Hot&Cold

9 Capitulo Oito - Avalanche of Feelings


Notas iniciais
Olaaa pessoas queridas do meu coraçaaao!! Demorei um poquinho né ^^' MAAS, dessa vez foi menor a demora U.U Aproveitem o capitulo!!

O trânsito estava bom devido ao horário, o que eu agradeci, já que chegaria mais rápido em casa. Fizemos o trajeto em silêncio. Algumas vezes eu me pegava fitando-o, mas desviava rapidamente o olhar, com medo que ele percebesse. Acho que senti seus olhos sobre mim algumas vezes também, mas descartei esse pensamento. Ele parecia praticamente desmaiado no banco.

Depois de alguns minutos (que mais me pareceram horas), estacionei na rampa da garagem. Abri o portão com o controle e entrei, desligando o carro em seguida. O lugar ficou rapidamente escurecido, iluminado apenas por duas fracas luzes incandescentes. Sai do veiculo e reparei que a moto de Erza ainda não estava ali. Então ela ainda devia estar com o namorado misterioso.

Abri a porta de Gray e estendi minha mão para ajudá-lo a se apoiar. Ele conseguiu sair com minha ajuda, mas cambaleou e encostou no carro para não cair. Ficou ali por alguns segundos, e eu fiquei o observando sem saber direito o que fazer. E então, de repente, ele começou a tirar a blusa como se fosse a coisa mais normal do mundo.

— Ei, o que você ta fazendo?!

— Eu prefiro assim. Detesto o calor... – Falou jogando a blusa em cima do banco.

— Espera! Está frio! Você pode se resfriar ou alguma coisa assim! – Meu nervosismo estava bem claro a essa altura. Mas espera! Eu estou nervoso só por vê-lo sem a blusa?! Porque eu sentia meu rosto ardendo?

— Há, eu nunca fico doente. Vamos, ou vai me deixar dormindo aqui no carro?

— É tentador. – Murmurei, revirando os olhos. – Vem.

Vi que Gray ainda não conseguia andar firmemente, então segurei sua cintura para dá-lo apoio. Ele deu risinho torto, mas aceitou a minha ajuda e passou o braço por trás do meu pescoço, se apoiando melhor. A pele dele era tão... Fria. Acho que devia insistir mais pra ele vestir a blusa... Não, eu não tenho que me preocupar com esse idiota!

Entramos pela porta que dava acesso ao corredor de entrada da casa. Subimos as escadas, nossos corpos se juntaram ainda mais pelo espaço apertado, e eu comecei a sentir um incômodo formigamento no baixo ventre. Sorte que eu já tinha chegado ao quarto, por Deus, o que estava dando em mim?!

— Bem, chegamos... – Falei, entrando no quarto. Gray me seguiu, fechando a porta atrás dele. – Se você quiser tomar um banho é...

Mas não cheguei a terminar a frase.

Gray segurou meu pulso, puxando-me para perto de si. Ele virou nossos corpos e prensou-me contra a porta. Suas mãos, uma de cada lado da minha face. Seu rosto a centímetros do meu.

— Ei, idiota! O que pensa que esta fazendo? – Minha voz não passava de um murmuro. Seus olhos deixaram-me estático. Minha mente estava embaralhada e acabei esquecendo o que ia dizer. Estava quente ali ou era impressão minha?

Ele deu um sorriso de lado, passando uma das mãos em minha nuca. Seu toque era gelado e causava-me arrepios.

— Você é muito gostoso sabia? – Perguntou com sua voz rouca e extremamente sexy. Seu hálito tinha um intrigante e forte cheiro de álcool e menta.

— E você está bêbado. – Murmurei, resistindo ao impulso de fechar os olhos e somente aproveitar a sensação inebriante de tê-lo tão perto. Ele deu outra risada e começou a roçar sua coxa em minha intimidade. Eu estava realmente excitado com aquilo, o que me surpreendeu.

Ele aproximou seu rosto cada vez mais, até restarem apenas alguns centímetros separando nossos lábios, e eu finalmente cedi a luxuria e fechei os olhos.

Espera ai! Isso já é demais! É errado! Esse simples pensamente finalmente me fez recuperar a razão. Eu rapidamente o empurrei, segurando firmemente seus ombros e tentando ignorar o leve choque que sempre sentia ao tocá-lo.

— O que... Pensa que está fazendo? – Perguntei com a voz séria, mas ofegante. – Quer que eu te expulse da minha casa?

— Não parecia que você não estava gostando... – Falou, novamente com aquele sorriso sarcástico no rosto e com a voz arrastada, olhou para meu membro que já estava ficando meio duro. – ...pelo menos, não de acordo com o seu amiginho ai embaixo.

— Idiota! – Soquei seu peito, mas foi de leve, e me afastei rapidamente daquele canto. Praticamente corri para o outro lado do quarto. — O banho! Se quiser... Eu vou pegar uma toalha para você. Pode ir, o banheiro é ali – Apontei a porta a qual me referia e entrei no meu closet.

Sentei-me num banquinho, ainda recuperando o fôlego. Olhei-me no espelho do criado mudo, mas não consegui manter os olhos por muito tempo no meu reflexo. Eu estava corado, com o cabelo bagunçado, eu parecia uma garotinha envergonhada! Mas que merda eu estava fazendo?! Eu fiquei excitado com um cara! Como eu... como foi que... Argh! Mas, por mais que eu odeie admitir, meu corpo queria mesmo ficar naquela posição por mais tempo...

Passaram-se alguns minutos e eu já estava quase arrancando meus cabelos de tanto nervosismo, ainda repassando a cena de agora a pouco. Não queria sair. Melhor ficar ali a noite inteira do que ter que olhar novamente para aqueles olhos...

Depois de estar mais calmo, fui até uma parte mais ao fundo do closet (que era um largo corredor), em uma gaveta em que ficavam as toalhas. Peguei duas e a fechei novamente, me dirigindo para a porta. Não tinha como fugir por muito tempo. Se eu não fosse até lá, ele provavelmente viria atrás de mim, e eu não queria isso.

Entrei no banheiro, já que a porta estava aberta. Gray estava sentado no chão do box. O chuveiro estava ligado, mas com o gás desligado, e ele recebia toda a água gelada na nuca como se não fosse nada. Sua intimidade era coberta pela sua cueca, o que eu agradeci.

— Te trouxe umas toalhas. – Falei num murmuro, pendurando as toalhas no gancho. – Se precisar de mais alguma coisa... – Esperei, mas ele não disse nada. Não agradeceu, nem ao menos deu um aceno com a cabeça. Típico. Virei-me para ir embora, era perda de tempo esperar alguma coisa dele. Mas então eu ouvi a sua voz. Tão baixa que eu poderia dizer que ele estava falando sozinho. Mas mesmo assim parei antes de tocar na maçaneta e escutei.

— Por quê? – Ele perguntou. Virei-me ainda na dúvida se ele estava mesmo falando comigo, já que ele ainda estava cabisbaixo. – Porque está me ajudando? Porque se arriscou naquela hora por mim?! Eu sei o que você acha de mim... Sei o que todos acham! Que sou um idiota, ou apenas um problemático que precisa de tratamento! Um imbecil que bate em garotas indefesas! Então me diga, por quê?! – Finalmente ele levantou a cabeça e me olhou nos olhos. Sem ironia, sem raiva. Só... me olhou.

Minha voz ficou presa em algum bolo em minha garganta. Esse era mesmo o Gray idiota e sarcástico de alguns minutos atrás? Porque, nesses olhos quase prateados e realmente hipnotizantes, tudo o que eu enxergava nesse momento era o desespero, uma tristeza profunda e uma raiva... Perturbadora.

Engoli esse nervosismo e me forcei a ficar firme ao respondê-lo.

— Eu só acho que todos merecem uma segunda chance. Sei que você tem um bom coração. Consigo sentir seu calor debaixo dessa camada de gelo que você incrustou nele. – Encarei-o por mais alguns segundos, e logo sai dali. O último sentimento que registrei naqueles olhos foi a surpresa.

Sai e fui pegar algumas roupas para ele no closet, jogando-as sobre minha cama. Voltei para o cômodo alguns segundos depois, por algum motivo me sentia melhor estando o mais longe possível dele.

Passei as mãos pelo cabelo com força, arrancando alguns fios. Esse era o verdadeiro Gray? Por breves segundos quase vi sua alma, e o que vi foi... Assustador.

Esse cara estava me enrouquecendo! Cada hora ele agia de uma maneira, como se fosse alguém totalmente diferente de um segundo para o outro! Calma, Natsu, calma. É só tirar esse idiota da cabeça, só isso!

Mas não era tão simples quanto eu imaginei...

Em menos de alguns segundos eu já me pegava relembrando, o toque da sua pele fria, seu hálito intrigante, seus olhos hipnotizastes, estávamos tão perto, só mais alguns centímetros e... E NADA! Absolutamente nada!

Argh! O pior era que tudo isso misturado àquela imagem dele seminu no banheiro me faziam ficar excitado. Muito excitado. E isso já estava ficando perigoso!

Levantei-me e fui até o closet novamente. Peguei lá algumas peças que pensei que serviriam nele. Abri um pacote de cuecas novas, pegando uma já que o bocó teve a brilhando ideia de molhar a que usava.

Quando voltei para o quarto Gray já havia saído do banheiro. Ele estava de costas para mim. Uma toalha enrolada em sua cintura e a outra ele usava para secar os cabelos. Algumas gotas d’agua escapavam e faziam uma trilha proibida por seu corpo. Eu acompanhei aquela maldita gota, só acordando quando ela sumiu sob os panos da toalha.

Pigarreei para chamar sua atenção. Quando ele se virou, desviei o olhar por motivos que nem eu entendi, e joguei a toalha e as roupas em cima da cama.

— Trouxe uma cueca também, já que você molhou a sua... – Peguei a minha toalha, que estava jogada sobre a escrivaninha do meu lado e a joguei sobre o ombro. Não olhei para ele em nenhum momento, já que acho que o formigamento lá embaixo ficaria pior se eu fizesse isso. – Vou tomar banho. Qualquer coisa é só me chamar.

Ok, agora sim eu agi feito um bocó. Eu tinha corado? Espero que não!

Despi-me e entrei no box, mudando o chuveiro para o quente. A sensação da água contra os meus músculos era maravilhosamente relaxante! Só agora percebi o quanto estava cansado, e quanta coisa aconteceu em apenas um dia! Tantos sentimentos confusos... Sensações tão novas...

Eu estava realmente exausto, por isso não demorei no banho. Desliguei o chuveiro rapidamente e sai do Box, me enrolando na toalha. Fui direto para o closet, queria adiar o máximo possível meu encontro com ele. Optei por ficar descalço. Coloquei um moletom e uma calça mais quente já que estava bem fria essa noite.

Respirei fundo. Infelizmente não dava para adiar o encontro com alguém que está na mesma casa que você...

Saí e me deparei com ele esparramado em minha cama, cobrindo os olhos com o braço. Cheguei alguns passos mais perto. Ok, ele estava respirando, menos mal.

Gray estava sem blusa, usava somente a calça que eu separara para ele. Qual o problema desse cara com blusas? Seu peito subia e descia, lentamente. Perguntei-me se ele estava dormindo ou somente me ignorando.

Sua pele era tão pálida. Será que ainda estava gelada daquele jeito? Estendi a mão na direção do seu peitoral. Queria tocá-lo, queria sentir sua textura, queria acariciar aquela pele que mais parecia mármore. Ok, agora eu falei como a Bella Swan. Mas seu corpo era tão perfeito, que eu não resisti.

— Vai ficar parado ai a noite inteira? – Sua voz me sobressaltou, e eu recolhi a mão que eu debilmente estendera. Que ideia mais idiota, Natsu Dragneel! Quase morri de vergonha por ser flagrado, mas pelo menos ele ainda cobria os olhos, então não deve ter visto.

— Eu, bem... Vo-você parece bem melhor, Ma-mas eu vi você deitado ai e vim ver se você... Tinha desmaiado, é isso! – Mas que merda eu estava dizendo? Nem eu acreditava no que saia da minha boca! – E, err... Você quer comer alguma coisa? Vou preparar uns...

Gray segurou meu pulso firmemente. Ele me puxou para sua direção, e por um segundo pensei que ele fosse me bater ou algo do tipo, mas ele fez pior. Ele me puxou para cima da cama, girando o corpo e ficando sobre mim!

Segurava meus pulsos com as mãos, e minhas pernas ficaram interpostas às suas. Ele fazia certa pressão nelas como que para garantir que eu não fugisse. O problema era que ele roçava contra o meu membro, e mesmo me odiando por isso, eu estava gostando. Muito. Abri a boca para protestar, mas cai na armadilha dos seus olhos. Porque eu não resistia? Porque perdi minhas forças depois de olhá-lo? Tão frio e misterioso...

Ele foi aproximando cada vez mais seu rosto, até o ponto em que seus lábios roçavam deliciosa e provocadoramente nos meus.

— Cala a boca. – Murmurou de um jeito rouco e sexy, que estava me deixando louco. Então seu trajeto mudou para o meu pescoço. Ele chupava e roçava os lábios ali, e eu contraia o corpo e tentava a todo custo conter os gemidos que queriam sair de minha boca.

Quando ele passou a mordiscar o lóbulo da minha orelha, eu não consegui me conter e um rouco gemido escapou-me.

— Nã-não... Pa-para... – Fiquei surpreso de ainda conseguir formular alguma palavra. Aquilo já estava ficando fora de controle.

— Já não falei para calar a boca? – Falou naquele tom irônico que tanto me irritava, mas que no momento só me fazia ficar mais excitado.

Ele parou de morder e me chupar, voltando a fitar-me com um sorrisinho de lado. Ele soltou meus pulsos, acho que percebeu que eu não resistiria mais. Levou uma das mãos até meus cabelos, puxando os fios com força. Com a outra mão fez um caminho por meu abdômen, pondo a mão gelada por debaixo de minha blusa e arranhando-me.

— Ann... A-ai, idiota... Ah! – Cerrei os olhos com força, aquilo era tão... Bom!

— Interessante. – Deu uma risada. Não precisava abrir os olhos para saber que ele estava a centímetros de meu rosto, aquele cheiro inebriante já dizia tudo. Por isso não reclamei quando ele passou a acariciar o meu mamilo, porque era delicioso, como aquele cheiro. Também não reclamei quando ele acabou com os poucos centímetros que havia entre nos e juntou nossos lábios em um beijo, porque também era delicioso sentir seus lábios. Não demorei e cedi, abrindo a boca e permitindo-a ser explorada por aquele imbecil, porque era viciante e cada fibra do meu ser pedia por mais. Passei também a puxar seu cabelo com uma mão, e com a outra fiz um rastro de arranhões por suas costas desnudas. Arranhando e marcando, como ele fizera comigo antes.

Tão bom.. Viciante... E... E... Errado! Errado, muito errado!

Separei-me de seus lábios. Pus as mãos em seu peito e o empurrei, a sanidade voltava a minha mente.

— Na-não. Não podemos fazer... Essas coisas!

Mas ele não parou. Prendeu meus pulsos novamente, dessa vez tentando voltar a me beijar.

— Gray! Para! – Eu tentava desviar o rosto para me esquivar, mas ele soltou uma de suas mãos de meu pulso e agarrou meu rosto com força, prendendo-o e forçando-me a ficar parado. – Isso dói idiota!

Ele voltou a juntar nossos lábios, mas dessa vez não era um beijo tenro como o primeiro. Era um beijo forte, e que doía! Meus lábios doíam e eu sentia gosto de sangue, aquele idiota havia me mordido?!

— GRAY! PARA PORRA!

Juntei minha força e soltei meus pulsos. Empurrei-o e ele por pouco não caiu da cama. Sentei-me ofegante e tentando recuperar o ar. Ele não me encarava, seus olhos estavam encobertos pelo cabelo e obscurecidos. Eu não queria admitir, não queria mesmo, mas eu senti... medo dele. Ainda ofegante olhei-o, não sabia dizer qual era a minha expressão, mas não devia ser uma das melhores.

E então ele riu. Começou a rir como se tivesse visto a coisa mais engraçada do mundo. Encarei-o estupefato, como ele...?

— Seu filho da puta... – Murmurei, ainda sem entender direito o que estava acontecendo.

Levantei-me e saí correndo do quarto, fechando a porta atrás de mim. Fui para um dos três quartos de hospedes da mansão e joguei-me na cama, que sempre ficava perfeitamente arrumada.

E comecei a chorar. Porque essas merdas sempre aconteciam comigo?! Por quê?!

Droga, eu estava parecendo uma garotinha de novo! Eu devo ter algum problema de cabeça, só pode. Eu sou pai, PAI! Como fui me permitir?

A risada de Gray, tirando sarro com a minha cara. O toque de sua pele, o choque de seu beijo, seu cheiro de menta e álcool, tudo tão confuso.

Naquela noite, dormi chorando. Eu não fazia isso há tanto tempo. Irônico, não é? Que logo um cara foi trazer novamente essa avalanche de sentimentos que há tanto tempo eu considerei soterrados.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? A cena de pegação fico ridícula?? Por favor COMENTEM! Só assim pra saber se vcs gostaram >.< Bem... Ñ tenho muito o que dizer pra vcs nesse momento. Gostaram do beijo? Eu particularmente gostei dele kkkkk E caalma que o lemom chegará na hora certa U.U Até o próximo capitulo ( q eu já mandei pra beta, VAI CHOVER CANIVETE ABERTO NEGADA)!! Kissus da Kyla chan!! (^.^)/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.