Hostility

18 Cry alone, I've gone away


Notas iniciais
Queridos... Sei que a vontade de me matar é grande! Eu entendo... Tenho pensamentos homicidas com algumas escritoras aqui do site que também demoram a postar! Mas pensem bem antes de desferir golpes de navalha, espada ou me encher de tiros. Se eu não estiver viva, como vou dar continuidade a fic? lol
Quero agradecer do fundo do meu coração a cada comentário que eu recebi! Sabe que só com eles consigo me empolgar para escrever, e fico ainda mais feliz pelo fato de estarmos atingido a quase trezentos comentários. Vocês são especiais demais por conta disso e minha gratidão por isso é eterna. O que seria de mim sem vocês? O que alegra meu dia é entrar no Nyah e ver que tem mais um comentário e mais um e outro. Peço desculpas por ainda não ter respondido a todos, estou devendo isso. Mas antes do Fim da fic, eu vou conseguir... E como ela ta longe de acabar ainda...
Aos novos leitores! BOAS VINDAS !!! Amo receber novos leitores em minha humilde fic e espero que continuem acompanhado.
Rezando para que não decepcione vocês nesse capitulo... Espero que gostem...

Enjoy

PS: A parte da Palheta do Syn. Inspirei em minha experiência no show do Avenged . Passei o Show todo gritando ele pra ganhar a palheta que ele estava usando e o que o viado fez? Jogou na mão do garoto atrás de mim.
PS²: Ele é o viado mais maravilhoso do mundo. E eu vou tentar ser mais resumida nas minhas NA. =p
ps³: sei que é chato... Mas me segue? Tô tentando aprender a usar o budega do Twitter.. @Gih2Lilithblack

Tremula peguei a caixinha da mão de Brian que limpava as lágrimas com as costas das mãos.

— Pode olhar Cat... – Ele disse com a voz ainda um pouco rouca pelo choro.

Abri a caixinha e dentro dela vi uma palheta presa por um elástico ao um rolo de papel, quase como se fosse um pergaminho de tão amarelado que o papel estava.

— Essa palheta foi jogada para mim no meu primeiro show do Metallica. — Começou a explicar Syn se sentando no sofá a apoiando a cabeça nas mãos- James Hetfield jogou na minha direção, depois que eu passei o show inteiro gritando o nome do cara. E Jimmy...

Ele começou a rir e tudo o que eu fazia era encará-lo com um misto de pena e compaixão. Era doloroso vê-lo daquele jeito e tive que conter o impulso que tive de me jogar em cima dele e o abraçar. Não o fiz porque algo me dizia que ele iria desmoronar novamente se eu o fizesse. Então me mantive afastada o encarando. Então ele continuou.

— Jimmy sempre foi muito alto. E naquela idade ele já era bem mais alto que eu e quando viu a palheta vindo em nossa direção, simplesmente colocou a mão na frente e pegou... É claro que eu gritei... Xinguei e bati... E aquele filho de uma puta só ria da minha cara dizendo “Essa porra agora é minha”. Sei que ele fez isso para me irritar... Por qual outro motivo seria? Enfim... ele levou a palheta e eu deixei isso para lá... Só até agente beber, toda a vez que estávamos bêbados, eu repetia essa história... E ele só ria e me dizia: “A palheta é minha viado! Quem pegou foi eu. Ninguém mandou ser anão... Quando eu morrer, se eu não for enterrado com ela, quem sabe eu não penso em te dar?”.

— Parece que ele pensou em me dar a palheta... Jade... – Ele disse indicando a caixinha com a cabeça. – Pega o que ta dentro da caixinha por favor...

Prontamente, tirei o rolo de papel e a palheta e o entreguei.

— Leia por favor. Eu não ou conseguir...

Desamarrei o elástico, entreguei a palheta a sim e desenrolei o pergaminho. Quando meus olhos percorreram o papel, foi a minha vez de deixar que as lágrimas molhassem o meu rosto. Parece que nesses últimos meses, eu tenho chorado muito. Mas com o que tinha escrito ali naquele garrancho que parecia ter sido feito correndo, era impossível não chorar. E entendi a Brian. Se ele lesse com certeza não conseguiria enxergar, já que sua vista ficaria turva.

Querido Brian...

Querido foi foda, eu sei... Ficou a coisa mais gay do mundo! Mas como nos temos um caso homossexual intenso ( afinal você é completamente apaixonado por mim) eu posso te chamar de querido!

Você deve estar se perguntando o que eu quero com essa porra de recadinho do coração. Mas saiba que o que eu quero é só te devolver a sua palheta. Vou colocar sua palheta e a carta no velho lugar, já que só você mesmo iria achá-la lá...

Mas o porquê de te devolver essa porra? Simples... Eu sou BATERISTA!!! O que eu iria querer com isso? Fora que essa seria a minha forma de te agradecer pelo momento mais foda que tive em anos.

Ah... Pro caso de você estar velho já quando estiver lendo isso. Hoje foi a primeira vez que tocamos juntos a nossa nova banda! A melhor coisa que agente fez foi ter trazido você para tocar... E o anão do irmão do amigo do Zacky? Toca pra caralho também aquele baixo! Foi emocionante ( sei... to um viadinho mesmo hoje). Foi incrível... Senti ali, quase como se eu pudesse tocar, que seriamos grandes. Nós vamos ser famosos como o cara que te jogou essa palheta naquele dia. Você se arrepiou que nem eu quando o Shadows disse que iríamos regravar o cd com você tocando? Ele é completamente insano, mas é o cantor mais talentoso que eu conheci e um compositor pica! Fora que é um amigo como nenhum outro. Você vai saber disso... Que nem o Zacky, que ta ficando um gordo... Mas consegue tocar guitarra como ninguém... Sabia que ele aprendeu sozinho? Só torço para que eles tenham percebido que tocando com o Seward que a coisa fluiu.

É isso... Faça bom proveito dela! Guarde como lembrança do seu amigo maluco, que te ama mesmo que você grite agora que não é viado. EU TE AMO PORRA!!! Você é meu melhor amigo e eu nunca, por nada, vou esquecer isso. Vocês vão me proporcionar a realização de todos os meus sonhos! E eu serei eternamente grato por tudo. Mesmo que as coisas fiquem escuras eu estarei com vocês, tentando ajudar, claro que das minhas formas loucas.

The Reverend Tholomeu Plague( meu nome é do caralho né?)

PS: Favor não trazer qualquer prostituta aqui! Você sabe que aqui só vem quem agente ama!!! ( A Leana ta aqui... Tive que colocar isso, se não ela não vai parar de me bater)

Após eu terminar de ler, enrolei o papel e o entreguei. Brian estava mudo , mas com um sorriso indecifrável no rosto. Me sentei ao seu lado e entrelacei seus dedos aos meus.

— Ele sabia que eu não traria qualquer uma aqui... – Ele disse se voltando para mim- Quase um sinal divino de que eu te amo mesmo Cat!

— Eu também amo você demais Brian. E fico muito feliz que você tenha me deixado ler o que eu li.

Ele segurou meu rosto entre suas mãos e apenas pousou seus lábios delicadamente nos meus. Não era um beijo maldoso. Era algo mais profundo que isso. Era uma caricia, ouso dizer até mesmo um agradecimento, por eu estar ali, com ele, naquele momento. Separamos-nos e após se levantar me pegou no colo, me fazendo rir e me deitou chão, que ainda permanecia forrado. Ele pegou outras duas cervejas. Ergui meu corpo para pegar a cerveja e ele se sentou em minha frente apoiando as mãos no chão, deixando com que seu corpo ficasse inclinado. O celular dele tocou. Ele o tirou do bolso, viu no visor quem era e em seguida desligou.

— Quem era Syn?

— Seu Gordinho favorito. — Ele disse rindo. — Vamos deixar ele um pouco preocupado essa noite, ok?

Eu não podia nem mesmo discorda, principalmente depois desse momento que tivemos. Então ele abriu a cerveja e depois de um longo gole, começou.

— Você não teve a oportunidade de conhecer o Rev. Ele era foda... Por mais que as vezes irritasse... Era melhor amigo que alguém poderia ter. E por isso. Era o melhor amigo de todo mundo. E tinha dias...

E foi assim que passamos aquela noite. Bebendo, rindo e conversando. Brian me contava coisas que tinha acontecido ali, que tinham acontecido com eles. E por mais que algumas histórias fossem repetidas, não reclamei. Senti que ele precisava contá-las. Aquela noite ele encontrou uma forma de reviver aqueles momentos e eu deixaria que ele fizesse isso. Naquela noite ele descobriu como manter seu melhor amigo presente. E eu não tiraria isso dele nunca.

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Acordei com um braço envolvido em minha cintura. O sol já estava invadindo a cabana. Movi-me um pouco tentando me espreguiçar e então ouvi a voz de Syn, embargada ainda pelo sono.

— Que bom que já acordou Cat. Seus machos não pararam de ligar para o seu celular. E peguei o telefone. Tinham sete ligações de Zacky e duas mensagens. Já de Mathew havia doze ligações e inúmeras mensagens que diziam. “ Onde você tá?”, “ Se aconteceu alguma, coisa eu mato o filho de uma puta suja do Syn!”. Na verdade... As duas mensagens do Zacky não eram muito diferentes das do Matt. O assunto principal era mesmo saber onde eu estava e que o Brian ia morrer lenta e dolorosamente se dependessem deles.

— Mas foi só uma noite. Eu hein... gente preocupada. – Disse me levantando e catando minha blusa no chão... Eu esqueci de colocá-la quando nós decidimos não ter mais aquela noite de sexo animal selvagem.

Cat amor da minha vida. Por enquanto vai ser assim mesmo. Já que todo mundo está ainda com receio das suas reações. Quem manda dar susto nos outros? Agora você vai ter que aturar a super proteção de todo mundo... — Brian já estava mais que pronto.

— Temo pela sua vida. – Disse rindo enquanto dobrava a roupa de cama.

— Nem precisa temer, já fui ameaçado muitas vezes de morte por eles. To acostumado já.

Juntos deixamos a cabana e ele mais uma vez me pegou no colo para passar pelo tronco em frente a cabana. Entramos no carro e passei a viagem inteira até a minha casa, rindo com todas as piadas que ele me contava. Agora sim tudo estava normal. Eu me sentia em casa novamente. Me sentia feliz por estar com meus ídolos e pela oportunidade que me foi dada de ficar tão próximo a eles. Pela primeira vez em algum tempo, me sentia leve e segura. Aquela noite parecia ter sido mesmo planejada para isso.

A parte boa, é que Syn não me pressionou em momento algum a dizer como eu sabia daquilo. Fizemos um acordo mudo de comentar isso mais. Já que nem eu mesmo sabia como eu tinha tanta certeza que havia alguma coisa atrás do sofá. A parte má é a que iríamos enfrentar agora! Uns caras meio fortes e preocupados que não iriam parar de gritar um segundo e não deixariam espaço para nos explicarmos.

Já cheguei a comentar que Matt grita demais? E sem motivo? Imagine agora os decibéis que ele alcança quando tem motivos.

Notas finais
Espero que meraça comentários! São eles que nos dão estimulo para continuar. sejam criticas, elogios e quando mostram seus pontos de vista e palpites, Amo isso e preciso deles mais do que tudo...