Hopeless
27 Hopeless
Notas iniciais
Epílogo
– Aqui está a conta Sr. Thiago. — Disse Mirta, minha secretária, depositando um envelope alaranjado em cima da minha mesa com seus dedos trêmulos compridos.
Eu olhava freneticamente para o relógio para dar logo 20 horas e eu poder pegar meu táxi e voltar para casa. Faltando cinco minutos para a hora já comecei a arrumar os meus pertences dentro da minha pasta, a fechei e me direcionei a porta, passando pelo espelho e parando na frente do mesmo para me ver e ajeitar o meu cabelo uma ultima vez, sai pela porta e cumprimentei todos pelo meu caminho.
Desci pelo elevador como sempre, minha vida era chata assim á 5 anos, e por mais que eu me recuse a admitir em voz alta, eu desisti de procurar pela Lucy, porque eu sei que um dia ela vai me encontrar ainda.
Passei pelo Hall cumprimentando o porteiro e passei pela porta -giratória, sentindo uma golfada afugentar o envelope que antes estava tão bem preso entre os meus dedos, e agora voava na direção de alguma coisa.
Corri atrás, obviamente, como louco, batendo no ombro de todas as pessoas e aguentando o xingamentos das mesmas, até chegar no semáforo, peguei o mesmo no chão, sentindo um alívio no meio, e ao me levantar uma ruiva no outro lado da rua me chamou atenção, seus olhos eram verdes, dentes perfeitamente brancos e alinhados, piercing no nariz, seu cabelo era um ruivo escuro, lindo, nas pontas faziam cachos simples, ela acenava para pegar o táxi, e meu corpo simplesmente sentiu uma vontade de correr atrás dela, e foi o que eu fiz.
Mas ao chegar lá a porta já estava fechada, bati na janela do mesmo e o motorista destrancou as portas, entrei e me sentei do lado da Mulher, sentindo um perfume leve de rosas misturado com um adocicado que eu não conseguia distinguir, e como um interruptor, a lâmpada se ligou na minha mente.
– Lucy! — Falei alto demais, a olhando e ela me olhou assustada.
– Não sei de quem está falando! — Ela respondeu olhando para os lados, principalmente para o motorista, o táxi parou na frente de um prédio marrom e branco, elegante, portas de vidros enormes, ela tocou a minha mão e então com um olhar, se despediu e saiu pela porta, sem olhar para trás, seus cabelos voavam por causa do vento.
– Qual é o seu destino? — O taxista falou, mas eu me perdi no tempo lendo o bilhete que ela havia deixado na minha mão.
"Arrume suas malas, 00:00, minha casa."
Fale com o autor