Hospital beds

1 sozinho no quarto escuro


Notas iniciais
começa a aventura
ou podemos dizer a tortura...

capitulo um
sozinho no quarto escuro

-Olá, eu me chamo Aknor, sou um paciente do hospital sagrado Hakil-filde. antes de mais nada. Eu odeio esse lugar. Já faz 3 anos que estou aqui, tenho 8 anos de idade, eu não lembro de quando vim parar aqui, eu só me lembro que faz 3 anos porque ele me lembra todos os dias. Não é camurça dourada.

A criatura se remexeu de baixo da cama assentindo que sim.

-Camurça dourada é meu amigo, ele sempre está aqui comigo, ele nunca me deixa, apesar de ser um pouco mal comigo. mas ele nunca me deixa.- o garoto esboçou um sorriso meio lunático.

-Aknor não lembra se de quem é, ele é um garoto de 8 anos, que veio para o hospital, assim que sua mãe faleceu e seu pai tentou matá-lo, coitado. se eu pudesse criaria o como meu filho.- A enfermeira falou para uma moça que prestava serviços comunitários para o hospital Hakil-filde, era a primeira vez que ela visitava aquele quarto.

-Como ele reagi a visitas?- a moça de vestido longo perguntou.

ela era uma moça alta. bonita, de longos cabelos pretos e um rosto fino, pele branca como um papel, usava um óculos fundo de garrafa que deixava ela ainda mais linda, destacando seus olhos cor de mel. Seu vestido branco, tinha uma listra preta que subia ate o pescoço. Era onde ficava as amarras. ela segurava uma prancheta e anotava o que a enfermeira dizia. seu nome era Juldie.

-Não!-a enfermeira exclamou.- nunca, se você entrar lá dentro é capaz de não sair mais.

-Como assim?- Juldie indagou curiosa.

-Nada, não existe mais nada para você fazer aqui.- então a enfermeira puxou a moça pelo braço e levou ate a recepção, lá ela recebeu uma declaração, (que mais parecia um bilhete feito a mão) que dizia:

"por motivos petulantes e de alta complacência a Srta. Juldie Malçamor , será doravante impedida de entrar na ala 5 do hospital Hakil-filde. Motivos: alta curiosidade ofensiva"

Depois disso a moça foi jogada para fora do hospital. Foi um movimento tão rápido que ela não conseguiu nem compreender, a enfermeira arrastou a, fez ela assinar o bilhete, ela ouviu alguns murmúrios do senhor que ficava na cabine recepcionista e em seguida estava lá fora. tudo em questão de segundos.

-Eu não gosto quando as luzes se apagam.- o menino falou.

estava no seu quarto, de onde nunca saia, um quarto branco com apenas uma cama, onde ele ficava noite e dia debaixo do cobertor. E em baixo, as vezes algo se remexia.

se remexeu de novo. Foi um movimento estranho, como se estivesse um bicho lá dentro, um monstro uma coisa muito grande e de força incompreensível.

-Para com isso camurça dourada.

Hó sim, não era nada, Apenas Camurça dourada, seu amigo. As vezes eu me esqueço dele. talvez porque as vezes ele simplesmente deixa de existir.

Era meia noite e meia, As luzes no quarto de Aknor, ainda estavam acesas e a única coisa que ele queria era dormir. Mas não podiam apagar as luzes de seu quarto, ninguém me revelara o por quê, eu sempre quis saber o por quê.

-Eu quero dormir! — o garoto gritou num tom melódico.- Eu quero dormir !- gritou novamente, e deu continuidade nesse mesmo tom.

Todas as outras luzes estavam apagadas, apenas a luz do quarto 1457 da ala 5 conjunto norte.

olhando de longe dava para perceber a estranheza em volta daquilo. As casas eram pequenas grudadas uma nas outras como nos morros, havia musgo e sujeira por toda parte, as luzes tinham um formato circular dentro de uma caixola de metal. eu não entendia, não clareava nada na cidade, havia um enorme cercado em volta e no cercado uma grande fileira de corujas. A lua brilhava no alto céu, cansada como se quisesse morrer. As nuvens fugiam dela, isso era perceptível, o que tornou-se notável a cidade não era normal. O maior prédio era o hospital. Grande com um formato de cruz meio torta, caindo para o mar.

No dia seguinte, O sol deu um salto para fora do chão, num giro ensaiado. Estava meio mórbido, aquela maldita bola de chamas estava de bom humor, no dia 13 do 13 de 2013...

Aos poucos as crianças iriam saindo para fora de suas casas, vestiam roupas sujas e cheias de remendos. Eram as roupas para o trabalho. Em City tom in death home. (era o nome cabalístico da cidade.) Aconteceu de súbito, enquanto trabalhavam uma criança caiu do cavalo deixando a grande enxada bater na cabeça com força. um pequeno buraco surgiu em sua testa, um buraco que não jorrava sangue. O garoto apenas gritou. tão alto que assustou as corujas fazendo metade voar para longe de City Tom in death home. Uma mulher correu para perto do garoto e o socorreu, mas era um pouco tarde de mais. o menino estava desacordado nos braços da mulher. As crianças caíram em pranto profundo, e as horas passaram como segundos.
Digo. de repente já era meia noite.

Vários homens vestidos de preto entraram no quarto de Aknor, desta vez não existia enfermeira ali para explodir com eles. A luz estava acesa e o garoto estava debaixo do cobertor.

-Aqui esta um amiguinho para você Aknor- um dos homens falou com desdém

-Amigo? -o menino repetiu.

seus olhos abriram, eram grandes e azuis, um azul vivo que mais parecia agua do mar. Ele saltou sobre a criança que haviam deixado no quarto e a cobriu com seu cobertor. aos poucos um liquido vermelho manchava todo o quarto branco de Aknor. ele acabara de matar seu "amiguinho" .

Camurça dourada começou a se remexer de baixo da cama, e emitindo um som amedrontador. parecia estar com raiva,. Aknor olhou para a cama e começou a gritar.

-Para, para por favor...- ele levantou-se deixando o cobertor cair no chão e foi ate lá, próximo a cama.

Ele tinha um cabelo longo, azul escuro da cor dos seus olhos, sua pele era cinza, o garoto era tão magro que seus ossos pareciam querer sair para fora daquela pele. era um esqueleto de formato estranho. completamente diferente de todo os outros. era um corpo deformado.

Ele passou a mão sobre o cabelo, e pois a cabeça de baixo da cama.

- O que foi , o que eu fiz Camurça dourada.

-Matar...Matar...Matar- uma voz rouca ecoou de lá.

o menino encostou mais perto e conseguiu ver os grandes olhos amarelos de Camurça, seus braços puxaram o garoto e o esticou, torceu, e por fim lançou fora,

-maldito!-ele gritou quase chorando. — por que fez isso Camurça ? to de mal de você.

O menino pegou o cobertor e foi sentar no canto do quarto.

lá fora começou a chover, chover forte e de repente um curto circuito ocorreu. todas as luzes se apagaram ate mesmo a luz do quarto de Aknor...

Nesse momento a besta iria acordar.

Notas finais
bom gente, estou sem tempo para escrever... até porquê não abro o word para fazer isso, quando tenho vontade venho e escrevo. espero que gostem da historia, é algo meio estranho, acontecimentos contínuos, espero que fiquem curiosos com essa trama lunática. a historia vai girar em torno disso. comentem o que acharam please.