examinar. – ele me colocou sentada em uma maca. Tirei o sapato, e ela começou a examinar. – Onde dói?
— Aí. Não está doendo muito, acho que posso voltar.
— Nada disso.
— Ele tem razão, não foi grave, mas um gelinho seria bom. – ela disse, me dando um saquinho com gelo. Revirei os olhos. – Com licença. – ela saiu da sala de atendimento, e foi para a sala ao lado.
— Então, por que está aqui? – perguntei, colocando o gelo.
— Se eu voltar minha mãe me mata, vai dizer que não fui cavalheiro e não devia te-la deixado só. – ele disse gesticulando com a mão. Ficou um silêncio até ele quebrar de novo. – Qual sua cor preferida?
— Ham?
— Qual sua cor preferida.
— Ah, vermelho escarlate.
— Por que?
— Meu pai me deu esse pingente. – Disse, mostrando o cordão pra ele. – Quando eu tinha... Zero anos. E a sua?
— Azul... Azul... azul YInMn.
— Por que?
— Acho bonito. Mentira, é que quando tinha três anos, mandei pintar meu quarto de branco, mas o pintor era meio surto e escutou azul e quinze anos encarando aquela cor... Eu acabei gostando dela. E... Sua comida preferida?
— Sorvete.
— A minha e Petit gateal, é sorvete e bolo e melhor.
— Nem todos moravam no castelo. Nunca comi isso.
— Já comeu bolo?
— Já.
— Sorvete?
— Já.
— Então virou Petit Gateau no seu estômago, quando estava digerindo.
— Você fala coisas nojentas de mais para um príncipe. – disse. – Acho que consigo ficar de pé agora, desinchou. – Me levantei de vagar, e senti a dor reduzir, não doía quase nada. – Já podemos ir. – disse, indo até a porta.
(...)
A sala recreativa do palácio estava um caos. Príncipes para todos lado, com as três meninas sendo paparicadas por uns mais atirados, e ignoradas por uns fazendo zoeira.
— Ei! – ele gritou, fazendo todos se virarem e olharem para nós. – Vocês estão comendo pizza sem mim?! – ele foi ao encontro dos caras, que até largaram as meninas, que sorriram frustradas. Me sentei ao lado de Wanda, ficar cercadas de garotos estava fazendo minha cabeça, preciso falar com alguém que pense.
— Am... Sou... Emilly...
— Eu sei, elas não falam de outra coisa. De um jeito de te tirar do caminho delas.
— Gente, essas garotas são piradas, eu não to no caminho de ninguém. Nem queria estar nessa seleção.
— Elas acham que o príncipe gosta de você. Eu também acho, mas não queria estar aqui. Tenho uma namorada me esperando em casa, e eu a amo.
— Nunca tive um namorado. AH, nem namorada. Nunca me apaixonei. Smpre preferi escalar montanhas, praticar esportes e ler gibis que ficar com garotos.
— Hum, aqueles estão vindo falar com você, por que não tenta se apaixonar? – ela sorriu.
—Am, eles não estão mal.
—Guter Tag– Um cara extremamente branco disse.
— Sou Andrew States. Ele é George Honndler Lachs
príncipe da Alemanha. – Um moreno disse.
— Ich spreche Deutsch! – sorri. Quer dizer: eu falo alemão!
— Por que não me ensina um pouco? Via ser útil falando com meu irmão.
— Claro. Que tal darmos umas voltas? – sorri. Ele assentiu. Sorri para Wanda que fez dois joínhas com a mão.
(...)
Passeamos pelo castelo, e eu traduzia as coisas que Andrew não entendia. Os meninos se reuniram para jogar crokett, e ensinar as meninas. Mas eu recusei assim como Andrew.
— Então, vocês são irmãos?
— Não de sangue. Eu era príncipe dos Estados Unidos, mas com a guerra, meus pais me colocaram num barco. Mas ele saiu de curso e foi parar na Alemanha. Eu acabei causando alvoroço e fui preso sem querer. Mas o George me viu, contratou um tradutor para entender o que aconteceu e me libertaram. A família deles me adotou como filho. Isso há uma no e ainda não sou fluente em Alemão.
— Nossa. História legal. Menos a parte de deixar sua família.
— Eu lido bem com isso. E você?
— Há alguns meses minha mãe morreu afogada salvando uma criança. E eu estava viajando de barco para uma ilha no país de Gales, quando uma tempestade atingiu nosso navio. Meu pai me enfiou num bote e só eu sobrevivi.
— Sinto muito. – Dei de ombros.
— ANDREW! Ich schaffte es zu spielen! Das Feld nicht verbrennen ! – Ele sorriu.
— O que ele disse?
— Andrew! Eu consegui jogar! E Sem incendiar o campo!
— Wir gratulieren George! – ele gritou “Parabéns George!” – Ele é muito legal e fica animado com tudo, é super carismático.
— É. – sorri. Os portões do castelo rangeram, e entraram umas dez limousines.
— Caraca, quem está aí dentro? – Perguntei.
— A rosa é da Georgia, prima metida do Jason. Vocês estão correndo perigo com ela, tome cuidado.
— Ouvi falar dela.
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