Hotel Otaku
9 As declarações
Notas iniciais
Eu estava no saguão do hotel, e falava com Fábio-kun — ele administrava o hotel, junto da Karen-chan, Niina-chan e da Mint-chan -, sobre a vez em que eu fui falar com o Deida-chan no campo de treinamento, e ele quase me explodiu.
- Aah, mas então Fábio-kun... você sabe onde o Deida-chan está agora? — Perguntei.
- Bem... — ele ajeitou os óculos. — DEIDAAAAAAAAAARA, TEM ALGUÉM AQUI QUE TE VER! APROVEITA VOCÊ E AGARRA ELE LOGO! — ele começou a rir.
Vi que ele estava vindo. Devo ter ficado corada.
- D-Deida-chan, você não ouviu o que... essa coisa disse, certo?
- O quê? — Perguntou, meio confuso.
- Ah, nada de mais... eu só pra ela te agarrar logo e... acho que vou indo nessa — e saiu correndo.
- FÁBIO-KUN! É MELHOR CORRER MESMO, PORQUE SE EU TE PEGAR... — voltei a olhar para o loiro. — Ah, D-Deida-chan... e-eu... bem... v-você ouviu o futuro defunto - devo ter corado ainda mais.
- É verdade isso?
- A-ano...
- Ei, diz logo que você tá caidinha por ele — Fábio-kun apareceu atrás de mim e sussurrou.
- E-eu... ano... TÁ BOM, EU TO! — Admiti.
- FINALMENTE — gritou o outro.
Vi que Deidara havia ficado sem expressão. Isso era um mal sinal...
- E-eu... — suspirei e olhei para o chão. — Etto... tudo bem se você não... você sabe... mas... — olhei para o loiro. — PELO AMOR DE KAMI-SAMA, FALE ALGUMA COISA OU EU FICO LOUCA!
- ... — ele ficou mais alguns segundos paralisados, e abriu um sorriso. — Você gosta de mim?
- F-foi o que eu acabei de dizer, nee? — Virei meu rosto de vergonha.
- Que surpresa — ele me abraçou. — Se eu te falasse que eu gosto de você, o que você faria?
- E-eu... v-você gosta de... ah, dane-se — e o beijei.
Acho que ele deve ter se assustado com o beijo, mas me correspondeu.
- Nem deixa eu terminar -Deidara sorriu. — Não gosto não.
- Sou chata, nee? — Agora quem se surpreendeu fui eu.
- É chata sim, mas eu deixa eu terminar. Eu não gosto de você... eu amo você — ele me abraçou.
- Eu... — o abraçei também. — Eu também te amo.
Ele sorriu novamente e me beijou. Eu retribui.
- POV Um-diaperfeito -
Eu estava na doceria. Ia pegar uns doces para mim, o Sasori, a Karen-chan e o Sebastian (já que estava ajudando ela a se declarar para ele). Paguei o Alois (já que o L estava com a Jujuohasi...) e ia indo para meu quarto, quando vi Sasori e outra garota.
- O-oh... — olhei para baixo. Passei direto por ele e fui para meu quarto. — Acho que... — tranquei a porta e sentei na cama. — A Karen-chan vai ter que esperar um pouco mais — sorri e começei a chorar.
- Minha boneca? — Era a voz de Sasori. Ele estava batendo na porta.
- Fui pra China — foi a primeira coisa que me veio à mente. — Se quiser falar comigo, vai me buscar — peguei um travesseiro e abafei meu choro.
- Não sabia que a China ficava no seu quarto... abre a porta, por favor.
- Me dê um bom motivo — soluçei. — Ou não, melhor... talvez sua amiguinha queira abrir a porta pra você.
- Minha boneca... abre a porta, por favor. Você acha que se eu tivesse algo com ela, estaria aqui?
- ... — Destranquei a porta devagar. — Pronto, porta aberta.
- Gomen... — ele me abraçou e beijou minha testa.
- E-eu... — abraçei-o forte e começei a chorar novamente. — Eu n-não.. eu não quero te perder nunca. Só de pensar nisso... — abraçei-o mais forte. — Eu me sinto terrivelmente... — soluçei — ...sem chão...
- Se você estivesse escutado toda a conversa, teria me ouvido dizer que nunca trairia a minha namorada... aishiteru. Eu nunca vou deixar você.
- Pena não ser totalmente oficial ainda... — sussurrei para mim mesma. — G-g-gomenasai... to me sentindo p-péssima — o soltei e sentei na cama.
- Eu passei o dia te procurando para te entregar uma coisa… chegou por encomenda hoje...
- Etto... — enxuguei as lágrimas. — E o-o que seria?
- É só uma coisinhas simples... mas é para provar o quanto eu te amo — ele se sentou na cama em frente a mim. — Aishiteru minha boneca — e abriu uma caixinha com uma aliança dentro.
Arregalei meus olhos ao ver a caixinha com a aliança.
- Isso é... — meus olhos encheram de lágrimas. — Acho que hoje eu desidrato de chorar — sorri. Ele pegou uma das alianças.
- A-I-S-H-I-T-E-R-U — falou, pausamente, enquanto colocava a aliança em meu dedo.
- Isso é tão... — deixei uma lágrima escapar. — Perfeito... — peguei a outra e coloquei no dedo dele, abraçei-o e sussurrei em seu ouvido: — Agora você é meu. P-a-r-a s-e-m-p-r-e.
- Você também é minha para sempre — ele me abraçou e beijou, e eu correspondi.
- Eu não poderia estar mais feliz... — e encostei minha testa na dele.
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