House e Cuddy... Amor ?
2 Capítulo 2 - No dia seguinte...
Notas iniciais
TRIM-TRIM-TRIM...
O relógio desperta Cuddy. De repente, ela levanta, sem pensar em nada. Até ali, sua mente e seu corpo ainda estavam dormentes, mas ela precisa acordar.Seu cargo no hospital deveria ser respeitado, tinha que chegar no horário, tantos relatórios, documentos, reclamações e outras coisas para fazer e ouvir... Lavou o rosto, olhou para sua própria imagem refletida pelo espelho. Suspirou. O que eu vou dizer para ele ??? Ela ficou com a mesma frase na cabeça, até a hora de ir para o trabalho.
TIC-TAC-TIC-TAC-TIC-TIC-TIC....
House bateu no relógio com força, ele não queria acordar, não queria sentir a dor insuportável em sua perna, não queria pensar... não queria pensar no que iria dizer para ela. Ele tinha que levantar, e com um único movimento forçado feito por ele mesmo... levantou-se da cama. Foi até o banheiro, tomou seu devido banho, trocou de roupa — nenhuma peça estava passada — foi tomar um mísero café que ainda existia na garrafa. Disse baixinho, alguns xingamentos, EU NÃO QUERO IR ! Estava realmente estressado, ele não sabe amar, não consegue compreender um sentimento que ele mesmo achava ser tão... insignificante... como você, Gregory House, não consegue entender um sentimento tão \"simples\" chamado amor ? Por quê você está ficando assim ??????
Assim, como toda essa fustração, dirigiu-se até a porta, pegou sua bengala e as chaves, saiu de casa e bateu — em seguida — a porta com toda a força.
Era desse modo que começava o dia de Gregory House e Lisa Cuddy.
Estacionou o carro, pegou sua bolsa e em único movimento: olhou rapidamente sua imagem refletida no espelho. Será que alguém vai reparar que eu me produzi mais ??!! Começou a pensar em alguma resposta, ou alguma escapatória que não envolvesse House ou mesmo o beijo que eles deram um ao outro ontem. Olhou para baixo, e um pouco triste, foi em direção ao elevador... começar um novo dia.
PACCCCCCCCCC....
House bateu com tudo sua moto em um poste. Xingou bastante, e depois de alguns pedestres ajudando, conseguiu ir em direção à porta de vidro, onde começaria toda sua antiga fustração.
O hospital estava cheio como sempre, médicos e enfermeiras entrando e saindo de todos os lados, o barulho interminável de gente chorando, com dores, ou de algum médico chamando os enfermeiros... tudo está normal... Cuddy entrou dentro da Cliníca, e foi em direção ao seu escritório. Tudo estava do mesmo jeito em que deixara, os papéis bagunçados, a carta de negação da mãe em doar sua filha para ela, alguns lápis e cadernos, petições... tudo no chão. Conseguia lembra do momento de tanta raiva e tristeza por ter perdido a oportunidade de ser mãe... de novo. Uma lágrima caiu no chão. Depois, colocou sua bolsa no sofá, e inclinou-se, lentamente, em direção à bagunça formada por ela mesma. Agora, aguente as consequencias Cuddy...
House abriu com toda sua forç a a porta, agora via vários médicos entrando na Cliníca, outros indo em direção à escada, saindo do elevador... estava começando a ficar estressado só de pensar o que iria acontecer hoje. Começou a mancar até o elevador, será que algum dos imbecis da minha turma, já chegaram ?? O barulho do elevador chegando no térreo aumentou, as portas se abriram e... ninguém estava lá. Entrou sozinho e apertou o botão de sempre, as portas se fecharam. Enquanto esperava, uma única voz em sua mente dizia: Você ficará sozinho... era Wilson, seu único e melhor amigo. Ele dizia isso com tanta certeza... e isso é ser amigo ?! Seu idiota, incopetente ! Agora, a única pessoa em que você tinha uma relação... mais do que amigável, mais do que qualquer coisa que você já teve... sumiu....
House saiu do elevador, indo em direção à sua sala.
Cuddy já arrumara tudo, agora ligando seu computador, via as imagens de pessoas sendo levadas às salas de consulta, outras saindo um pouco mais felizes... outras chorando... algumas enfermeiras e alguns médicos cuidam muito bem da clínica, Cuddy pensava. Começou a ver todos os relatórios e problemas que havia ignorado no dia anterior... quantos problemas para resolver... assim, entre um problema e outro, a memória dela beijando Gregory House formou-se na sua frente. Seus olhos arregalaram-se, seu corpo ficou muito mais tenso... PÁRA, PÁRA, EU NÃO QUERO MAIS PENSAR NISSO ! Fechou, com toda a força, seus olhos e protegeu sua cabeça com as mãos. De repente, olhou lentamente para o mesmo lugar que tanto temia — alguns minutos atrás — e percebeu que havia uma enfermeira olhando assustada para ela.
- Sra. Cuddy... a senhora está bem ? Eu vi alguma coisa estranha acontecendo e... senhora ?
- ... ah... estou bem. Só estou com muita dor de cabeça, é tanta coisa para fazer, sabe ? Mas... já estou melhor, obrigada. Já pode se retirar e continuar a fazer suas coisas.
Disso, a enfermeira assentiu e saiu depressa do escritório da Cuddy.
Ela suspirou.
House agora encontrava-se sentado em sua cadeira e segurando um pote pequeno e laranja... Vicondin. Era seu único \"amigo\", tirava sua dor, fazia com que não pensasse em tantos problemas... só assim, eu tiro ela da cabeça. De repente, a imagem de Foreman e Taub formaram-se na sua frente.
- O que vocês dois, idiotas, querem ?!
- Nossa, Foreman, o nosso chefinho acordou de bom-humor! — disse Taub olhando severamente para House — Estávamos aqui desde ONTEM ! Por quê você não apareceu ?!
- Calma Taub. House deve ter uma boa explicação, se não... ele já sabe o que vai acontecer... e começa com \"C\". — disse Foreman num tom sarcástico e sério.
House ficou perplexo com a ameça de Foreman. Não, não, ele não pode chamar ela.
- Hum... bom... eu tive uns problemas sérios, e depois eu estava com muita... muita... dor. — disse House, sabendo que havia perdido aquela batalha.
Taub e Foreman olharam-no por alguns instantes, e pensavam o que tinha acontecido na noite anterior para deixar House tão... para baixo.
- Quê problemas sérios, House ?
- É particular, Taub. — House não queria pensar mais...
- É Taub, vamos deixar ele... — Foreman declarou, percebendo que House estava totalmente abalado com alguma coisa...
- Está bem, está bem... mas saiba que vai ter que nos recompensar, se não fosse por nós dois, a menina estaria MORTA e não CURADA ! Chame Chase e a Thirteen !!!! Eles vão ficar nos nossos postos e...
Antes que Taub terminasse, alguém mais entrou na sala de House... a última pessoa que eu queria ver hoje...
- House ? — Cuddy entrava lentamente em sua sala, seu coração parecia que estava saindo pela boca...
- Hum... Taub, vamos comer alguma coisa no refeitório ? — perguntou Foreman já puxando Taub para fora da sala. Ele sentia que os dois ali tinham que resolver alguma coisa séria, muito séria.
...
- O que aconteceu ? — House tentou dizer do modo mais gentil possível
- De primeira... nada. E depois, eu estava pensando em falar com você sobre...
- Ah, NÃO ! Esqueça o que aconteceu, não devemos comentar nada... só isso ? Pode ir agora... — respondeu House rapidamente, para assim, ela sair o mais rápido possível.
- Mas... o quê ?! Não, não VOU SAIR daqui. Eu sou a sua chefe, ficarei aqui até terminarmos de conversar sobre o que aconteceu. E você pode ficar aí e escutar TUDINHO... ENTENDEU ?
House xingou baixinho. Agora Cuddy se aproximava mais e mais dele. Aquele perfume italiano que ele vira ela ganhar de Wilson no natal passado, estava contaminando todos os poros e a mente de House. Ele tinha que se controlar... se não...
- Então... o que você quer me dizer ?! — House já estava com raiva
- Me desculpe. — Cuddy foi mais gentil e sincera possível
- Hã ? Desculpar... pelo quê ?
- Por ter feito você me beijar... eu devo ter te demonstrado que estava infeliz... e você sentiu pena de mim... — as palavras de Cuddy saíam com muita dificuldade...
- Cuddy, eu... não... eu não senti pena de você. — House foi direto.
- Então... por quê você me beijou ? — Cuddy foi mais agressiva, queria uma explicação, uma resposta, uma saída para tudo aquilo que estava sentindo na hora...
- Você não poderia pensar apenas no fato em que eu sou um homem e você uma mulher linda e... você sabe. O simples fato de ter te beijado porque eu quis e estava com vontade, não te satisfaz ? — House estava conseguindo voltar a se sentir como antes com Cuddy.
- COMO VOCÊ SE ATREVE A FAZER ISSO COMIGO ? QUER DIZER QUE... VOCÊ SE APROVEITOU DE MIM ?!
- É CLARO QUE NÃO SUA IDIOTA ! Eu te beijei porque eu senti que você precisava de mim e eu queria fazer isso a tanto tempo...
Agora os dois estressados e irônicos que estavam frente a frente naquela sala, ficaram olhando um para outro... por bastante tempo...
- O quê ?! — foi o que Cuddy conseguiu dizer.
- Eu não quero mais falar sobre isso. Agora, se você não se importa... saia da minha sala ! — House não queria mais sentir essas coisas que estavam dominando ele, estavam deixando-o muito confuso
- E se eu disser que me importo ? — disse Cuddy teimosa
- Aí, eu continuaria ignorando sua imbecil importância e gritaria COM VOCÊ ATÉ VOCÊ SAIR !!! — House explodiu
- Seu INÚTIL ! Nunca mais vou chegar perto de você ! Você não presta, nunca vai PRESTAR... VAI FICAR SOZINHO, ASSIM !
Cuddy já estava saindo da sala dele, quando... sentiu uma mão pegando em seu braço. Era a mão de Hosue, puxando ela para mais perto dele.
- Sinto muito pela sua perda, Cuddy. Eu acho que... eu acho que você vai conseguir um filho, logo, logo...
Cuddy olhava-o perplexa. Ele não estava gritando comigo agora pouco ?
- SOLTE. O. MEU. BRAÇO. HOUSE ! — Cuddy estava ficando sem fôlego, ele estava tão perto dela... ela tinha que se controlar...
E assim, sem dizer mais nada, House soltou o braço dela e foi distanciando-se dela até que...
- Espera aí...
- O quê ?!!! — Cuddy já estava prestes a explodir.
Em seguida, House se aproximou mais e mais de sua chefe irritante e...
A beijou apaixonadamente.
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