Hostility

16 Come back to me


Notas iniciais
Minhas mais que maravilhosas leitoras que eu tanto amo!!!
Fiquei feliz com cada comentário que recebi e ainda não consegui responder a todos para variar, já que minha net está uma droga. Mas eu quero que saiba que amei a cada um e percebi a volta das minhas leitoras nos reviews do ultimo capitulo tá? Amei cada uma das teorias que vocês criaram em cima das pistas ( não tão pistas assim) que eu deixei no capitulo anterior. Isso está até me levando a uma nova promoção... Mais para a frente.

Fico feliz que vocês tenham voltado. Amei receber novos leitores e a cada dia que passa fico mais motivada a escrever graças a todos vocês!!! Obrigada mesmo!

Espero que gostem desse capitulo, sei que tá meio confuso pra variar, mas espero que entendam.
Se eu estiver enrolando muito na história, peço que me avisem para que eu possa dar um jeito ok?

E Jessica... Nesse capitulo você já vai dar o ar da sua graça gatinha!!!

Enjoy =p

OBS: A última frase do Brian desse capitulo eu roubei de um comentário que eu recebi de uma das minhas escritoras favoritas... Não vou falar quem , já que eu quero que ela se reconheça certo? AHUSHAUSHUAHSUHAUSH

Pov's Zacky

Entrei no hospital correndo com o corpo de Jade nas mãos.

— ALGUÉM ME AJUDA! — Gritei tentando chamar a atenção, o que não teria sido necessário já que uma equipe de enfermeiros já me rondava, retirando Jade de meus Braços.

Eu não queria a deixar ir. Eu não conseguia soltar seu corpo.

— Rapaz, solte-a. Nós precisamos trabalhar e assim você não ajuda. — me disse o homem de jaleco branco que a tomou de meus braços e a deitou na maca.

Logo a maca já estava longe e eu a segui. Não me deixaram entrar na sala, que parecia ser uma sala cirúrgica. Eu só pensava que ela tinha que ficar bem. Jade não podia morrer. Ela não podia me deixar.

Pelo vidro que dava para a sala, pude ver vários profissionais ao seu redor e uma mulher negra baixinha de seios fartos com o uniforme dos enfermeiros se aproximou de mim.

— Você está com a jovem? Preciso que me diga o que foi que ela ingeriu... Alguns medicamentos não podem ser misturados...

— Eu não sei cara! — Disse quase desesperado. Tanto que não me liguei que chamava de “cara” uma senhora. Minhas mãos suavam e eu as deslizava pelos meus cabelos de cinco em cinco segundos.

— Você precisa saber! — A enfermeira foi incisiva. Dava pra perceber que ela estava desconfiada. Ela media minhas tatuagens e meus piercings a todo o momento. Provavelmente pensou que nós éramos dois roqueiros loucos e que eu tinha drogado a menina.

Eu nunca faria nada que pudesse ferir meu anjo.

Passei as mãos pela cabeça, nervoso, tentando me lembrar de alguma coisa que não fosse meu desespero por ver aquele corpo branco e indefeso imóvel naquela maca. Voltei minha atenção para a sala.

— Eu a encontrei assim. O Nome dela é Jade. O quarto dela estava cheio de garrafas de bebidas alcoólicas e acho que ela tomou algum antidepressivo. Eu só consegui ver isso. — Meu rosto olhos começaram a arder. Sentia que eles se enchiam de água. – Ela vai ficar bem não é?

A enfermeira sorriu ternamente para mim.

— Meu jovem, você precisa ter fé. Nós faremos o possível. — Se virou e rapidamente adentrou na sala novamente. O possível não era o suficiente para a minha princesa.

Encostei minha cabeça no vidro. Entoando um mantra baixinho como se aquilo fosse surgir efeito. “Você vai conseguir amor. Eu sei que você não vai me deixar. As coisas vão ser diferentes a partir de agora...”

Então o corpo de Jade começou a convulsionar freneticamente. E em uma atitude impensada invadi a sala cirúrgica.

— TIRA ELE DAQUI AGORA. – Gritou o homem de jaleco branco, provavelmente o médico chefe daquele turno. E enquanto a mesma enfermeira que havia falado comigo minutos antes tentava me tirar da sala. Parecia que haviam conseguido estabilizar Jade.

— Meu querido... — A enfermeira pousou as mãos nos meus ombros e tentava me empurrar para fora da sala com um pouco de dificuldade. – Assim você atrapalha mais do que ajuda. Venha comigo, por favor.

Eu assenti apenas e fui sendo conduzido por ela, sem antes deixa de notar que eles introduziam pela boca de Jade um tubo transparente. Me deixei ser conduzido até o lado de fora da sala. Onde ela me sentou em uma das cadeiras. Uma jovem com um sorriso complacente e olhos castanhos muito espertos se aproximou de nós dois.

— Deixa comigo Rose. Desse aqui eu cuido. – Disse se sentando ao meu lado.

A enfermeira me deixou com ela que segurou em minha mão docemente. Havia alguma coisa no olhar dessa menina, porque não parecia ter mais do que 20 anos, que me acalmava. Ela tinha uma prancheta nas mãos e se voltou para ela.

— Meu nome é Jessica Ferreira. Sou a estagiária da assistente social do hospital. O que você precisar pode falar comigo. – Ela colocou uma mecha de seus cabelos levemente ondulados para trás. – Precisa avisar a alguém que você e sua namorada estão aqui.

Namorada? Era isso que estava tão errado. Jade deveria ser a minha namorada a essa altura. Se fosse, nada disso teria acontecido. Se eu estivesse um pouco menos interessado em ser um completo imbecil, ela estaria bem e segura agora.

— Sou Zachary... Zachary Baker. – Respondi um pouco aturdido. Estava ainda impressionado com a imagem do corpo da Jade tremendo. Eu tinha tanto medo por ela. Não queria que ela sentisse dor. E mais medo por mim. O que seria de mim se eu não nunca pudesse abraçá-la? Ou poder beijar seus lábios

— Eu sei quem você é. –Ela disse corriqueiramente. – Enfim querido, vai telefonar para alguém?

Passei as mãos por meus bolsos à procura do meu celular, mas logo a luz invadiu minha cabeça e lembrei que na correria não tinha me apossado do aparelho que permaneceu abandonado na mesinha ao lado da minha cama.

-Será que eu poderia usar algum telefone do... – tentei até formar uma frase, mas fui bruscamente interrompido pela visão de um brutamontes tatuado, parecendo transtornado, entrando pelo hospital seguido por Johnny, Syn , Val e Arin.

Val logo me avistou e correu em minha direção.

_ Zacky o que aconteceu? – Ela parecia apreensiva e torcia os dedos da mão enquanto me abordava. Isso era um mecanismo da loira toda a vez em que ficar nervosa. – A recepcionista só nos disse que você saiu como um louco com a Jade no colo.

Os outros se aproximaram de mim e quase não pude acreditar quando Matt me segurou pelo colarinho da minha camisa, me levantando de uma só vez da cadeira e me imprensou na parede.

— O que você fez com ela seu filho da puta? — Disse Matt com um tom de voz tão frio que meu corpo se arrepiou. Seus olhos estavam vermelhos de raiva e eu podia jurar que os vi brilhando como se ele fosse chorar a qualquer momento.

Eu não acreditava que isso podia estar acontecendo. A Jade estava quase morrendo naquela sala, e ele achava que tinha sido eu?

Jessica se aproximou dele, a única que foi corajosa o suficiente para se aproximar de nós dois, já que os outros olhavam apenas assustados a cena e segurou no braço do grandão.

— Olha aqui Shrek. Você já mostrou o seu poder e toda a sua testosterona. Já vimos que você e forte e machão. Agora solta o rapaz, ou vou chamar a segurança e tiro todo mundo daqui!

Matt continuava a me encarar com ódio por alguns segundos e em seguida me soltou encarando a menina. Já disse que ela mais parecia uma menina do que uma assistente sei lá das quantas como ela disse que era?

— Como a Jade está?- Syn interrompeu os olhares de Jessica e Matt que faiscavam um em direção ao outro.

Jessica os encarou antes de começar a falar. Eu me sentei novamente e coloquei a minha cabeça em meu colo. Não queria ver nem ouvir o que ela tinha a dizer. Eu preferia ficar com minhas próprias conclusões de que tudo não ia passar de um susto.

— Nós ainda não temos um diagnóstico senhor Haner, mas estão fazendo o possível pela sua amiga. Posso garantir.

Levantei a cabeça para encará-la. Como ela sabia o sobrenome do Brian.? Mas logo ela continuou e eu deixei de dar importância a isso. Ninguém mais havia reparado. Matt respirava pesadamente ainda me olhando de soslaio enquanto ouvia as palavras da morena.

— Bom o que posso dizer a vocês é que a sua amiga tem muita sorte de ter pessoas tão preocupadas ao seu redor. E que o amigo de vocês está na mesma situação que vocês, se não for pior, já que foi ele que a encontrou. — Ela pegou a prancheta.

— Vou deixar vocês a sós. Precisando de qualquer coisa é só me chamar.

— Nós precisamos saber se a menina está bem. Só isso. – Disse Arin um pouco desesperado. O que fez sua voz sair esganiçada. Mais um mecanismo de defesa ativado. Acho que hoje seria a noite dos mecanismos de defesa.

Jessica apenas sorriu mais uma vez.

— Infelizmente, eu não tenho como dizer isso a vocês. O médico logo estará com vocês e esclarecerá suas duvidas.

Dizendo isso Jessica se foi pelo corredor e Val se sentou ao meu lado segurando minha mão. Ela percebeu que ela estava suada. Pousou a mão em meu rosto e me fez encará-la.

— Zee... Conta o que aconteceu.

Os outros quatro se aproximaram de mim e eu comecei a narrar o ocorrido da noite. Claro que ocultei terminantemente que havia pensado em Jimmy a noite toda e que tinha sido isso que me despertou em algum momento de que algo estava errado. Não ia ser chamado de louco nem de impressionado.

Quando terminei o relato, todos me encaravam assustados. Matt estava sem expressão. Ele remoia alguma coisa que não compartilhava com ninguém. Val estava com os olhos cheios de água e Syn e Arin pareciam mais pálidos que o normal. Acho que até me ouvirem, eles não tinham se dado conta da gravidade da situação. Johnny se levantou com as mãos na cabeça e começou a andar agoniado de um lado para o outro. Syn o olhou desconfiado e nós dois trocamos olhares que diziam claramente “ Ele sabe de mais alguma coisa”. Johnny nunca foi bom em ocultar nada e tenho certeza que se Matt não estivesse tão absorto em seus pensamentos também teria notado.

Até que eu levantei e me aproximei de Johnny o encarando. Ele ficou estático e quando ele tomou fôlego para começar a falar um médico saiu da sala sendo seguido pela maca de Jade. A maca foi direcionada pelo corredor e Matt se levantou para seguir. Porém foi veementemente impedido pelo doutor.

-Rapaz, eu preciso conversar com vocês. São da família da senhorita Jade?

— Claro que somos. – Syn disse sem nem mesmo pensar. Engraçado, agora todo mundo lembrava que ela existia. Eu teria socado ele. Na verdade, sacado a cada um ali, incluindo a mim, por termos sido tão imbecis.

— Me diz que ela está bem. Só isso. – A dificuldade foi tão grande para que Matt proferisse essas palavras. Sua voz saiu como um esgar dolorido.

— Bom... A amiga de vocês teve muita sorte pela rapidez com que chegou ao hospital. Ela ingeriu uma quantidade considerável de Fluoxetina, Sertralina e Álcool. Nós conseguimos eliminar grande parte das substancias ainda não sintetizadas com a lavagem, mas alguma coisa ainda consegui atingir a corrente sanguínea.

Todos estavam em silencio e apreensivos. Ouvir o nome de substancias e procedimentos, nos remeteu a um filme antigo. Um filme de um dia que nós passávamos a vida tentando esquecer inutilmente. E o medo de que o final se repetisse era sentindo no olhar, nos gestos e na respiração de cada um ali presente com exceção do médico.

— O estado de Jade é delicado. – Continuou o médico. – E agora ela foi para a unidade de terapia intensiva até que ela acorde. Ainda é muito cedo para que se diga que não haverá seqüelas. No momento, e só esperar pelo melhor.

— Quando nós podemos vê-la? – Arin parecia ter tirado todos do torpor do momento.

— Apenas uma pessoa pode ficar com ela na UTI por vez. Vocês podem se revesar.

— Eu fico! – Matt e Syn disseram ao mesmo tempo.

— Não, eu fico agora. – Me pronunciei.

— Vocês podem decidir quem irá ficar, a assistente social guiará vocês até o quarto da paciente. Com licença.

— Zacky... – Disse Val tentando ser sensata. – Você está cansado e muito estressado com essa situação. É melhor que você vá ao hotel. Eu até vou com você, precisamos avisar a mãe da Jade sobre isso. Um dos meninos ficam aqui enquanto nós voltamos. Tudo bem?

— Val, eu não posso deixar ela aqui. Querendo ou não, ela era nossa responsabilidade. E por nossa culpa ela está assim.

— Hey! Pera aí! Nossa culpa não, culpa do Matthew! – Disse Syn visivelmente magoado.

Matt sorriu incrédulo.

— Minha culpa? – Ele arqueou uma sobrancelha irônico. Seu olhar era mortal. – Agora a culpa é minha?

— É sim! Foi você que comeu a garota e depois bancou o fodão dando um pé na menina...

— E FOI VOCÊ QUE SE DIZIA IMÃOZINHO, BFF E SEI LÁ MAIS O QUÊ E LARGOU A GAROTA SOZINHA!

— Dá para vocês calarem a porra da boca? – Arin assustou a todos, geralmente ele não se metia em nossas brigas.

Ele respirou fundo e continuou nos encarando.

— É culpa de todo mundo. Quando ela mais precisou, não tinha ninguém lá do lado dela. Cada um escolheu um lugar para se esconder ou um partido, o que aconteceu no meu caso. – Ele encarou Valary com um meio sorriso no rosto.- resumindo, quem fez essa merda toda fomos nós mesmos. E espero não sofrer as conseqüências desse ato infantil. Só quero que ela acorde bem do jeito que ela sempre foi.

— Você está errado Arin, a culpa é minha!

Foi a primeira vez que Johnny se manifestou. Ele andou em nossa direção, e seu rosto estava banhando em lágrimas. E aquilo apertou meu coração.

— Eu sou o culpado. Eu... – Ele pareceu estar com dificuldades para falar – Fui eu que dei os remédios a ela!

Todos o encararam estupefato e dessa vez ninguém nem mesmo Johnny resolveu evitar o que lhe ocorreria. E ninguém esperava que o responsável pelo ato, fosse quem foi. Mas Synyster Gates se aproximou com uma áurea de ódio tão grande que nos fez encolher, e com um soco de direita potente acertou o nariz de Johnny que não fez nada para se defender, a não ser colocar a mão em seu próprio rosto.

— Nunca seu idiota, em hipótese alguma, DÊ ANTIDEPRESSIVOS A ALGUÉM EM DEPRESSÃO! – Gritou Brian sem se preocupar com o fato de estarmos em um hospital.

Notas finais
mereço reviews!!!! Por favor!!! Sabe que eu sou baixa e imploro mesmo