Hopeless

2 You are not alone


Notas iniciais
Decidi postar o capítulo agora porque to sem sono. :) Espero que gostem

Obviamente eu perdi meu primeiro dia de aula. Desde a hora em que o Mark saiu de casa, eu venho tomando banhos constantes. Me sentia completamente suja. Sentia nojo de mim mesma. Em um desses banhos ouvi Bethanny entrar em meu quarto

–Oque você quer aqui Bethanny?

–Cala boca garota, e deixa de frescura que o Mark é um gato, ta legal? Aposto que um monte de meninas da sua idade estariam loucas pra ter a oportunidade que você teve

–Oque... A oportunidade de ser vendida por sua mãe e estuprada por um estrangeiro? Acho que não....

–Eu já te disse pra não me chamar de mãe garota! Sai logo desse chuveiro, preciso que você saia dessa casa!

Provavelmente ela iria receber uma "visita de amigos íntimos".

–Claro, eu já não aguento mais esse inferno mesmo...

Bethanny saiu do meu quarto resmungando algo que eu não entendi. Sai do banheiro, coloquei um shorte rasgado, uma blusa preta que cobria o shorte, um tênis velho, peguei meu skate, meu isqueiro preto descascado, um maço de cigarros e sai. Em cima do meu skate, com um cigarro na boca fui até uma praça que geralmente está vazia. Me sentei em um banco de pedras velho, e fiquei lá, fumando sozinha, até que apareceram três garotas. Uma com os cabelos vermelhos lisos na altura do pescoço, uma camiseta rasgada de banda e um shorte que parecia ter sido parcialmente comido por um cachorro, uma loira com mechas azuis de cabelos longos que vestia uma bermuda abaixo do joelho folgada, uma blusa preta apertada que deixava parte de sua barriga de fora, também mostrando um piercing que ela tinha, e outra pálida de cabelos pretos com uma franja lateral que cobria um de seus olhos, cabelos na altura do queixo, uma calça jeans rasgada e folgada, uma camiseta de banda, e um crucifixo no pescoço. Elas se sentaram ao meu lado, e eu continuei lá. Ficamos em silêncio, até que elas tiraram cigarros de seus bolsos, e a dos cabelos pretos me perguntou

–Você tem um isqueiro aí?

–Claro

Dei meu isqueiro para ela, que acendeu seu cigarro, e o das outras duas.

–Então...

Disse a loira obviamente querendo saber meu nome.

–Nora

Eu disse forçando um sorriso

–Então Nora, qual é a sua história?

Eu olhei para ela confusa e perguntei

–Como assim?

–Qual é, você não estaria nessa sem motivo... Todas temos uma história. Algo que nos levou ao fundo do poço

Disse a ruiva, rindo logo em seguida.

–Meu nome é Crystal. Abusaram sexualmente de mim desde os meus cinco anos, até meus 14. Hoje tenho 17, e vivo sozinha na casa que dividia com meu namorado, que hoje está preso por porte de drogas...

Disse a de cabelos pretos. As outras duas riam entre si. Pareciam se divertir com aquilo. A loira levantou a mão e falou

–Meu nome é Sarah. Meu pai era um bêbado que vivia batendo em mim e na minha mãe. Como se já não bastasse, minha mãe se envolveu com um drogado que tinha idade de ser meu irmão e fugiu com ele me deixando sozinha com meu pai. Fugi de casa aos 15 anos, e hoje tenho 18 e moro com minha tia que está mais interessada em seus cinco homens doque em mim.

Então a ruiva abaixou a cabeça e falou

–Meu nome é Mary. Ravin Mary. Eu tinha sete anos quando meu pai foi preso por tentativa de homicídio, pois ele tinha tentado matar minha mãe. Minha mãe era tudo oque eu tinha e ela prometeu que iria sempre ficar comigo. Até que apareceu Angelo. Um espanhol milionário que chegou prometendo mundos e fundos para a minha mãe. Ela se apaixonou por ele, e me deixou aqui sozinha. Hoje eu tenho exatamente 16 anos e moro com Arin, meu namorado.

Crystal olhou para mim, sorriu e disse

–Eles tem um namoro tão lindo... Mas então, Nora... Qual é a sua história?

Soltei a fumaça do cigarro que acabara de tirar de minha boca, olhei para o chão e comecei a falar

–Eu tinha 6 anos quando meus pais foram brutalmente mortos sem nenhum motivo. Vivi até os nove anos em um orfanato em que me batiam, fui adotada por uma prostituta, e hoje de manhã fui violentada sexualmente por um amigo estrangeiro dela.

Ravin olhou pra mim, levantou meu rosto com uma de suas mãos sorriu e disse

–Ei, você não tá sozinha...

Então eu sorri. Pela primeira vez desde os meu nove anos, um sorriso sincero nasceu em meu rosto...

Notas finais
E então? Ficou bom? Amanhã eu posto o terceiro ;)