How To Be The Princess of England

34 How NOT to be the scars couple


Notas iniciais
Como NÃO ser o casal das cicatrizes ♥

Se eu consegui dormir? Claro que não.

Devia estar revirando aquela cela a mais de 5 horas.

Sim, estava muito frio. Era horrível. Sentia meu coração pular de medo quando Wanda aparecia nas sombras, com as mãos sujas de sangue, e sentava no chão, me observando de pernas cruzadas.

Eu fazia o mesmo. Sabia que ela me analisava. Fitava seus olhos claros como os meus, com um olhar confiante.

Ela com certeza sabia que eu não era nem um pouco confiante. Mas não sabia o quanto eu amava Jason.

E ela se levanta, em silêncio, pela terceira vez.

Assim que a porta pesada de ferro era fechada nas sombras, eu desmoronava.

Meus soluços baixinhos rasgavam minha garganta, e a cada lágrimas um pedaço da minha alma ia embora.

Aos poucos, eu me sentia morrer.

E tinha Andrew e Jean. Eles não tinham nada a ver com isso. Jean apenas cuidou de Andrew, e ele apenas me amou.

Eu tinha a capacidade de destruir todos. Jason já era destruído. Pelo luto, pela culpa, pelo amor, assim como eu.

Éramos almas gêmeas? Minha mãe sempre dizia que meu pai era sua alma gêmea. Ri com a lembrança. Talvez tivéssemos filhos.

Sempre amei um nome desde criança: Callie. E se tivessemos mais filhos? Teria que pensar em mais nomes.

Um deles se chamaria Andrew.

Uma delas se chamaria Wanda. Não esse monstro. Minha melhor amiga. Minha melhor amiga morta por um monstro.

Nem sempre podemos salvar todos.

Aly. Mais um nome pra lista.

Suspirei. Nunca conhecerei meus filhos?

(...)

O cansaço tomou conta do meu corpo, e eu simplesmente desliguei.

Desliguei em alerta. Wanda estava ali, me observando dormir, eu sentia. Mas era incapaz de abrir os olhos, acordar. Estava sonhando com Jason.

Não sei exatamente o que, mais eu sonhava com Jason.

— Jason. — Wanda disse em voz alta, e esse nome me fez despertar, sem abrir os olhos. — Não acorde ela, ela estava acordada há 27 horas. — Ouvi um risinho, e a cela abriu, e senti Jason gemer de dor.

A cela fechou, e o barulho de botas continuou até a portona de ferro ser fechada.

— Emily... Ai meu Deus, vamos Em. – sua voz dolorida me chamou.

— Quem está dormindo? — me levantei num pulo, e fui até sua voz, tremendo. Não conseguia ve-lo, mas sei que ele estava machucado.

Meus joelhos falharam assim que o vi. Pisquei algumas vezes, contendo as lágrimas.

— Jas... O-O que ela fez com você? — soltei, surpresa por conseguir falar.

— Não importa... Agora ela sabe que eu não sei nada, e não vai mais tocar em... você pra conseguir me fazer falar.

Tinham cortes profundos em seus braços, machucados em sua boca e testa, além de seus pulsos cheios de hematomas feitos por cordas.

— Eu estou bem, só preciso de... — Sem pensar duas vezes, segurei seu rosto, e celei nossos lábios num beijo demorado. Ele me olhou, espantado. — Tem sangue na sua boca...

Passei as costas da mão no rosto, tirando o sangue de Jason de lá. Mas ele ficou na minha mão, e eu o encarei, sentindo meus olhos se encheram de lágrimas.

— Emily... Olhe pra mim. — Ergui meu olhar, e me arrependi instantaneamente. As lágrimas começaram a correr dos meus olhos sem controle. Tentei respirar fundo, e engolir o choro, mas falhei.

— Não chore, por favor... — ele pediu, mas eu não podia controlar.

— E-Eu... Não aguento mais, Jas... — soltei, e foi como se tirassem um peso das minhas costas. — Eu não posso lidar com isso.

— Você pode. Emily, não se subestime... Você é forte. Você consegue. Você é Emily Rhondes. — sua mão alcançou a minha, e eu fechei os olhos. — E Emily Rhondes não está sozinha. Eu estou aqui. — Jason piscou pra mim.

Mordi os lábios, e ele riu.

— Amo quando faz isso.

— Eu sei. — ri, limpando as lágrimas.

— Olha como Wanda foi gentil... — ele apontou pra um balde com água e um pano branco dentro.

O arrastei até mim, e torci o pano.

— Vai doer.

— Eu sei.

Respirei fundo, e coloquei o pano em um dos cortes em seu braço. Ele fechou os olhos, trincando os dentes, o que foi seu único indício de dor.

Limpei completamente o sangue desse, e parti para outro corte. Ele permaneceu assim até eu começar a limpar os do rosto.

Ele abriu os olhos, e mordeu os lábios pra não gritar, respirando irregulavelmente.

— Esses cortes estão super inchados... Ela te socou, né?

— Com aquela luva de ferro. — Fui forçada a morder o lábio, já imaginando a cena, mas a voz dele quase sorria.

— Os do braço foram feitos com faca. – concluí.

— Como sabe tanto sobre cortes?

— Não sei. Só sei que vão deixar cicatriz. — antes que ele pudesse reclamar, coloquei o pano em sua testa e ele xingou um palavrão.

— Essa mordida de tubarão também vai. — ele apontou pro meu ombro.

— Vamos ser o casal das cicatrizes. – eu disse, e ele riu, ignorando a dor. — Eu estava pensando... Você é o único homem na ilha... Tenho que ter cuidado com você...

Ele riu.

— Duvido que elas gostem de homens... Então eu que tenho que ter cuidado com você.

Foi minha vez de rir.

— Talvez sim. — sorri de lado. — Pronto.

— Obrigado. — abaixei os olhos. — Isso vai acabar logo. — Jason sorri de lado, e eu assenti.

— Ta bem. Eu confio em você. — segurei sua mão.

A porta de ferro foi aberta, e eu pulei pra longe dele.

— Vocês me surpreendem. — Wanda cruzou os braços, fazendo um barulho irritante do ferro de sua armadura batendo um no outro. Mais 5 Destructives estavam ali.

— Não vou conseguir sair daqui sem ele. Então, ele não pode morrer, NÉ WANDA. — Cruzei os braços.

— É. Ele não pode morrer. – ela sorriu maliciosamente. — Ainda. Mas não estou aqui pra falar dos meus planos.

Ela fez uma pausa.

— Armas apontadas. — Duas delas apontaram armas pra gente. — Levantem.

Obedeci, revirando os olhos, e ergui as mãos. Jason, com dificuldade fez o mesmo, se encostando na parede. Saímos da cela, e Wanda colocou uma algema em nossos pulsos. Fomos nós dois pelos corredores brancos novamente. Jason se apoiava na parede, andado lentamente. Se eu pudesse, o ajudava a andar. Mas não podia.

— Onde vamos? — Perguntei a Wanda.

— Vai saber quando chegarmos. Aguenta aí, Jasonzinho. — Ela sorriu, feliz com o que fez com ele.

Trinquei os dentes.

— Talvez se eu fizer de novo você precis...

Lancei minha mão em sua direção, e dei um soco bem forte em seu queixo.

Ela voou contra a parede, e Jason arregalou os olhos. Todas elas apontaram armas pra nós.

Wanda ergueu a mão, fazendo sinal para não atirarem, e com a outra limpou o sangue que escorria.

Ela partiu com o punho preparado na minha direção, e minha cabeça voou contra a parede, me deixando tonta. Aquilo doeu como um coice de cavalo. Qual é, de luva não é justo!

Senti o gosto de sangue inundar completamente minha boca.

Mas nenhuma dor foi capaz de me fazer arrepender de ter feito isso.

— Valeu a pena. — dei de ombros.

— É, valeu. — Ela concordou, sem maldade alguma no tom de voz. Me lembrou da minha Wanda.

— Você é muito burra, Emily. — Jason sussurrou só pra mim, e sorriu.

— Eu não era um gênio? — arqueei uma sobrancelha.

— Adoro suas mudanças de humor. — ri, continuando a andar, com a boca latejando de dor e cheia de sangue.

Entramos numa sala de parede de pedra preta, com uma televisão enorme, e logo abaixo dela, uma câmera bem estabelecida.

Um tipo de trono de ferro estava ali, perfeitamente lustroso. Ao chegar mais perto, pude ver que não era simplesmente um trono de ferro, era o trono de espadas de ferro que elas sempre usavam nas transmissões de ameaças.

Iriam mandar pro castelo.

— Já entenderam onde quero chegar? — Wanda sorriu, rodando duas vezes na sala. — Vou ligar pro seu papai. Conseguimos clonar seu número, então ele vai atender nossa chamada em vídeo.

Ela deu de ombros, e duas delas nos mandaram ajoelhar no chão, fora da visão da câmera.

— Posições. — Wanda diz, num tom alto e confiante.

As que nos escoltavam, usavam armas, que foram devidamente armadas sobre o peito.

As de espadas, ergueram elas para frente, e se posicionaram na parede.

Wanda permaneceu com a cara confiante e implacável, com uma perfeita posição de sentido em direção a porta.

Harah entrou, seguidas por outras duas mulheres segurando as espadas firmemente. Elas usavam uma capa vermelha, assim como Harah.

— Sub comandante General Wanda. — Harah cumprimentou.

— Comandante General Harah.

Wanda era sub comandante. Ata.

— Tudo pronto para a transmissão?

— Sim senhora. – Wanda não vacilou.

— Ótimo.

Ela se dirigiu a mim.

— Tem uma coisinha na sua... — ela apontou pra própria boca, contendo um sorriso.

— Ah, não se preocupe, tiazona. Eu soquei ela, ela me socou de volta... Sabe, essa coisa de amigas. — Quase cuspi a palavra "amigas" em seus pés.

— Que bom. – Um tom irônico riu. — E você?

Jason me encarou, sem nenhuma expressão no rosto. Ele não respondeu, sequer olhou pra ela.

— Wanda, você cortou a língua do príncipe?

— Eu não, mas se for pra cortar, faço isso em segundos.

— Ah, deixa assim. — ela deu de ombros, e saiu de perto de nós.

Wanda se afastou da visão da câmera.

— Liguem. — Harah se sentou, e o som de chamada preencheu o lugar.

Se uma televisão podia ligar pra outra, eu não sabia, mas acho que era exatamente o que estava acontecendo.

A imagem da sala de convivência do castelo preencheu o escuro da televisão.

Todos quase pularam do lugar quando viram Harah na tela.

Kiro, Hlenah, Eron, Lyly, Georgia, o rei, a rainha, Pedro, guardas...

O rei levantou.

Hlenah se encolheu na poltrona, e Eron segurou sua mão. Kiro mordeu os lábios, Georgia preparou um berro que não saiu, e Lyly olhou pro tio.

— Harah. – sua voz vibrou pela sala.

— Peter.

— Onde está meu filho? – Sua voz grossa exigiu saber, e ela sorriu, fazendo questão de mostrar completamente seus dentes perfeitos.

— Vai ve-lo daqui a pouco... Mas estou na posse de mais gente de vocês... Wanda...?

Hlenah largou a mão de Eron, se aproximando mais do fim do sofá, ansiosa.

Já conseguia ver seu coração quebrando daqui.

Wanda entrou na frente da câmera, os fazendo ter uma bela imagem de seu rosto lindo e mentiroso. Provavelmente sem nenhum traço de sua armadura.

— Wanda! — Hlenah gritou, se aproximando da tela. Assim que viu a amiga Wanda que todos achamos que fosse, seu rosto se encheu de lágrimas. Vi o rosto de Wanda se fechar. — Elas te machucaram?!

— Ah, não, não Hlen, não se preocupe, eles só machucaram Andrew, Jason... E Emily. — A vi sorrir maliciosamente. O rosto de todos se contorceu numa cara assustada, e confusa. Ela se afastou, mostrando a todos sua armadura de Destructive.

Wanda fez sinal para duas delas nos empurrarem pra vista da câmera.

Estávamos lá, ajoelhados e humilhados no meio de terroristas apontando armas para nós. Suspirei, e ergui meu olhar pra televisão.

A rainha tapou a boca com a mão, e o rei respirou fundo, fechando os olhos, tentando ao máximo se manter tranquilo.

O olhar de Jason se resumia em encarar suas mãos sujas, sem se mexer.

— Wanda... Eu.. Eu... Eu confiei em você... — Hlenah deu alguns passos pra trás, com o rosto vermelho.

— Isso é problema seu. — Senti fumaça sair dos meus ouvidos, e meu olhar cheio de ódio caiu sobre Wanda. — É problema seu se você foi burra demais pra confiar em mim. É problema de todos você se todos vocês confiaram em mim. É proble...

Chega.

Me levantei num salto, e me joguei contra ela, gritando de raiva. Bati as algemas e as pulseiras em seu rosto com força.

— NÃO FALA ASSIM DELA SUA CACHORRA RIDÍCULA! — A acertei de novo, antes de algo me atingir nas costas.

Um tiro elétrico. Com a pulseira, a dor era infinitamente maior, já que era feita para reter eletricidade.

Cada célula do meu corpo doía imensamente, e eu não pude conter os gritos altos que me explodiam a garganta.

Vi Jason ser segurado com força por um monte de mulheres brutamontes, enquanto protestava.

Não dava pra ver muito do que acontecia no outro lado da tela no ângulo dolorido em que eu estava, mas vi o rosto de Hlenah se acender um sorrisinho satisfatório e ao mesmo tempo assustado e triste.

Pisquei pra ela rapidamente, que desmanchou o sorriso.

Algo me dizia que o rei berrava ordens que atingiam o céu. A rainha desmaiou, Eron tentava reconfortar Hlenah, Georgia estava estática, ao lado da cadeira.

Fomos inconsequentes demais.

A dor diminuiu, e eu fui jogada pra perto de Jason, que colocou as duas mãos algemadas no meu rosto.

— Você está bem? — Assenti, firmando os braços no chão.

— Acabou? — Wanda sorriu, antes de cuspir sangue no chão. — É, talvez eu mereça. Mas quem vai morrer é você, meu anjo.

Meu sangue ferveu, e eu não me importaria de passar toda a dor de novo se fosse para arrancar alguns dentes daquela boca monstruosa. Mas elas podiam machucar Jason. Então isso me manteve na linha, quando ela apontou uma arma pra Jason, me ameaçando.

(Sim, ela apontou a arma para Jason, e está me ameaçando, não a ele.)

— Nem pense nisso, ruiva. — ela voltou pra câmera. — Nossa, que alvoroço todo é esse meu rei? Calma aí!

Ela pediu, e todos presentes na sala pararam para encara-la com um olhar torto.

— Puxa, deu certo. Vocês não vão querer ver esses dois morrerem? — ela fez um biquinho.

— Não. Quem vai morrer é você, eu mesmo cuidarei disso. — O rei rugiu, dando uns passos pra frente.

— Ah, vocês vão assistir sim! — ela fez um sinal com a mão, e todos os guardas na sala do outro lado da câmera, apontaram uma arma pra cada pessoa naquela sala. Traidores.

— O primeiro que levantar... – Wanda não pode continuar.

Georgia se levantou, e gritou, começando a correr pras portas.

Um "guarda", facilmente pegou uma arma e acertou um tiro bem no meio de sua adorável testa.

— GEORGIA! — Jason gritou.

A raiva começou a correr pelo seu rosto, enquanto ele derrubou todas as 5 terroristas com os braços e ombro, esquecendo completamente os machucados. Ele foi na direção de Wanda, que sinalizou pras outras terroristas na sala atirarem nele.

Me levantei, e me joguei contra elas, as derrubando.

Ele alcançou Wanda, que bloqueou um soco de suas mãos algemadas, mas não fugiu de um chute forte no estômago.

Seis outras mulheres se aproximaram correndo, o seguraram com mais força.

— VOCÊ VAI PAGAR POR TUDO ISSO! — Jason urrou pra ela.

— Okay, eu cansei de lavar soco de gente revoltada. — Wanda socou sua boca com força, e ele praticamente caiu em cima das outras, que o seguraram.

Me forçaram a ajoelhar novamente, e ele foi ao chão junto comigo.

Ele lançou um olhar devastado pra mim, que me destroçou instantaneamente. Entrelacei nossos dedos, e fiz carinho em seu braço.

— Ai ai, gente rica é fogo viu? Enfim, fiquem sentados aí, ou vão todos morrer igual a menina chata. Qual é, Emily, aquela garota era horrível com você... Vai ficar triste por isso?

A metralhei com os olhos.

Embora eu não gostasse de Georgia, ela não merecia isso. Nem Jason.

— Eu sinto muito. – disse a Jason, e ele levantou os olhos pra mim.

— Se eu não tivesse você, eu desmoronava. — ele deu um sorriso pequeno, e voltou a olhar pro chão. Continuei segurando sua mão.

— Vocês dois podem prestar atenção aqui? — Wanda colocou as mãos na cintura, e nós dois arqueamos a sobrancelha ao mesmo tempo. — Obrigada. Continuando... Ô Hlenah, você pode parar de chorar? — Wanda torceu o nariz, e ela olhou pra baixo, se forçando engolir o choro. Ela sabia que se irritasse Wanda iria morrer. — Vou fazer uma coisa que vai animar vocês. Tragam ela.

A porta se abriu, e duas delas escoltaram uma garota pra dentro. Uma garota com cabelos castanhos afro, pele perfeita e que na verdade nem sempre foi garota, ou algo assim... Dakota.

Ela chorava em silêncio, e tinha os braços algemados junto às correntes nos pés.

Elas a derrubaram em frente a câmera, e todos do outro lado fizeram uma cara surpresa.

Ela se virou para nós dois.

— Eu sinto muito. — Pisquei algumas vezes, sem saber o que dizer. — Principalmente você, Emily. Eu não a empurrei na piscina.

— Eu sei. — abaixei a cabeça. — Eu te desculpo. — segurei sua mão suja rapidamente, antes que puxassem-na de volta pra perto de Wanda.

— Essa garota representa a antiga era. Uma antiga era que vai ser derrubada por nós! — Ela engatilhou uma arma roçando nos dedos, e apontou pra Dakota. — É isso que vamos fazer com a antiga era.

— NÃO! — Gritei, me lançando contra ela, mas era tarde.

Wanda atirou, e Dakota caiu pro lado.

— Quer ser a próxima?! — ela rugiu na minha direção.

— Atira! – berrei, completemente irritada. — Atira de uma vez, você não tem coragem! — Gritei, e Jason se colocou do meu lado, agarrando minha mão.

— Atira em mim também. — ele deu de ombros. — Vamos Wanda, atire!

— Se querem assim... — ela engatilhou a arma, e apontou pra mim. — Nós vamos nos levantar, e vocês ajoelharão! — ela gritou, e todas as mulheres na sala repetiram com força.

Assim que ela colocou o dedo no gatilho, fechei os olhos, me encolhendo na direção de Jason, que fez o mesmo.

— NÃO ATIRE! — Harah se levantou, fazendo todos olharem pra ela. — JÁ SEI COMO ENTRAR NA ILHA.

A olhei, assutada. O que?

— Podemos trazer todas de nós de volta. — Ela sorriu, olhando diretamente pra mim. Mais especificamente pro meu cordão.

O toquei, e olhei assustada pra Jason.

— Vai perder tempo financiando um projeto falido do meu avô? — Jason segurou o sorriso.

Ai meu Deus, esse garoto é incrível! Resisti ao ímpeto de beija-lo agora mesmo.

Vi o rosto do rei se iluminar.

Jason deu nossa localização a ele. Jason deu nossa localização a ele!