How To Be The Princess of England

2 How NOT Freak out in Front of the king


Notas iniciais
Como não surtar na frente do rei

Estava sentada diante a mesa, sentindo uma sensação que me derrubava constantemente nas últimas semanas, quando meu pai e minha mãe morreram no mesmo mês. Tento não chorar por isso. Li no jornal sobre o naufrágio. Histórias descabidas diziam que sereias afundaram nosso navio, e coisas do tipo. Pra mim, era incrível uma pessoa ter a imaginação de uma criança.

— Emily querida, tem uma pessoa aqui pra falar com você. — Jean, minha vizinha que estava comigo nesse período difícil, disse. Observei um homem careca e velho se sentar a minha frente.

— Sinto muito, senhorita Emily. — ele disse colocando papéis em cima da mesa.

— Sente nada. – eu falei, com um sorriso debochado, agarrada ao colar que meu pai me deu. Ele era circular, e tinha um rubi redondo com uma frase em uma língua estranha há muito tempo perdida, na parte de trás.

— Sua mãe havia morrido 3 semanas antes, não é mesmo?

— Sim. Ela morreu pra salvar uma criança que estava se afogando no lago Rusvan. — respirei fundo. Você não vai chorar na frente desse ignorante ridículo.

— Heróico. — ele deu de ombros, anotando o que ela dizia num caderno de couro. — Emily, preciso que me diga exatamente o que aconteceu.

— Tudo lá fora parecia um Apocalipse. Meu pai me colocou num barco, e só. Fui achada na Grécia. – ele anotou novamente. Não podia ser só isso. Tinha que ter algo que ela não viu. Seu pai sabia o que aconteceria?

— Estou aqui pra fazer um trato.

— Um trato. — repeti, debochando novamente.

— Você com certeza já ouviu falar no nosso falecido Rei, Peter III. — assenti. — Bom, o último desejo do falecido Rei Peter III, foi que caso seus pais morressem, você vivesse no castelo como princesa.

— O que? – cruzei os braços. — Eu não vou fazer isso.

— São ordens do rei.

— Não ligo, e não vou.

— Olha, menininha, meu trabalho é te arrastar para o castelo. São ordens de seu rei. — sua voz aumentou o tom. — Vou te levar oara o castelo, e você conversa com o Rei Peter, porque isso não é problema meu.

Ele iria conseguir me arrastar para aquele castelo.

Não podia ser verdade.

(...)

— Obrigada Jean. — eu abracei minha vizinha.

— Quando for princesa, não se esquece dos pobres. — ela piscou pra mim. Eu sorri e assenti. Um homem me acompanhou até a carruagem e chicoteou o cavalo.

Observei, a paisagem mudar. Desde as casas simples, à depois casas maiores, feitas de mármore, até as mansões dos ricos e políticos, até chegar a grande área verde que envolvia os grandes muros do castelo. Confesso que ao ouvir aos inúmeras histórias de meu pai, sobre o castelo — que depois da quarta guerra mundial, virou sua moradia temporária ao lado do rei Peter- ,sempre quis conhecer o homem que o tratou tão bem, mas que agora estava morto, e seu filho, havia assumido o trono.

— Senhorita... — um guarda me deu a mão para descer da carruagem.

— Sem mão, nem senhorita. — eu sorri pra ele. — Qual o seu nome?

— Philipe. — Ele disse, meio corado.

— Obrigada Philipe. — Desci por conta própria.

— O rei a espera. É só subir essas escadas. — ele apontou grandes portas pesadas. Assenti. Me lembrei do custo que foi colocarem esse vestido em mim. Sorri com a lembrança da minha discurção com o estilista francês.

Mesmo assim, não deixei meus All stars de lado. Dois carinhas fardados empurraram as pesadas portas de ouro pra mim. Ajeitei meu vestido azul, que batia até os joelhos, e vi um homem com uma roupa azul marinho elegante e uma coroa de rei, observando as pinturas da parede. Ele se virou para mim.

— Olá Emily. Estávamos a sua espera. — Sorri. Não sabia o que fazer. — Deve estar se perguntando do motivo de um homem ter dito se tornaria a princesa. Ah, a propósito, meus pêsames. — eu assenti, incomodada. — Seu pai, foi um grande aliado a nosso país. Ele lutou na quarta guerra mundial, e nos ajudou a alcançar a vitória. Seu avô, lutou na terceira. E extremamente amigo de meu pai.

— Também sinto muito. — eu disse, tentando não parecer insensível.

— Tudo bem. Eles se consideravam irmãos. E ele sentia uma inexplicável necessidade de ajudar sua avó o máximo possível. Nunca entendi o porquê. Mas, o último desejo dele, foi que você se tornasse princesa conosco, e se por ironia do destino, nosso filho morresse, você assumiria o reino.

— PAI! — Um garoto que aparentava ter uns 20 anos o chamou, escancarando a porta. Olhei pra ele assustada. Ele tinha cabelos escuros como a noite, e olhos azuis como o dia. Pisquei atônita, olhando pra ele. Ele tinha um ar autoritário e postura de líder. Usava uma coroa na cabeça, e me fitava como se eu fosse uma flor. — Quem é Essa? Convenção das desamparadas?

E o lindo ficou fio. Já me irritou.

— Quem você pensa que é... — eu estava prestes a começar. Okay, ele é o príncipe, mas comigo não vai ser indelicado, não.

— Esse é meu filho Jason Londres. – ele lançou um olhar reprovador, mandando o filho ser educado. — Essa é Emily, filha do Rhondes.- O rei tirou as mãos de trás das costas, e colocou nas costas do filho.

— Olá. – ele pegou minha mão com um sorriso malicioso, e a beijou, antes de se dirigir ao pai. — Pai, um dos deputados está discordando com as medidas de segurança impostas pelo senhor.

— Que forma desagradável de se conhecer alguém. — O rei disse, olhando pra mim.

— Sim. — Concordei, e Jason revirou os olhos.

— Cuido disso assim que acabar com ela, meu filho. O segure mais um pouco.

— Ta bem. Foi uma imensa honra desastrosa conhce-la, princesa.

Ele sabia quem eu era.

— Tá bom. – resmunguei, sarcástica.

— Pode chamar Ludymila e Andy? – o rei pediu a um guarda, e Jason saiu.

— Sim senhor.

— Agora Emily, você vai aprender a se tornar uma princesa. Tem que cooperar conosco, para que possamos cumprir o último desejo de meu pai.

— Vou me esforçar. — Eu sorri forçadamente. Você perde os lais e ganha um castelo. Quero meus pais. Não um castelo e um príncipe mimado de brinde.

Duas mulheres, apareceram na porta, e fizeram reverência.

Uma delas parecia ter uns 18 anos, loirinha de olhos azuis, enquanto a outra era uma mulher robusta morena e séria.

— Essas, são Ludymila e Andy. Suas criadas e damas de companhia.

— O que? Pra que elas servem? Pra escovar meus dentes?

— Sim. — ele assentiu como se fosse a coisa mais normal do mundo. Não discuti.

— Levem-na para seus aposentos. – ele ordenou.

— Sim senhor. – Elas fizeram una reverência.

— Olá princesa Emilly. Sou Ludymila e essa é Andy. -A mulher morena mais velha disse, apontando pra a loira de rosto angelical.

— Oi, princesa Emily. — Andy sorriu pra mim.

— Olá. — Ficou um silêncio constrangedor por um tempo, enquanto me conduziam pelo luxuoso corredor. — Hm... Então, eu vou ter que usar esses vestidos... Todos os dias?

— Sim. — Andy sorriu – Não é ótimo?

— Não mesmo.

— Este, é seu quarto. — elas abriram a porta pra mim.

Caramba quantas pessoas iriam dormir ali?

— Meu Deus... — eu disse olhando e volta.- Isso é tudo meu? – Elas assentiram. Uau! Talvez tudo isso não seja tão ruim...

Passei a mão nas cabeceiras luxuosas, e parti para uma cadeira que parecia ser extremamente confortável. Uma escrivaninha com gavetas a acompanhava. Abri uma porta, que dava para uma sacada maravilhosa. O pôr do sol, estava refletindo sobre as árvores iluminando o quarto inteiro. Logo, havia uma escada que dava direto para o jardim. Um ótimo lugar para pensar. Era tudo tão... Maravilhoso!

— Você poderá decorar como quiser.- ela disse

— Sério? Acho que assim está bom.

— Certo, Alteza.

— Alteza? — eu disse, com uma careta. — Nossa agora sou alteza né? Puxa. Mas quer saber, só me chame de alteza quando alguém estiver perto. Ah, e nada de senhorita, nem reverências. — Elas sorriam. Deve ser ruim fazer tudo isso dar certo. No final, eu ainda era uma garota normal, como elas.

— Sim Emily. — elas disseram juntas. — Mais alguma coisa?

— Sim. O toque de recolher se aplica aqui também?

— Sim. — elas suspiraram. — As outras regras também.

Nossa sociedade, aprendeu muito com as guerras. (Além da terceira guerra mundial, teve a quarta. O Rei Rychards, morreu em combate. Depois dele, tiveram 4 reis. Então é muito tempo. Enfim, essas guerras ridículas, resultaram em muitas leis ridículas. Toque de recolher 10:00. Se desobedecer, passa 3 dias na senzala, um tipo de prisão. Bom, existem muitas outras regras. Vou poupar-los dessas regras.)

Peguei minha câmera, e tirei uma foto dessa paisagem, porque nossa. Ouvi toques na porta.

— Entra!

— Com licença Emily, estamos de volta. — Andy disse. — Podemos preparar seu banho?

— Ah... Sim né. Espera, eu tenho um banheiro? — elas se divertiam com minhas reações.

— Sim — elas riram. — Já viu seu closet? — eu arregalei os olhos e fui correndo pra uma porta que parecia um armário. Abri ela com pressa. Tudo era branco. Os armários cobriam a parede, no centro, havia uma mesa, onde se abria o vidro e se via vários compartimentos para jóias, e um sofá redondo e branco. Sem contar um lustre maravilhoso no teto.

— Nossa. É lindo... mas... vazio.

— Você vai encher. — eu arregalei os olhos e elas riram de novo. — Como quer seu vestido para o café da manhã com a família real?

— O que? — Fiz uma careta.

— Relaxa. Quer que cuidamos do vestido?

— Sim, por favor. Nada rosa, nem "aprincesado" e eu quero um tênis! Não um salto.

—Sim senhora! — Ludymilla rendeu as mãos. Iríamos ser boas amigas, com certeza.

— Ah, e tem mais uma coisa que tem que saber. A escolha da rainha da monarquia Inglesa, a ERMI do príncipe Jason, começa amanhã. As garotas serão escolhidas hoje de frente as câmeras no jornal. Você precisa descer, mas não aparecer na filmagem.

(...)

De roupão e um coque, sai do banheiro pra ver o vestido que elas escolheram. Era simplesmente maravilhoso. Batia no meu joelho, e tinha uma tampa de flores vermelhas no tecido branco.

A seleção funcionava da seguinte forma: Todas as garotas de 16 a 20 anos registradas como cidadãs, poderiam ser escolhidas. Apenas 4. Não quero ser escolhida, já digo! Mas não tinha chance alguma. Eram quase 1 milhão de inscrições em todo o país, eu não tinha chances. (Graças a Deus).

Andy bateu na porta, me tirando de meus desvandeios.

— Gostou?

— Sim! — eu disse. — É maravilhoso!

— Vou te arrumar. — Ela disse tirando o vestido do manequim. — Quer ajuda?

— Não. — eu peguei o vestido e fui pro closet. Não era tão difícil vestir. Estava pronta. Sai, e tive que fechar a boca de Andy.

— Você está maravilhosa!

— Não me mima Andy. — eu sorri. Ela fez meu cabelo e minha maquiagem leve. Estava realmente bonita. Ah, e meus tênis brancos combinavam com o vestido.

(...)

Uma correria entre os criados que se apressavam para colocar as cadeiras no ângulo perfeito para as filmagens, colocarem as flores certas para combinarem com as cortinas, etc, se instalou.

— Onde ela está? — Ouvi uma mulher dizer.

Não estava falando comigo... Não estava falando comigo...

— Emily! – Droga, me virei e vi uma mulher morena e pálida de lábios vermelhos vir na minha direção. Ela usava uma coroa linda. — Eu sou a rainha Briana. — ela disse pegando minha mão. Fiz uma reverência desajeitada. — Não se assuste com tudo isso. Sério, na minha primeira vez aqui, como rainha... Minha barriga formigava muito! Pode me considerar sua mãe se quiser. — ela sorriu. Não era um sorriso irônico... era algo terno e verdadeiro. Seu brilho pessoal dava conforto. Sua sugestão era estranha, ela estava com pena de mim... Mas senti ela ali, uma aliada.

— Obrigada, mãe. — eu pisquei pra ela. Ela riu e largou minha mão.

—Se precisar, pode correr até mim. Foi bom te conhecer! — ela disse, indo se sentar ao lado do marido e do "nojento mimado gatão." Ele piscou pra mim, e eu virei os olhos pro outro lado. O olhei novamente e vi que ele ainda me olhava.

— Três, dois, um... NO AR! — Um cara disse. Aliás, berrou.

— Olá, meus cidadãos. — O rei disse pra câmera. — Aposto que todas as damas estão anciosas para revelarmos as selecionadas para a ERMI do meu Filho, Jason, antes de continuarmos com as notícias habituais. Filho, por favor. — O rei se sentou, e Jason levantou,

— Olá, meus futuros súditos. Quero dizer, que não importa as selecionadas de hoje, todos fazem parte da história do país. Sem mais delongas... — ele enfiou a mão no baú com milhares de papéis. — A primeira selecionada é... — ele abriu o papel. — Dakota Nortwest. — ele sorriu. Forçado. — A segunda selecionada é... Anne Hickman. — ele sorriu de novo. -As terceira, é Wanda Jonson. — Jason sorriu. De novo! Ele estava me irritando. — E a última, mais não menos importante... é Emilly — uma pausa de choque o fez parar e olhar pra mim.- ...Rhondes.

Tapei a boca, e o estúdio todo olhou pra mim.

Deus, não participarei disso nem que me forcem.