Hot N' Cold: os opostos se atraem
1 Como tudo começou...
Notas iniciais
– Rose! – Alvo chamou do outro lado da estação.
Rose sorriu para ele. Ela vestia jeans trouxas e uma camiseta Hollister, seus cabelos ruivos estavam presos em uma grossa trança. Era o primeiro ano de ambos em Hogwarts e ela não podia estar mais animada. Alvo se aproximou dela, seguido de Harry, Gina, James e uma Lily extremamente emburrada.
Rose abraçou a todos e sorriu para a prima dois anos mais nova:
– O que houve Lily?
– Ela está brava porque ainda é muito pequena e não pode ir para Hogwarts – brincou James – É uma pena que ela não vai poder estar lá enquanto nós estivermos nos divertindo e nos metendo em grandes e perigosas aventuras...
Lily fez uma careta e chutou a perna do irmão com força, fazendo com que todos os presentes rissem, mas Rose pôde ver o nervosismo estampado no rosto de Alvo. Ela sabia que o primo estava muito preocupado com a Seleção de Casas, na verdade ele só falava disso havia meses. Rose suspirou e o abraçou, levando-no para perto de uma pilastra, onde o resto da família não poderia ouvi-los.
– Por favor me diga que você, no fundo, está tão nervosa quanto eu! – Alvo cochichou para a prima.
– Não muito na verdade – declarou Rose mordendo o lábio inferior e desviando o olhar.
Alvo bufou. Todos sabiam que a ruiva iria para a Grifinória. Rose sempre fora destemida e extremamente inteligente, sempre se metendo em confusões assim como seus pais. Já ele sempre fora mais quieto, vivia tranquilamente, ofuscado pelos feitos do pai. Percebendo a aflição do primo, Rose tentou acalmá-lo:
– Mas aposto que vai dar tudo certo, lembra o que o seu pai disse: o Chapéu leva nossa vontade em consideração.
Alvo esboçou um sorriso não muito animado, mas Rose merecia crédito por ainda tentar animá-lo. Desde que recebera sua carta de Hogwarts que a cerimônia da seleção de casas o vinha incomodando e ele estava praticamente surtando desde então. Estava prestes a dizer que nem sabia qual era a sua vontade quando um grito o interrompeu.
– Alvo! Rose! Eu sei que a conversa aí está muuuito emocionante, mas será que não dá pra tirar essa pirralha de cima de mim? – pediu James, rindo, enquanto tentava soltar-se de Lily que agarrava firmemente sua perna.
Rose revirou os olhos e procurou esconder um sorriso.
– Venha Lily — chamou — vamos procurar Hugo. Ainda não me despedi, e além do mais, ele está com minha coruja.
Lily soltou o irmão e andou em direção à prima, aninhando-se sob seus braços. Rose riu da expressão de James e virou-se na direção oposta. O rapaz fez uma careta e se virou para o irmão:
– O que deu em você Alvo? Você está bem? Parece que vai vomitar...
Alvo fez uma careta:
– Nada que te interesse James, vai encher a paciência de outro vai...
– Nossa que menino estressado, não tá mais aqui quem falou. Na verdade não tá aqui mesmo, porque aquelas terceiranistas de minissaias tão uma coisa de Merlin – riu James correndo em direção a um pequeno grupo de meninas paradas ao lado do trem.
Alvo fez uma careta: como podiam ser irmãos?
– Acho melhor você ir entrando – aconselhou Harry, colocando a mão sobre o ombro do filho – O trem costuma encher bem rápido.
Alvo concordou. Deu um abraço em sua mãe e despediu-se do pai com um aperto de mãos. Andava em direção a locomotiva quando uma lembrança o deteve:
– Alguém viu Rose? — perguntou.
– Ela já deve estar lá dentro, Alvo querido – disse Gina, os olhos úmidos com as lágrimas.
Alvo deu um último beijo nos pais e entrou no expresso lotado de estudantes. Escolheu uma cabine vazia e decidiu que, assim que partissem, procuraria pela prima. Alguns minutos depois a porta se abriu e um menino de cabelos loiros entrou:
– Os vagões estão praticamente lotados, será que posso me sentar com você? – pediu.
– É claro, chega aí! – disse Alvo com um sorriso – Alvo Severo Potter –apresentou-se.
– Scorpius Malfoy – disse o loiro segurando a mão que lhe havia sido estendida e retribuindo-lhe o sorriso.
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Rose e Lily percorreram toda a plataforma até encontrar Hugo, Rony e Hermione sentados em um banco próximo ao trem. A pequena Potter correu para abraçar os tios e o primo enquanto Rose se despedia dos pais e pegava a gaiola com sua coruja Edwiges II. Despediu-se da mãe e do irmão, e andou até o pai que a sentou ao seu lado:
– Já sabe né? Se você não for para a Grifinória eu te deserdo! – murmurou para a filha.
– Ronald – disse a esposa lhe lançando um olhar “Granger calibre 38.”.
Rony pediu desculpas, mas piscou para a filha enquanto essa andava em direção ao trem. A menina passou pelos tios, mas não viu Alvo em parte alguma, então resolveu procurá-lo no trem. Encontrou-o em um dos primeiros vagões na companhia de um menino loiro de olhos azuis acinzentados e uma menina de cabelos pretos carvão. Fez menção de se sentar, mas o loiro virou para Alvo como se ela não estivesse ali e perguntou:
– Quem é essa garota?
Rose sentiu as orelhas queimarem:
– Sou Rose Weasley, prima dele. E por acaso, quem diabos, é você?
O menino sorriu com desdém:
– Uma Weasley é claro! Certamente isso explica os modos grotescos. E por acaso meu nome é Scorpius Malfoy e esse assento não está vago...
Rose se virou, correndo pela porta em direção ao corredor lotado de animados estudantes. Alvo a seguiu, mas só pôde ver seus cabelos ruivos sumindo na multidão. Sentiu uma mão em seu ombro, Scorpius o puxou para dentro e voltou a conversar como se nada tivesse acontecido, Alvo deixou a tranquilidade de seu novo amigo influenciá-lo e esqueceu-se completamente da prima.
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Rose correu pelos montes de alunos, seus olhos cheios de lágrimas, a procura de um rosto conhecido até que sentiu uma mão sobre seu ombro e se virou, dando de cara com Roxanne, sua prima.
– Rose você tá bem? O que aconteceu? Cadê o Alvo?
Rose secou as lágrimas e disse que estava bem, mas não queria falar do primo. Roxanne deu de ombros e a levou para seu vagão, apresentando-a a algumas meninas que conhecera.
Depois desse incidente a amizade entre Rose e Alvo nunca foi à mesma e ela sempre culpou o loiro do trem por isso.
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