Hostility
10 And makes us drink the poisoned wine
Notas iniciais
A todas vocês que deixaram reviwes é dedicado esse capitulo. Sem vocês com certeza eu não conseguiria escrever nem uma palavra. Obrigada por tudo meninas.
Eu sei que vocês vão querer me matar, mas a cena tava lá quase indo para a beta, quando eu li a recomendação e decidi dar a ultima adiada nessa situação. Eu comecei a escrever, e escrever que nem uma louca, o capitulo ficou mais uma vez extenso demais e tive que dividir novamente. Essa é a ultima vez , juro e no próximo vocês vão ter a resposta.
Espero que gostem desse tanto quanto eu.
Na metade do Show eu já estava sem o casaco e já pulava igual a uma ensandecida. Era incrível como eu esquecia tudo quando eles tocavam. Jason, aquele safado, toda a hora passava e assoviava para mim. Ou jogava uma piadinha relacionada à minhas pernas. Na quinta ameaça de morte ele desistiu de me deixar sem graça. Estava tudo indo muito bem até que chegou o encore e o Matt resolveu que variar um pouco no improviso era uma boa idéia.
— Eu sei que agente sempre canta Save Me agora, porém, eu quero fazer algo diferente. Primeiro eu quero uma salva de palmas para uma das fãs mais gatas que o Avenged Sevenfold já teve . Jade Greenwood. Hoje ela está mais linda do que nunca, aposentou os tênis por algumas horas.- Rindo ele foi na minha direção me puxar pelo braço. Eu tentei até relutar mas ele era muito mais forte. E quando dei por mim, eu estava em cima do palco. O Syn gargalhava da minha cara, que com certeza deveria estar cômica. Eu acenei brevemente para multidão, que gritava histérica. Eu escutei muitos “Vaca” e “Vadia” vindos da platéia. Mas não eram a maioria dos gritos. Eu escutava mais, “Gostosa” e “me dá uma palheta”.
— Pois é gente. Essa mulher toda aqui- continuou Matt – é o nosso contato direto com vocês. Se vocês ficaram sabendo, através dela. É verdade. Podem ter certeza que é verdade. Fiquem a vontade para torrar a paciência dela com e-mail... Essa daí é pior que o Zacky... Ta sempre lendo e respondendo todos os que pode. – Completou ele rindo. Zacky bufou e sussurrou para mim “relaxa”. Como se fosse fácil – Então Baby Doll essa , é só para você...
Matt sorriu e Zacky começou a cantar olhando em minha direção. Eu não conseguia desviar meu olhar do dele.
Seize the day or die regretting the time you lost
It's empty and cold without you here
too many people to ache over
Senti minhas pernas dormentes ao reparar uma expressão triste em seu rosto. Eu só conseguia escutar seu violão o som do seu violão e percebi que tudo o que não havia sido dito até então era expressado naquele toque.
Matt cantava. Eu sei que cantava unicamente por saber que no mínimo a canção tinha uma letra. Porque eu não conseguia ouvi-lo. Nem a ele e nem a mais nada que não fosse a melodia, a respiração e até as batidas do coração do Zacky.
A música acabou . O show havia terminado. Aos poucos o som da multidão que acompanhava foram percebidos por mim.
Matt foi o primeiro a sair do palco, passou ao meu lado e segurou minha mão por alguns segundos. O toque de sua mão fez todos os meus sentidos ficarem aguçados. Ele me soltou e continuou o caminho até o camarim seguido por Zacky que nem ao menos me olhou.
Esse foi o momento em que me dei conta de que estava perdidamente apaixonada. E horrorizada contemplei o fato de que essa paixão não era direcionada a uma única pessoa.
Braços tatuados envolveram meus ombros despertando-me do devaneio. Olhei para Brian desesperada e apenas no meu olhar ele pode entender tudo o que se passava. Ele me virou de frente para si e me abraçou. Eu retribui o abraço com força como se ele fosse meu porto seguro. Eu senti o rosto ardendo e lágrimas rolando por ele. . Lembrei da minha primeira noite no ônibus, quando Zacky me perguntou o que estava acontecendo. Levantei meu rosto e encarei Synyster.
— O que está acontecendo Jade? – A voz de Johnny chegou aos meus ouvidos, fazendo com que eu me virasse assustada limpando minhas lágrimas. Forcei um sorriso nada convincente e Syn, em uma jogada de mestre, me salvou do embaraço.
Ela ficou emocionada né pigmeu! Você estava no mesmo show que agente? Chegou a ver o que aconteceu? Não é possível que seja tão tapado...
— Emocionada...- Johnny ainda me olhava de uma forma estranha, ele sabia que não era isso. Ou melhor suspeitava. Mas o bom do Johnny é o fato de que ele não insiste se você não está afim.- Vamos esquecer então esse lance de emoção porque agente tem uma festa e eu to sóbrio até uma hora dessas. Isso é um absurdo....
Eu ri, me soltei de Syn e agarrei Johnny com força. Comecei a encher seu rosto de beijos. Ele me abraçou rindo da situação.
— Eu mereço isso tudo mesmo? – Johnny disse enquanto afagava meus cabelos, eu ainda conseguia ser um pouco menor que ele. Não o respondi. E ele realmente merecia. Johnny me tirou do meu limbo com apenas uma frase boba, típica dele. Ele merecia simplesmente por ser o Johnny. Meu Jojo.
A cobertura do hotel estava caracterizada como um bar de beira de estrada. O que não me trouxe de cara boas recordações. Uns jogos de luzes coloridas se alternavam piscando, dando destaque a pequenos batentes espalhados pelo espaço, onde dançarinas “exóticas” rebolavam seminuas. A música altíssima e os garçons que não paravam um segundo de servir todo o tipo de bebida que se pode imaginar. Provavelmente por conta do Syn ter dito o tema da festa, eu não conseguia parar de pensar que aquilo ali ia se tornar com certeza a Babilônia.
Não preciso dizer que na terceira dose de vodka meu senso já estava muito afetado. E sou obrigada a confessar que bebida não combina muito comigo. Eu perco o controle dependendo da situação. E isso não é bom quando se encontra em um lugar cheio de homens maravilhosos. Em casa eu podia beber o quanto eu quisesse, já que Taylor sempre estaria lá para cuidar de mim. Mas aqui? Quem ia me monitorar? Ou me regular? Então passou a rodada da famosa fada verde. Eu jurava que absinto era ilegal, mas lá tinha. Eu tinha muita curiosidade em experimentar mesmo. Fui correndo a bancada do bar, assisti o barman torrando o açúcar em uma colher em cima do meu copo e em seguida jogou o mesmo em chamas dentro do copo. Me mandou virar de uma só vez o que faz o amargo da bebida quase passar desapercebido. E eu muito obediente, fiz exatamente como ele mandou. Se o meu senso já não estava bom com a vodka, imagina agora? Começou então a tocar a introdução de uma música que eu adoro do Disturbed, Down With The Sickness, que por algum motivo estranho, eu achava muito sexy. Eu tinha que dançar aquela musica. Comecei a procurar por um dos meninos. Vi Syn e Matt em um canto, conversando um pouco exaltados, mas na hora nem me importei com isso. Em outro canto, um pouco mais escuro, Arin e Johnny distraiam duas dançarinas (entenda –se “distraiam” por “quase comiam”). Não havia nem sinal de Zacky. Não tinha ninguém para dançar comigo até que vi Jason quase em minha frente.
— Vai ser você mesmo... — Disse o chamando com o dedo. Ele riu e começamos a dançar, um pouco próximos demais, admito. Mas eu estava mais uma vez com meu botão do foda-se ligado. Iria sim tirar casquinha dos homens gostosos que me rodeavam. E quem vai me culpar? Eu com certeza, mas a culpa só viria mesmo no dia seguinte, então mais uma vez: Foda –se.
Logo, mãos fortes apertaram minha cintura e me puxaram com um pouco de violência fazendo com que meu quadril chocasse ao da pessoa que tinha um corpo muito quente por sinal. A voz de Synyster estava muito mais rouca que o habitual, quando ele sussurrou no meu ouvido, o que eu reconheci ser devido do consumo de álcool e outras coisas as quais ele tinha o certo hábito de utilizar...
— Cat, Cat, Cat... Se você continuar assim, eu vou esquecer que você é minha amiga, lembrar que eu sou homem e te como aqui mesmo, na frente de todo mundo!
Eu gargalhei gostosamente e me virei de frente para ele, abandonando Jason, que pareceu não se importar com isso nem um pouco. Envolvi meus braços no pescoço de Brian e foi minha vez de sussurrar em seu ouvido.
-Então vamos ver até onde você agüenta... – E dessa vez quem gargalhou foi ele.
— Eu juro que vou te proibir de beber da próxima mocinha. — Ele me dizia sorrindo e pude perceber o quanto seus olhos estavam vermelhos e muito caídos.
A forma como nós dançávamos era indecente. Na verdade, obscena. Nossos corpos estavam colados e quase não nos movíamos. Mas conseguíamos sentir exatamente a vibração do corpo um do outro. Ele me jogou para trás deixando meu pescoço a mostra e pousou os lábios nele. Em seguida mordeu com um pouco de força o que me fez gritar e ele segurar com mais vontade meu quadril contra o dele. Aquilo já estava passando dos limites e eu estava gostando muito.
Eu precisava fazer alguma coisa. Não podia ficar com um chupão no pescoço de graça. Levantei minha cabeça, encostei minha boca e beijei suavemente a pele branca e macia do pescoço de Syn. Senti seu corpo tremer e algo nas calças de Syn começou a se fazer visível. Eu mordi então com força o pescoço dele, e depois passei a ponta da língua por cima da mordida apenas para amenizá-la. Isso foi o suficiente para que Synyster começasse a literalmente a “sarrar” em mim, descendo as mãos por minhas coxas, quase me levantando do chão. O engraçado é que na minha percepção, aquilo parecia mais um sonho muito louco que eu estava tendo. A música enfim terminou , Syn me soltou e eu podia jurar que ele estava um pouco ofegante.
— Cat... Sem absinto para você... E eu vou dar um tempo na erva. Combinado? – Ele me olhava assustado e eu tive que rir da expressão dele. Balancei a cabeça afirmativamente e ele beijou minha testa. – Ainda bem que a essa altura, ninguém está prestando muita atenção.
— Como assim? – Perguntei
— Pelo amor de Deus Cat... – E então ele apontou para a calça e eu pude notar sua ereção- Ainda bem que ta todo mundo doidão... E ninguém nota mais nada... Agora vou ter que caçar alguém que dê um jeito nisso que você fez...
Então ele se virou me deixando só no meio da pista de dança. Mais rápido do que você consegue dizer “Fast Food” agarrando uma loira bem alta, como se ela fosse um copo de água no deserto do Saara e que provavelmente seria o Fast Food dele da noite. Eu apenas balancei minha cabeça com aquela cena. Engraçado como nada daquilo eu conseguia achar nem estranho. Eu simplesmente me lembrei que eu queria muito ir no banheiro.
Andei em direção ao banheiro percebendo exatamente o que Syn disse. Ninguém tinha notado o que aconteceu entre nós, já que todos estavam em situação igual ou pior que a nossa. Ou doidões ou fugindo para algum quarto. Ou doidões e fugindo para um dos quartos do hotel. Tanto eu quanto ele estávamos muito enganados. Como eu soube logo em seguida a minha ida ao banheiro, um par de olhos muito verdes haviam prestado atenção em cada detalhe do que aconteceu na pista de dança.
Sai do banheiro pronta para voltar e quebrar o trato que tinha feito com Syn, já que o tal do Absinto tinha caído no meu agrado , quando fui puxada e encostada em uma parede. Eu fiquei um pouco assustada mas algo naquela proximidade me era estranhamente familiar. Ele colocou uma perna entre as minhas e forçou mais o corpo contra o meu. Ele colou seus lábios nos meus e pude sentir o frio metal em sua boca contrastar com o calor da minha. Então ele disse, ainda com os lábios colados aos meus.
— Vai ficar me provocando até quando? Eu estou cansado de ver você dando showzinhos de excesso de afeto por aí. – E nesse ponto ele resolveu deslizar as mãos pelas laterais do meu corpo. Essa tensão fazia meu corpo tremer. – Você é minha. E se continuar a me provocar desse jeito...
Então sua língua passou por meus lábios e ele me beijou violentamente. No inicio ainda tentei resistir... Mas não tinha escolha... Ele estava certo. Eu era dele.
E mais rápido do que eu imaginei, caiu a grande Babilônia.
Notas finais
s2
Beijos
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