How I met your broh Operação Big Hero 6
1 “Ver por um novo ângulo”
Notas iniciais
TADASHI HAMADA POV
Tadashi Hamada havia acordado atrasado para escola naquele dia, na verdade mal tinha vontade de voltar para lá tão cedo, ainda mais depois que as implicâncias e ameaças apenas aumentaram. Tadashi era bem magro para sua altura, o que não ajudava nada ao tentar se defender dos bullys. Tinha as costas e ombros largos, fazendo-o parecer um cabide; suas orelhas levemente maiores, e como estudava, lia, jogava, desenhava ou inventava coisas o dia todo, suas costas tornaram-se um tanto encurvadas, afinal "Um verdadeiro Nerd tem costas arqueadas", o que seu irmão Hiro sempre lhe dizia em tom de zoação.
– TADASHIIII, VOCÊ SE ATRASOU DE NOVO? O QUE ESTA ACONTECENDO COM VOCÊ RAPAZINHO – gritava Cass, sua tia, na cozinha do andar de baixo. Tadashi adorava aquela mulher, ela sempre fazia de tudo para encorajá-lo, não importando qual fosse a situação. Sendo consciente da baixa autoestima do sobrinho, sempre que o percebia meio “deprê”, ela falava: “- Você é meu cabeçudo, lindo, decente e brilhante!”
Tadashi era o mais velho, completaria seus 17 anos, enquanto seu irmão Hiro, 10 anos. Há sete anos, perderam os pais. Sua tia Cass largara tudo para poder criar sozinha os dois sobrinhos, e por isso, Tadashi tinha imensa admiração por ela. Ele pensava “Quem jogaria a própria vida para o alto em função de criar duas crianças, não tendo experiência alguma?”, e a resposta: TIA CASS.
Ela era divertida, encorajadora, além de atrapalhada e distraída. Bem maluquinha, no começo achava complicado, por terem descoberto muito cedo que Hiro era um gênio e era, além disso, muito hiperativo, uma peste. Cass, por vezes, quase teve ataques do coração por não perceber as trapalhadas que o pequeno Hiro aprontava, onde estas poderiam gerar acidentes bem graves.
Quando estava nervosa, Tia Cass tinha mania de comer compulsivamente, entretanto, criar os dois garotos a fortaleceu como mulher, e assim aprendeu a cuidar de ambos como uma mãe, mesmo que nunca fosse substituir a verdadeira. Já que Tadashi naquele tempo era grande o suficiente para sentir a perda, em seu coração a tia ocupou um lugar mais que especial e equivalente.
Conforme crescia, Tadashi compreendia que não tinha espaço para infantilidades, ele deveria ser o suporte de sua tia e seu irmão, tinha que amadurecer e ajudar como pudesse. Com isso, Tia Cass pôde começar a investir em seu sonho — ter o melhor restaurante de São Fransokyo — e sabia que poderia contar com seu sobrinho mais velho para que esse sonho se realizasse.
Tadashi se levantou e sentou-se na borda da cama, esfregando o rosto e sua tia já subia as escadas, mas não estava nervosa como parecia por estar gritando (ela fazia muito isso, fingir que estava irada para intimidar).
– Atrasado de novo querido? – Perguntava Cass com um olhar preocupado.
– Pedi ao Hiro pra me acordar dessa vez, mas acho que ele esta chateado, o repreendi ontem por colocar as botas-foguete no gato jogá-lo contra a senhora Matsuda. – Respondeu Tadashi
– Mas bem que ela merecia, ela não tem mais idade para usar aquelas roupas não é? HAHA...mas eu sei que não é isso que o tem preocupado querido. – Comentou sua tia, Tadashi riu pela observação sobre a senhora Matsuda.
– É eu sei, tem razão... –
– Eu sei, aquelas roupas não são adequadas nem para mim mais... -
– Não tia HAHA não é isso, tem razão, não é pelo Hiro, algumas preocupações, aquele pessoal da escola... – Disse o sobrinho.
– Querido, quando eu tinha a sua idade, batia em todos os garotos. – Respondeu piscando e sorrindo bobamente para ele que dera uma risada. – Você consegue bater neles, sabe karate, fizemos juntos, e esta ensinando seu irmão... Do que eles te chamam? –
Tia Cass quando nervosa fazia varias perguntas, comentários e mais perguntas e quando irada não se decidia entre gritar ou falar calmamente, mas Tadashi tentava evitar deixá-la nervosa ou preocupada, preferia a tia Cass divertida e alegre.
– Não é como se conseguissem me acertar, mas atacam em bando, e costumam ser maiores, para os lados pelo menos, e me chamam de poste high tech, cyborg por causa do aparelho, nerdashi, cabeçudo e dizem que minhas orelhas são antenas que criam uma barreira eletromagnética contra garotas... Sério, eles nem sabem o que é uma barreira eletromagnética. — Terminou Tadashi frustrado balançando a cabeça em negação e olhando para o nada.
– Mas você é um cabeçudo querido, meu cabeçudo, brilhante, decente e lindo. – Dizia Cass orgulhosa enquanto Tadashi a encarava com uma cara de paisagem. – Não me olha assim, você sabe que eu tenho orgulho de você, me ajuda tanto, cuida do seu irmão, é um jovem inteligente, um aluno excelente, é bom com todo mundo, não tem o que ter receio... – Prosseguiu a tia -... Eu acho que você precisa de uma garota na sua vida, mas não uma que suas orelhas expulsem. – Concluiu a tia piscando mais uma vez e sorrindo exageradamente como se não tivesse, indiretamente repetido que as orelhas dele eram grandes.
– Valeu tia Cass. — Agradeceu Tadashi, sua tia passou a mão em seus cabelos sorrindo e retirou-se do quarto. — Já que não vai à aula se arrume e desce que eu vou te pedir um favorzinho, até mais querido. –
Tadashi dividia seu quarto no ultimo andar com o irmão, o quarto todo formava um “U” contornando o banheiro deles, o espaço do quarto que pertencia Tadashi era organizado e limpo, era contornado por uma divisória de madeira à parede do banheiro em uma das pontas do “U”, a parte da frente era aberta com uma porta de correr comprida que abria completamente, no meio uma cama grande encostada na janela dos fundos e de ambos os lados uma estante e prateleiras lotadas de livros e materiais diversos, caixas cheias de ferramentas, peças mecânicas, aparelhos eletrônicos entre outros objetos, uma prancha de surf pendurada ao lado da janela, tia Cass adorava levá-los para a praia e ensinara Tadashi a surfar, tinha uma escrivaninha com seu computador, materiais de estudo e encostado na parede do banheiro a cômoda com suas roupas. O resto do espaço era bem maior, por mais que todo o quarto pertencesse aos dois e vários objetos dele estarem na parte maior, Tadashi preferia que seu irmão tivesse mais espaço e além do mais gostava de um pouco de calma para se isolar, ler e estudar, a partir do contorno da área de Tadashi era um verdadeiro desastre, brinquedos de todos os tipos espalhados por todos os lados, aparelhos eletrônicos, peças (quebradas ou não), skate, bolas, pequenos robôs do vários estilos (muitos deles feitos por Tadashi ou por Hiro), cadernos, papeis amassados entre muitas outras coisas que eram verdadeiros obstáculos a enfrentar para se passar, a cama de Hiro ficava à frente de outra janela, varias mudas de roupa encontravam-se espalhadas a cima dela, e ao lado a escrivaninha de Hiro com seu computador e coleções completas de action figures, que estranhamente, estavam organizadas em prateleiras.
Tadashi e Hiro eram muito próximos, na verdade eram como unha e carne, e Tadashi fazia o possível para que continuasse sempre assim. Quando Hiro nasceu, era prematuro e bem pequeno, Tadashi tinha sete anos, era um menino bem inteligente e esforçado e incumbiu a si mesmo a tarefa de proteger sempre seu irmão caçula, mas enquanto Hiro ia crescendo, cada vez demonstrava uma genialidade absurda, aos três anos Hiro desmontara um pequeno robô que Tadashi havia feito e refez para ele mesmo porem com mais coisas, e Tadashi mentiria se dissesse que não tinha um pingo de inveja daquele geniozinho. Os pais de Tadashi eram os mais amorosos que ele poderia imaginar, sempre o encorajaram a se esforçar e dar o melhor de si e se orgulhavam de sua inteligência, mas Hiro acabou puxando toda aquela atenção para ele, Tadashi se lembrava da alegria de seus pais ao ver o quão inteligente aquele menininho era, Tadashi tentava fazer de tudo para chamar a atenção, que ele sabia que tinha de seus pais, mas na época, apenas uma criança, como iria entender, e não pode entender tão cedo, não mais, pois eles morreram quando o pequeno Hiro tinha apenas seus três anos de idade, e mesmo muito novo para compreender alguma coisa, o choque o fez se recusar a fazer muitas coisas durante um bom tempo, como falar ou andar, o sofrimento de Tadashi, por ter perdido os pais, e não ter tido tempo de se desculpar por ter sentido ciúmes de Hiro, se transformou num sentimento de amor muito grande pelo irmão, Tadashi queria protegê-lo, dar conforto, carinho, e tudo o mais que seu pequeno irmão precisasse, não ia deixar faltar-lhe nada nunca, e nunca mais iria sentir inveja dele, e então a primeira palavra que Hiro disse foi "Dashi" já que o irmão estava sempre ali para ele. Cass explicara Tadashi que crianças que são gênios acabam crescendo solitárias por não conseguirem se entrosar com pessoas de mesma idade, o mais velho então tornou, estar a frente de seu irmão, um objetivo de vida, para nunca deixá-lo sozinho, porém isso se mostrou uma tarefa complicada. Hiro aos cinco anos já havia montado seu terceiro robozinho, aprendia os cálculos, palavras, jogos e qualquer coisa que Dashi o ensinava na primeira tentativa e além disso, suas pegadinhas eram extremamente mais criativas, porém com o tempo o pequeno começava a se afastar e se isolar, provavelmente por influencia da escola aonde ele não conseguia se dar bem com ninguém ainda mais pelo fato de que ele pulava algumas séries. Tadashi já não sabia mais o que fazer, não queria que seu irmão crescesse solitário e arrogante, (como os outros na escola se referiam a ele), então inventou uma espécie de lema em sua vida, olhar sempre por um angulo diferente, sempre há um ângulo diferente e melhor, você precisa apenas olhar, algo precisava ser feito, e o que seria? Construir um kart voador. Tadashi precisava impressionar seu pequeno e não facilmente impressionável irmão gênio, então começou a estudar desesperadamente tudo que podia sobre robótica, e em um mês ele terminou, a geringonça era uma junção de um carrinho de compras, hélices grandes em baixo e propulsores a jato atrás e partes da máquina de lavar de sua tia (e é claro que tia Cass não sabia), Hiro ficou realmente encantado com aquilo, os irmãos subiram no carrinho, voaram pela casa e pelas ruas, confusão, destruição, uma tia Cass transtornada e fora de si, e o primeiro castigo de Tadashi na vida, mas valera a pena, seu irmãozinho o idolatrava agora, o objetivo estava cumprido, mesmo que a partir daquele dia ele sempre acordava e perguntava eufórico: "Dashi, o que vamos inventar hoje?". Cada vez que Tadashi notava um afastamento por parte de Hiro ao longo dos anos, resolvia inventar algo completamente novo e incrível e conseguia se reaproximar, então o pequeno acabou pulando de série mais uma vez, e ai os problemas começaram.
Hiro realmente incomodava as outras crianças, especialmente as maiores já que agora ele tinha nove anos e estava no meio de garotos já com seus 13 e 14, uns ameaçavam bater em Hiro “por seu exibicionismo”, ele sempre foi pequeno, mesmo para sua idade, e apesar de sua grande inteligência não conseguiria se defender deles, e a preocupação de seu irmão mais velho o fez ficar por varias vezes plantado à porta da escola o esperando sair, aquela aflição era a nova dor de cabeça em sua casa, e tia Cass louca de desespero começara a praticar karate com Tadashi (que ele já sabia o básico pois aprendera com os pais), ele precisava em seu dia a dia na escola e possivelmente precisaria para outro propósito brevemente.
Tadashi apanhou seu boné cinza escuro de beisebol dos “San Fransokyo Ninjas” cujas iniciais eram estampadas sobrepostas ( SFN ) e caminhou até o banheiro, girou a maçaneta e entreabriu a porta esperando os barulhos da pegadinha armada por Hiro se encerrarem, com uma expressão de como se aquilo fosse um costume matinal, abriu e se deparou com um lançador de loção pós barba acoplado ao espelho, muitos fios e ligações mecânicas que iam da parede, passavam pelo chão e se ligavam na maçaneta, a parte de trás da porta estava completamente suja com a loção.
– Você se superou dessa vez Hiro, mas quem vai limpar essa sujeira vai ser você quando voltar... — Disse Tadashi, com um sorrisinho no rosto e fazendo uma anotação mental para lembrar Hiro mais tarde, então terminou de tomar banho e se arrumar. — É garoto, eles precisam de você, então de volta ao "trabalho" — Disse Tadashi para seu próprio reflexo no espelho, tinha olhos castanhos amendoados, seu rosto era comprido e tinha um maxilar levemente largo e maçãs do rosto levemente proeminentes (diferente de seu irmão que tinha um cabeção de coxinha), sorriu exibindo seu aparelho, pensou que poderia até, talvez, se considerar mais bonito se não fossem suas orelhas um pouco grandes, e aquele trilho no dente, além do nariz reto, meio quebrado por um soco que levara na escola, e seus cabelos negros, lisos e rebeldes, cortados curtos com uma franja de lado que sem explicações cientificas virava um topete baixo, ele preferia usar o boné que o pai lhe dera, Tadashi não achava que combinasse com seu estilo de roupas, mas quem se importava, era agradável a ele, o transmitia segurança, escondia seu cabelo rebelde, então estava tudo certo. Tadashi pelo menos sempre achou que se vestia bem, se não fosse impor respeito por quem era, que pelo menos pensassem "esse garoto tem personalidade", mas não adiantava tanto assim, apenas lhe rendia alguns mais apelidos para a coleção, visto que praticamente quase nenhum dos outros garotos se vestia bem ou faziam questão de reparar quando as cores laranja e verde estavam juntas no mesmo corpo, e um garoto que se importa com roupas obviamente despertaria olhares duvidosos, vestir-se para ele era tão natural quanto cálculos, desenhos, circuitos e etc, apenas pegava o que lhe era aparentemente confortável, e desta vez era um suéter por cima de uma camisa quadriculada, calça skinny e seus gastos tênis converse verdes limão.
Tadashi desceu as escadas até a lanchonete de sua tia no primeiro andar, nunca tinha visto tão lotada, Cass andava de um lado para o outro, aflita, anotando pedidos e atendendo clientes, o Gato da família, Mochi, a seguia o tempo todo, miando desesperadamente.
– É melhor alimentar o Mochi tia Cass, ou ele não vai ser mais tão sortudo quanto o nome da lanchonete sugere. – Brincou Tadashi amarrando o avental na cintura e levando uma bandeja de chá e cookies para uma velha oriental mal vestida, sra Matsuda. Lucky Cat Café (Cafeteria Gato Sortudo), era o nome que sua tia dera para a lanchonete em homenagem ao gato extremamente sortudo que eles tinham, depois de sobreviver a todos aqueles acidentes que os irmãos o submetiam com seus experimentos, merecia uma homenagem.
– Tem razão querido, e já pode sair do castigo, o incidente com as botas foguete no Mochi realmente atraiu a clientela, acertei no nome HAHAHA -... — Disse Cass animada sacudindo os punhos. -... MAS, ainda acho que deveriam parar de inventar essas coisas voadoras -. Os irmãos sempre inventavam regras de fraternidade e joguetes internos, e a primeira regra era “irmãos hamada não almejam apenas as estrelas, eles almejam os gatos voadores” inspirada pelas inúmeras tentativas de fazer Mochi voar que enfim na semana anterior, dera certo, ou quase. Por ideia de Hiro, se chamava “rocket boots cat”, os irmãos desenvolveram botas foguetes para as patas de Mochi, animados colocaram as botas sem fazer testes prévios com o controlador, e o resultado foi quase tão catastrófico quando o incidente com o cart voador, o gato desgovernado voara como um cometa pela casa até dar de cara com a porta da lanchonete (que se chamava Cass’ Genius Café) recém reformada no dia da inauguração e rendeu a Hiro mais um castigo (de muitos), e a Tadashi o seu terceiro.
– Querido, já que não foi à escola, poderia ir ao bazar perto da escola do Hiro para mim, comprar umas coisas, esta tudo nesta lista aqu...cadê a lista? – Dizia Cass enfiando a mão em todos os bolsos. – AH ESTA COM VOCÊ SEU GATO GORDO E INUTIL, VAI ME ENTREGA ISSO. – Gritava ela com o Gato correndo atrás dele pela lanchonete enquanto Tadashi ria, o gato se enroscou nas pernas dele que calmamente se abaixou e pegou o papel ( metade molhado de baba). – Pode deixar tia Cass, aproveito e pego o Hiro na escola – Terminou o rapaz tirando o avental e abraçando sua tia.
– Ultimo abraço. – Pediu a mesma, recebendo mais um abraço de Tadashi.
Tadashi adorava caminhar pelas ruas de São Fransokyo, sua cidade conturbada e ao mesmo tempo tranquila, era difícil explicar, mas aquele lugar o fascinava. A cidade era magnificamente imensa, imponente, agitada e graciosamente charmosa, além de ser referencia mundial em tecnologia e sustentabilidade, os engenheiros que projetaram a cidade que uniu ocidente e oriente economicamente e todos os outros mentes possíveis, eram verdadeiros gênios, e olha que ele estava acostumado com o termo. São Fransokyo era um equilíbrio harmonioso de muitas coisas, os suntuosos prédios monumentais com as casas, ruas e vielas charmosas com um clima retro e agradável; a tecnologia de ponta que era presente em todo lugar, perfeitamente equilibrada com cores e arquitetura que tiravam o peso do futuro e mesclava com a elegância e encanto do passado, sem contar com a mistura audaciosa, arrojada e agradável de elementos orientais e ocidentais por todo o lado; tudo artisticamente belo, inspirador, ousado e confortável, e Tadashi amavam aquilo. A escola de Hiro não ficava muito longe, apenas um bonde de distancia, e não precisava passar pelo centro, chegando la Tadashi passou no bazar antes e fez as compras, porém os pães estavam tão duros que tia Cass não poderia achar algo mais útil que fazer com eles do que joga-los fora (ou da-los para a senhora Matsuda). Tadashi caminhou em direção à escola de Hiro, tinha uma grande multidão de pessoas no pátio fazendo um circulo em volta de algo, Tadashi não iria se embrenhar naquele meio com as compras de tia Cass, então escalou um muro e sentou em cima do terraço da cantina até que.
– INACREDITAVEL!!! – Bravejou Tadashi, Hiro estava la sentado no meio do circulo, participando de uma Roboluta com garotos e garotas mais velhos, e estava se dando incrivelmente bem, seu robô era uma evolução do mesmo que tinha feito quando pequeno e era incrivelmente articulado e ágil, até que em questão de meia hora Hiro vencera todos os outros e exibia seu robô no alto da cabeça enquanto varias crianças gritavam seu nome, lhe faziam perguntas, alguns filmavam e tiravam fotos provavelmente para exibir “o novo garoto gênio” em seus blogs. Tadashi desceu, iria parabenizar seu irmão depois de esculachar todos aqueles marmanjos na competição, a multidão já havia se dispersado e estavam apenas Hiro e mais três garotos maiores no gramado, quando um deles tomou o robô da mão dele e jogou contra a parede, espatifando-o em vários pedaços.
– Agora você não ganha mais nada, cabeça de coxinha. – Disse um garoto que aparentava ter seus 15 anos e estava no meio.
– Calma ai, vamos resolver isso como pessoas civilizadas e inteligentes que somos. – Dizia Hiro sorrindo forçadamente numa tentativa falha de acalmá-los enquanto recuava, os garotos avançavam até ele.
– ESTA CAÇOANDO DA NOSSA INTELIGENCIA? – Irritou-se um garoto gordo reagindo ao comentário sarcástico de Hiro.
–Não é bem assim, sabe, eu nem queria insinuar nada, mas... -
– PASSA A GRANA PRA CÁ, OU... — Ameaçou-o o garoto gordo
– AH, NÃO, ELES ESTAVAM APOSTANDO. – Desesperou-se Tadashi que se apressou em direção a eles. Os garotos encurralavam Hiro cada vez mais, até que o garoto do meio deu uma rasteira em Hiro que caiu de costas, quando “PAF”, um pão realmente duro atingiu o garoto do meio na cabeça.
– QUEM ESTÁ AI? – Gritou o garoto. – VAI LEVAR TAMBÉM E... AI. — Tadashi tinha achado propósito naqueles pães, foi preciso apenas ver por um novo ângulo.
– É o irmão dele, peguem a grana e dêem o fora. – Disse o garoto do meio, acovardando-se e correndo, levando mais pães na cabeça. O garoto gordo agarrou Hiro pelo braço, mas era tarde, Tadashi deu-lhe uma rasteira o mais rápido que pode, quando o terceiro garoto armou o punho e com um movimento rápido tadashi o imobilizou com o braço em volta do pescoço.
– Não estou aqui pra machucar ninguém, não mexam com meu irmão de novo. – Disse Tadashi em tom ameaçador, se tinha uma coisa que gostava nele, era sua capacidade de projetar sua voz que era ao mesmo tempo um pouco grave e suavemente calma, o suficiente para impor o que queria a garotos “menores”. Os três garotos correram (Tadashi tinha certeza de que o gordo em quem ele deu a rasteira chorava).
– INACREDITÁVEL HIRO... – Irritou-se Tadashi. -... Você pegou dinheiro deles? –
Hiro respondeu — Não mano, os garotos têm apostado nas robolutas e eu sou bem melhor que eles, não ia perder a oportunidade de ganhar uma gran... –
– Grana que a partir de agora vai ser gasta com pães decentes para tia Cass, me dá isso aqui. – Interrompeu — o Tadashi, tomando o dinheiro da mão do irmão.
– Droga, agora eles vão contar pro diretor e vão passar a monitorar os corredores, e por sua causa não vão ter mais robolutas na escola. – Afirmou Hiro frustrado.
– Que bom que o que eu fiz aqui vai ter servido pra muito mais que salvar a sua pele cabeção. –
– OKAY...valeu...só não conta pra tia Cass, ela vai dobrar nosso castigo – Disse Hiro sem jeito.
– Corrigindo, SEU castigo, ela me tirou, agora vamos lá – Riu Tadashi afagando a cabeça de Hiro que fizera um bico.
Tadashi e Hiro embarcaram no bonde, o caçula decidiu ficar no lado de fora da cabine comendo suas gummy bears (gomas de mascar em formato de ursinhos que ele adorava) que Tadashi acabou comprando para ele (era difícil resistir a aquela carinha pidona de cãozinho abandonado), e o mais velho dentro, sentado, lendo um livro, desciam uma ladeira alta e a visão do sol se pondo por trás de São Fransokyo era magnífica.
– Obrigado Tadashi... quero dizer...acho que não ia sair dessa se não fosse você. – Disse o garoto na parte de fora da cabine, de costas, provavelmente sem jeito, exercendo suas maravilhosas habilidades sociais.
– Que isso, eu to aqui pra isso maninho. – Respondeu Tadashi sorrindo.
– Mas você ainda vai pagar caro por ter tomado minha grana. – Virou Hiro com um sorriso, que foi correspondido. Tadashi descobriria naquela noite que dividir o quarto com um gênio endiabrado não era exatamente inteligente, ainda mais se tomar dinheiro dele, e suas costas lembrariam por dias. Quando menores ambos tinham transformado a cama de Tadashi em um pula-pula, molas eletrônicas em baixo, ativadas por uma alavanca (escondida), que Hiro não só reativara em questão de minutos enquanto Tadashi tomava banho, como ela se ativava automaticamente se alguém se deitasse, para o desespero e furor de Tadashi que foi arremessado da cama quase ao teto e depois ao chão. Hiro também se lembraria por dias de ter sido pendurado de cabeça para baixo por um gancho eletrônico para fora da janela, de cuecas, na noite fria de São Fransokyo, em plena madrugada, Tadashi tinha fotos para garantir isso, assim como Hiro tinha o vídeo do irmão voando pelo quarto em sua câmera.
Tia Cass insistira em fazer as perguntas erradas naquela manha, ela acordara realmente perceptiva (para o azar de ambos). – Suas costas estão doendo Tadashi? Por que esta andando assim? Como pegou esse resfriado Hiro, VOCÊ NÃO VAI À ESCOLA HOJE, vai assistir filmes com a tia. – Disse Cass, fazendo Tadashi desejar que tivesse acordado todo torto para que não precisasse ter que encarar aqueles mentecaptos na escola. Ele Chegara bem mais cedo em sua escola naquele dia, a escola estava realmente vazia, era o começo do semestre, poucos alunos iam aos primeiros dias, ele caminhava pela quadra para esperar dar o sinal de entrada, quando ouviu gritos, aparentemente do garoto magricela pendurado na cesta de basquete, e ao olhar para lá, avistou três garotos, um deles estudava com Tadashi, era o garoto mais popular da escola, todos chamavam-no de duck ( por causa do formato de pato do penteado loiro dele) , e os outros dois garotos Tadashi nunca vira mais gordos.
– Gosta de bater em garotinhos Nerdashi? – Perguntou Duck maliciosamente – Sem ressentimentos, posso bater em você agora por causa do meu irmãozinho, e depois refazemos o acordo das provas. –
– Sem ressentimentos, mas eu desconfio que sem o acordo vocês não vão se formar junto comigo, já que gostam tanto de mim assim poderiam repensar. – Respondeu Tadashi se referindo a um acordo que havia feito com os garotos, garantindo que sobreviveria ao ensino médio ileso, com tanto que desse as respostas das provas a aqueles burros.
– COMO É QUE É?...VOCÊ JOGA PEDRAS NA CABEÇA DO MEU IRMÃO E AINDA ME CHAMA DE BURRO... — Esbravejou duck, irado.
– Tecnicamente eram pães, e você tirou essa conclusão sozinho? Esta progredindo. – Ironizou Tadashi, agora piscando para o garoto pendurado, sinalizando para que tentasse escapar enquanto ele distraia os valentões.
– Cara, tu vai apanhar tanto que esse painel de controle na sua boca vai sair no soco. – Ameaçou Duck.
– Meu irmão disse que você chutou e socou ele. – Disse um dos gordos
– Eu não bateria em um bebê chorão e covarde. – Continuou Tadashi já se arrependendo dessa péssima idéia que estava tendo apenas para o garoto EXTREMAMENTE lerdo se desprender de uma rede de basquete e correr. -
– Vamos pegar esse mané logo. – Disse o outro garoto gordo, com uma voz de dor de barriga somada a uma cara de porco.
– Deixa eu adivinhar, você é irmão do único garoto que tentou realmente me bater e eu imobilizei com um braço no pescoço? – Perguntou Tadashi adivinhando que ele era burro e demoraria em pensar em algo, mas Duck lhe respondeu logo em seguida.
– Não orelhudo, ele só é um parceiro, AGARREM ESSE OTARIO MARICA, vou garantir que o “mecanismo procriador do cyborg não faça mais copia do banco de dados”. – Ordenou Duck pela primeira vez fazendo um tipo de piada inteligente (mesmo que no fim das contas não tivesse graça alguma). Os garotos gordos agarraram Tadashi pelo braço, sua bolsa carteiro arremessada ao chão, seu laptop provavelmente já era, eles o ergueram, e quando Duck se aproximou para chutar... – HEY, DUCK BUTT (bunda de pato). – Gritou uma voz feminina, Duck instintivamente olhou para os lados procurando a origem da voz, para seu azar, pois numa questão de segundos, Tadashi se impulsionou e chutou as partes baixas dele com toda a força, gostaria de ter dito que havia danificado o "banco de dados BETA" de Duck, mas levara um murro no estomago, caindo no chão. A sequência de cenas que se seguiram foram surpreendentes e inesperadas, a voz pertencia a uma garota, mais precisamente uma garota punk, baixinha e carrancuda que chegara a toda a velocidade em uma bike, saltou dela dando um chute na cara de um dos gordos, que caiu na hora, o outro tentou bater nela, mas ela era extremamente flexível, desviou e deu um murro na cara dele, e aproveitou para danificar o "banco de dados beta" de mais dois, os gordos saíram correndo (mancando para ser mais preciso) enquanto duck butt continuava a agonizar no chão, (Tadashi caprichara no chute, já que Duck...Butt o infernizava desde a pré escola).
– Levanta mané ... — Disse a garota que nem ao menos ofereceu a mão para ajudar. -... Cara, vê se "WOMAN UP"... — Prosseguiu a menina, virando para observar com um sorriso, Duck que havia se levantado e fora para longe, ela pegou um chiclete (já mascado) de dentro do bolso e o enfiava na boca como se fosse um costume bem comum.
– Ah...err ok... valeu... quem é você? — Perguntou Tadashi levantando e com a mão na barriga.
– Sou Ethel... — Estourou uma bolha de chiclete -... Tomago -
– Prazer... sou Tadashi Hamada -
– Bom chute ein, na próxima acerta os outros dois também. -Sugeriu a garota.
– Da...próxima? — Questionou Tadashi
– Ah, você realmente acha que eles vão te deixar em paz depois dessa, CARA, você chutou as bolas do bunda de pato, agora ele vai chamar a lagoa inteira pra pegar você, ele não é tipo, o maioral por aqui? — Afirmou Tomago
– Nossa, você é bem... encorajadora? -
O que tinha de baixinha, tinha de mal encarada, seus cabelos negros de comprimento médio eram repicados e rebeldes, tinha uma mecha roxa, usava jaqueta de couro com uma camiseta de banda por baixo, allstar preto e uma bermuda jeans rasgada, tinha piercings e pulseiras de metal, ela caminhou até uma bike preta e roxa lotada de adesivos, tinha porte atlético e definido, o que indicava que fazia muito mais que andar de bicicleta.
– De nada Nerdashi Hamada, se precisar que eu te defenda na próxima vez é só chamar. — Tomago piscou e estourou mais uma bolha do chiclete, montou em sua bicicleta e pedalou para longe dali.
Tadashi continuou ali com as mãos na barriga, o soco doera de verdade, mas provavelmente não mais que os chutes que aqueles garotos levaram, e ele estava encrencado por causa daquilo.
–EU NÃO POSSO ACREDITAR QUE VOCÊ BATEU NELE DASHI. — Hiro dava gargalhadas de satisfação após Tadashi contar toda a historia. — Daria tudo pra ter visto, não é todo dia que se vê um nerd batendo nos valentões. -
– Tecnicamente eu não bati, e você já me viu fazendo isso varias vezes não se esqueça...mas não precisaria ter feito isso e levado socos no estomago se você não ficasse se metendo em confusão na SUA escola. — Respondeu Tadashi
– Relaxa, maninho, alem do mais, gostei dessa garota que você falou, quem ela era?
– Eu não sei, ela foi embora logo depois de derrubar os outros dois, de qualquer forma é melhor esquecer isso, foi um dia longo, preciso descansar. — Terminou Tadashi
Tadashi fora para a escola no dia seguinte meio apreensivo, mas algo estava bem diferente, os alunos pelos corredores olhavam para ele, cochichavam entre si, umas garotas davam risadinhas quando ele passava (o que provavelmente o fizera corar muitas vezes), e alguns grupos de garotos e garotas o encaravam mortalmente, poderia se acostumar com aquela atenção se não fosse assustador o fato de que aparentemente até o dia anterior ninguém ali gostava dele ou ligava para sua presença. A primeira aula fora normal, respondera perguntas do professor sem que ninguém o interrompesse como faziam, e o intervalo, mais pacifico impossível, sentara sozinho como sempre.
– E ai mané. — Disse a garota do dia anterior, que surgira sentada ao contrario no banco de costas para a mesa e com os cotovelos apoiados nela, mascava um chiclete incessantemente. – Nem precisa agradecer, mas já esta subindo a cabeça? -
– AH... Oi...Ethel? O que quer dizer? — Espantou-se Tadashi que não a havia notado ali
– Me chama de Tomago, mas... você esta sentado ai sozinho, todo convencido, como um tipo de rei dos nerds — Disse Tomago gesticulando com as mãos e cabeça.
– Nah... Sempre sentei aqui sozinho, pelo menos desde que Abigail se formou no ensino médio.
– Abigail? Você é uma caixinha de surpresas mané, nunca iria imaginar que você batia em valentões e teve uma namorada. — Desdenhou Tomago
–Nah... er... Ela não era minha namorada, era minha única companhia durante o intervalo. — Explicava Tadashi, Abigail Callaghan era uma garota mais velha com quem Tadashi costumava conversar bastante, era a única pessoa que poderia considerar amiga, divertida, simpática e extremamente inteligente, falavam por horas a respeito de tecnologia, ficção, ciência e robôs (ela era uma “espécie de rainha dos nerds), ela considerava Tadashi bem maduro para a idade que tinha na época, quatorze, ela dera o primeiro beijo de Tadashi, mas ela considerara como uma brincadeira, e ele, um consolo, já que achava que ficaria sozinho mesmo (como os outros garotos diziam), e pouco antes de se formar no ensino médio, ela decidiu ingressar no Instituto de Tecnologia de São Fransokyo (ITSF), a universidade de tecnologia mais renomada da região e recomendou que ele fizesse o mesmo quando tivesse a idade, já que ele possuía talento, ela mencionara que seu sonho era trabalhar na maior industria tecnológica de São Fransokyo, a Krei Tech, cujo dono se chamada Alistair Krei, um homem brilhante e poderoso, sumidade no mercado industrial, e uma das maiores inspirações de Abigail, e amigo pessoal do pai dela.
–Valeu por ontem, foi inacreditável, quero dizer, não daria conta sozinho. – Agradeceu Tadashi
– Nem precisa agradecer. – Afirmou Tomago com um olhar de “eu sei que me garanto" e dando um soco de leve no ombro de Tadashi
– Au... pra que isso? ... Espera então foi você? Espalhou pra todo mundo que eu chutei o bunda de pato, isso explica porque de repente eu sou o assunto da escola toda. – Perguntou Tadashi
– Vamos lá fora, aqui tem otário demais com as antenas em pé. – Alertou-o Tomago, sobre uma grande maioria dos alunos no refeitório que faziam o possível para escutar a conversa. Levantaram e caminharam em direção ao pátio.
– Aquilo foi maneiro cara, sempre te vi por aqui, sempre te achei meio... diferente dos outros cabeções, mas não esperava por essa. – Dizia Tomago enquanto passavam pelo corredor
– Nunca te vi por aqui antes, acho que teria notado uma garota punk e baixinha se você... AI. – Tomago o acotovelara.
– Desculpe, não esta mais aqui quem falou... – Disse Tadashi balançando as mãos. -... mas por que resolveu me ajudar? –
– Você tem potencial cabeção, nunca tinha visto um nerd acertar um garoto mais forte antes, aquilo foi muito corajoso... ou muito burro, e burro eu sei que você não é. – Afirmou Tomago
– Eu precisava ajudar o garoto pendurado a fugir. –
– Ai você se joga no meio de três caras maiores – Afirmou Tomago.
– Para falar a verdade você derrubou dois deles, e eram BEM maiores que você. – Afirmou Tadashi enfatizando o “bem”, Tomago lhe dera outro soco no ombro.
– Só não dei um murro na boca por causa dessa cerca elétrica ai... alias, pra que isso? Não vejo nada de errado com seus dentes. – Expressou Tomago.
– Bem... eu já uso a algum tempinho, um ano e meio na verdade e já estou prestes a tir...-
– Quer que eu te ajude a tirar? – Pergutou Tomago com o punho armado
– Não, obrigado, ainda quero meus dentes quando tirar o aparelho. — Ironizou Tadashi afastando o punho de Tomago. — Mas sério, por que você quis me ajudar? Ninguém nunca se importou antes... –
– Não é qualquer pessoa que se arrisca assim pra ajudar alguém, gente assim merece uma chance. – Respondeu Tomago, enquanto caminhavam pelo pátio vazio, Tadashi com as mãos nos bolsos.
– E com “chance” você quer dizer... –
– Que você tem muito potencial desperdiçado, e não estou falando do seu cérebro gigante, você quer “sobreviver ao ensino médio” não é? Então vamos fazer isso com estilo. – Disse Tomago sorrindo e estourando uma bolha de chiclete, Tadashi instintivamente olhou para sua própria roupa.
– E o que tem em mente? Senhora, heroína, salvadora de nerds desesperançosos com grande potencial desperdiçado. – Questionou Tadashi agora rindo.
– Você só precisaria de uns... “upgrades no sistema”... –
– “Upgrades no sistema”... é parece que eu não sou o único nerd por aqui. – Tadashi arqueou as sobrancelhas.
– Você é bem engraçadinho, eu não sei como ainda não tinha apanhado antes, cala essa boca e vamos lá, vou te mostrar pra minha galera. – Tomago o puxou pelo Braço.
– Mas... vou perder o segundo tempo. –
– Será que não da pra deixar de ser tão nerd por um dia? – Questionou Tomago o encarando como se fosse um ET.
– Bem... eu faltei aula ontem! – Tadashi pôs a mão na nuca, Tomago revirou os olhos.
– É eu também já notei que você é bem acomodado na sua vidinha de CDF desesperado com o futuro, relaxa, as vezes precisamos dar uma...acelerada nas coisas, as vezes uma chacoalhada, você pode melhorar bastante, veja por um ângulo diferente e WOMAN UP. – Concluiu Tomago com um olhar decidido e sério, mas ao ouvir a frase “veja por um ângulo diferente” Tadashi se lembrou de como seu irmão se afastava dele e de todos instintivamente de tempos em tempos e desperdiçava a inteligência que tinha, mas ele não desistia e o fazia enxergar de outro modo, aquele era seu lema, ele não iria deixar aquela menina baixinha e abusada jogar seu próprio lema na cara dele como se ele fosse um cérebro de minhoca, lento e preguiçoso.
– Okay então Ethel Tomago, você venceu, vamos ver do que é capaz, vejamos o que você quer dizer quando diz “woman up”. – Desafiou Tadashi dando um olhar mais confiante à Tomago, que sorriu pegou sua bike lotada de adesivos e o mostrou uma outra encostada numa grade.
– É isso ai rei dos nerds, pega uma bike e ACELERA.
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