Notas iniciais
Esse capitulo ficou curtinho, nao tive tempo para escrever.

Annabeth já esperava acordar no chão do quarto, ela já se preparava para as dores musculares que viriam a seguir. Na noite passada a garota enfurecida consigo mesma correra até o banheiro e vomitara o que comera no almoço e mais, porque pior do que não ser igual a mãe, era ser igual ao pai. Logo depois, por estar tão fraca, desmaiara outra vez.

Esse carpete até que é confortável, pensou Annabeth passando a mão sobre a superfície.

Isso não é o carpete.

A garota abriu os olhos assustada, ela estava em sua cama, deitada confortavelmente com a cabeça sobre o travesseiro e um cobertor.

Ela se sentou rapidamente, mas logo em seguida se arrependeu do movimento, sua cabeça latejou, ela apoiou-a com as mãos e a deitou lentamente sobre travesseiro.

Quem a colocara ali? Seu pai? Ela quase riu histericamente da possibilidade, Thalia? Provavelmente.

Annabeth virou a cabeça para o seu criado mudo, ali jazia uma bandeja cheia de comida, a garota sorriu ao perceber que todo alimento ali não estava inteiro, havia muitas variedades, mas apenas uma pequena quantidade de cada. Desse modo, Annabeth poderia comer tudo e não ter a impressão que comeu muito. Ela sorriu com o cuidado que os alimentos foram dispostos.

Pregado em uma garrafa d’agua que a loira sempre usava para hidratar o corpo estava um bilhete.

A garota estendeu a mão e trouxe para perto de si e sorriu ao ler. Fique bem. Era o que dizia. Só fique bem, numa caligrafia desajeitada que com certeza não era de Thalia.

Annabeth podia imaginá-lo, as feições zangadas, a boca em um bico emburrado, as sobrancelhas juntas, denunciando a preocupação. Subitamente a garota percebeu que também o observava fazia um tempo, ela conhecia cada detalhe em suas feições, como seu rosto reagia a cada ato, conhecia até mesmo sua respiração, calma, serena.

Pensar em Percy trouxe um misto de tristeza e um sentimento na boca do estomago que ela não reconhecia, preenchia suas veias de modo quente, era bom.

As bochechas de Annabeth coraram sem motivo aparente. Estranho.

A garota se sentou e começou a comer. Eu sou doente. Repetia para si mesma. Eu tenho bulimia. Percy tem razão.

...

Ao sair Annabeth ficou surpresa ao avistar o carro de Percy estacionado na porta do prédio. Ela se aproximou cautelosamente.

A janela foi abaixada revelando o garoto sentado no banco do motorista, sem olhá-la nos olhos, o moreno abriu a porta do passageiro.

Annabeth reprimiu uma vontade louca de rir histericamente, teria o feito, se não estivesse tão mortificada.

Ela entrou no carro observando o rapaz atentamente.

— Oi — ela disse timidamente

— Oi.

Um silêncio desconfortável se instalou até a loira resolver quebrá-lo:

— Por que esta fazendo isso? Ontem à noite e agora?

— Eu prometi cuidar de você.

— Você prometeu?

Ele meneou a cabeça.

— Obrigada — sussurrou.

— Não foi nada, afinal, os amigos são para isso, não? — sua voz era dura.

A garota abaixou a cabeça, envergonhada.

— Me desculpe.

Percy suspirou:

— Você comeu?

Annabeth assentiu quase que imperceptivelmente.

O moreno não pode conter o sorriso que se formou em seus lábios.

— Sabe, já é um passo para a direção certa.

A garota sorriu.

...


Ao chegar à escola, os dois foram interceptados por Rachel E. Dare. Annabeth não a via desde o acontecido no banheiro, a visão da ruiva fez as bochechas da garota corarem.

— O que você está fazendo com ela — o peito da loira se inflou de irritação ao receber o olhar de nojo de Rachel.

— Hum, nós somos amigos — respondeu Percy franzindo as sobrancelhas.

— Você é amigo dessa problemática? Mesmo sabendo que eu a odeio?

O garoto riu.

— Mas eu não. É isso que importa, não?

A ruiva bateu o pé no chão, fazendo pirraça.

— Eu não vou ficar com você se ela estiver por perto. Você escolhe. Ou ela, ou eu.

Annabeth poderia ter rido da frase típica de novelas se ela não fosse tão eficaz. A garota olhou para Percy ao seu lado, ela teria saudades dele, ninguém nunca a faria se sentir tão segura quanto ele, ninguém nunca cuidaria dela daquele modo. Mas a loira ficou surpresa ao constatar o olhar complacente que o moreno lançava para ruiva.

— Rachel, querida. Você realmente acha que significa alguma coisa pra mim?

Não fazia sentido, a loira olhou para a outra garota, tão mais bonita, mais popular, por que Percy escolheria Annabeth? Rachel tinha razão. Ela era problemática.

— Minha escolha é simples: Ela.

Notas finais
Mereço reviews?