Hopeless

8 What do this symbol mean?


Notas iniciais
Inspiração cadê tu?! Eu já não tenho criatividade, com falta de inspiração então! Mas graças a Deus eu consegui terminar o 8º capítulo. Espero que vocês gostem ;)xx

Nora On-

Depois que Crystal saiu do meu quarto, eu fechei os olhos para tentar dormir. Mas não consegui por algum tempo. Fiquei pensando sobre como seria o dia seguinte... Como eu reajo quando ver ele? Eu devo ir falar com ele, ou esperar que ele venha falar comigo? Devo, apenas sorrir, ou simplesmente não esboçar reação nenhuma, como se não me importasse?Em meio a tantos pensamentos, acabei pegando no sono. Fui acordada no outro dia com Crystal batendo em mim com um travesseiro que parecia ter duas toneladas

–Crystal, para!

–Para nada, levanta da cama que a gente vai se atrasar!

–Se atrasar? Que horas são?

–São exatamente 07:30. Você lembra que a gente tem aula as 08:00 não lembra?

–DROGA CRYSTAL! PORQUE VOCÊ NÃO ME ACORDOU ANTES?

Eu gritei pulando da cama e já correndo pra o banheiro.

–Eu até tentei! Mas parece que você não acorda por nada!

Então ela saiu do meu quarto. Eu corri, entrei no banheiro, tomei o banho mais rápido da minha vida, me enrolei na toalha e voltei pra o quarto. Abri a primeira mala que vi, e comecei a escavucar ela, até que eu encontrei uma caixinha pequena. Acho que na pressa de arrumar minhas coisas, acabei colocando sem perceber. Olhei pra o relógio pendurado na parede e me desesperei. 07:50! Faltavam exatamente 10 minutos pra a minha aula começar! Peguei a primeira roupa que encontrei, vesti, coloquei a caixinha dentro da mochila, e desci as escadas, onde Crystal estava me esperando com a porta aberta, e Arin buzinando feito um louco dentro da caminhonete, junto com Ravin. Corri, entrei na caminhonete com Crystal, e surpreendentemente a caminhonete pegou na primeira tentativa. Arin dirigia super rápido. Crystal tava morrendo de medo, eu apenas ria das loucuras dele. E Ravin gritava com a cabeça do lado de fora da janela. Chegamos na escola, e fomos correndo para as nossas salas. Eu e Ravin chegamos desesperadas e eu empurrei a porta da sala com toda força, fazendo a porta abrir de vez e eu cair pra frente. Ravin pegou no meu braço pra me ajudar a levantar enquanto todos riam de mim. Que ótimo! Só podia ser eu mesmo. Além de tudo, ainda sou desastrada. Olhei ao redor, e ele estava lá. Com um sorrisinho de canto. Me perdi em seu sorriso, até que o professor disse

–Me surpreende uma pessoa com notas como as suas, principalmente de comportamento, chegue atrasada. Não tem medo de repetir o ano, Nora?

Pois é. Minhas notas de comportamento, digamos que não são as melhores da sala.

–Vão se sentar, por favor.

O professor continuou. Havia uma cadeira vazia ao lado de Jared. Fiquei pensando por alguns segundos, se sentaria ao lado dele. Mas decidi que não. Ia ficar bem na cara, então eu me sentei ao lado de Ravin. A aula começou, e alguns minutos depois, eu ouvi um barulho. Um caderno sendo jogado em uma cadeira que estava vazia atrás de mim. Não me virei. De repente, alguém fala, fazendo eu me arrepiar

–Bela queda...

Reconheci a voz. Era ele. Novamente senti minha respiração pesar. Minhas mãos começaram a suar, e um calafrio tomou conta de mim. Estranho... Então eu me virei, sorri sem graça e disse

–Pois é. Quem manda eu ser desastrada...

Ele sorriu. Então me virei pra frente. Naquela hora eu senti vontade de sair gritando por aí. Mas eu me contive. Quando olhei pra Ravin ela estava olhando pra mim e sorrindo. Eu apenas deu uma risadinha, me virei, me deitei na cadeira e coloquei os pés na cadeira da frente. Tirei da minha mochila, meu celular, meus fones e fiquei ouvindo Do As Infinity (uma das minhas bandas preferidas). Então eu peguei a caixinha, e abri. Dentro dela, tinha um papel dobrado, e um colar. Abri o papel. Era uma carta. A carta dizia:
"Meu anjo,
Não deixe que esse mundo te corrompa com falsas promessas.
Apenas mantenha-se firme, pois quando chegar a hora, tenho certeza de que nos veremos novamente. Não tema, e apenas lembre-se de minhas palavras. Algumas vezes, a vida vai te jogar para cima, e logo em seguida, para baixo. Nunca deixe que o vento te carregue em seus braços enganosos. Siga seu coração, mas leve sua consciência junto a ti. Se estiver se sentindo perdida, apenas lembre-se de que, é preciso se perder para só então, se encontrar. Te amo pra sempre.
Mamãe."

Enquanto eu lia aquilo, senti uma lágrima sair de meus olhos. Joguei a caixa dentro da mochila, coloquei a mochila sobre um dos meus ombros, empurrei a porta da sala, e saí. Sentei em uma calçada, e abri minha mochila procurando desesperadamente por algo que me acalmasse. Finalmente encontrei. Meu isqueiro preto velho, e um maço de cigarros. Peguei um cigarro, acendi, coloquei a mochila novamente sobre um ombro e fui andando. A cada passo que eu dava, sentia mais e mais lágrimas invadirem meu rosto. Pareceu que aquela carta trouxe de volta todas as coisas que eu queria esquecer. Lembrei do dia em que meus pais foram assassinados, de meu cachorro que foi levado, do orfanato, de Bethanny... Tudo voltou à minha cabeça. Sentia como se milhões de vespas estivessem me ferroando ao mesmo tempo. Cheguei em casa, me deitei na cama, ainda com o cigarro na boca e peguei a caixa. Dentro da caixa ainda estava o colar. Todo prateado, e tinha uma medalha pequena, com um símbolo dentro. Era um dragão de três cabeças (http://www.bazarcriativo.com/495-1625-thickbox/colar-medalhao-game-of-thrones-targaryen.jpg). Muito estranho. Do outro lado do medalhão, tinha escrito algo em letras gregas. Pi Omega Alpha. Fiquei um tempo analisando aquilo. De repente eu esculto a porta da frente batendo com força e alguém entrando pisando forte. Continuei na cama, ainda com o cigarro na boca, e os fones no ouvido. Ainda estava ouvindo Do As Infinity. De repente Ravin entrou no quarto furiosa, jogou a mochila no chão, pegou meu cigarro, olhou pra mim e disse

–É sério isso?

–Isso oque?

–Nora, você tem noção do que fez? Você pode ser expulsa!

–Tanto faz...

–Tanto faz? Como tanto faz?

–Tanto faz Ravin, eu odeio aquele inferno mesmo!

–Nora, oque aconteceu?

–Isso foi oque aconteceu

Então eu joguei a carta pra a beira da cama. Ravin olhou pra mim confusa, sentou na cama, pegou a carta e começou a ler. Então, quando terminou, ela veio até mim, me abraçou e disse

–Você sente falta deles?

Eu não respondi nada.

–Nora, pode falar comigo... Você pode ter essa pose de durona, mas eu sei que você tem sentimentos. Então por favor, fala comigo. Eu quero te ajudar.

Eu apenas olhei pra ela, e ela entendeu. Então ela me abraçou mais forte.

Ravin On-

Nora tava chorando muito, então eu vi que ela segurava um medalhão em uma de suas mãos. Tinha um símbolo no medalhão.

–Nora, posso ver esse medalhão?

–Claro, toma

Nora entregou o medalhão pra mim.

–Eu conheço esse símbolo...

–Como? Você deve tá confundindo...

–Não, Nora. É sério, eu já vi esse símbolo antes. Só não lembro onde.

Então eu virei o medalhão.

–Nora, onde você conseguiu esse medalhão?

–Foi o medalhão que... Minha mãe me deu um pouco antes de morrer...

Como? Não pode ser! Não tem como! Ou tem?


Notas finais
>< E aí, qual vocês acham que é o "mistério do medalhão"? hmmmm...