Hopeless Love

9 Confraternizando Com Uma Cobra.


Notas iniciais
Espero que gostem. Desculpem qualquer erro. Esse cap é dedicado a linda Cherry Brandy, por sua recomendação linda. Flor, muito obrigada mesmo. Vc é uma fofa. Adorei sua recomendação. Boa Leitura.

Três Dias Depois...

Caminho por entre as ruas de Konoha. Passava das dez da manhã. Aquele domingo estava relativamente movimentado.

Isso tudo é por conta do Hanami ? Claro, sempre foi assim. Esse festival e o mais comemorado.

As ruas estavam sendo decoradas com varias fitas e muito mais. Tudo por conta do florescimento das sakuras. Haveria uma festa hoje à noite por conta disso.

Paro em uma banca de frutas, a procura de mais alguns suprimentos, já que esse era o único motivo deu ter saído de casa. Meu plantão tinha sido modificado neste dia, ocorreria só na parte da tarde, depois das duas.

Compro uvas, maças e cerejas. Entro em um mercadinho e compro mais algumas coisas. Quando saiu caminho a procura de mais algumas frutas, segurando nas mãos cinco sacolas de compras.

Estou examinando algumas goiabas em outra banca a poucos metros daquela em que compre as outras três frutas e do mercadinho, quando ouso uma voz estridente e conhecida.

Enrijeço o corpo, já sabendo quem era.

– Vamos, vai ser divertido. Vai, Sasuke. Só por alguns minutinhos – Pede manhosa.

– Não, Karin. Odeio esse festival.

Olho para frente. Um pouco mais a diante Sasuke e Karin caminhavam de mãos dadas, vindo em minha direção, mas sem terem notado minha presença. Ele estava serio como sempre, indiferente e meio aborrecido também, já ela caminhava toda sorridente, só um pouco frustrada com a recusa dele.

Jogo o dinheiro para a senhora vendedora, pego a sacola com as goiabas e sigo em diante, me esgueirando entre a multidão e a decoração da rua, tentando não ser vista pelos dois.

Viro-me para vê-los uma ultima vez, mas assim que me viro, ele também se vira. Encaramos-nos.

Engulo em seco.

Seu rosto não demonstrava nenhum sentimento, mas em seus olhos, algo estava diferente. Seu modo de me olhar tinha mudado, não era mais indiferente, tinha agora um certo calor amoroso.

Tento desviar minha atenção para qualquer coisa, mas não consigo, estou hipnotizada por suas orbes ônix. Alguém esbarra em mim, me fazendo da alguns passos para trás e desviar minha atenção dele. Perco o mesmo de vista.

Respiro fundo, tentando aquietar meu coração.

Corro por entre as pessoas, esbarrando em algumas e pedindo desculpas.

Estou evitando ele há três dias, por que ele tinha que aparecer justamente aqui. E com a cachorra da Karin. Merda, Sakura. Se controle ! Penso, entrando em um beco um pouco menos movimentado.

O trajeto até o prédio onde morro foi longo, graças à aparição do Uchiha e de meu desvio de rota.

Estou levemente suada e com a boca seca, graças à rapidez com a qual eu fugi dele. Sendo que ele nem fez menção de me segui.

Sou mesmo muito patética.

Jogo as sacolas na mesa da cozinha.

Adentro meu quarto e sigo para o banheiro. Lavo meu rosto, tentando controlar meus batimentos cardíacos.

Respiro fundo quatro vezes para poder me acalmar.

[...]

Abro a porta de minha sala, entro e fecho-a.

Coloco meu jaleco branco no suporte adequado para ele, depois me sento na minha mesa.

Algo gélido, escamoso e liso roça no meu pé, quase grito. Levanto-me depressa, fazendo a cadeira ir com tudo contra a parede. Olho para baixo e me deparo com uma serpente.

Grito ajustada. Afasto-me rapidamente, encostando-me na parede.

– Mas... ?

Respiro fundo, ganhando coragem. A serpente estava ali, parada, a espera de algum movimento meu.

Ajoelho-me perto dela. Vejo que em suas escamas da parte superior, que ia da cabeça até a calda estava escrito SAKURA, com letras maiúsculas e bem masculinas.

Sasuke ? Será... Não, ele não me mandaria nada, ainda mais assim, com uma serpente. Morro de medo de qualquer tipo de cobras.

A serpente se move, vindo para perto de mim. Meu coração bate mais forte. Fico estática e com a respiração presa na garganta.

Ela vai abrindo a boca, nisto vou vendo algo saindo de sua boca. Era um pergaminho. Ela cospe fora ele, depois se afasta, para logo desaparecer, deixando apenas um rastro de fumaça para trás.

O pergaminho estava intacto, só um pouco gosmento.

Abro-o sem cerimônia.

Quero te ver. Preciso falar com você. Vá até o distrito Uchiha, vou está te esperando lá. Não se atreva a faltar. Ou eu mesmo vou te busca a força.

Uchiha Sasuke.

Sasuke quer me vê ? Mas por quê ? Ele não disse... Não, não posso ir. Com certeza e algum tipo de truque dele para descobrir meu segredo. É isso... Não vou.

[...]

A lua estava ampla, sendo enfeitada por milhares de estrelas. Uma mais linda que a outra.

As ruas não estavam tão movimentadas assim, já que todos estavam descendo para onde ocorreria o festival.

Ando calmamente, olhando para meus pés, não querendo exatamente chegar ao meu apartamento. Um cheiro forte e trazido pelo vendo, me fazendo lembrar, de uma certa pessoa. Olho para frente, sabendo que estou bem enfrente ao meu prédio.

Paro abruptamente.

Sasuke estava enfrente ao meu prédio, escorado na porta da frente com os braços cruzados. Ele me olhava gelidamente.

Não posso deixar de nota o quanto ele está bonito. Seus cabelos estavam um pouco úmidos. Ele usava uma camisa preta sem mangas e sem botões. Uma calça preta. Suas cordas transadas continuavam a complementar seu visual. Ele estava lindo de morre, como sempre.

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Engulo em seco.

Caminho um pouco afetada, mas tentando parecer indiferente.

– Você recebeu minha mensagem ?

– Sim – Respondo, com a voz meio rouca. Minhas mãos começam a tremer um pouco, de acordo com nossa aproximação.

– Então ? – Ele para bem na minha frente, me impedindo de entra no prédio.

Respiro com dificuldade.

– Sasuke, me deixa em paz.

– Não quero e não posso.

Olho-o confusa. Sinto minhas pernas ficarem um pouco bambas.

– Como assim ?

– Vamos até meu distrito, Sakura. Quero conversa.

– Karin não vai gosta disso.

– Não me importo com ela.

– Não foi o que pareceu hoje de manhã, quando vocês desfilavam de mãos dadas.

Ele sorri de lado.

– Terminei com ela essa tarde – Diz indiferente, mas ainda sim sorrindo de lado. Ele parecia se divertir com meu ciúme evidente.

Aquilo me chocou pra valer. Sinto meu coração a galopes, quase sorriu. Quase. Mas algo me impede. Talvez as palavras que ele disse na última vez que nos falamos.

– Por quer ? Vocês formam um casal tão bonito – Digo sarcástica e com ciúmes.

Ele solta uma gargalhada forçada.

– Não seja falsa. Eu sei que você está feliz com isso. Eu estou feliz com isso.

Dou de ombros.

– Não me culpe por não gosta daquela vaca. Sua namoradinha e muito detestável.

– Ex-namorada. E você tem razão.

– Você me confunde.

– Digo o mesmo, Sakura. Você é a mulher mais irritante e fofa de todas que já conheci.

Acabo sorrindo por conta de seu elogio.

Ele se aproxima um pouco mais e olha fundo nos meus olhos, como se pudesse ver minha alma.

– Vamos, por favor. Eu só quero jantar com você essa noite, Sakura. Em meu distrito.

Olho em volta, mas não vejo ninguém a quem eu posso usar para me afastar dele.

Vou ou não ? E se ele me magoar ? Mas como vou saber... Quem não arrisca não ganha nada. Droga ! Vou ou não vou ?

Sua respiração estava quase se misturando com a minha. Ele estava próximo demais. Seu cheiro entorpece todos os meus sentidos.

– Tudo bem, mas antes eu preciso de um banho.

Sinto uma sensação ruim quando ele se afastar.

– Posso esperar – Diz, abrindo a porta do prédio para que eu entre primeiro.

– Por que não podemos conversa aqui em casa ? Por que tem que ser na SUA casa ? – Pergunto, enquanto subíamos os lances de escadas.

– Porque lá você não poderá fugir. Teremos mais privacidade, já que ninguém vai me incomodar. Quero ter mais privacidade com você para podermos... Conversa melhor – Diz, transbordando duplo sentindo em seu ultima frase.

Sinto meu ventre se contrair. Sou invadida por uma dor prazerosa e aguda.

Desejo. Malditos hormônios.

Engulo em seco, enquanto abro a porta de meu apartamento.

– Essa conversa não tem nada haver com meu segredo, tem ? – Pergunto receosa.

– Não, não tem. Mas ainda estou curioso, só que não vou mais te perturba com isso. Nossa conversa será sobre outra coisa.

– Hum... Certo. Fique à vontade. Volto em dez minutos – Digo, quase correndo para longe dele.

Antes de adentra meu quarto e fechar a porta, eu o escuto dizer...

– Não se preocupe. Temos a noite toda pela frente.

Aquilo foi o bastante para incendiar meu corpo e me fazer ficar toda alvoroçada.

Odeio cobras e estou confraternizando com uma.

Notas finais
Gostaram ?? Comentem !! Cherry Brandy mais uma vez, obrigada pela recomendação. Beijinhos !!