Hopeless Love
14 Meu Ciumento Possessivo.
Notas iniciais
Minutos vão se passam em um pisca de olhos.
A atmosfera estava carregada de tensão e raiva. Um verdadeiro campo minado.
Engulo em seco, sentindo suas mãos apertarem ainda mais minha cintura. Ele me endireita com tudo, também se endireitando, só que ficando com uma postura ereta e ameaçadora. Como se a qualquer momento fosse matar alguém.
Suigetsu nos encarava, de modo surpreso e malicioso. Ele me parecia saber muito bem o quão frio e assustado Sasuke podia ser. E isso parecia o divertir muito.
– Tudo bem, Sakura ? – Me pergunta, sua voz estava duas vezes mais fria, enquanto o mesmo encarava o corpo de Karin, caído no chão. Imóvel como um objeto.
Quase sinto pena dela. Quase. Um quase enorme de grande.
Minha pulsação estava acelerada, mas mesmo assim consigo responde-lhe.
– S-sim, e-esto-ou – Minha voz sai mais frágil do que eu gostaria. Um sussurro quase inaudível e distorcido.
Ele se volta para mim, seus olhos nublam ainda mais de uma hora para outras. Duas vezes mais indulgentes e irritadiços. Aço puro e furioso. Não entendo exatamente o porquê disso.
Sua mandíbula trava, suas mãos apertam com tanta força minha cintura que quase sinto o mesmo romper os meus ossos daquela região.
Ele aproxima seu rosto do meu, me olhando friamente.
Desde quando virei o alvo de sua fúria ? O que fiz ?
O mesmo aproxima sua boca de meu ouvido, sua respiração estava meio curta e desregular.
– Vá imediatamente colocar uma roupa. Agora, antes que eu perca ainda mais minha cabeça e faço algo que garanto que você não vai gosta – Diz tudo com uma frieza glacial.
Meu corpo treme, em puro medo. Ele estava raivoso, muito. E isso me assustou. Tento me mover, mas meu corpo paralisa sobre seu olhar glacial.
Merda ! Nunca pensei que ele iria se irritar tanto assim.
– Hum... Algo me diz que devo me retirar – Diz Suigetsu, encarando-nos sugestivamente – Acho que vou aproveitar e levar essa mala para o hospital, antes que você termine de mata ela, Sasuke – Ele se aproxima dela e a pega, jogando seu corpo por cima do ombro – De qualquer forma, eu só vim aqui para te avisar que por hoje não teremos nenhuma missão. Ordens da Hokage – Ele da uma pausa para logo prossegui – Foi um prazer, te rever Sakura.
Ele sai, mas antes me olha de cima a baixo de forma descarada, fazendo isso para irritar Sasuke.
A porta é fechada, o que faz ele me solta com tudo. Não vou ao chão porque consigo me equilibrar direito.
– Mas que merda foi isso, Sakura ? O que porra tava acontecendo aqui ?
– A louca da sua namorada tentou me estrangular – Respondo indiferente, mas irritada com sua raiva.
Idiota ! O que parecia que estava acontecendo ? Uma confraternização de velhas amigas ?
– EX-NAMORADA, e eu não quero saber dela. Resolvo-me com ela depois. Eu quero saber o que o Suigetsu estava fazendo aqui ?
Ele me puxa para junto de si, mas não de uma forma carinhosa ou possessiva, mas sim com raiva e desconfiança. Prendo a respiração, me sentindo exausta. Ele aperta meus braços com demasiada força.
– Ele apareceu, bateu na porta e eu atendi e o deixei entrar. O que tem de mal nisto ? Ele é seu amigo.
– Você já viu como está vestida ? SEM CALCINHA. Como você quer que eu fique ? – Seus olhos queimam de raiva.
– D-desculpe. Só não quis ser indelicado com ele e deixá-lo te esperando do lado de fora da casa.
– Pois devia. Não quero você sozinha na minha casa com um homem. NÃO QUERO VOCÊ SOZINHA COM HOMEM NENHUM, a não ser eu. Ou seu pai.
Mas... ?
Explodo, completamente furiosa.
– Em primeiro lugar, ELE É SEU AMIGO PORRA. Em segundo VOCÊ NÃO MANDA EM MIM. Em terceiro EU NÃO TENHO PAI.
Me liberto de seu aperto e me afasta, encarando-o friamente. O mesmo estava atônico sem contar que também estava furioso.
Algo me vem à mente.
“– Se fosse ela a me atender agora e o Sasuke não estivesse, ela com certeza preferiria me deixar torrando no sol a me convidar para entrar.”
Mordo meu lábio inferior e vejo o mesmo despentear as madeixas, nervoso.
– Eu não sou igual a ela, Sasuke – Minha voz soa destruída. Estou ferida.
– Como ? Igual a quem ? – Ele estava atordoado.
– Não sou igual à Karin.
– Eu sei disso. De onde você tirou um absurdo desse ?
Dou-lhe as costas, magoada.
– Não importa. Só quero deixar bem claro que não sou ela, para que assim você repensa se quer mesmo se casar comigo – Digo, olhando para o corredor de seu quarto. Ou meu quarto.
Arrisco olhar para ele, o que não foi uma boa idéia. Viro-me rapidamente para frente. Ele estava chocado, mortificada e muito irritada. Uma combinação não muito boa.
– Por quer merda eu iria repensar se quero me casar com você ? EU SEI QUE VOCÊ NÃO É ELA. E é por isso que vou me casar com você, caramba.
Estremeço e me sinto esgotada.
– Não, eu... Acho que é melhor... Talvez devêssemos... – Me condeno por não conseguir formular algo coerente.
Sinto o mesmo envolver seus braços em volta de minha cintura, para logo colar nosso corpo. Sua respiração se choca contra meu pescoço, fazendo com que eu me arrepie. Seu peito subia e decida descontrolado.
– Sou possessivo e muito ciumento.
– Eu não fiz nada de mais.
– Ele te viu quase nua, isso e sim algo demais. Para mim é.
Ele deposita um beijinho na curvatura de meu pescoço, depois outro um pouco mais acima. Arreio-me toda, para logo sentir aquela, agora costumeira, excitação.
– Desculpe. Não farei de novo. Só não quis se indelicada com ele, Sasuke-kun – Desgrenho ainda mais suas madeixas com as pontas de meus dedos.
– Hum... Ele agüentar indelicadezas.
– Não é porque agüenta que gostas.
Ele morde o lóbulo de minha orelha com força, fazendo-me gemer.
– Estamos falando de que mesmo ?
– Não sei – Respondo já me virando para beijá-lo.
Sua língua entra em minha boca e se encontra com a minha. Elas se enroscam uma na outra, como duas serpentes. Gememos.
Sinto suas mãos subirem a camisa que eu usava.
Hum... Mas uma vez... Que delicia !

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