How Did This Happen?
29 Where is she?
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem...
POV Rose
Meus próprios gritos ainda ecoavam em minha mente, de um jeito doloroso e torturante, uma lembrança vívida de toda a dor de momentos antes.
Sabe aquele momento em que parece que o seu corpo vai explodir de tanta dor? Como se fosse uma dor de cabeça no corpo todo, ou como se você estivesse em chamas? Bem, depois de quase duas horas de crucio eu te garanto que a dor era bem pior que isso.
-E então docinho, aprendeu?-ela me dizia. Eu senti mais lágrimas escorrerem por meu rosto. Meu corpo, que já havia chegado ao seu limite, se encolheu ao ouvir a voz irritantemente aguda dela. E então mais memórias de como eu havia chegado aqui vieram a minha mente.
*Flashback On*
Depois de ouvir o que Scorpius tinha contado eu tive mais medo do que nunca. Se não era só ele, se eram vários comensais e treinados em arte das trevas pesada, a gente tava mais na merda do que eu pensei. Depois de muito só deitada perto do Scorps eu fui ao banheiro.
Entrei lá e fiz o que tinha que fazer. Quando saí me deparei com Peter encostado despreocupadamente na parede perto das pias.
-Então agora eu não posso mais nem ir no banheiro em paz?- eu perguntei sarcasticamente, cruzando os braços e encarando ele. Ele riu.
-Não. Você não pode mais fazer nada em paz enquanto não me der o que eu quero-ele respondeu. Eu franzi o cenho.
-Banheiro? Isso é de baixo nível até mesmo para você-eu cuspi, muito irritada com ele para raciocinar. Ele se aproximou de mim, com os olhos queimando daquele jeito que dizia que ele não era lá muito certo da cabeça. Ele segurou meu cabelo com uma das mãos, sem puxar, só segurou. Eu estremeci um pouco, mas me forcei a manter a compostura.
-Entenda querida-ele disse, a voz pingando ácido. Ele fez uma leve pressão em meus cabelos- Eu sou baixo. Eu não tenho escrúpulos. E eu não vou medir esforços para conseguir o que eu quero de você- quando ele terminou meus cabelos já estavam sendo puxados com força. Minhas mãos voaram para a sua e eu cravei minhas unhas com força nela. Ele me soltou e deu um resmungo de dor.
-E eu não vou te dar merda nenhuma. Nem a localização nem a mim-eu disse. É, eu sei que eu só contei meia história para eles. Mas ele não queria só a localização da casa. Ele queria também que eu voltasse com ele. Mas eu, obviamente que me neguei.
-Vai sim amor. Vai sim- ele rosnou, antes de me segurar pelo braço e tentar me arrastar para fora do banheiro.Eu resisti e tentei largar meu braço. Nós brigamos e eu arranhei o rosto dele, o que o deixou possesso e ele me bateu. Foi aí que eu bati a cabeça na pia e ela quebrou, inundando o banheiro. Minha mente começou a embaralhar e tudo começou a duplicar. Mas eu ainda consegui me arrastar para fora do banheiro e ver um vulto se aproximando devagar. Quando ele chegou perto o suficiente pude ver que era o Sr. Stepfort, o nosso professor de poções.
-Professor...- eu chamei, a minha voz fraca e a minha mão se estendendo debilmente em sua direção. Ele parou bem a minha frente e se abaixou. Então olhou para o Peter e disse:
-Bom trabalho filho.
E então eu perdi a consciência. Quando acordei eu estava em uma cela com o chão e as paredes de pedra e uma grade de metal. Cheirava a mofo fortemente e tinha muito limo nas paredes. E então veio um vulto vestido todo de preto e com uma mascara de prata.
-Então a mini sangue ruim acordou eh? A Parkinson vai ficar bem feliz com isso-ele disse, e me levou para cima, para uma sala toda decorada em verde e prata e com um aspecto bem sombrio.
-Finalmente acordada? Bom, eu estava precisando me divertir-disse outro vulto, no qual eu reconheci a voz da Sra. Parkinson. Ela se Aproximou de mim.-Crucio!-ela gritou, e de repente eu estava caída no chão com a maior dor do mundo, insuportavemente ruim. Gritei, gritei tanto que fiquei sem voz, tanto que minha garganta doeu e eu perdi a consciencia. Fui acordada com uma baldada de agua na cara e começou tudo de novo.
*Flashback Of*
E é por isso que eu to aqui, deitada no chão frio dessa mansão sombria e esquisita com um monte de ex-comensais da morte rindo de mim enquanto eu sou torturada.
E tudo que eu queria era que alguem viesse me salvar.
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POV Scorpius.
Eu estava desesperado quando voltei para a sala precisa. Minhas mãos tremiam e parecia que eu estava enxergando tudo em vermelho.
-Ela sumiu!-eu explodi, assim que entrei na sala. Claire me olhou horrorizada e Alvo também.
-Como assim sumiu? Sumiu pra onde?-Alvo disse.
-Se eu soubesse eu não estaria mais aqui estaria lá você não acha Alvo?-eu respondi com escárnio. Ele ficou rubro e murmurou um desculpe. Eu sei que eu estava sendo meio cruel mas o que diabos queriam que eu fizesse? A minha namorada sumiu e eu tenho certeza que o lunático que fez isso não que boa coisa dela.
-Calma Scorpius, a gente vai encontrar ela ok?- Claire falou, colocando a mão sobre meus ombros. Eu respirei fundo e James me apareceu com um pedaço de papel.
-I solemny swear i'm up to no good (N/A: "juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom")-para o pedaço de pergaminho e de repente palavras começaram a brotar. Depois de um tempo um mapa de toda Hogwarts , incluindo pessoinhas andando. Eu fiquei admirado por um momento.
-O que diabos é isso?-perguntei. James sorriu, como uma criança que vai te contar uma travessura que fez.
-O Mapa do Maroto-ele respondeu- Peguei do meu pai uma vez. É muito útil para alguém como eu-ele disse, e eu entendi a conotação disso. Ri um pouco.
-Tudo bem né. Mas como exatamente ele nos ajuda nesse momento?-perguntei.
-Existem 7 passagens para sair de Hogwarts. Que eu me lembre apenas duas ainda funcionam, esta-ele pontou no mapa um corredor que eu conhecia, mas que eu me lebre so havia uma estátua de bruxa corcunda-e esta-ele disse, apontando o salgueiro lutador dessa vez.
-Ahm?-eu disse. Ele revirou os olhos.
-A bruxa corcunda se abre e sai na Dedosdemel. E tem uma passagem por baixo do Salgueiro que leva para dentro da casa dos gritos. E assim se pode sair de Hogwarts sem ser pela porta da frente-ele disse.
-E ele com certeza não saiu-Claire acrescentou.
-Resta saber pra onde ele foi- James disse.
-Acho que a mansão Parkinson é uma boa tentativa-eu disse.
-Você sabe onde fica?-Claire perguntou.
-Sim. Infelizmente esse energúmeno era meu melhor amigo antes-eu disse, quase com nojo disso.
-Tudo bem, vamos sair e depois a gente aparata pra lá-Alvo disse. Todos nós pegamos as varinhas e nos encaminhamos para o salgueiro, porque chegamos a conclusão que era o mais fácil.
Quando saímos aparatei direto para a mansão. Ela estava macabra como sempre, com as sebes altas e mal cortadas, toda preta e cheia de cães gigantes.
Mas o que me deixou mais arrepiado eram os gritos agonizantes que podiamos ouvir mesmo a distancia. Quando chegamos mais perto percebi que o que eu mais temia era verdade. Os gritos eram de Rose, gritos completamente agoniados e doloridos. E de repente eles cessaram,e viraram apenas um choramingo.E quando estes também pararam e eu cheguei a janela pude ver que ela estava estirada no chão, totalmente paralisada, exceto pelos olhos que ainda vertiam lágrimas e piscavam esporadicamente enquanto um semi circulo de bruxos encapuzados ria e um vulto em especial gargalhava estridentemente.
-Eu disse que faria você gritar até perder a voz docinho!-ela gritou,e eu percebi que era a Sra. Parkinson. Rose simplesmente ganiu, como se simplesmente não conseguisse fazer mais que isso. E então outra voz se elevou.
-Acho que ja chega por hoje mãe- o desgraçado maldito falou. Foi ai que eu não me aguentei e quebrei a janela. Todos se viraram para mim enquanto eu entrava.
-Surpresos seus imbecis?-eu falei, utilizando toda a minha raiva como combustível.
Todos se viraram para mim, mas tudo que eu via era Rose.
E eu prometi para mim mesmo que iria salvar ela.
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