House e Cuddy... Amor ?

11 Capítulo 11 - Às vezes, as pessoas mudam.


Notas iniciais
Dedicado à uma luz no final do túnel.

Eu estava realmente sem muito entusiasmo no momento em que Foreman jogou as fichas em minhas direção, na mesa, e delas eu poderia escolher: a) um velho de 70 anos que julgava estar sofrendo de uma dor terrível em suas pernas, sendo que na verdade, pelo o que pude perceber dos testes feitos nele até então, tudo não passava de uma belo efeito consequente a uma tarde de caminhada, sempre é isso; b) um adolescente que dizia estar tendo dores horríveis na cabeça, e mesmo tendo tomado todos os remédios possíveis, nada mudara. Até diz aqui que ele acha que está perdendo o movimento dos braços... Uma única sentença: Quer. Matar. Aula; c) uma mulher de 23 anos estava com formigamento por quase todo o corpo e julgava sentir enjoos a todo o momento. Ela só esqueceu-se de dizer que era uma alcoólatra nata e que precisava ir para a reabilitação...; e d) uma garota de 15 anos que estava constantemente vomitando, sentia insuportáveis dores na coluna e até pelo corpo todo, e estava começando a reclamar de falta de ar.

Não sei o porquê, mas ao encarar Thirteen – que me encarava de um modo indiferente, apenas esperando eu escolher – sabia que a minha escolha não seria nos padrões que sempre usei. É, essa minha “família” iria pegar no meu pé mesmo. Principalmente agora.

- É um pêsame perceber que de todos os infortúnios dessa vida, apenas podemos escolher um caso, e é de grande pesar dizer que o caso sortudo é... – Comecei com o meu discurso de sempre, apenas para prolongar a irritação deles.

- House, a gente já sabe que você escolheu a mulher de 23 anos. Foreman só entregou as fichas de um modo teatral... – Taub me olhou irônico, e interrompendo a minha fala.

- Se você aprendesse mais sobre etiqueta, meu caro piadista de corte de esquina, te diria com muito prazer que NÃO, e isto condiz num N. A. O. “til”, escolhi o caso dessa mulher, o diagnóstico é tão fútil que acho que até vocês sabem o que ela tem!

- Sabemos que ela é uma alcoólatra. Mas, sendo o quesito mulher-jovem, achamos que você a colocaria em primeiro plano. – Chase me olhou desconfiado, igual a todos os outros colegas.

- Os discípulos sempre subestimando o mestre... Tsch, tsch, tsch. – Agora o quesito Cuddy era o que ficaria sempre em primeiro plano..., mas eles não precisavam saber disso ainda, House pensou.

- Então, se o mestre subestimado não escolheu o quesito mulher-jovem, que aliás, ela é bonita, decidiu com muitas felicidades resolver o mistério de quem? — Thirteen me encarou.

- Adoro quando o seu lado lésbico entra nessa jogada pela salvação de pacientes, Dra. Thirteen. De alguma forma, sinto que vou decepcioná-los com a escolha, porém vejo que a doce e genuína adolescência feminina esteja sendo o meu forte da semana. – Disse simplesmente, enquanto pegava mais uma xícara de café, um pouco distante da mesa.

House percebeu um leve e “sinistro” silêncio durante sua fala. É, ele sabia que isso iria acontecer.

- Você só pode estar brincando. – Foreman disse de um modo que parecesse que ele se sentia enojado com a ideia de House ter negado seus próprios estereótipos de pacientes.

- Nunca pude imaginar que você fosse a favor da ideia pedófilica de garotas adolescentes, House. Pelo jeito, alguma coisa aconteceu mesmo, gente. – Taub olhou para seus colegas, sem muito mais o que dizer.

- Tá aí uma ideia que eu acho que sei o porquê do House negar a juventude feminina dos 23, isso se chama modo-Cuddy-fidelidade-on. Só assim o nosso chefinho estar propenso a salvar donzelas de 15 anos. Mostrar que também tem coração.

- Tá aí uma missão impossível. – Disse Chase um pouco desacreditado e surpreso. House nunca foi de fazer algo do gênero, nem com toda a experiência que tinha ao lado do chefe, ele havia presenciado algo do tipo.

- E eu acho, que só poderia dizer: é um enorme e grande prazer estar sempre no convívio de vocês todos os dias... – House disse com seu tom irônico rotineiro, e tentando não esboçar um sorriso que mostrasse como Thirteen o conhecia tão bem... – Acho que temos um quebra-cabeça, ops, digo vida para salvar agora, não acham? – House levantara e já estava abrindo a grande porta de vidro em direção ao 2ºandar.

Os outros se entreolharam por alguns instantes, ainda desacreditados pela a atitude de House. Pelo jeito, eles estavam começando a aceitar uma fraca ideia de que o chefe deles realmente poderia mudar.

...

Cuddy estava, como os menos educados diriam: pouco se fudendo para o pensamento dos outros, ela tinha entrado com tudo na sala de reuniões do último andar, e percebia os olhares de reprovação dos homens-de-preto como sempre gostava de brincar.

A ideia irônica no final de contas era que mesmo que todos eles ali estivessem no “comando” do Hospital por serem os donos, o único tema de interesse de todos ali era unicamente um: números.

Quantos pacientes foram salvos este ano, Srta. Cuddy?

Quantos pacientes nós perdemos?

Quanto dinheiro arrecadamos, mesmo, este ano?

Foi maior que o ano passado?

Por que não incluímos mais chefes nos setores que salvaram poucos pacientes?

Como está a sua administração?

A Srta. nunca se atrasou antes para nenhuma de nossas reuniões, está acontecendo algum problema pessoal que possa estar afetando o seu profissionalismo?

Cuddy realmente odiava cada um daqueles homens, o seu ódio apenas aumentava quando percebia que já, até, tinha decorado o nome de todos daquela mesa.

O mais irritante de todos era o Sr. Walters.

Ele era o sócio mais antigo do Hospital.

Sabia muito bem as respostas de tudo o que perguntava, mas fazia questão de perguntar só para tentar ver como seria vê-la fracassando.

O bom era que o forte de Cuddy era superar as expectativas e as críticas.

Tentou utilizar de singelas desculpas sobre seu atraso, falando que seu carro não está mais tão bem utilizável como antes e que nem a atual situação do trânsito norte-americano está ajudando nisso. E de alguma forma, eles aceitaram. Claro que Sr. Walters era uma exceção à afirmação anterior.

Já havia se passado três horas desde que House a agarrou e a beijou antes deles entrarem.

O engraçado é que poucos perceberam o ato dos dois. Cuddy viu algumas enfermeiras que realmente nutriam um fervoroso desejo de que House fosse tragicamente assassinado, conversavam num tom extremamente baixo enquanto encarava os dois conversando antes de Cuddy correr para a reunião.

Ela estava pouco se lixando para isso.

Eu amo ele acima de qualquer coisa. Isso não muda nada.

Ela já estava novamente em sua sala. No único lugar que julgava ter uma paz plena enquanto ela observava os pacientes chegando e começarem a ser atendidos e ao mesmo tempo, olhava para o que estava em cima de sua mesa.

Mais papéis de boletos a serem pagos. Mais cortes em alguns setores por não existir bons resultados vindos destes... E papéis para assinar... E algumas reclamações de pacientes.

Claro que estas reclamações eram sobre House.

Todas as reclamações sempre foram sobre House. Ela quase pensava em mudar o nome de Assistência de Reclamações para Xingue Dr. Gregory House aqui.

Até que não era má ideia, ela pensou por instante.

E a imagem dele invadiu seus pensamentos no mesmo segundo, fazendo com que um sorriso brotasse em sua boca.

Algumas coisas não mudariam pelo jeito, dizia para si mesma enquanto lia as cartas de reclamações...

...

- Qual é o seu nome, criança? – House estava com a típica lanterninha encarando as reações das pupilas da menina-aborrecente, como imaginou que deveria chamá-la, e vendo suas reações.

- Sou Caroline Barns. E você? É o meu médico? – A menina-aborrecente encarou-o com seus grandes olhos cor-de-mel. House quase imaginou que eles eram bonitos, mas, somente os olhos de Cuddy SÃO bonitos.

- Sou House. É isso mesmo, parece estranho, mas, depois de algumas vezes você se acostuma. – Ele começou a cutuca-la em alguns pontos com sua caneta. – Dói?

- Sim. Está doendo, desde segunda, e não sei o porquê. House é um nome engraçado. – Ela sorriu para ele.

- Hum, tenha um nome desses e imagine sua professora o chamando, não é tão legal assim. – House já tentava escutar a respiração dela. A menina-aborrecente já sabia o que fazer mesmo antes de House instruí-la, ele sorriu achando que pelo menos, o tempo estvaa sendo bem utilizado.

- Tá... Difícil. – Ela falou baixo e com um pouco de esforço.

- É, seus pulmões têm algum problema.

House foi até a prancheta que está no pé da cama dela, eles já tinham feito vários raios-x esperando encontrar qualquer tumor que diria muita coisa, mas nada foi encontrado.

- Ou os médicos daqui são incompetentes ou seus pulmões sabem esconder muito bem o que eles têm. – House a encarava, tentando saber o que ela poderia ter.

- Mas, pode ser algo grave, Doutor? – Finalmente, a mãe mostrou sinal de vida e dirigiu-se a House.

- Olha, não conseguir respirar já é algo bastante sério, então, suponho, que infelizmente... – Ele já estva aquerendo agir como sempre age, usando a ironia com os clichês e ignorantes “pais” e pessoas inúteis que sempre faziam a pergunta errada, mas percebeu que isso poderia machucar ela, e por causa disso, reformulou o final da frase. – mostra que não pode ser algo simples. Desculpe.

Taub que estava ali na porta, à espera dos comandos do House ficou meio que assustado no momento em que o chefe disse “desculpe”.

Aquilo era sério mesmo?

House finalmente poderia estar se tornando alguém sociável?

Cuddy deveria ter pegado ele desse jeito antes, para que eu tivesse passado menos sufocos com esse daí, Taub imaginou e esboçou um sorrisinho irônico que House acabou vendo e nada comentou.

- Taub, leve... – House fez um esforço gigante para tentar lembrar o nome da menina-aborrecente – Caroline para fazer alguns testes de sangue, uma tomografia talvez, tudo que possa deixar claramente claro sobre o que se passa no organismo dela, já que os raios-x não indicaram nada. – Taub fez um sim com a cabeça e já estava chamando a enfermeira para pegar a cadeira de rodas. – Ah, chame Foreman para ajudar, se precisar.

Disso, House saiu da sala, mas, antes, encarou a menina-aborrecente mais uma vez.

E por algum motivo, lembrou-se da gentileza que Cuddy tinha quando eles se conheceram. Era como se ela ainda fosse uma criança, igual aquela Caroline.

E isso o fez olhar para o pulso.

13:30

Será?

Ele saiu na última velocidade que suas pernas tinham a capacidade de ter, em direção ao refeitório, esperando que pudesse encontrar algum vestígio daquela chefe durona e totalmente sexy que ele conhecia por Lisa Cuddy.

Ao chegar, o perfume francês que ela sempre usava estava no ar, e ele pode ver ao longe a silhueta dela, de costas para ele. E pelo jeito, na companhia de Wilson.

É, nossa velha fofoqueira adora um bate papo no começo da tarde.

Assim, House foi ao encontro deles. Tentando parecer totalmente casual, sem relacionar-se ao fato de estar com saudades dela e querer dividir o mesmo espaço que ela.

- Ora, ora, se não é o homem dos sonhos de alguém. – Wilson disse num tom um pouco baixo, enquanto encarava a chegada de House.

Cuddy se assustou e quase engasgou. Ela se recompôs em alguns segundos e virou-se no momento em que pode ver House do seu lado.

De alguma forma a proximidade dos dois a deixava um pouco nervosa. Nela ela sabia muito do porquê.

- Eu poderia fazer companhia aos únicos seres suportáveis do planeta Refeitório? Claro que espero que não esteja atrapalhando a refeição da nossa jovem e bela sucedida Lisa Cuddy. – O modo como House dissera o nome dela, deixou Cuddy um pouco... Animada.

Ela segurou com todas as forças que um sorriso típico bobo-apaixonado aparecesse em seus lábios.

- Claro que pode, Sr. Gregory House. Desfrute da nossa companhia. – Wilson dizia com um tom risonho.

Eles finalmente estavam dando uma chance a eles. E era tudo o que o amigo deles queria.

House sentou-se descaradamente do lado dela, fazendo com que Cuddy fosse mais para o canto, e sentisse com mais força aquele aroma dele.

Nem tanto forte ou mesmo intenso... Era o aroma dele próprio....

Pelo jeito, os dois estavam perdidos. Não havia mais volta nessa caminhada pela descoberta do que é o amor, e o que ele pode fazer com quem sente ele.

Notas finais
Tento continuar, mas sempre aparecem problemas, eu tenho várias ideias para a história, sério mesmo, mas tempo e capacidade é o que está faltando em mim... Espero que gostem, quem ainda lê a história. Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.