Hot Mess- Interativa
4 I like like that
Notas iniciais
"I know your type
Boy you're dangerous
Yeah you're that guy (that guy)
I'd be stupid to trust
But just one night couldn't be so wrong
You make me wanna lose control" (Cobra Starship)
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–Se não tivesse jogado o livro de regras fora, saberia que telefones são proibidos dentro do BCI- disse uma voz masculina.
–Se eu seguisse regras com toda a certeza não estaria neste maldito colegio- respondeu Allicia enquanto tentava achar um sinal decente para fazer uma ligação.
–Se é tão rebelde por que não fez nada para sair daqui ainda? — provocou o garoto.
Allicia o encarou desde os cabelos negros, olhos verdes, pele clara aos músculos bem definidos por baixo da camisa branca, ele era mais alto que ela e possuía uma expressão debochada no rosto, come se fosse o dono do mundo. Aquele garoto definitivamente era encrenca.
Allicia sorriu.
Se enganou ao pensar que encontraria americanos caipiras e certinhos que tornariam sua vida tediosa. Talvez o BCI não fosse tão ruim assim.
–Talvez, só talvez você seja esperto o suficiente para concluir que seria obvio demais fazer qualquer coisa que gerasse uma punição, ainda mais para alguem que deixa bem claro que não quer estar no lugar.- respondeu ela ironica- Alem do mais, essa é a minha melhor opção no momento.
–Fico me perguntando o que uma garota como você fez para ter esse colegio como melhor opção. — disse ele aproximando-se dela com as mãos nos bolsos.
–Lamento não poder satisfazer sua curiosidade- disse ela fingindo uma expressão triste.
–Você não parece lamentar- disse ele fingindo indignação.
Ela o ignorou e voltou a se concentrar em seu celular. O Xperia tocou e ela fez uma careta.
–Droga- resmungou.
–Você é dificil de entender- observou ele.
–Não estou aqui para ser entendida- respondeu.
–Educada...
–Diz o garoto que sempre consegue tudo o que quer- disse ela numa pessima imitação da voz dele.
Ele sorriu. Aquela garota parecia ter um gênio dificil.
–É um fato- sentenciou ele- eu sempre consigo.
–Sempre há uma primeira vez para fracassar.- afirmou.
–Nem sempre- disse ele.
–Sabe, eu tenho coisas mais importante pra fazer do que discutir com um desconhecido que pensa ser o dono do mundo.- disse ela virando-se para sair .
–Posso deixar de ser um desconhecido rapidinho- sussurrou ele em seu ouvido enquanto a segurava pelo braço.
Ela sorriu e balançou a cabeça num gesto de decepção.
–Eu passo- disse desvencilhando-se dele e saindo.
O garoto a observou caminhar para longe dele e sorriu satisfatoriamente.
–Está pisando em terreno perigoso Black- disse Connor, seu colega de quarto que observara a cena de longe.-Chloe disse que o Stayland esta na cola da novata.
–Isso me diverte, — respondeu Damien sorrindo- eu só queria irrita-la, mas, se ele a quer, tirar qualquer coisa que seja do Stayland torna tudo mais excitante.
–Você é maluco- disse Connor sem evitar um sorriso
–Todo mundo sabe disso- disse Chloe abraçando o garoto- Olá Black.
–Olá Lirie- respondeu Damien com um aceno- Vou deixar o casal a sós.
–O que ele está aprontando?- perguntou uma Chloe curiosa.
–O de sempre- respondeu dando de ombros- ele é viciado em conquistar garotas.
–Não me diga que ele quer... Isso vai dar confusão.
–Desde que não sobre pra gente- disse ele calmamente beijando-a.
...
Allicia rabiscava algo em seu caderno enquanto o ambiente a sua volta parecia um pandemônio. Garotas fofocando em um canto, outras sentadas na mesa do professor, casais se agarrando, garotos que pensavam estar no infantil fazendo guerras de papel.
–Bom dia turma- disse o professor entrando na sala de aula- vocês tem o tempo de eu tomar meu café para deixar a sala em ordem, tenho certeza que matariam a diretora se ela entrasse aqui e visse esse caos.
Incrivelmente todos os alunos começaram a organizar a sala, arrumar carteiras e catar as bolinhas de papel. Allicia soltou um assovio de admiração e isso chamou a atenção do professor.
–Tudo bem, já acabei meu café. Adoraria tomar outro mas, temos que prosseguir- disse ele levantando-se. — Primeiramente vamos dar boas vindas a nova aluna do Branford College Interno, Allicia Von der Field gostaria de se apresentar?
–Você acabou de fazer isso- respondeu ela.
–Tem razão- respondeu ele sorrindo- Srta. Von der Field gostaria de acrescentar mais alguma coisa na apresentação que acabei de fazer?
Allicia sorriu.
–Não, muito obrigada.
–Sou Taylor Mc Grey, professor de história e filosofia.- disse ele- Muito bem pessoal, como discutimos na aula passada eu quero um ponto positivo e um negativo de acordo com a opinião de vocês sobre a Guerra Fria, o texto deverá ser entregue até a proxima aula.
Como de costume, houve reclamações, duvidas e piadinhas sem graça, mas o professor sabia como lidar com os alunos e logo eles se aquietaram.
–Agora quero que se sentem em dupla para responder o questionário. — disse ele pegando uma pilha de papeis e balançando fazendo com que os alunos resmungassem em desaprovação.
–Precisando de uma parceira?- perguntou uma garota morena que estava sentada na carteira ao lado.
–Necessitando- respondeu Allicia sorrindo.
–Sou Kristen — apresentou-se a garota enquanto juntava as carteiras.- E o que achou do professor?
–Diferente- respondeu a garota.
–E gato- concluiu Kristen.
Allicia o observou e teve que concordar. Ele não passava dos 40 anos, era alto, com músculos bem definidos, cabelos escuros e levemente espetados e olhos castanhos.
–Definitivamente gato- concluiu Allicia sorrindo.
–Então, como veio parar aqui dois meses apos o ano letivo ter começado?- perguntou Kristen.
–Eu tinha um Porsche amarelo, lindo, era minha paixão- disse Allicia dramaticamente- Aí minha mãe decidiu me arrastar para NY junto com ela, e meu bebê ficou em Londres. Eu estava entediada e peguei a Mercedes dela pra dar uma volta.
–E o que houve com a Mercedes?- perguntou Kristen já prevendo a resposta.
–Eu estava de boa escutando musica quando um idiota passou em um Chevrolet me provocando, e eu teria ganhado a corrida se não tivesse uma maldita obra no caminho que me fez desviar. — contou ela como se racha fosse a coisa mais bonita de se fazer- A Mercedes já era, e o Chevrolet do garoto, e também a obra da estrada, e um outro carro que passava na hora. Minha mãe teve que pagar pelos danos ou eu seria processada e mais um monte de coisas.
–Ai sua mãe disse que você era perigosa pra viver em sociedade e te mandou pra cá?- concluiu a garota.
–Por ai- respondeu amarga.- E você?
–Ah, eu meio que perdi a cabeça quando a diretora do outro colegio me chamou de filha da puta.
–ELA O QUÊ? — perguntou Allicia um pouco alto demais.
–Algum problema srta. Field?- perguntou o professor.
–Nenhum- respondeu voltando sua atenção para Kristen- e o que você fez?
–Eu meti a mão na cara dela.- respondeu a garota como se fosse obvio.
Allicia se surpreendeu com a resposta mas depois sorriu. Aquela garota tinha um gênio parecido com o seu
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