Hopeless

4 Library


Notas iniciais
Oi gente. Desculpa mesmo pela demora, eu estava sem criatividade pra continuar esse capítulo, sem falar que andei passando por umas coisas, mas enfim, agora tô aqui e prometo que isso não vai mais acontecer. Aproveite o capitulo.

Passou um tempo desde que nos beijamos pela primeira vez. Eu estava apaixonada pelo James mais do que nunca na vida. Ele era perfeito.

Depois do passeio ao parque eu não o via mais com frequência. As aulas dele já tinha começado e ele andava se esforçando em busca de notas boas, eu o entendo, minha mãe me força a estudar muito, exige notas altas, então não fiquei interrompendo ele.

Eu já andava um pouco feliz desde o mês passado, janeiro realmente não foi um bom mês para mim. Aconteceu tragédias do dia primeiro ao ultimo... James foi a melhor coisa que aconteceu pra mim em janeiro, talvez no ano todo.

Era cedo demais pra estar pensando em todos os meus problemas, decidi ir assisti alguns desenhos. Sentei na sofá. Nossa, aquele dia era um dia lindo, o sol brilhava como nunca antes, mas não fazia tanto calor.

"Um dia lindo demais para não ser apreciado" pensei. Desliguei a TV e fui até o jardim, deitei em uma sombra da árvore que eu mesma não sabia que tinha em nosso jardim, senti a brisa do vento enquanto olhava para as formas das nuvens...

Já havia passado um tempo que eu estava ali deitada com cara de paisagem, o sol já estava esquentando e daqui a alguns minutos era provável eu fritar ali mesmo, levantei e fui para o quarto, fiquei deitada perto da minha janela olhando para a rua, estava tudo tão calmo hoje.

Tinha chegado novos vizinhos na rua, era uma menina da minha idade, e um menino mais velho poucos anos. Minha mãe pediu para dar as boas vindas a menina, já que eu era uma das poucas meninas da idade dela naquela rua.

A casa dela era do outro lado da rua. Apertei a campainha duas ou três vezes, eles deveriam tá ocupados com a mudança, quando eu já estava saindo o menino abriu a porta.

— Oi, é, eu sou a vizinha aqui da frente, vim da as boas vindas à você e sua irmã — Eu tive um susto no começo, o cara era do tamanho de uma árvore.

— Pode entrar, Dominique tá la em cima.

— Ta, obrigada — Sorri

Subi as escadas, confesso que moro naquela rua desde de bebê e nunca entrei em nenhuma casa dali a não ser a minha, eu estava perdida ali.

Sem querer tropecei em uma caixa em frente a uma porta, fiz um pouco de barulho. "Ahh" um grito fininho e assustado saiu da porta ao meu lado, deve ser a Dominique.

— Oi? — Falei empurrando a porta.

Dominique teve um susto, e aquilo era o banheiro e não o quarto dela. Ela escondeu alguma coisa no bolso quando me viu, parecia com um cigarro. Ela tossiu tentando não fazer muito barulho.

— Ta tudo bem com você? — Perguntei preocupada — Aquilo era um cigarro?

— Não — Ela fechou a cara para mim, com certeza ela tava mentindo, aquilo era um cigarro.

— Dominique eu vi você escondendo — Como você sabe meu nome? — Ela me interrompeu.

— Seu irmão me disse lá fora. Dominique você fuma escondido dos seus pais? Isso ta te prejudicando sabia? Da pra vê só pela sua tosse...

— Não conte para eles, por favor. Eu fumo para aliviar minha dor — Ela disse pra mim com cara de choro.

— O que? Você é louca? — Quase que eu grito — Você ta acabando consigo mesmo. Odeio pessoas que fuma, Dominique.

— Desculpa, mas é meu vicio.

— Dominique já acabou seu banho, querida? — Uma terceira voz nos interrompeu, era a mãe dela.

— Nem pense em contar para ela — Ela me ameaçou com aquela carinha angelical.

— Quem mais sabe? — Questionei — Só meu irmão, ele tem um grupo de amigos...

Mais tarde, quando eu saí da casa da Dominique, o James me ligou, perguntou se eu queria ir na biblioteca, eu disse que sim porque a biblioteca daqui era linda, aquelas construções antigas de museu...

Eu e James saímos daqui às três horas, mas não para ler alguns livros e sim para passear pelos gigantescos corredores da biblioteca. Quando ninguém estava olhando, eu e James corria entre as prateleiras se escondendo um do outro, e as vezes do segurança.

Finalmente, quando paramos e olhamos um para a cara do outro, estávamos ambos cansados demais para continuar a correr pelo corredor, concordamos em ir lanchar em uma lanchonete do lado da biblioteca.

Caminhando até a escada e conversando sobre alguns gibis, por um descuido meu, o James notou algumas cicatrizes no meu braço.

— O que é isso, Melinda? — A expressão dele tava séria.

— Ah, eu, é, foi meu gato, ele costuma me arranhar muito às vezes, quase sempre, mas eu continuo amando gatos, você prefere gatos ou cachorro? — Tentei mudar de assunto.

— Mas você não tem gato, Melinda. O que é isso?

— São só alguns arranhões. Ei! Eu brinco com os gatos das vizinhas sim senhor.

— Isso não são cortes?

— Olha, James. Existe algumas coisas sobre mim que você não sabe. Primeiro. Eu quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim... Segundo, eu sou um mistério até pra mim. Toda vez que tento me decifrar, descubro algo novo. E isso me assusta. E terceiro, James. Eu me machuquei de verdade, e estou tentando não me machucar de novo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.