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Episódio I: Albina.

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Ping... Ping... Ping...

[Sentindo o líquido frio pingar e molhar as roupas de tecido branco, pertencentes a uma moça pálida. Seus cabelos tão albinos quanto a própria neve entrelaçada em seus fios. Qualquer um ficaria arrepiado da cabeça aos pés pela sensação, todavia, a albina parecia tão confortável que preferia deitar-se ali].

[Ela lentamente abre seus olhos com algumas gotas d'água escorrendo pelo seu rosto, a neve estava derretendo pela sensação de calor].

[Suas irises azuladas e pupilas mostrando-lhe uma visão turva do sol, cujo os raios refletiam diretamente em seu rosto. Gemeu pela luz em suas pupilas sensíveis antes de cobrir o brilho do sol ao mover seu braço na frente. Assim que suas pupilas se acostumaram com a luz sentou-se lentamente, mas sentiu uma dor insuportável percorrendo pelo seu corpo, como se estivesse imóvel por um longo tempo].

[Uma queimadura repentina surgiu em seu braço. Um desenho estava em sua pele que era um formato talentoso e atraente de relâmpagos com detalhes em azul. Suavemente passou suas unhas pela marcação].

[A albina então olhou ao redor, curiosamente tentando descobrir onde estava e como chegou ali. Certamente, não era muito comum acordar num lugar onde montanhas geladas lhe cercavam].

[Seus olhos logo se focaram num animal preto e branco, a espiando por de trás de um enorme pingente de gelo. Tentou falar algo, mas fora interrompida ao tossir violentamente. Sua garganta repentinamente sentiu-se fria e dolorida].

Pinguim: Wenk [O pinguim falou].

[O animal saiu de seu esconderijo, caminhando em direção a albina. Sentindo o olhar de boas-vindas vindo dos olhos do animal, ela acariciou suavemente o topo de sua cabeça, recebendo como resposta um forte abraço].

[O pinguim desfez o abraço e puxou a bainha da saia da albina, como se quisesse mostrar algo para ela. A albina levantou-se com dificuldade, suas pernas estavam bambas, parecia um bebê dando seus primeiros passos. Com um pouco de esforço, conseguiu andar, ainda meio desastrada e quase escorregando pelo gelo enquanto acompanhava o pinguim, que ainda a guiava para algum lugar].

~ • ~ • ~ • ~

[O pinguim levou a albina para as montanhas geladas].

[Mais pinguins apareciam no caminho, alguns os observando com atenção enquanto outros faziam coisas aleatórias. Ambos pararam em frente a uma das montanhas de gelo, cujo era a maior de todas com uma entrada no topo, parecendo ser a forma de um rosto surpreso].

[O pinguim apontou sua nadadeira para o topo da montanha, dizendo a albina que tinham de ir para a entrada. Ela olhou para a montanha por alguns segundos e voltou a olhá-lo. Não sabia escalar e uma montanha coberta de gelo só a fará deslizar de volta para o chão. O pinguim notou isso e olhou para os outros pinguins].

Pinguim: WENK! WENK! [Gritou].

[Em seguida, os pinguins começaram a se juntar e empilhar um ao outro, levando a albina e o pinguim com eles até o topo. Ao entrarem, a albina se deparou com um homem assustadoramente velho de cabelos e um barba longa, ambos grisalhos, pele azul com uma grande coroa dourada e joias avermelhadas de enfeite].

???: Gunter! Meu bebê! Você me trouxe uma princesa! [Abraçou o pinguim] Papai está orgulhoso de você! [Mas Gunter deu-lhe um tapa, fazendo-o soltar o pinguim e cambalear para trás] Gunter!

[O animal correu na frente da albina e estendeu suas nadadeiras, como se estivesse querendo protegê-la. A albina, porém, apenas encarava a situação com as sobrancelhas franzidas. Não se sentia confortável com o homem de barba grisalha].

???: Como você ousa?! [O homem gritou] Ela é minha princesa! [Sua barba, de alguma forma, começou a fazer movimentos de voo, o que o fez flutuar para o ar junto de suas mãos que brilharam].

[No momento em que o homem lançou uma trilha de relâmpagos em direção a dupla. Por instinto, a albina bloqueou seus braços em frente ao seu corpo para se proteger do impacto. Sem nem notar que faíscas saíram de suas próprias mãos ao reagir o ataque, logo também formando relâmpagos que bloquearam o golpe do homem].

[Todavia, o golpe entre ambos os relâmpagos se conectando causou um impulso, quase como o vento de uma tempestade violenta que empurrou a albina e o pinguim pela janela e, obviamente, afetando o homem com um empurrão para trás contra a parede. O topo da montanha agora destruída].

????: NÃO! MINHA PRINCESA! MINHA NOIVA! MINHA RAINHA! [O homem gritou] MEU CASTELO!

[A albina deslizou pelo lado da montanha com o pinguim. O animal a segurava, de alguma maneira, firmemente em sua camisa branca. Na descida, um grande pingente de gelo com a ponta afiada esteve no caminho. A albina tentou desviar, mas sentiu uma dor no calcanhar que a fez acidentalmente se colidir no pingente, causando um corte profundo em seu braço esquerdo].

[Não teve nem tempo de gritar por dois motivos: Primeiro, estava com a garganta dolorida e segundo, ambos caíram no meio de uma pilha de neve, assim bloqueando qualquer som que pudessem fazer. Ao saírem debaixo da neve, Gunter se assustou ao ver o sangue da albina em sua nadadeira, pior ainda, a profundidade da ferida em seu braço pálido, parece que só aumentará até se tornar em algo bem pior].

[Contudo, ela ainda lhe deu um sorriso, como se estivesse dizendo que está bem, o que claramente era o oposto. A albina começou a correr. Seu batimento cardíaco acelerando, sua respiração se intensificando e nisso resultando no sangue fluir mais rápido para fora de seu braço].

[A albina, ainda muda, parou de correr e olhou ao redor das árvores, tentando encontrar um caminho].

[Nervoso, Gunter saltou de seus braços e começou a guiá-la para o caminho, puxando-a pela bainha da saia. Repentinamente, um estrondo surgiu atrás deles. Ambos olharam para a direção do som, logo avistando o homem do gelo, voando em direção a eles e atirando relâmpagos de gelo].

[Gunter correu mais rápido, ainda puxando a albina junto. Alguns segundos com a mesma correria, ela começou a sentir suas pernas ficando cada vez mais bambas. Tentou se manter estável para a fuga, mas não possível, estava perdendo muito sangue, deixando Gunter ainda mais em pânico].

[Outro estrondo surgiu de cima novamente, dessa vez mais próximo de ambos. Eles viraram à direita, onde vários outros pingentes surgiram da superfície, viraram e mudaram de direções para saírem da vista do homem de gelo].

[A dupla parou em frente a um arbusto, onde Gunter rapidamente empurrou a albina para escondê-la, logo escondendo no arbusto ao lado do dela. Ouviram as batidas de algo voando passar por eles e o som das faíscas desapareceu. Suspiraram de alívio].

[A albina sibilou de dor, um ramo do arbusto cutucou sua ferida profunda. O pinguim estalou o ramo e jogou para fora do arbusto. Pegou a gravata da blusa da albina e enrolou-o suavemente em volta do braço ensanguentado. Ela o olhou, agradecida].

[Gunter pensou em um lugar para a albina ficar. Vendo como a albina arrancava uma fruta amarelada do galho de uma árvore, dando uma mordida. Porém, ao sentir o gosto azedo e picante do alimento, jogou fora em um lugar aleatório. Logo, isso lhe deu uma ideia. O Reino Doce!]

[Gunter olhou ao redor ao espionar do arbusto, tendo certeza que o homem de gelo não estava por perto e, felizmente, não estava. Olhou para a albina, indicando com as suas nadadeiras que a barra estava limpa. Ela compreendeu o que ele disse e ambos correram para fora da floresta].

[Enquanto caminhavam pela floresta, a albina notou que, conforme andavam, cores como rosa e amarelo substituíram as cores originais da floresta tropical, tendo também um leve aroma mais doce no ar].

[Enfim, chegaram em frente a um portão marrom claro com muros amarelos em tom pastel. Antes que Gunter pudesse bater no portão, a albina sentiu sua visão ficar cada vez mais turva. Seus braços e pernas ficarem moles, até finalmente desabar no chão, o sangue agora pingando para fora da gravata].

[Gunter agora mostrou completo medo e pânico, desesperadamente batendo no portão e esperando que alguém o abrisse de imediato. Infelizmente, ninguém abriu o portão. O pinguim começou a correr em círculos, gritando e protestando].

[O animal pegou a mão pálida e, agora, gelada da humana e arrastou-a para os lados das paredes onde estavam os guardiões chicletes e, seguidamente, gritou ainda mais para chamar sua atenção. Felizmente, o guardião o ouviu e se abaixou, olhando para o pinguim em pânico e para a albina inconsciente].

[Ele gentilmente pegou ambos e foi em direção a um castelo].

Guardião Chiclete: Mãe! Mãe! [Exclamou em uma voz robótica. A Princesa Jujuba abriu as portas da varanda e viu o Guardião Chiclete na frente dela].

Princesa Jujuba: O que é?! É um ataque?! [Exclamou, histérica].

[O guardião simplesmente colocou duas figuras na varanda e saiu. A princesa ofegou ao avistar a albina inconsciente e ensanguentada em sua varanda. Aproximou-se dela e conferiu seu pulso].

Princesa Jujuba: Ufa, não está morta (Suspirou em alívio. Gunter permaneceu na frente dela, ainda chorando e gritando em desespero. A princesa carregou a menina para o laboratório).

[Ela gentilmente colocou-a na mesa de metal e ligou para a Doutora Princesa].

Princesa Jujuba: Sim, ela desmaiou, foi o que Gunter disse.

DP: Estou a caminho, princesa (A ligação encerrou).

[Jujuba guardou o telefone e olhou para a humana antes de sair do laboratório. Ao fechar a porta, ela respirou fundo junto de seus olhos se arregalando[.

Princesa Jujuba: Ai. Meu. GLOOOB!!!!! [Ela berrou] UMA HUMANA!! COMO ASSIM?! AI MEU GLOB!! O QUE FAREI!?! O QUE FAREI!?!

[A porta se abriu para revelar a Doutora Princesa, que viu a princesa andando de um lado para o outro e o tempo todo gritando: HUMANA! O QUE FAREI?! GLOB!]

DP: Eh, princesa? Está tudo bem? [perguntou] Por acaso, não está em uma crise de pânico, não é?

Princesa Jujuba: Ela! Glob Grod Gob Grob! Humana! Finn! Não é o único! O que farei?! (Ela gritou novamente).

DP: Princesa, do que está falando? Lembre-se que antes de falar alguma coisa você tem que pensar no que quer falar, ou eu não vou entender nada.

[A Princesa Jujuba apontou para o laboratório e se escondeu atrás da médica].

[A Doutora Princesa olhou para Jujuba antes de ir em direção às portas do laboratório. Lentamente abriu a porta e avistou a humana, deitada em paz na mesa. E ao vê-la fez com que Jujuba gritasse:].

Princesa Jujuba: Viu?! [Os olhos da Doutora Princesa se arregalaram].