Hope Of A Vampire

5 Boa notícia


Notas iniciais
Bom, esse é o último capítulo pronto que eu tenho, não sei quando e se terminarei essa história, mas ainda não recebi nenhum comentário, estou chatiada

Fomos embora depois de, finalmente, eu conseguir convencer Luther de que a Sunny não machucaria ninguém e não seria necessário machucá-la. Embora ele tenha feito uma ameaça bem clara antes de partimos.

O caminho inteiro eu fui em silêncio, pulando internamente de felicidade. Não conseguia acreditar. Havia uma maneira de eu ficar com minha mãe sem o peso na consciência de que ela estaria matando pessoas apenas para passar a vida ao meu lado.

Ainda assim, uma parte de mim, bem pequena e chata, ficava me dizendo que talvez, só talvez, já não tenha como salvar minha mãe, que ela tenha desistido de continuar sendo boa e tenha apelado para o lado mais fácil. Virado um monstro.

–Eu acho que sei por que você não a matou. — falou em um tom de acusação.

Olhei pra ele esperando criticar-me, mas ele apenas esperou minha resposta para sua “pergunta”.

–Por quê? – perguntei, desafiando-o.

–Você espera salvar sua mãe. Fazer com que ela viva da mesma maneira. – respondeu-me.

Não respondi. Não iria negar, nem tinha como negar, estava óbvio. Fiquei em silêncio, esperando que ele começasse a me dizer que não iria funcionar, que eu estava louca. Mas ele não o fez.

Chegamos ao hotel, sem ninguém ter quebrado o silêncio. Não quisemos comer, então fomos direto para a cama.

Quando eu estava quase caindo na inconsciência, Luther me dirigiu a palavra.

–Eu te ajudo.

–Ahn? –perguntei um pouco confusa, depois de tanto tempo em silêncio.

–Eu te ajudo a encontrar a sua mãe e mostrar pra ela essa opção de vida.

–Obrigada- respondi sorrindo.

Ele se deitou e não dissemos mais nada.

Esse era um dos motivos de eu gostar tanto dele, mesmo nas piores situações, ele não me abandonava. Sempre estava ali me apoiando em qualquer idéia maluca que eu tivesse.

Sorrindo pelas lembranças felizes que eu tinha de nós dois, acabei dormindo.

Quando acordei na manhã seguinte Luti já não estava mais dormindo. Fiquei um tempo deitada na cama meio sonolenta quando os acontecimentos do dia anterior voltavam lentamente.

Instantaneamente me levantei e fui pegar minhas roupas para me trocar quando Luti apareceu no quarto com suas coisas, preparado para sair.

–Aonde você vai? –perguntei confusa.

– Aonde NÓS vamos. –corrigiu-me- Pensei que iríamos falar com a Meg, ou você mudou de idéia?

–Verdade. Tinha esquecido, to meio dormindo ainda. –respondi. Como eu poderia ter esquecido?

–Eu já liguei pra ela e combinamos um lugar para nos encontrarmos, você tem meia hora para se arrumar e então podemos ir. –informou-me.

–Tudo bem.

Peguei minhas roupas e minha nécessaire e fui ao banheiro me arrumar. Primeiro pensei em apenas trocar de roupa, mas depois resolvi tomar um banho, estava sentindo que hoje seria um dia daqueles.

Em 15 minutos estava de volta ao quarto.

–Pronta? –perguntou-me.

–Quase. Preciso de Coca-cola urgentemente. –respondi fazendo um pouco de drama, mas sem deixar de ser verdade. Ele riu.

–Eu sabia que você diria isso, tem uma latinha lá no carro, no caminho você bebe.

–Okay. –concordei. Peguei minha bolsa e fomos em direção ao carro.

O caminho inteiro fui pensando no que aconteceria quando encontrasse minha mãe, bebendo a minha Coca-cola, é claro.

Consegui pensar em algumas teorias. Teoria 1: eu encontraria ela, veria que ela ama matar pessoas e seria obrigada a matar ela (tentei evitar ao máximo pensar nisso, mas foi inevitável).

Teoria 2:eu encontraria ela, mas ela seria totalmente do mal e então mostraria um novo modo de vida muito mais bonzinho e ela viraria um vampiro “vegetariano”.

Teoria 3:ela não me reconheceria e eu teria que matá-la.

De todas as teorias a que eu mais gostava era a dois, obviamente.

Sem demora chegamos à casa da Meg, que ao contrário de nós, tinha um lugar fixo para morar, como ela conseguia isso só Deus sabe.

–Oi gente! –cumprimentou-nos com sua alegria de viver assustadora ao abrir a porta.

–Oi. –respondemos e seguimos ela pela casa.

Sua casa era bem colorida e decorada. De certa forma parecia uma casa que teria no País das Maravilhas. Bem louca e com objetos inesperados. Totalmente sem definição. Igual a dona do lugar, que estava usando um vestido estilo anos 60 amarelo, com laços pretos na cintura e no cabelo. Uma sapatilha nos pés acompanhada de uma meia de laços que ia até o meio da canela.

–Olha, tudo que eu encontrei sobre sua mãe está naquelas pastas. –falou e apontou uma pasta em cima da mesinha. –Tem a última vez em que ela foi vista, os lugares que freqüentou, que por sinal eram tensos, as pessoas com quem andou e assim por diante.

–Beleza. –respondi e fui pegar a pasta.

–Encontrou alguma coisa sobre meu pai? –Luther perguntou esperançoso.

Olhei para Meg que tinha um olhar triste e cheio de dor no rosto que já respondiam por si só. Abracei-o desajeitadamente, tentando confortá-lo. Ele olhou pra mim e deu um sorriso desanimado, então saiu de meu abraço o mais delicado possível e foi em direção a porta.

–Te espero no carro. –falou e saiu.

–Ah Meg, não sei mais o que eu faço, queria poder ajudar de algum jeito. –desabafei.

–Eu sei como se sente, queria poder ajudar também, mas não consigo encontrar nada.

Ficamos um tempo em silêncio, cada uma com seus lamentos, tentando encontrar uma forma de ajudar nosso amigo, sem chegar a nenhum lugar.

–Eu acho que já vou, talvez quando encontrarmos minha mãe talvez ela saiba alguma coisa ou conheça alguém que pode nos ajudar. –falei com pouca confiança.

–É, quem sabe. – respondeu fracamente.

Despedi-me dela e fui encontrar Luti no carro. Mostrei pra ele o lugar em que minha mãe tinha aparecido pela ultima vez e fomos para lá. Ele não falou nada durante a viagem.

É claro que não íamos entrar no lugar que Meg tinha indicado como dois idiotas sacos de sangue ambulantes. Óbvio que não. Primeiro passamos em frente do local, e não posso dizer que não fiquei surpresa quando vi que era uma casa normal.

–Isso não tá me cheirando boa coisa. –Luther disse preocupado.

Olhei novamente a casa assustadoramente normal. Por que diabos minha mãe estaria ali?

Fomos em busca de um lugar pra ficar, e encontramos um hotel ali perto. Decidimos que era melhor bolar um plano caso as coisas dessem errado. Fui contra no começo, insistia em dizer que tudo ia dar certo, mas no fim ele me convenceu que um pouco de precaução não fazia mal a ninguém.

Depois que tudo estava pronto eu não conseguia ficar parada no lugar, e isso estava claramente irritando o Luther.

–Eu vou te colar na cadeira se você não sossegar essa sua bunda agora.

–Desculpa, não consigo evitar. –lamentei e me sentei na cadeira.

Ele levantou e veio sentar-se ao meu lado, parecia um pouco preocupado. Parecia querer me dizer alguma coisa, abria a boca para falar, mas então pensava melhor e não dizia nada.

–Acho que tá na hora. –declarou enfim.

–É, vamos lá.

Levantamos, juntamos nossas coisas e fomos encarar o nosso destino. Filosofando agora.

Não tínhamos ideia melhor do que simplesmente bater na porta e esperar alguém abri-la, então foi o que fizemos.

TOC,TOC,TOC.

Eu e Luther estávamos parado na frente da porta, ele com uma faca dentro da blusa, e eu com a minha dentro da bota. Meu coração estava quase saindo pela boca, sentia que ia desmaiar a qualquer momento. Luther pegou minha mão. E sussurrou:

–Vai dar tudo certo.

Então um homem abriu a porta e Luther caiu de joelhos no chão ao meu lado.

–PAI?!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.