House e Cuddy... Amor ?
5 Capítulo 5 - Sonho... real ?
Bom, nada melhor do que chegar em casa depois de ter uma tremenda sensação com House no meu carro !!, Cuddy pensava isso enquanto colocava as chaves na tranca da porta de casa.
O vento estava cada vez mais denso e exigente, ele queria derrubá-la, queria deixá-la para baixo... hum, como se parecia com alguém muitíssimo familiar...
Cuddy escutou a si mesma, as palavras irônicas com um tom cômico. Só House para deixá-la assim. Ela começou a rir.
Numa sensação diferente, como se fosse parte de um presente que ela até então tivesse ignorado... ela olhou para trás. Como se ela esperasse alguém ou mesmo como se ela tivesse certeza que haveria alguém lá. E por esse mesmo instante, ela achou que essa pessoa fosse House.
Apenas escutava-se a porta fechado como um estrondo mortal, consequencia do vento forte.
Cuddy jogou as coisas, sua bolsa que parecia mais um tijolo de mais de 6 kg, suas chaves; suspirou e olhou para a sala que estava até então desabitada.
- Que decadência, Dra. Cuddy. — ela mesmo imitava a voz de House
- Vá embora, Gregory House. — começou de novo, Cuddy estava se aproveitando até um pouco demais da "inocente" brincadeira
- Não posso. Simplesmente, não posso, Cuddy. — agora ela dissera num baixo sussuro antes de aproximar-se das escadas.
Assim, subiu lentamente pela escada de madeira entalhada perfeita para uma casa solitária. Cuddy apenas escutava seus passos dominando cada vez mais o quarto tão desejado.
- Enfim, cama doce cama... — pronunciou ela, antes de uma boa gargalhada.
E disso, ela sentiu seus ombros pesarem mais ainda, seu cansaço clamava continuamente por um descanso pacífico e infinito.
Desse modo, ela jogou-se — inteiramente; de corpo e alma — em direção a cama de casal, com lençóis de seda e com travesseiros fofos e confortáveis. Depois de escutar o impacto de seu corpo contra as molas da cama, ela sentiu. Ela sentiu além do alívio e da paz que seu corpo tanto desejava, algo diferente. Uma coisa que, arriscava dizer literalmente, vinha de dentro dela mesma e tentava constaminar tudo dela... quando se dizia tudo, não estava brincando com o termo. Ela sentiu algo parecido com adrenalina, mas muito mais doce e excitante. Algo que fez seus olhos fecharem de tanta... tanta... alegria? Realização? A...Am...Amor??
Cuddy agora, enquanto encarava o teto, pensava o que poderia tê-la deixado tão... feliz? Diferente? Pacífica? Ela não sabia como descrever a si mesma, pois eram tantas coisas juntas... Coisas,porque como definir e objetivar se para ela era algo novo e totalmente desconhecido ???
Ela sentia a doce seda acariciá-la delicadamente, sua pele estava arrepiada, mas... o ambiente não estava frio e ela desde o início não sentira frio... porém sim... sentia vontade de mais.
Vontade de mais, essa frase repetia-se em sua cabeça. Entender sentimentos... ?... novos eram coisas inusitadas para ela.
O tempo passava. Passou-se 1 hora. 2 horas. Agora, os olhos de Cuddy iam diretamente para o relógio. A surpresa a dominou. 01:25.
O QUÊ ?
Ela não compreendia. Ela tinha acabado de chegar, ela lembrava-se muito bem de ter jogado as coisas no sofá, de ter subido lentamente até o quarto, de ter-se, literalmente, jogado até a cama !
Mas... Cuddy olhava para seu corpo, agora. O mesmo que deveria, agora, estar com uma roupa de trabalho, uma bota, um blazer... a camisa social cinza... MAS, não era isso que ela usava no momento.
A camisola preta estava no lugar das roupas pesadas e diárias que Cuddy tinha até um certo momento desconhecido. Suas mãos atreveram-se a sentir o pano fino da camisola.
Então. A verdade veio à tona.
A cama, o cômodo. Eles não eram... não eram. Eles não deveriam ser os cômodos da casa de Cuddy. Ela atrevia-se a confirmar com carne e unha.
- Pronta, meu amor ?
Imediatamente ela virou-se para o lado. Era... era... Gregory House.
Ao invés de gritar com ele e perguntar o que ele estava fazendo ali no mesmo quarto que ela... ela de camisola, a raiva desapareceu por completo e aquela sensação tão estranha e maravilhosa dominou o corpo dela novamente. E neste ponto da situação inteira, os lábios de Cuddy movitaram-se por conta própria. Ela já sabia o que estava acontecendo ali.
- Greg... eu.. não vou... não vou conseguir. Você não sabe o quanto eu quero, mas...
E nesse atrevimento, lágrimas invadiram-na — para ela, que era do "futuro", vinham do nada — mas para aquela Cuddy, da faculdade... eram lágrimas que já chegavam à tempo. Resumiam tudo que a garota sentia ali.
Cuddy estranhava tudo aquilo, mesmo estando dentro e ao mesmo tempo fora de toda aquela situação, ela entendia. Mesmo sendo esquisitíssimo tudo, ela compreendia e mais do que tudo: desejava. Em condições de tudo que passara, ela desejava ter aquele momento, até então, esquecido por tantos outro anos de dor e sofrimento...
Cuddy desejava ver novamente a "última" noite que tivera com Gregory House.
E como se alguém acordasse-a de um devaneio ou de uma viagem "invisível" para tão longe... ela percebera que a imagem de um House mais jovem e mais sadio já estava ao seu lado sussurando...
- Lisa. Eu quero você. Como sempre aconteceu, acontece e acontecerá. Você não sabe os meus sentimentos por você ?
Os olhos dela, arregalaram-se. Ela sabia. Aquela jovem Cuddy sempre soube, então, que House sempre a quisera ?! Por quê ela não me contou... ??, Cuddy pensou. Mas no segundo seguinte, melhorara o pensamente, por quê eu nunca me lembrei de tudo isso ???
E num estranho jeito de "piloto automático", continuara:
- Então... só para me lembrar... poderia me dizer, novamente pelo jeito, os seus sentimentos por mim... Greg ??
Ela sentiu um sorriso aparecer em seu rosto. E ao mesmo tempo, ela percebera quanto tempo fazia e quantas saudades sentia de ter aquele sorriso singelo na face. E no segundo seguinte, os dedos de House contornaram-os.
- Lisa. — ele sussuro primeiramente; quanto tempo ela não escutava House chamá-la pelo primeiro nome... — Eu... sempre vivi do jeito errado e...
- E... ? — Cuddy jovem e "atual" o incentavam
- E um dia chegou o momento em que eu te conheci. O dia em que você olhou para mim, na recepção e dissera: Ah, você deve ser o novo aluno... Greg, não? Sou Lisa, Lisa Cuddy.
Por um minuto, talvez mais, eu sentia minha garganta secar. Ele lembrara até do que eu dissera. Ele sentia realmente algo por mim. Ah, como eu queria que ele ainda fosse assim... tão... tão vivo.
E nisso, House continuou:
- Você sorriu para mim e pegou na minha mão. E mesmo eu estranhando tudo, você me levou até a nossa sala. Me ajudou. E cada dia que se passava, cada hora que se passava sua voz ficava mais doce e mais gentil... também cada vez mais desejável, como se ela, por conta própria, pedisse um beijo meu. Ah, e tenha certeza que se fosse por mim, eu não hesitaria nesse pedido. — um sorriso invadiu tanto a face dele quanto dela.
Assim, ele pegou na mão dela e posicionou-a em seu peito.
- Sente isso ? — ele começou
- É seu coração, bobinho. — ironizou ela
- Sim. Mas sabia que a razão, além da óbvia claro... do meu coração continuar batendo ? — disse ele num tom baixo e doce
- Hum... não. — ela estava cada vez mais apaixonada por ele. Ela até entendia, naquele momento, o sentido da voz ficar cada vez mais desejável... como se fosse necessário... muito necessário beijá-lo ali e agora. Como se a vida dela, dele e de todos dependem-se daquilo
- Por você. Ele ainda está fazendo esse movimento, que você está sentindo por você, Lisa. E agora, acredita nos meus sentimentos ?
E como se tudo voltasse de um grande devaneio profundíssimo e paranormal. A Lisa Cuddy adulta, e "atual" apenas dizia num quarto solitário:
- Como poder duvidar, Greg. Porque é a mesma coisa que eu sinto por você.
E disso, ela percebe que voltara para o mundo, para a rotina normal e comum de sempre...
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