A luz do poste falhava, como se estivesse com defeito, o guarda-chuva não oferecia a proteção necessária, a bainha da calça já estava ensopada com os respingos das possas, o vento forte uivava em seus ouvidos e quase levava o guarda-chuva de suas mãos, ela apressava o passo para chegar logo em casa.

De repente a chuva não mais tocava o chão, o vento parou e seu uivo fora substituído pelo dos cães

Talvez fosse alucinação, mas diante de seus olhos, erguendo-se do chão sobre duas patas, e a apenas alguns metros de onde se encontrava, estava uma besta descomunal, de membros fortes, pelos brancos, e olhos faiscando de raiva e ódio. Os dentes da criatura reluziam na falha luz do poste e garras cruéis do tamanho de dedos, garras criadas apenas para ceifar a vida de suas presas.

Sem exitar, a besta rapidamente avança sobre o corpo frágil da garota, agarrando-a com tamanha força, que ela pôde sentir seus ossos se deslocando. As garras compridas e afiadas perfuram-lhe o abdômen, a fera suspende a garota e lhe da uma mordida, os dentes vorazes perfuram o pescoço dela, em pânico, a garota tenta soltar um fracassado grito de desespero, que fora sufocado pelo sangue e pela dor do ferimento letal.

A visão da garota ficou nublada, a dor do corpo já não mais importava, sua maior aflição agora, se encontrava em casa, o lugar onde nunca mais iria chegar, em sua mãe, que lhe aguardava para o jantar, e no pai, que tanto a amava e que a essa hora já deveria estar preocupado com seu atraso. Com lagrimas escorrendo pela face, despediu-se desse mundo, e em seguida, apenas a escuridão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.