Hostility
14 But we all bleed the same way as you do
Notas iniciais
Obrigada por todos os Reviews e a todos que acompanham!
Quero dizer que eu fiquei super feliz com alguns comentários e percebi que a mente de vocÊs está dividida. Alguns preferem o zacky... Outros o Matt... E a felicidade é por conta de eu estar nessa duvida também. AHUSHAUHSUAHSUH
Espero que gostem desse capitulo, e espero que voces não odeiem o Matt. Se coloquem no lugar dele só um pouco, lembrando que ele é um idiota ok? =p
A narrativa em itálico está em terceira pessoa ok? Um teste... So...
Enjoy...
Eu encarava o teto do meu quarto de hotel pela milionésima vez aquela semana. Não agüentava mais acordar às duas da manhã e ficar estudando o formato dos quartos de hotel por onde nós passávamos. No ônibus era só olhar pela janela. Mas fazer o que se eu não tinha mais sono.
Para falar a verdade, muitas coisas eu não tinha mais vontade de fazer. Eu não ria mais, a não ser que fosse falsamente. Não sentia fome, nem vontade de me divertir nem de conversar com ninguém. Não era tristeza. Eu tinha passado da fase da tristeza há três semanas. Era o tal do limbo mesmo. Onde você simplesmente não sente mais nada nem felicidade, nem dor. Nada.
Claro que continuava o meu trabalho da mesma maneira eficiente. Só que tinha perdido o brilho que me fazia ficar horas falando sobre eles. Fazia agora por obrigação. Até porque minha única vontade era estar o mais longe deles possível deles. De todos. Talvez não do Johnny. O único que ainda me tratava da mesma maneira fofa e compreensiva. O único que tomou o meu partido quando arremessei aquela luminária na cabeça do Matt.
Juro que agora que já tinha passado três semanas desde o incidente, podia chegar perto de ser engraçado. Eu andando sozinha pelos corredores do hotel em Seattle, ainda vestida com a blusa do Matt. Sentindo que algo estava com toda a certeza errado. Me deparando com a cena mais nojenta que vi em toda a vida.
Sussurros. Se é que poderia ser chamado de sussurro aquela barulheira toda. Jade diminuiu os passos e fechou os olhos que já começavam a arder. Ela conhecia aquele timbre. Claro que conhecia.
Subiu o primeiro lance de escadas e antes que se virasse para seguir o segundo, que levava a cobertura sua visão foi tomada pela imagem de Matt com as calças arriadas até a metade, agarrando com força o cabelo da morena que, ajoelhada a sua frente se mostrava muito experiente em fazer homens gemerem apenas usando a boca.
Aquela cena dilacerou o coração de Jade. Ela ficou parada olhando por alguns segundos sem perceber que Matt já havia notado a sua presença. Ele por sua vez, não se fez de rogado e gozou enchendo a boca da mulher que gemia deliciada engolindo tudo o que conseguia.
Era a cena mais asquerosa que Jade já presenciara. Matt empurrou a mulher e sentou na escada.
— Posso ajudar em alguma coisa Jade? – Perguntou com a sombra de um sorriso falso no rosto.
Jade não conseguia se mover. Suas pernas estavam congeladas. Ela não podia acreditar que tinha transado com aquele homem. Ela acreditou que significava alguma coisa para ele. Mas pelo que via, tinha sido precipitada em tudo.
Olhou com uma expressão tão dolorida para Matt que o mesmo não pode ignorar o desespero que sentiu. Ele tinha feito merda. Não era isso que ele deveria ter feito. O arrependimento nunca tinha o assolado tão rapidamente quanto naquele momento. Quando ele viu a primeira lágrima deslizar pela face de Jade. E percebeu que o olhar da ruiva passou de confusão, para desespero e depois para decepção. Nunca havia pensado que um olhar fosse feri-lo tanto. Nunca pensou que machucar a ela, fosse machucar a si mesmo.
“... prendi sua alma a minha e você prendeu a minha consigo. Você me pertence da mesma forma que eu pertenço a você agora...” As palavras tem muito mais poder do que imaginamos. Ele mesmo assinou a sentença de que a partir daquele momento, seria uma só pessoa com Jade. Isso era muito mais forte do que qualquer ligação que pudesse acontecer através de qualquer meio. Tinha sido o desejo deles, naquele momento, que eles se tornassem um só em todos os sentidos. Conclusão. O Sofrimento dela era o sofrimento dele a partir daí.
— Você é um idiota Matthew! – Ela sussurrou dolorida. Os olhos de Matt estavam tampados pelos óculos Ray Ban que um dia ela achara perfeito para ele. O jovem a encarou sério.
— Eu nunca lhe disse que não era um idiota. Foi você que creditou que eu não era.
A ruiva sentiu um ódio tão grande crescer dentro de si. Mas ela não conseguia direcionar esse ódio a ele. Aquele homem nojento, de óculos que permanecia com a calça aberta ao lado de outra mulher, que havia sido inteligente o suficiente para permanecer calada, era o homem que ela amava. O ódio era dela. Por ser tão estúpida, por ser tão precipitada.
Foi quando ela viu a mulher que estava ao lado de Matt se levantar e sorrateiramente subir as escadas tentando não ser notada que ela viu a luminária com luz vermelha que deixava o ambiente com mais cara de puteiro ainda, em cima de uma mesinha no canto do vão que separava o primeiro lance de escadas ao segundo.
— Você tem alguma coisa a dizer para mim Baby...
Matt foi interrompido pela gargalhada histérica que Jade iniciou. A jovem ria de tanto que chegava se dobrar sobre seu corpo E em um ímpeto segurou a luminária e arremessou com força na cabeça de Matt, que se não tivesse se esquivado a tempo, teria com certeza ficado desmaiado. Ele levantou com tudo a segurando com força pelos pulsos.
— Você e o Zacky se merecem mesmo... Você é tão louca quanto ele.
Mas a jovem continuou sem dizer uma única palavra. Apenas se desvencilhou dele e caminhou em direção ao seu quarto. Desde desse dia, Jade nunca mais falou com Matt. Não era infantilidade, não a julguem mal. Ela só não conseguia dirigir a palavra a ele. Principalmente porque ela estava envergonhada. Porque por mais que negasse a si mesma, ela ainda sentia o cheiro dele em cada centímetro do seu corpo. E por mais que passasse horas e horas dentro do chuveiro ou mergulhada na banheira, se esfregando até que sua pele ficasse vermelha, o cheiro dele permanecia ali.
Synyster só veio falar com Jade no dia seguinte ao ocorrido, com o famoso “Eu avisei.” Que Jade não queria e nem precisava ouvir naquele momento. Zacky parecia ainda mais distante dela e a jovem presumira que havia sido pelo fato dela ter tentando agredir o amigo canalha dele. Estava enganada como sabemos... Zacky queria dar apenas espaço para que ela se recuperasse. Val ainda não a encarava. Parece que a notícia de que ela e Matt haviam dormido juntos tinha cegado aos ouvidos de Val mais rápido do que Jade imaginava. Arin tomou as dores de Val e andava com ela para cima e para baixo. O único que não julgou, que apenas a ouviu chorar durante horas sem parar, sem dizer uma única palavra a recriminando foi Johnny. Apenas fazendo carinho nos cabelos de Jade. Que inúmeras vezes, deitada em seu colo, encolhida como uma criança chorava até pegar no sono.
— Chis amor... — Johnny passou a chamar ela assim. Somente ele e sua mãe a chamavam assim- Eu trouxe uma coisa para você.
Jade se levantou e o encarou. Ele revirou os bolsos da calça e de um deles puxou um frasco pequeno, amarelo e com o rótulo um pouco rasgado.
— Eu sei que está doendo Chris, e eu não devia estar fazendo isso. Mas se estiver muito insuportável... Muito insuportável mesmo. Pode tomar um desses...
Ele esticou o frasco para Jade que sorriu com os olhos ainda com lágrimas.
— Para de doer? – Perguntou à ruiva parecendo mais uma criança do que a mulher linda que Johnny havia conhecido E isso Partia seu coração.
— Não vai parar de doer. Mas você vai conseguir dormir sem sonhos. – Sorriu ternamente fazendo com que ela deitasse novamente em seu colo. Acomodou-se na cama e a abraçou. – Mas só quando você achar que não agüenta mais ok?Não te quero viciada nessa merda, e se eu sonhar que você esta usando mais do que deve, eu jogo fora.
— Ta ok Jojo... Pode ficar tranqüilo que eu não vou fazer besteira...
— E não conta pro Syn.
— Eu quase não tenho falado com ele, não sei se você notou Jojo... Mas parece que eu tenho lepra. Ninguém mais quer ficar no mesmo lugar que eu. — E recomeçou a chorar copiosamente. Johnny a abraçou com força.
— Não Chris... Não fica assim. Isso é passageiro. Eu te garanto. Você é da família. Agente nunca fica muito tempo sem falar com a nossa família, por mais chateado que esteja. E ninguém, a não ser você, tem motivos para agir assim. Logo eles vão perceber isso.
Eu tive que rir lembrando da dor, e do desespero que me assolavam e que agora eu não conseguia sentir nem mesmo por lembrança. Eu não conseguia sentir mais nada mesmo. Fora o fato de que eu não dormia.
Levantei e fui até o mini bar do meu quarto, e achei algumas garrafinhas de vodka. Que seria a minha melhor amiga se não fosse o Johnny (Porque o Syn ultimamente não tinha muito tempo para mim. Ele precisava apoiar o amigo ogro dele).
Trinta minutos se passaram e eu já tinha virado duas garrafinhas de vodka e três de Sant Remy... E nada do sono vir. Sentei ao lado da minha cama e abri a gaveta da cabeceira. Lá estava ele o frasquinho de comprimidos que Johnny havia me dado. Ele disse que quando eu precisasse, eu podia tomar. E eu nunca precisei dele. Mas hoje eu não agüentava mais estar ali, e depois que eu comecei a beber tive uma vontade louca de ir atrás do Matt, transar com ele loucamente como se nada tivesse acontecido. Então eu precisava de alguma coisa que me impedisse de cometer a loucura de subir três andares de escada e invadir o quarto daquele homem.
Ele tinha me magoado, mas beber definitivamente me dava excitação. E eu só conseguia associar prazer ao corpo do Matt. E eu sentia sim!A quem eu tentava enganar? Eu sentia falta de tudo nele. Eu sentia falta do peso dele sobre o meu corpo. Sentia falta da sua risada rouca. Sentia falta dele dizendo que eu era dele. Eu queria ser dele. Eu precisava ser dele. Balancei a cabeça tentando afastar esses pensamentos. Eu preciso dormir, essas idéias são culpa das noites mal dormidas somadas a cachaça.
Abri o frasco e coloquei alguns comprimidos em minha mão. Não consegui contar, estava um pouco tonta mesmo. Os coloquei na boca deixando o resto do frasco cair sem querer em minha cama. Tive que rir de como sou desastrada. Com os comprimidos enchendo minha boca, peguei mais uma garrafinha de vodka e virei no copo que eu já usava. Bebi de um gole só, o que ajudou os comprimidos a descerem.
Andei com um pouco de dificuldade até o mini bar novamente e sem querer, derrubei todas as garrafas e copos que estavam no local. Tentei rir, mas meus lábios não me obedeciam. E isso era engraçado mesmo. Minhas pernas fraquejaram quando ouvi alguém batendo na porta do quarto. Eu escutei aquela voz, e eu sabia que não adiantava, ele viria até mim de qualquer forma. Eu estava no chão e não conseguia falar com ele quando ele se aproximou. Ele segurou em meu pescoço e colou nossos lábios ternamente. Não havia maldade naquilo. Colocou o indicador nos lábios. Pedindo silencio.
— Se é isso mesmo que você quer- Sorriu Jimmy ternamente para mim, e me perdi em seus olhos azuis.
Pov’s Zacky
Eu estava cansado e não estava com animo de sair com os meninos para beber. E só por isso. Unicamente por isso, passei por aquele corredor, naquela hora.
Ouvi uma barulheira vindo do quarto da Jade. Fiquei com um medo terrível de que ela e Matt estivessem discutindo. Apesar de que eles não se falavam há séculos.
Sei que é feio, e só bastava que além de gordo eu fosse fofoqueiro, mas algo estava me incomodando. Eu me lembrei do Jimmy a noite toda, e isso me deixava inquieto. Encostei meu ouvido a porta da Jade e ouvi um baque surdo. Comecei então a me desesperar e sem motivo aparente. Esmurrei a porta e nada dela me atender. Gritei o nome dela. Nada.
Joguei meu peso contra a porta dela, um, duas, três vezes... Mas só na quarta consegui arrombá-la. A cena me chocou.
Eu corri ao encontro de Jade, que tinha o corpo dando pequenos espasmos.
— Jade... Caralho! Que merda você fez...
Segurei-a no colo e tremulo liguei para a recepção do hotel. E pedi um carro urgente para levá-la dali. Não ia esperar ambulância.
Olhei em volta e notei rapidamente a situação. Várias garrafinhas de bebidas variadas espalhadas, o bar quebrado e na cama, aberto um frasco de antidepressivos. A sensação de De javu foi involuntária.
No elevador beijei sua testa, me controlando para não chorar.
— Vai ficar tudo bem meu Anjo... Não vou deixar que isso se repita na minha vida! Eu não vou te perder.
Corri pela recepção, peguei o carro e nunca dirigi tão rápido em toda a minha vida.
Notas finais
A cada dia que passa tô mais dramática!
PS: Dessa vez o titulo do capitulo é um trecho de Hold On do Good Charlotte... achei que combinava.
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