House On A Hill
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ouvi umas vozes, humanas, no corredor, vozes masculinas, com medo, entrei para dentro da geladeira:
-Shh! – falava um homem – Devagar, vasculhem a casa!
-Ok xerife! – falou outro homem
Escutei alguns passos vindo até a geladeira, comecei a suar frio, minhas mãos que estavam quentinhas estavas frias como um cubo de gelo, lágrimas era o que mais saia dos meus olhos naquele instante. De repente, a porta da geladeira foi aberta, eu respirava ofegante, o homem que abriu a geladeira, me encarou por instantes e fechou novamente a porta da geladeira :
-Rick, tem uma garota na geladeira! – o homem gritou
-O que? Estou indo aí
Eu tenho vergonha até da minha própria sombra, eu não gosto que me encarem, eu não gosto de ser o centro das atenções. Outro homem abriu a geladeira :
-Sh sh sh, calma, está tudo bem, não vamos te fazer mal – ele falou se agachando enquanto eu me aprofundava cada vez mais para longe dele, só que isso era impossível, pois eu estava em uma geladeira:
-Vai ficar tudo bem, não precisa chorar, não vou te fazer mal! – o homem continuou – Saia dái...
Saí então da geladeira e ainda chorando disse :
-Não façam nada comigo, imploro!
-Eu tenho filhos, calma, não vou te fazer mal – ele disse- meu nome é Rick, e o seu?
-Meu nome? É-é –é Amanda
-Meu nome é Daryl, e o que está atrás de mim, é o Carl – disse o homem que se chamava Daryl indo para o lado e dando espaço para um garoto de olhos azuis
- Você está sozinha?
-Não! Meu pai está preso no banheiro! – falei
- Preso no banheiro? – disse Rick
-Sim!
-Só tinha um bicho no banheiro! – disse o garoto – e eu o matei
Comecei a chorar e correr em direção do meu pai
-Pai! Acorda! – ainda chorando – porque você fez isso! Ele não te fez nenhum mal! –Gritei chorando
- Af, quer saber! Estou cansado de encontrar meninas que acham q monstros são as mesmas pessoas só que com necessidades diferente, foda-se FODA-SE
-Carl! Olha o palavreado – Rick o parou
Me levante deixando o corpo de meu pai estirado no chão, me dirigi para o quarto e lá comecei a jogar tudo que quebra no chão
-Calma! –disse Rick – Ele se transformou, não era mais o seu pai! Calma
- Eu não consigo! – falava chorando desesperadamente – eu não consigo!
-Você consegue – dizia Rick – arrume as suas coisas, você virá com a gente para o nosso abrigo
Apenas me levantei, ainda com lágrimas nos olhos e puxei minha mala de baixo da cama, juntei minhas roupas de inverno e de verão, materiais de higiene e o que havia sobrado de comida (muita coisa)
-Vamos? – ele disse, apenas balancei a cabeça
NO CARRO
Carl me olhava preocupado, eu sentia isso, meu olhar estava fixo na janela e o quanto de bichos estava na cidade, meu coração doía desde quando meu pai morreu pela primeira vez, fiquei 6 meses sem falar com ninguém só com o “meu pai”
Sinto que alguém tocou em minhas mãos, olhei pro lado era Carl, ele me olhava com uma cara de pena, acredite, o que eu menos queria agora, era que alguém sentisse pena de mim. Chegamos em uma prisão, cheia de pessoas vivas:
-Amanda, você pode escolher, ou dormir na cela do Carl ou dormir em um outro prédio, sozinha – falou Rick
-Eu durmo na cela do Carl então...
Cheguei no prédio e todos me receberam com todo o amor e carinho possível, mas como meu coração ainda doía, preferi dormir para aliviar um pouco a minha angustia
Fale com o autor