Notas iniciais
Espero que gostem do primeiro capítulo!

"-Eu acho que sempre foi impossível você imaginar que eu era assim, diferente. Você ainda me ama, Amanda?

– Como não te amar?"

Nova Jersey, cinco da manhã.

Aquele imbecil do Juan precisava mesmo colocar esse 'pibe' irritante no meu despertador. Só porque a mulher dele continua sendo stripper...

Me arrumei, coloquei a mochila nas costas e torci para a mulher do Juan estar ali, pronta para me levar para a escola. Só que não, ela não estava lá. Não parei nem para tomar café, só peguei uma maçã e fui correndo para a escola, aquela casa não tinha uma energia positiva... Sei lá.

– Por que você não me ligou? Por que não disse que ia ao show do McFly, Amanda? Por quê?

– Kaly, eu não fui, o imbecil do Juan confiscou meu celular e sim eu adoraria ir, mas não posso. Ele me proibiu de sair por um mês, okay, então né?

– Esquece, Amanda, es-que-ce!

Ela saiu apressada para a sala e eu fiquei lá, vagando pelo pátio, sozinha.

–Olha a órfãzinha virgem, gente, outi! — elas falam isso porque quase todos os dias estão na cama com um diferente, e eu só a erradinha, tá bom...

Entrei na sala e sentei-me no meu lugar lá no fundo, só que, por incrível que pareça, a Kaly foi se sentar lá perto das vadias. Hoje mesmo ela perde a virginidade...

xx-xx-xx

A campainha tocou e finalmente pude sair daquela sala em que parece mais Aula de Indiretas para a Amanda.

Geralmente, eu guardo minhas coisas no armário e vou ao estacionamento ficar esperando a Vitória, mas hoje, um menino provavelmente novo na escola (e virgem) estava rodeado pelas vadias, e inclusive Kaly, que parecia nem me ver passando ali. Ele me notou.

Nem liguei, e continuei a andar e. Direção ao meu armário só que ele me seguia.

– Qual o seu nome? — ele falou, ofegante

– Amanda. Do segundo ano C. — falei enquanto colocava minhas coisas no armário e o fechava

– Sou novo aqui na escola e na sua sala. Vou começar amanhã e preciso de alguém para me apresentar a escola e que esse alguém não seja uma daquelas vadias. — dei um sorriso — Ah, meu nome é Lucas.

– Amanhã de manhã no estacionamento.

– Combinado, então. — ele deu um enorme sorriso e me acompanhou até o estacionamento

– Tchau. — falei e ele acenou

Corri para o carro onde Vitória estava.

– Como foi a aula?

– Uma porcaria, como sempre.

– Vou te deixar na casa da Kaly...

– NÃO! — gritei a interrompendo. Ela parou o carro — Briguei com a Kaly, Ela tá andando com as vadias.

– Amanda, com quem vou te deixar hoje a noite? A casa vai ser interditada hoje, e só vai abrir daqui a um mês.

– Onde você vai ficar?

– Na boate com o Juan, mas não posso lhe levar querida!

– Paga um quarto de pensão para mim só por hoje que eu vou dar um jeito de dormir na casa de alguém. — ela já ia protestar — Eu tenho uma ideia. E um novo amigo.

Ela deu um sorriso de alívio.

– Vem cá, o que houve? — perguntei

– O dono da casa vai passar um mês no apartamento até comprar um novo.

Suspirei e vi que estávamos na porta de uma pensão cor-de-rosa com as portas e janelas amarelinhas e era bem frequentada. Ela me deu 150 dólares e minhas malas.

– Qualquer coisa me liga Amanda! Seu celular tá com créditos.

– Okay, obrigada! Tchau.

Peguei minhas malas e entrei na pensão.

Notas finais
Obrigada por ler e faça seus reviews.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.