How Long Will I Love You
7 Friendship.
Notas iniciais
Darren saiu queimando de raiva da casa de Chris, ele havia sido enganado por todos esses anos pelo castanho. Aquela carinha de bom rapaz e voz doce só enganaram o moreno.
Quando chegou à rua, Criss encarou o silêncio da noite. Aquilo o fez se recordar de todas as coisas boas que viveu ao lado de Colfer. Falsa ou não, haviam sido alguns dos melhores anos da vida do moreno na opinião dele próprio. As lágrimas caíram sem nem ao menos precisar de força, apenas rolavam rosto abaixo.
Darren correu até seu carro e se trancou ali, ele precisava sair o mais rápido possível dali ou acabaria voltando e se ajoelhando aos pés de Chris pedindo para ele voltar pra si.
Como não havia absolutamente ninguém pelas ruas àquela hora, Darren a cada soluço que dava acelerava mais seu carro. Ele já não enxergava direito nada a sua frente por conta das lágrimas deixando sua visão turva. Criss constantemente precisava tirar uma das mãos do volante para secar seus olhos. Com as mãos firmes no volante, deixando as pontas dos seus dedos brancas, ele acelerou um pouco mais.
“Morrer talvez não seja tão ruim assim.”
Ele pensava constantemente. De repente a voz de Chris começou a ecoar em sua mente.
“Will já não é um simples contrato pra mim há muito tempo…”
“E com o Will, que por acaso é o meu verdadeiro namorado.”
“Tenho que ser honesto e dizer que você é muito melhor de cama que o Will.”
Darren então fechou seus olhos e simplesmente largou o volante, tirou seus pés do acelerador e freio e recostou no banco. O carro andava agora por conta própria, para onde o destino quisesse o levar. Antes que o músico sentisse um impacto com qualquer coisa a sua frente, ele ouvir uma cantar de pneu muito forte. Depois sentiu algo atingindo a lateral do seu veículo o impulsionando para o outro lado de onde estava o fazendo bater a cabeça no volante abrindo um corte acima de sua sobrancelha.
O moreno levantou a cabeça do volante tonto e pôs a mão sobre o corte e contatou o sangue, aquilo poderia precisar de alguns pontos depois.
Logo alguém bateu em seu vidro, assim ele recordou que havia batido em algum carro. Respirou fundo e abriu o vidro.
– Ei cara, tá tudo... Darren?! – Foi então que Darren olhou a janela e viu quem era.
– Grant?! Droga, foi em você que eu bati?
– Foi, mas eu também estava errado, vi a rua vazia e acabei acelerando mais que o necessário. Merda, você machucou a testa!
– Ah é só um corte, eu te machuquei?
– Não, nem um arranhão... Vem, vou te levar lá pra casa e aí eu faço um curativo antes de irmos ao hospital.
– Não precisa Grant, sério...
– Não,– Grant abriu a porta do carro de Darren – Eu insisto, vamos!
Grant puxou Darren pelo braço e o conduziu até seu carro. A viagem até a casa do mais alto foi silenciosa. Às vezes, o ator dava uma olhada em Criss, verificando se estava tudo bem com ele e foi percebendo que o menor estava com a cabeça baixa e parecia triste com algo. Em um determinado momento, ele até pensou ter visto uma lágrima pingar dos olhos do seu amigo, mas resolveu não dizer nada pelo resto do caminho.
– Pronto, não repara na bagunça, acabei de chegar de viagem e ainda não tive tempo de desfazer as malas.
Grant deu espaço para Darren passar e assim ele fez. Gustin fechou a porta e trancou com a chave.
– Eu vou ligar para um reboque trazer seu carro até aqui Dare, sente-se aqui e sinta-se a vontade enquanto eu pego os curativos.
O ator não demorou muito com sua caixa de primeiros socorros à mão, puxou uma cadeira e se sentou em frente ao Darren para limpar seu machucado.
– E então, como anda a vida? Soube que fez um evento hoje!
– Sim eu fiz. – Darren deu um meio sorrisinho e logo fez uma careta por sentir seu corte arder com o remédio – E depende de que vida você quer saber, profissional está ótima, não pediria por outra! Já pessoal, nem tão boa assim.
– Entendo. – Grant abaixou a cabeça para procurar algo dentro da caixa de medicamentos – Dare, você parece um pouco triste. Aconteceu alguma coisa que eu possa ajudar, se quiser desabafar. Só falta o band-aid e... acabou!
– Obrigado! Um verdadeiro herói!
– Não faça trocadilhos, por favor... – os dois começaram a rir.
– Em outros tempos essa seria a oportunidade perfeita para me agarrar... – Darren riu mais ainda.
– E depois esfregar na cara do Kurt minha vitória!
Eles riram mais ainda, mas logo Darren parou de rir e se lembrou de Chris.
– Ei, o que houve Dare, você não está bem...
– É uma longa história, você acabou de chegar de viagem, não vou lhe encher com isso! Obrigado pelo curativo!
Darren ia se levantando para ir embora quando Grant segurou seu pulso o parando.
– Senta aí, eu estou sozinho, não tem nada mais interessante pra fazer e eu cheguei de viajem ontem cedo. Vamos, desembucha!
– Okay, desde a época de Glee eu e Chris estamos juntos, você lembra?
– Nossa, vocês ainda estão juntos até hoje?
– Estávamos, até hoje de manhã... – Grant ficou confuso. – Nós acabamos de terminar, um pouco antes de nós batermos, eu estava vindo da casa dele.
Darren explicou todo o resto da história e Grant ficou abismado com o comportamento estranho de Chris que o moreno contou. Como estava tarde, convidou Criss para passar a noite por lá mesmo e depois de muita insistência, ele acabou aceitando. O mais alto pediu comida japonesa, o único com serviço 24 horas, eles comeram e conversaram pelo resto da noite sobre tudo.
No dia seguinte, Darren pegou seu carro e voltou pra casa.
(...)
Dois meses se passaram desde que Darren e Chris se separaram. As primeiras semanas foram as piores para ambos, Chris quase não comia direito e não sentia vontade de fazer nada. Estava ficando cada vez mais magro e não conversava com ninguém, já que todos do antigo cast de Glee estavam todos ocupados com suas próprias vidas. Christopher estava sozinho.
Já Darren passou as primeiras semanas também solitárias, mas depois de um tempo, Grant conseguiu o fazer levantar um pouco. Gustin constantemente chamava Darren para sair e jogar conversa fora.
Em um dia qualquer, Darren estava outra vez na casa de Grant. Dessa vez eles jogavam Twister.
– Como vamos fazer pra girar o ponteiro agora?
Os dois estavam enrolados sobre o tapete do jogo. A cada movimento eles gargalhavam um do outro. Os dois atores estavam na sexta partida.
– Eu acho que acabou não temos mais como... A não ser que...
Grant se esticou até o ponteiro para tentar girar com o nariz, porém desequilibrou e como estava em cima de Darren acabou o derrubando junto deixando o moreno por baixo. Eles começaram a gargalhar outra vez com a situação, até o maior encarar Criss. O que era gargalhada se tornou apenas sorrisos. Um não conseguia desviar o olhar do outro, eles sentiam suas respirações próximas demais se sincronizando, até que numa fração de segundo, Grant selou a distância que ainda restava entre eles e beijou Darren. Porém aquele momento não durou muito porque logo Gustin percebeu o que havia acabado de fazer e saiu rapidamente de cima do amigo.
– Me desculpa, eu não sei o que deu em mim!
– Grant, não se preocupe, acontece!
– Mas é que...
– Ei, se quiser podemos fingir que isso nunca aconteceu. Tudo bem?
– T-tudo bem.
Antes que eles pudessem continuar a conversa, o celular de Darren tocou.
– Sim?
– Darren, quanto tempo! Sou eu, Brad!
– Ei cara, como vai?
– Bem, espero que você também. Aliás, parabéns pelos seus últimos trabalhos!
– Obrigado! Mas o que precisa Brad?
– Oh sim, Ryan, Ian e eu estávamos conversando e pensamos em fazer uma reunião com o pessoal do cast de Glee e aproveitar transformar numa festa de Halloween. Por isso estou te ligando, queremos que você vá.
– Claro, só me dizer quando e onde.
– Sexta que vem, naquele mesmo clube que o cast sempre se reunia.
– Ótimo! Ah, Brad, vou levar alguém comigo, tudo bem?
– Claro, pode trazer a Mia. Só pede pra ela se comportar e não ficar tentando sair em todas as fotos.
– Não se preocupe, não será a Mia.
– Tudo bem então, até a festa!
Darren desligou o telefone e olhou para Grant com uma expressão travessa no rosto.
– Que foi? Porque tá me olhando desse jeito?
– Prepare sua fantasia de Flash, temos uma festa de Halloween na próxima sexta e você vai comigo.
– O que te faz pensar que eu iria para uma festa de Halloween vestido de Flash se eu já me visto praticamente todo dia? E mais, como pode ter tanta certeza de que eu vou com você?
– Porque você é meu amigo, prometeu me ajudar com a minha tristeza e o Chris com certeza estará lá, não sei se estou pronto para vê-lo ainda.
– Você quer que eu vá pra fazer ciúmes?
– Não, claro que não!
– Sendo assim eu vou.
Darren sorriu e abraçou Grant fortemente.
– Vem, precisamos descobrir qual será nossa fantasia!
Criss puxou Grant pela mão até o sofá e começou a procurar na internet um tema para suas fantasias.
Aquela seria uma longa festa.
Fale com o autor