Hope never die
1 Nem tudo é o que parece ser
Notas iniciais
Acordei com o Alex roncando, no meio da madrugada. Fala sério! Cinco horas da manhã, e até agora o Tony nem chegou.
-Alex. Alex. ALEXANDRE, ACORDA! -Gritei, tirando o cobertor dele.
-Ai, que foi agora? -Ele acordou e me olhou como se eu fosse a pior coisa que aconteceu na vida dele.
-Teu pai não chegou.
-Não é o meu pai, é meu pai, mas é o seu padrasto também!-Ele suspirou, e levantou da cama. -Devia chamar ele de pai, tem anos que estamos contigo.
-Anos... -Cruzei os braços -Anos... Anos... Ah! Hoje eu faço 17 anos!
-Parabéns, hein. Responsabilidades, ENEM...
-Como assim, responsabilidades? Você não acha que sou responsável?
-Cá pra nós, nem um pouco. -Ele disse, colocando a camisa.
-Você é tipo, quatro anos mais velho que eu e não fez nem metade do que eu já fiz. Tenho dez vezes mais responsabilidades, ok?
-... -É. Verdade, tenho que admitir. Enfim, eu vou descer na quitanda pra trabalhar.
-Claro, claro.
Ele desceu. Eu troquei de roupa, fui até a varanda e fui mexer no meu celular.
Sem mensagens... Sem DM no Twitter... Post novo no Facebook? Nada. Ah, o jeito é tirar uma selfie colocar o Insta em dia.
Postei a foto, e como não quer nada, fui pegar uma caneca cheia de café, porque sim. Ninguém é de ferro.
Olhei que horas eram, dei um gole enorme no café e corri pra estudar. ENEM, hum?
Depois de uma hora na maior paz, entendendo a matéria, na boa vontade, ouço o barulho das chaves. Acho que meu padastro chegou. Tranco a porta do escritório (Ou meu canto dos estudos) o mais rápido possível. Ele costuma ficar trancado, mesmo. Eu não quero que ele saiba que eu não fui trabalhar com o meu irmão. Ele sabe que é errado, mas insiste mesmo assim.
-Mas onde estão aqueles imbecis?
Ele fala alto ou quer que as vizinhos saibam que ele é um péssimo pai.
Ele saiu batendo os pés, mas não antes de tentar abrir a porta do escritório e dizer algo tipo: "MAS POR QUE AQUELA @#$%! DEIXA ISSO TRANCADO?", mas nada fora do comum.
Volto a estudar, como se nada tivesse acontecido, se passam umas duas horas e me canso. O conteúdo acabou, absolutamente.
Saio dali com o maior cuidado do mundo, e corro pra quitanda, depois de desce um milhão de escadas em vez de ir de elevador, com medo de dar de cara com o meu padastro.
Vejo o Rafa, que é o caixa e o melhor amigo do Alex, cheio.
-A chuva lá fora começa a aumentar, e, do nada, a quitanda começa a inundar. A gerente chega.
-Teremos que fechar hoje.. Infelizmente.
Notas finais
Pra um primeiro capítulo, acho que está bom, não é?
Bem, vou procurar postar osegundo o mais cedo possível. Espero que vocês gostem! Bye bye!
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