How
1 oneshot
Notas iniciais
Alguém me explica como eu posso ser tão idiota? Sério. Eu sou uma anta. Uma anta cega que deixou o amor da sua vida ir embora por popularidade. Pois é.
Sabe quando o universo tenta de avisar, mas você é burra demais pra ver? Tive três namorados, dois eu traí. Na 1ª vez fiquei grávida e na segunda com mono. Sinais do universo, oi. O único que eu não traí foi o pai da minha filha. O único que eu sei que realmente me amou.
Não me levem a mal, Sam e Finn me ‘amaram’ mas qual é? O Sam é gay e o Finn apaixonado pela Rachel, e isso desde que estávamos juntos. Agora ele não... Ele se arriscou a perder o melhor amigo, a perder tudo por mim. Até a galinhagem. E eu por doce, não quis ouvir. E agora me vejo perdendo-o aos poucos.
Ele passa ao meu lado no corredor, braços dados com Lauren, sorrindo. Ele está feliz, está apaixonado. “Feliz sua grande idiota?” é o que minha consciência grita. Não, nenhum pouco consciência querida, obrigado por perguntar.
Sabe como eu percebi tudo isso? Ouvindo ele cantar. Estávamos na sala do coral, eu e ele apenas. Eu estava sentada no piano, fazendo minha lição de Biologia, e ele estava sentado na cadeira, dedilhando o violão.
_ Escolha uma música! – pediu ele e eu o olhei, cética.
_ Eu sei lá... Maroon 5? – eu disse, procurando algo que fosse do gosto dele.
Ele sorriu e começou a tocar ‘How’. Continuei com a minha lição, até que parei.
_ I have been searching for your touch
Unlike any touch I've ever known
And I'd never thought about you much
'Til I'm broken down and all alone
Ele escolheu de propósito? Afinal, perdi o Finn de vez agora que ele voltou com a Rachel. Até com anel de compromisso estão. Sam saiu do armário de vez. Quem mais me resta? Ninguém. Estou totalmente sozinha. Não tenho amigas, afinal todas elas tem namorado e meio que os mantêm longe de mim, por eu ser uma bitch mor. E naquele momento, mais do que em qualquer outro, eu queria os braços dele a minha volta.
Eu fechei meu armário, peguei o IPod e dei play em ‘How’.
Oh
Though I don't understand the meaning of love
I do not mind if I die trying
Took you for granted when you lifted me up...
É, eu não sei o que é amor. Se eu soubesse teria dado valor ao Puck, aos seus gestos, suas palavras, suas músicas. Teria dado valor aquele simples “Especialmente agora”
Mas não. Vamos ligar pra popularidade, pra ser Prom Queen. Isso vai significar o que nada minha vida? Nada, exato.
O pior foi ele cantando esse refrão:
_ I'm asking for your help, I am going through hell
Afraid nothing can save me but the sound of your voice
You cut out all the noise
And now that I can see mistakes so clearly now
I'd kill if I could take you back
But how, but how...
Sempre foi assim. Quando eu estava grávida e ficava brava, chateada ou o que fosse, a voz dele, os braços dele, eram a única coisa que me tiravam daquele inferno. MEU DEUS, O QUE EU TENHO QUE FAZER PRA ELE VOLTAR PRA MIM?
Sai do colégio com as entranhas revirando. Entrei no meu carro e dirigi a esmo até um parquinho, onde eu vinha muito quando grávida. Parei no estacionamento vazio e abri as portas, ligando ‘How’ no último volume. Fui até o balanço, fiquei de pé nele balançando enquanto cantava em voz alta.
_ I can feel it in my guts, what's going on with him now
Don't patronize me with lies
I'm a man, be a woman now
Oh
I have been bound by the shackles of love
And I don't mind if i die tied up
Took you for granted when you lifted me up...
De repente senti mãos empurrando o balanço. Me enrolei nas corrente do balanço quando fui virar e cai na areia sobre ele, que começou a rir.
_ Puck? O que faz aqui? – eu perguntei, me levantando depressa e me arrumando.
_ Creio que o mesmo que você: pensando. – disse ele.
_ Ah é? Sobre o que? – eu disse, seca. Boa sua anta, continua assim que você vai longe.
I'm asking for your help, I am going through hell
Afraid nothing can save me but the sound of your voice
You cut out all the noise
And now that I can see mistakes so clearly now
I'd kill if I could take you back
But how, but how...
O carro ainda tocava a música e ele parou um pouco olhando para ele. Vi seu rosto triste e sentei no balançando, esticando a mão para ele.
_ Vem e desabafa. – ele pegou minha mão rindo e se sentou ao meu lado, no outro balanço – O que está pegando?
_ É a Lauren. – disse ele, suspirando. Meu coração doeu – Ela não gosta de mim. Só me vê como um instrumento para ficar famosa e conseguir seu programa de TV, ou seja lá o que quer. E eu faço o que ela quer, porque gosto dela.
Why must we be so ugly
And please do not think it of me
Why does the one you love become the one who makes you want to...
_ Nós fazemos loucuras por quem amamos Puck. – eu disse com um suspiro – Isso é, quando percebemos que as amamos.
_ Quem está afligindo seu coraçãozinho Quinnie? – perguntou ele, me olhando e eu desviei o olhar, sentindo as lágrimas.
_ Uma pessoa que eu descobri que sempre amei, mas fui burra demais pra admitir.
Cry, and why, why, why
And how
(Though I don't understand the meaning of love, I do not mind if I die trying)
How
_ E se você soubesse que essa pessoa também te ama? – perguntou ele, pegando minha mão – Mesmo GOSTANDO de outra – ele enfatizou o gostando – nunca deixou de te amar, de pensar em você, nem nada?
_ Eu diria que ele é muito idiota, porque eu não sei o que é amor e por mais que o eu o ame, vou acabar o magoando com minhas idiotices de popularidade.
_ E se ele estiver disposto a te ensinar que o amor vale mais que tudo isso? – ele saiu do balanço e se ajoelhou a minha frente.
_ Eu vou dizer que ele vai ter que tentar até morrer, porque eu sou muito teimosa. – eu disse e ele deu uma risada rouca.
I do not mind if I die trying
I do not mind if I die trying
_ Você é quem sabe, seu masoquista. – Quinn, vamos calar a boca e beijá-lo logo? Sabe consciência, é a primeira vez no dia que eu vou seguir seu conselho.
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