Notas iniciais
Sejam bem-vindos à mais uma história escrita por mim, Neon Lights. Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais. Nenhuma das situações encontradas aqui realmente aconteceu. Não há nada que prove que as personalidades correspondem as originais ou que qualquer cena se assemelhe a qualquer acontecimento real. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Camille Corin — Ponto de Vista

Domingo, 2/3/1856

Solidão.

A única coisa que sentia naquele momento era a solidão. Jamais encontrei alguém que me completasse igual como Ezra me completava. Ele era a minha vida, ele fazia eu sorrir até mesmo triste, ele era meu tudo.

Agora, cá estou eu, vagando sem rumo pelas ruas de Volterra, Itália. Com as mãos no bolso do casaco, de cabeça baixa, tento sentir cheiro de alguma presa fácil. Agora, beber sangue não fazia tanto sentido para mim, mas não tanto quanto minha vida sem ele.

Achei um cheiro doce, porém forte, provavelmente de mulher. Esgueirando-me perto das paredes cinzentas da cidade consigo chegar perto do cheiro. Era uma mãe e seu bebê. A mãe deixou o bebê no carrinho e foi olhar uma loja de roupas. Era a chance perfeita.

Peguei o bebê no colo e o coloquei dentro de meu carro, com a boca dele se ocupando em tomar o leite da mamadeira. Ao chegar aonde estava o carrinho e a mãe, deparei-me com a mãe ao berreiro. Ela esperneava-se e gritava alto, chamando as atenções de todos que passavam por perto.

Ofereci-me para ajudá-la a encontrar seu bebê e entramos num beco escuro e sombrio. Ela ia na frente e eu a seguia, mantendo um pouco de distancia. Quando percebi que estávamos longe das pessoas, o que facilitaria se ela conseguisse gritar por socorro e alguém achar-me aqui, agarrei-a pelo pescoço e bebi todo o sangue dela.

Peguei um pote de gasolina jogado pelo beco e meu fósforo e queimei seu corpo moribundo. Corri de volta para o carro antes que levantasse suspeitas dos moradores e lembrei-me do bebê. Ela era fofa. Sim, uma menina. Ela, para uma bebê de 1 ano, já possuia uma longa cabeleira castanha, belos olhos castanhos e pele branquinha. Ela era um sonho de toda mãe.

Percebi que não poderia a deixar em qualquer lugar, e muito menos com qualquer pessoa. Eles poderiam se abusar da pobrezinha e não houve mais escolha. Ficarei com a menina e a criarei como minha filha. E eu já havia pensado em nomes para bebê, infelizmente, junto de Ezra. Pensei em um nome que combinasse com a minha princesinha e achei-o perfeito.

Ela irá se chamar Samanta Marie Montoya Corin. Minha filha, que cuidarei com todo o carinho do mundo, com todo o amor e com todo mimo que alguém possa imaginar.