Horizonfly

3 Capítulo 3 - A Casa de Campo.


— Oh, então sabes o que é? — Bianca exclamou, contente.

— Espere... — Ela começa a se preocupar — Sua expressão não me parece muito boa!

Realmente, a expressão de Rhoven não parecia ser de felicidade. Nem de tristeza, nem dor. Nem de raiva. Ele estava surpreso, incrivelmente surpreso!

— Escutem, vocês não podem contar pra ninguém que são humanos! — Ele parou e olhou para os dois lados — Ninguém!

— E qual o motivo? — João diz, desentendido.

— Vocês não sabem? Estão realmente perdidos?

— Sim! — Falaram em uníssono.

Rhoven desesperadamente os levou para sua casa, explicando o perigo que estavam correndo. Ao mesmo tempo, dizia que sentia-se o garoto mais sortudo do mundo por estar conhecendo humanos.

— Desculpe desconfiar, cara. Mas se você diz que os tais h-humans nos odeiam tanto, e você sendo um h-human, por qual motivo não nos odeia? — João para no meio do caminho, receoso.

— E se você só quiser nos matar?

— Você acha mesmo isso? — o outro menino responde, com raiva — Acha que eu estaria contando todos os planos deles contra vocês se eu fosse assim, cheio de fúria, como eles?

— João... Eu acho que a gente não tem o que temer! E eu sei que você está pronto para olhar para trás e fugir agora e procurar vingança desses tais h-humans raivosos... Mas por favor, não faz isso. Não me deixa sozinha. Eu estou com medo! Mas é a nossa única escolha, confiar nele, e...

Bianca parou de falar. Parecia que aquelas palavras entravam por um ouvido de João, e saíam pelo outro. A garota olhou pra Rhoven, triste, e falou baixo, com sua doce voz rouca:

— Vamos...

Ambos continuaram sua caminhada.

— Você realmente me conhece. — Uma voz surge. Bianca abre o maior sorriso, mas logo disfarça.

— Ufa... — Rhoven sussurra para si mesmo.

— O que foi, Rhoven? — João, curioso, pergunta.

— Estou contente que você não foi embora. Os perigos são muitos, como eu já expliquei antes. — Rhoven responde. João dá de ombros, pois tem certeza que conseguiria se virar sozinho.

Finalmente os três pré-adolescentes chegam na casa. Ela era linda e enorme. Havia árvores por todos os lados e dois leões brincando em seu quintal, que mais parecia uma floresta.

(...)

— Rhoven? João? Onde eu estou? — A menina se levanta.

— Boa tarde, querida! Que bom que acordou — Uma mulher desconhecida aparece, entregando-lhe uma xícara de chá — Tome, vai te acalmar.

— Você desmaiou quando viu Leopold e Trina... Não se preocupe, já mandei prender. Só que eles não fazem nada! Não entendo o motivo de você e João terem tanto medo. Lá na Terra não existem leões?

— Claro que existem! — João entra no quarto, gritando. — Mas eles costumam devorar as pessoas, sabe?!

— Ah, é? — Ele diz surpreso, anotando algo em sua caderneta — É indispensável que eu anote isto aqui. Mais uma curiosidade para o Grande Livro Humano! Manhê! Olha o que eu descobri! — Rhoven sai do quarto gritando.

Bianca e João se olham, provavelmente pensando a mesma coisa: "Isso não foi nada normal". Ao menos era o que suas expressões mostravam. Ambos caem na leve gargalhada.

— E então, você está melhor? — João se aproxima.

— Estou, sim. Mas não fuja do que você realmente quer falar. Qual é o plano?

— Plano?

— É, plano. Como ele é?

— Como é que você me conhece tão bem? — João responde, surpreso. — Eu fiz um plano de fuga, sim. Mas não vou mais usar. Conversei com a sra. McCurtney! E com o rei!

— O REI? — Bianca levantou-se da cama que estava e um pulo. Ela sempre quis ver um reino com príncipes, princesas, reis e rainhas ao vivo. — Mas ele não é contra nós?

— Não! Me segue — João disse.

João levou Bianca para uma sala muito grande. Suas paredes eram cor de vinho e no meio havia dois sofás que pareciam ser muito confortáveis. Rhoven McCurtney, sra. McCurtney e o próprio rei estavam lá, falando no que parecia ser uma conversa muito amigável e leve.

— Ora, o assunto chegou! — O rei deu uma risada — Como é que vamos fazer para esconder vocês, hein pequeninos?

Bianca estranhou. Se eles eram um assunto sério que corria perigo, por que aquele senhor estava com tamanho bom humor?

— Não se preocupem, eu estava brincando. Vocês vão para o meu castelo — Ele disse, ao notar a cara de preocupada de Bianca. — Lá vocês não correrão perigo e poderão completar sua missão com nossa ajuda.

Bianca não estava entendendo muito bem, mas sentiu-se protegida por um momento.

— Com licença. — Ela disse, com um sorriso sincero e confuso ao mesmo tempo — Eu estou feliz por sua proposta, mas não estou entendendo absolutamente nada!

— Não contamos pra ela? Puxa vida, é verdade! Só contamos para o garoto!

— Verdade! — Rhoven e sra McCurtney concordaram.

— Sente-se, moça. Iremos te contar direitinho.

— Certo. Obrigada. — Abriu um sorriso de lado.

Notas finais
No próximo capítulo vou explicar tudo. É uma coisa meio confusa, eu acho. Bom, demorou para planejar xD. Mas eu cuidei para não haver furo nenhum. Espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.