How To Be The Princess of England
17 How NOT to cut Andrew's chin again
Notas iniciais

Pisquei devagar, e dou de cara com meus dois lindos preocupados.
— Acho que ela tá acordando.
— Ta sim, animal.
— Idiota.
— Eu sou lindo. – reconheci a voz de Jason.
— Quem me mandou aquilo? — perguntei, sentindo um grande cansaço me atingir.
— Não sabemos Emmy.
— Emmy? “Em” é bem melhor. — Jason.
— Por que eu estou tão cansada? — Suspirei.
— Os remédios que te deram,meu anjo. — ele sorriu pra Andrew, por um motivo que não identifiquei.
— Você está fazendo o que, Jason? – perguntou irritado.
— Nada, meu amigo.
— Se paquerem pra lá. Eu quero dormir. — empurrei a barriga de Andrew.
— Nossa, vejo que não somos bem vindos. Vamos amor. — Jason puxou Andrew pelo braço.
Sorri com a cena de Andrew arregalando os olhos.
— Ridículos. — fechei os olhos, ainda sorrindo.
Eu era muito sortuda por te-los na minha vida.
(...)
Escolhi uma blusa de mangas compridas preta com listras da mesma cor, uma calça jeans de cintura alta, e um tênis addidas branco.
Eu estava linda, de acordo com Andy.
Usar minha liberdade de roupas era sem dúvida a melhor parte de tudo isso.
Desci com uma mala pequena, e um guarda levava a minha grande.
Wanda sorriu pra mim.
— Que malona. — Falou.
— Acha que estou trazendo muita coisa?
— Olha a Georgia e a Dakota. — ela piscou pra mim.
Georgia tinha 3 malas enormes, e Dakota 2. As duas permaneceram com vestidos até o joelho, e um saltão. Seria impossível correr assim.
— Nossa. — sorri, e me virei para o guarda que colocou minha mala ao meu lado. — Obrigada... Guarda... Philipe — li seu nome no uniforme. — Nos encontramos de novo. — ele sorriu.
— Muito bom ve-la senh... Emily...
— Digo o mesmo. — sorri. Ele ameaçou fazer uma reverência, mas desistiu ao lembrar das minhas exigências.
— Que cara lindo. – olhei Wanda, estranhando sua repentina mudança de sexualidade. — Que foi? Só por que gosto de garotas não posso achar algum cara bonito?
Sorri, rendendo as mãos.
— E o que tá rolando entre você e a Hlenah?
— Nada. — ela sorriu nervosa. — Sério, ela tem sido uma boa companhia, e tem ajudado a superar Natasha... E você contou a Jason!
— Ops...
— Ridícula. – ela revirou os olhos, nada irritada comigo.
— Ah, ele precisava saber o por quê de você estar triste. — fiz um biquinho dramático.
— Ta bom. Mas ele disse que não vai me mandar pra casa, e que gostou de mim. Num sentido amigável.
— Ele é legal, não te mandaria pra casa. — passei os olhos pelo salão, procurando... Não sei qual dos dois estava procurando, mas estava procurando algum deles.
Até que vi Jason, Hlenah e Andrew descendo conversando. Andrew, sempre cavalheiro, se ofereceu pra levar a mala rosa e pequena de Hlenah, enquanto guardas traziam as maiores.
— Bem, enquanto estiverem lá, algumas pessoas ficarão aqui para substituírem vocês. — O rei, que só agora notei estar na sala, sinalizou para um guarda abrir a porta. Várias pessoas caracterizadas entraram.
Meu queixo caiu. Eram simplesmente idênticas a todos nessa sala. Uma réplica de cada um de nós.
Olhei pra mim mesma, assustada. Ela fez uma reverência, e eu agarrei o braço de Wanda.
— MINHA CLONE! Posso ficar com ela?! — Lyly agarrou a "si mesma" num abraço.
— Eles são atores profissionais, e os rostos são máscaras de silicone, não são clones, querida.
— Ah. — ela fez uma cara triste. — Tchau Lyly. — acenou pra mulher, que ficou sem graça.
— Bem, sigam-me. — O rei pediu. O seguimos até a extremidade do castelo, e o rei abriu uma passagem usando um vaso de planta, revelando um corredor em descida que era uma rampa com piso de azulejo branco, e luzes brilhantes.
Seguimos descendo por um tempo, até chegar em um salão subterrâneo com um portão no fim. Tinham 4 carros grandes parados lá.
— Vocês irão de carro, para não chamar atenção. São algumas horas de viajem, chegarão de manhã. Deixarei meu filho no comando de tudo. — O rei disse, orgulhoso. — Qualquer problema, se dirijam a ele. No primeiro carro irão os empregados, no segundo guardas de apoio, e nos outros vocês podem se acomodar. — Fomos em direção aos carros.
Vi Jason se despedir dos pais. Ele beijou o rosto da mãe, que o abraçou forte, e abraçou o pai em seguida, que esfregou seu cabelo. Uma grande dor me atingiu, me fazendo lembrar de meus pais, o que vem à tona o assunto do colar... Enfim, Desviei o olhar pros guardas que colocavam as malas no porta malas.
— Tudo bem? — Andrew perguntou. Assenti.
Decidimos que no meu carro iria eu, Andrew, Jason, Wanda, Hlenah, Eron, Kiro, e Dakota e Georgia se intrometeram. Duvido que elas deixariam eu ir com Jason sozinha.
Tinha uma parede de ferro dividindo o banco do motorista, dos demais. Era como uma limusine: os bancos formavam um quadrado incompleto. Eles eram de couro preto, e confortáveis.
A ordem ficou a seguinte: Eron, Hlenah, Wanda, eu, Andrew, Kiro, Georgia, Jason e Dakota.
Saímos do castelo a um tempinho. Eles conversavam animadamente, enquanto eu só queria dormir, agarrada ao meu cobertor. E quem sabe a alguma outra pessoa. Brincadeira, sou uma santinha.
Resolvi fazer uma lista mental do que acontecia.
* Hlenah e Wanda de conversinha particular, enquanto Eron revirava os olhos.
* Dakota se jogava em cima de Jason, e isso me deixou muito irritada. Georgia dava corda pra essa vaca agarrar ele.
* Kiro conversava algo com Andrew, que não ligava nem um pouquinho.
* Eu fazia uma lista mental do que os outros estão fazendo.
A conversa estava tediosa em todos os cantos daquela coisa. Tentava me manter acordada caso algo acontecesse, mas foi impossível. Deitei a cabeça no ombro de Andrew, e acabei dormindo lá mesmo.
(...)
Acabei acordando. Não sei se estávamos chegando, ou quanto tempo se passou. Apenas que todos estavam dormindo.
— O que aconteceu? — Nem todos. Jason servia de travesseiro pra Dakota em seu ombro, e Georgia deitada com a cabeça em seu colo.
— Não sei, só acordei. — sorri. — E você?
— Não posso dormir. Sou o rei aqui.
— Não seja tão duro, majestade.
— E se tiver uma emergência?
— Temos guardas ao lado.
— E se alguém passar mal?
— Temos guardas ao lado.
— Hum... E se alguém...
— Temos guardas ao lado. — ele sorriu, cruzando os braços.
— E se você precisar de mim? — Ele desmanchou o sorriso, mas eu senti cada célula do meu corpo sorrir.
— Sempre posso dar um chute em sua canela.
Por que aquele comentário me fez tão feliz?
Estendi a mão pra ele, que a segurou com cuidado para não acorda-las. Foi um momento rápido mas especial.
— Vou precisar de um beijo quando isso acabar. — ele sussurrou com um sorriso malicioso.
— Hum. — Cruzei os braços, contendo o meu. — Vou fazer companhia pra você.
— Não, você não dormiu direito. Pode descansar, vou tomar conta de você. — ele deu um chutezinho bem de leve na minha perna. Mordi minha boca, esperando conter meu sorriso.
— Você não pode fazer isso.
— Isso o que?
— Você fala umas coisas que me faz te odiar menos. — sorri, revirando os olhos.
— Nossa, então vou parar com isso, já que faz questão me amar tanto. — O jeito que ele era sarcástico e engraçado ao mesmo tempo era encantador.
Até que Hlenah se levantou bruscamente e caiu em cima de Kiro, fazendo uma Wanda que se apoiava em seu ombro cair no chão, todos acordarem num susto. Eu levantei a cabeça do ombro de Andrew tão rápido que bati em seu queixo, e Dakota bateu a cabeça no ferro da parede.
— HLENAH VAI PRO INFERNO! — Georgia gritou.
— Eu sou sonâmbula...
— NÃO LIGO, VAI PRO INFERNO.
— Ei, olha como fala com ela! — Wanda e Eron falaram ao mesmo tempo. Oh, que coisa mais estranha esses dois.
— Meu Deus, olhe pra mim Andrew. — Pedi. Ele olhou pra mim, com uma cara de dor, e toquei seu lábio, revelando um pequeno corte causado pelo impacto. — Ai Deus, sangue, ai Deus...
— Tudo bem, Emmy.
Emmy. Sorri.
— Hum, acho que devíamos pedir gelo...
— Onde arrumariam gelo no meio da estrada? — ele riu. — Tudo bem. Devemos estar chegando.
Tivemos essa conversa durante uma discussão maluca, e Jason se preocupando com Dakota pela centésima vez.
Kiro apenas começou a rir, fazendo todos se calarem e olharem pra ele.
— Jesus amado, vocês são uns animais. — Andrew esfregou os olhos.
É começaram a brigar e a rir ao mesmo tempo. Eu não estava entendendo, então observei quieta. Me permiti olhar rapidamente pra Jason, e vi seu olhar sobre mim.
— Você está bem? — Perguntou. Dei de ombros, e voltei a prestar atenção na discussão/canibalismo entre nobres.
(...)
— Graças a Deus. — Anne se jogou no chão, descendo do carro.
— Ei, precisamos de gelo aqui. — Wanda puxou Andrew pra um dos médicos. Dakota os acompanhou, distante.
— Nossa, o que aconteceu lá dentro? — Aly e seu sarcasmo vieram até mim.
— Longa história. — sorri, colocando a mão na testa. Vi Jason pegando uma garrafa de água num frigobar na grama. — Preciso de água. Isso, água. — Fui até ele.
— Hey. Você não me respondeu, você está bem?
— Estou. — dei de ombros novamente, e peguei uma garrafa. — E a Dakota, tá bem? — arqueei uma sobrancelha.
— Sim.
ELE FAZ SARCASMO, MAS NÃO ENTENDE O SARCASMO DOS OUTROS, QUE LINDO.
Conhecendo a lerdeza da vossa Alteza na minha frente, resolvi deixar isso pra lá.
Só agora reparei onde estávamos.
Era uma mansão. Bem grande.
Tinha uma piscina enorme um pouco a frente de nós, levando a uma escada bem grande até as postas da casa.
Ela tinha dois andares, com janelas de vidro, e várias flores por todos os lados.
Deixei Jason, e entrei no lugar. A sala era enorme, como naqueles filmes. Uma lareira grande em baixo da televisão que abrangia grande parte da parede, e as paredes eram brancas e os sofás marrons, com uma textura parecida com a de uma nuvem, arrisco dizer.
Era simplesmente lindo. Havia uma cozinha, seguida por uma enorme sala de jantar.
Até que escutei um grito do andar de cima. Todos largaram o que estavam fazendo, e entraram na casa. Dakota desceu as escadas. Pelo visto, o grito foi dela.
— Só tem 2 quartos!
— Como assim? — Georgia abriu espaço entre as pessoas.
— D.O.I.S Q.U.A.R.T.O.S.
— Relaxem. Um pras garotas, e um pros garotos. — Jason se aproximou delas.
— Isso é um absurdo! Não dividirei quarto com ninguém! — Georgia emburrou. Revirei os olhos.
— Então dorme no quintal, irmazinha. — Aly bateu em seu ombro, de leve.
— A CAMA DE CIMA É MINHA!!! — Lyly voou pelas escadas. Fui atrás, e entrei no quarto das meninas.
Era enorme, e tinham apenas várias beliches de madeira pintada de branco, e um lustre enorme no teto. Era simples, e chique.
— É simplesmente um absurdo. — Dakota resmungou, se sentando numa cama que ficava em baixo.
Lyly pulava na cama de cima, e todos começaram a se acomodar.
Só aí percebi o vestido que Georgia usava.
Era preto, estampado de margaridas.
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