Hospital Pescadero
1 Hospital Pescadero
Era o dia 29 de agosto de 1997. Uma jovem de 29 anos, a quem chamarei de Sarah, estava pilotando sua moto em busca de aventura e ao acelerar até 120 km/h, apareceu uma lombada à sua frente, tentou frear a moto, mas não deu tempo e logo tudo escureceu:
Ao acordar, percebi que estava em uma cama e ao abrir os olhos, olhando para a frente, fixado na parede havia um calendário. Esforcei-me para enxergar melhor e vi que era o mês de novembro. Achei estranho, não era para ser o mês de agosto? Decidi me levantar para chegar mais perto, mas não consegui, estava me sentindo muito fraca e cansada. Vi uma cadeira de rodas no canto do quarto e tive a ideia de descer da cama, me arrastar até lá e sentar nessa cadeira. Com todo esforço, rolei da cama até o chão e senti muita dor, a cama era alta. Arrastei-me até à cadeira e consegui me sentar nela. Fui de cadeira de rodas até bem próximo ao calendário e, para minha enorme surpresa, constatei que era o mês de novembro do ano 2029. Quase caí da cadeira, mas tentei segurar a emoção e procurei o prontuário médico, que devia estar em algum lugar ali no quarto. Ao achar o prontuário, li o seguinte: “Diagnóstico: Transtorno Afetivo-Esquizofrênico Agudo. Sintomas habituais: ansiedade, comportamento violento, delírios de perseguição”. Enquanto lia espantada, rapidamente entrou no quarto uma equipe médica perguntando se eu estava me sentindo bem e se precisava de alguma coisa. Respondi que estava me sentindo muito fraca e cansada, perguntei onde estava e o que estava acontecendo. Os médicos me informaram que eu estava no Hospital Estadual Pescadero, no estado da Califórnia, um centro de retenção para pessoas com distúrbios mentais e perturbações criminais. Disseram que eu havia sofrido um grave acidente de moto e que na noite do acidente, em alta velocidade, não vi uma lombada e essa lombada me havia feito perder o controle da moto e me arremessado para longe. Disseram também que após o acidente eu havia ficado internada durante três meses, delirando, falando de uma ameaça que viria do futuro e do fim da humanidade. O Hospital Pescadero conseguiu localizar meu único parente. Quando ele chegou ao hospital e entrou no quarto, não consegui reconhecê-lo, ele estava muito mais velho e bem diferente do que eu me lembrava. Ao perguntar seu nome, a resposta foi: “Olá, mãe, seja bem-vinda de volta! Sou John Connor, seu filho.”

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