House Of Creepypastas
12 Quem é essa?
Notas iniciais
Chegamos em casa a tempo suficiente pra eu querer me jogar no sofá, mas me lembrei que tinha que cuidar de Jeff.
– AHH QUE PREGUIÇA!- A Lena gritou.
– Eu também estou mas... Sabe como é né? A gente precisa cuidar de uma coisa.- Eu falei olhando pra Lena.
– AHHHH é mesmo.
– Então... é aqui que vocês moram?- Jeff perguntou olhando pra tudo.
– É. Se sinta em casa.- Eu respondi.
– Difícil...
– Só faça as coisas que você quer.- Disse.
– Ah sério? Posso sair bagunçando tudo? Rasgando? Cortando?
– Jeffrey não exagera.-A Lena disse colocando a mochila no sofá.
– Jeffrey o caralho.
– EU JÁ SEI QUE VOCÊ NÃO GOSTA DO SEU NOME PORRA!- Ela gritou e eu comecei a olhar pros dois.
– Gente, vamos subir?- Eu estava na tentativa de interromper os dois mas como os dois são ótimos de briga...
– SE EU NÃO GOSTO NÃO É CULPA MINHA!
– É SIM VOCÊ NÃO TÊM RESPEITO COM SEUS PAIS NÃO?!
– VAI SE...
Eu cheguei do lado dos dois e dei um tapa na cabeça de cada um.
– Dá pra pararem?! Eu estou aqui plantada tentando apenas descansar e pensar um pouco e vocês começam com isso?!- Eu gritei.
– Obrigado pelo TAPA. Como quer que eu me sinta em casa assim?!- Jeff gritou e subiu as escadas batendo os pés.
Eu olhei séria para Lena.
– Oque?! Ah agora você vai me culpar?
– Hum... só vamos dar um jeito de não o deixar sumir até ele voltar ao normal.- Eu respondi com a mão na cabeça.
– Tá... Vou fingir que você não quer só a recuperação dele.- Ela deu um sorriso malicioso e se direcionou a escada até que ouvimos um grito.
– JEFF?!
Subimos correndo e ele estava jogado no chão com uma expressão de assustado.
– O que foi?!- Lena perguntou.
– Tinha...uma coisa aqui...era como uma garota.
Eu e Lena nos entreolhamos, já sabia quem era. L estava em algum lugar fazendo algo, e provavelmente fugiu.
– Pff, não deve ser nada.- Lena disse.
– É, você deve ter tido uma alucinação.
Ele se levantou e olhou bravo para mim e Lena.
– Eu não sou louco. Eu vi. E seja lá o que era aquilo, eu só quero descansar. E se vou dormir aqui deveria ter pelo menos roupas não acha?
– É que...- Eu disse mas Lena me interrompeu.
– Seus pais saíram com muita pressa e falaram pra você fazer suas malas depois, por isso deixaram as chaves da sua casa com a gente.
– Am... Ainda acho suspeito essa conversa de vocês duas.
– Tá,tá tando faz vai tomar um banho que você tá fedendo.
– Mas eu não tenho ROUPAS!
– A GENTE PEGA!- Lena gritou.- AGORA VAI LOGO PRA PORRA DO BANHEIRO!
– Tá.- Ele revirou os olhos e saiu resmungando.
P.O.V Lena
– A gente precisa pegar as roupas dele!
– Tá mas você que inventou a parte de chave e tudo mais.
– A gente arromba a porta, vamos logo!- Eu gritei e puxei o braço de Lia.
– A gente não devia avisar ele?!
– Tá, JEFF A GENTE TÁ SAINDO PRA PEGAR AS SUAS ROUPAS, JÁ VOLTAMOS!- Eu gritei.
– TÁ BOM!
– Isso serve?- Disse olhando pra Lia.
– Serve, vamos.
Descemos correndo e eu tranquei a porta, por garantia de que ele não sairia para qualquer lugar, já conhecendo como ele é.
– A gente corre?
– NOPE.- Respondi.
– Mas aí vamos demorar pra voltar.
– Você tá muito assanhada...
– PORQUE?!
– Tá querendo ver o gato risonho de toalha?
– N-não...- Ele respondeu e vi suas bochechas ficarem vermelhas.
– Ótimo, Zalgo não gostaria de saber que você adoraria, ver Jeff de toalha.
– Eu não afirmei isso.- Lia respondeu cruzando os braços.
– Mas deu a impressão.
– Ah tanto faz. O que a gente faz com a L? E o resto das Creppys?
– Simples, Avisamos Zalgo, que avisa o Slender, que avisa todo mundo pra usar uns disfarces e pronto. Só que acho que pro Slender e Zalgo não vai rolar disfarce...
– Por que não?
– Um, o Slender é um cara com tentáculos, como ele vai esconder isso? Dois, Zalgo é um demônio como ele vai fazer um disfarce que esconda a sua face e tudo mais?
– Mas se ele é um demônio pode ter várias formas.
– E a voz dele?- Disse.
– É... isso é um problema.- Ela me respondeu com um sorriso.- Mas até que seria engraçado ver o Gato Risonho perguntando quem é o Slender e cutucando ele.
– É... mas o Slender provavelmente não iria.- Eu também sorri.
– Provável. Chegamos!
Eu olhei pra casa que não estava lá essas coisas, e fiquei olhando pra porta.
– Como vamos abrir?
– A gente arromba a porta!- Ela disse copiando minha voz. Eu revirei os olhos e olhei pra fechadura.
– Você têm um grampo de cabelo aí?
– Yep.
Ela retirou um da franja e me deu.
– Valeu. Vou tentar destrancar.- Enfiei o grampo e girei para a direita tentando destrancar e continuei tentando por um tempo, até ouvir o barulho da porta rangindo e eu e Lia entramos.
– Caramba... essa casa é grande!
– Pois é, Gato Risonho era bem de vida. Agora vai procurando lá em cima comigo o quarto dele, se você achar me chama. Pegamos qualquer coisa e vamos embora Ok?
– Tá bem.
Subimos e eu fui pra esquerda e ela pra direita. Acho que eu entrei no quarto do irmão dele. Lia provavelmente no dos pais dele.
– Nada... Próxima porta.- Disse sem ânimo.
Abrindo a porta eu só vi poças de sangue, coisas rabiscadas na parede e uma faca em cima de uma cômoda.
– É, esse é o quarto dele.
P.O.V Jeff
Depois de terminar de tomar banho, eu tive que ficar de toalha pela casa toda. Ficar constrangido faz parte dos planos delas provavelmente.
– Hum... Eu deveria me cobrir totalmente com a toalha... isso é realmente constrangedor.- Eu suspirei e fui para a porta do quarto delas.- MAS QUE PORRA É...
Aquela coisa estava lá de novo... ela era uma garota. Tinha asas e era idêntica a Lia. A coisa me olhou constrangida deu uma risada e desapareceu.
– Porque ela desapare...-Eu lembrei que estava de toalha e me cobri de novo.- Deve ser por isso Jeff. Espero que as meninas não demorem... não quero ficar pelado sabendo que têm alguma coisa nessa casa.
Continua...
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