Host Love
4 Seu maldito olhar arrogante
Notas iniciais
Yutaka Pov.~
Já se passaram duas semanas desde a última vez que o vi... Pensei que fosse me esquecer depois de um tempo. Mas realmente você conseguiu penetrar em minha memória de uma forma um tanto “inevitável”.
Antes ir trabalhar era apenas um modo que eu tinha de ganhar dinheiro... Agora parece que ele serve apenas pra me deixar aflicioso. Mas se você não iria voltar a me procurar, então por que me apareceu pela primeira vez?
Quando percebi já estava pensando nele... de novo... Isso quer dizer que eu já estava sentindo algo por ele? Não, isso não pode ser possível...
-Yutaka? – disse uma voz me interrompendo de meus pensamentos, quando a identifiquei percebi ser Akira.
-Hm? – Olhei para ele atento, esperando respostas.
-Você e seus devaneios... – disse ele sorrindo – Então, tem um cliente ali querendo te solicitar... – ele apontou para alguém na última mesa. Alguém não muito alto, e com os cabelos loiros levemente escorridos pelo rosto.
Foi inevitável que meu coração começasse a palpitar freneticamente. Era ele...
Realmente eu não queria estar tão feliz, eu tinha quase certeza que ele não estava, mas não pude controlar as borboletas que surgiram em meu estomago.
Cheguei à mesa e me sentei. Lentamente me vi cair, não da cadeira, mas sim de um penhasco.
Não era o Takanori que estava ali, era apenas um “cliente qualquer” loiro e não muito alto.
Eu sei que não devia me preocupar tanto, mas ver que ali não era o Taka me deixara realmente decepcionado, e acho que o cliente percebeu isso...
-Nossa, o que foi houve Yutaka? – Perguntou Akira quando me viu voltar e o cliente ir embora alguns poucos minutos depois.
-Eu não sei, ele deve ser só mais um desses clientes tímidos, né? – menti, pois sei que o cliente foi embora pela minha displicência.
-Hm, sei... São esses clientes que nos causam prejuízos... – disse Akira displicitamente.
-Não seja tão arrogante... – eu comentei rindo. Akira sempre se preocupou de mais com os lucros...
-Claro que tem, ganhamos por hora, sabia? E também quando atendemos...
A voz de Akira parou de fazer sentido, ou eu mesmo parei de ouvi-la. Apenas para depositar minha atenção, meu foco em outro lugar. Um lugar mais importante, ou melhor uma pessoa mais importante...
Dessa vez era realmente ele.
Me coloquei atrás do balcão, fingindo preparar alguma coisa. Não queria mostrar total entusiasmo, caso contrário seria precipitado de mais.
E apesar de ser verdade que meus pensamentos sempre voam até ele, eu não queria que ele percebesse.
Enrolei o máximo que pude, fiquei atrás do balcão até o momento em que não agüentava mais apenas olha-lo.
Andei lentamente até sua mesa, vendo Yuu atender um cliente e me encarar enquanto eu passava.
Em frente à última mesa que faltava para eu chegar até a mesa do menor, o cliente sentado nela me chama.
-Er... sim? – perguntei desconfortável, e com certa raiva do ser.
-Poderia me trazer um drink? – ele me perguntou inocentemente.
-Me desculpe... estou ocupado – menti para sair dali logo – peça para ele. – apontei Kouyou que se encontrava milagrosamente no balcão e não em uma mesa.
Agora eu me distanciava rapidamente, indo a caminho da mesa do menor e sentando ali me modo cortês.
Takanori fumava olhando para o exterior da janela, parecendo ao mesmo tempo que ignorava completamente a minha presença.
Não mudei minha posição, o encarei por alguns minutos e ele continuou a me ignorar, quando de repente me olhou de frente, me olhou a com sua arrogância no olhar pior que nunca.
-Sim? – ele perguntou arrogantemente, enquanto soltava o cigarro no cinzeiro.
Eu não fui capaz de responder.
Era horrível pensar nele todos os dias para agora ele me tratar desse jeito.
Tinha que haver um motivo.
O olhei por mais alguns segundos, esperando que tudo aquilo fosse apenas uma brincadeira.
Mas sua arrogância no olhar se tornava mais forte a cada piscada.
Não agüentando mais aquilo, pensei profundamente em algum motivo que houvesse para ele de repente se tornar tão excessivamente arrogante comigo.
Será que fora por eu ter saído daquela forma aquele dia?
Será que fora por eu estar indo tão bem no trabalho como ‘host’?
Realmente eu não consegui pensar num exato por que e também não ia ficar ali o olhando ser arrogante comigo depois de tantos dias afliciosos em sua espera.
Me levantei da mesa e levei uma das mãos ao rosto, pois uma lágrima caíra e eu não queria que ninguém a visse.
Quando me distanciei alguns passos, a mão do pequeno me puxou pelo punho e eu fui obrigado a voltar.
-O que foi?! – perguntei sério, tentando não demonstrar uma tristeza que inevitavelmente crescia em meu peito.
-Eu quem pergunto! – ele respondeu ainda mais sério e sem tirar aquela maldita arrogância do olhar, como se eu fosse realmente o culpado e ele a vítima, de uma coisa que não faço idéia do que seja.
-Pergunta o que?!! – supliquei, esperando que de uma vez ele falasse ou me deixasse ir.
-Quer saber, deixa pra lá... – ele soltou meu braço e saiu a caminho da saída. Eu inevitavelmente o segui. Eu ia me sentir um idiota no dia seguinte, mas pelo menos eu precisava saber o porquê dele estar assim.
Quando já estávamos há alguns metros da saída, finalmente consegui o pegar pelo braço. O olhei com indulgência e ele com o olhar de arrogância ainda pior me respondeu:
-Por que agora você se importa?! Por que não continua aí trabalhando com seus clientes queridos e principalmente com seus amigos host’s!?
Eu não conseguia entender, eu não conseguia responder, eu não conseguia acreditar que ele era realmente ele...
-Do que você tá falando?!! – perguntei agora com a voz alterada, ele não respondeu, ficou olhando os sapatos enquanto eu o olhava. – Taka... – minha voz agora saia baixa, calma e num tom quase como se eu pedisse desculpas – o que foi que eu fiz pra você me tratar assim?
Ele me olhou nos olhos, agora com o olhar melancólico e desamparado.
-Me desculpe Yutaka... Eu não vou te perturbar mais, eu não tenho esse direito de entrar na sua vida assim...
-Não diga uma coisa dessas, aliás, não foi isso que eu te perguntei... – disse me aproximando dele, levando minha mão lentamente ao seu ombro – Por favor Taka, me diz o que eu fiz pra você ficar assim... Seja lá o que for eu quero corrigir...
-Eu não sei o que esta acontecendo comigo Uke... Depois daquela noite, que eu pensei que fosse só uma noite qualquer com um anfitrião, meu coração começou a pulsar mais forte e eu não consegui pensar em mais nada... há não ser seus toques... E eu sei que não tenho o menor direito de chegar até aqui e te tratar assim... mas é que me irrita o fato de te ver dando atenção para várias outras pessoas que você se quer conhece... Enquanto...
Suas palavras me invadiram, e eu me senti tão feliz...
Não precisava de mais nada, me aproximei dele e levemente toquei seus lábios com os meus, os calando.
Takanori retribuiu ao beijo de modo levemente inesperado, enquanto me abraçava.
Mesmo sendo ali mesmo, na rua, não muito longe do bar...
Estava sendo maravilhoso.
Muitos sentimentos me invadiram naquele momento.
Alivio. Por saber que o motivo por ele estar irritado era apenas uma grande bobagem.
Felicidade. Por saber que eu não era o único de nós dois que pensou um no outro durante essas semanas.
Amor. Principalmente amor, era impossível não dizer depois de hoje, que apesar de qualquer dúvida, eu estava apaixonado por ele.
Depois de muito tempo nesse emprego,
Finalmente percebi o quanto ele foi importante para mim...
Notas finais
Mas, nem tudo é lindo... próximo capitulo tem mais!
Review? :~
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