Hope Can Be Born?

2 What is Happening to Me?


Notas iniciais
Bom galera... Mais um capítulo para vocês, esse não vai ser um dos melhores da fic, mas espero que dê pra ler... Minha criatividade tava um lixo. Até lá em baixo...

Esse com certeza era o último lugar onde eu queria estar, em uma casa com walkers batendo na minha porta e todas as janelas emperradas, claro que eu tinha que me ferrar, afinal é segunda-feira...

– Inferno... – sussurrei, para mim mesma. – Sério mesmo? – falei correndo pra segurar a porta que tinha cedido com a força dos mortos, ou vivos?

É meio obvio que eu não vou conseguir segurar essa merda de porta por muito tempo, senti meus pés escorregarem e meu corpo ser jogado pra trás da porta que agora estava aberta deixando os mortos-vivos entrarem na casa.

– E as coisas só melhoram... – falei enquanto enfiava uma faca no crânio mole de um deles.

Corri em direção ao quarto em que estavam minhas coisas, peguei minha AA-12 e me dirigi a sala de estar onde os andarilhos estavam espalhados, e fui atirando no crânio de cada um deles, aquilo me fazia bem, matar eles, matar os que mataram as pessoas que amo; e por incrível que pareça, eu não sinto pena deles desde o dia que vi um matar minha mãe. Quando matei o último andarilho, coloquei a AA-12 no último degrau da escada de madeira e me joguei em um dos sofás, eu estou exausta.

– Ah só me faltava... – falei ao perceber que tinha dormido a manhã inteira.

Me dirigi a cozinha pegando uma barra de cereais qualquer na dispensa, me sentei em cima da bancada e apoiei meus cotovelos em meus joelhos e olhei para o relógio que marcava 13:45; comi a barrinha e saltei da bancada, fiquei encarando o lado de fora pela janela, quando vi um cara passar em uma moto e logo atrás dele vinha um carro, corri para a escada e peguei minha AA-12, abri a porta de entrada e sai lentamente da casa, apontei minha arma para o motoqueiro que em questão de segundos me tinha na mira de sua besta.

– Ei vocês dois... abaixem as armas. – um loiro dos olhos claros falou, eu o ignorei assim como o motoqueiro também. – Daryl... abaixe a arma.

– Daryl ham? – falei em tom debochado, fazendo ele revirar os olhos.

– Dá pra explicar logo pra guria Aaron? – Daryl falou em um tom frio abaixando sua besta.

– Guria é a sua t... – eu iria continuar se Aaron não me interrompesse.

– Então... Nathaly Evans, não é? – o loiro perguntou.

– Mas oque? – falei assustada. – Como assim você sabe meu nome? Te conheço?

– Nathaly, nós somos de uma comunidade, e gostaríamos de saber se você quer se juntar a nós. – Aaron falou ignorando minhas perguntas.

– Eu só te direi a resposta, se você responder minhas perguntas. – falei em tom de garota mimada.

– Não Nathaly, você não me conhece. Nós da comunidade, lhe observamos durante alguns meses, e vimos em você uma ótima orientadora de defesa para os mais jovens... – Aaron falou.

– Oque eu ganharia em ajudara sua comunidade? – simplesmente perguntei.

– Água, eletricidade, proteção, comida, aulas e trabalho. – Daryl respondeu olhando no fundo dos meus olhos, como se quisesse enxergar a minha alma.

– Bem... – falei revirando os olhos em sinal de rendição. – Me levem pra lá.

Aaron sorriu se dirigindo ao carro e abrindo a porta para que eu entrasse, mas antes que eu me aproximasse do carro, Daryl puxou meu braço.

– Preciso te fazer três perguntas... – ele falou ainda me encarando.

– Sério isso... – falei revirando os olhos e Daryl simplesmente balançou a cabeça em afirmativa. – Pergunta logo.

– Quantos walkers você já matou? – ele pergunta.

– Parei de contar no 45º... – falei séria.

– Quantas pessoas você já matou? – ele faz outra pergunta.

– Uma... – parei para pensar e lembrei de meus pais. – e meus pais também.

– Porque? – ele perguntou ainda segurando meu braço e me encarando, enquanto Aaron simplesmente nos encarava.

– Meus pais foram atacados em anos diferentes, e após eles darem o último suspiro enfiei uma faca no crânio deles, eu só não queria que eles virassem walkers... – meus olhos arderam ao lembrar da morte de meus pais, mas ignorei esse fato. – E a outra pessoa, foi por pura defesa, não iria deixar ela me matar, então matei ela.

– Pode entrar no carro. – Daryl falou grosso, soltando meu braço, ele conseguia ser mais frio que gelo.

Me dirigi ao carro passando a mão sobre o local que a poucos segundos atrás Daryl apertava; entrei no carro e fechei a porta encarando Aaron pelo retrovisor interno, ele dirigiu seu olhar a mim e eu desviei rapidamente meu olhar para a estrada; eu ainda estava armada e não estava amarrada ou algemada, me admirava a confiança deles em mim.

Após cerca de 40 minutos chegamos a comunidade, na verdade aquilo era uma cidade, várias casas enfileiradas perfeitamente, pareciam intocadas, algumas torres espalhadas ao redor do enorme muro de aço; aquilo era realmente seguro, em relação aos walkers... Quem pode saber que tipo de gente tem lá dentro? Aaron fez um sinal com as mãos e abriram os portões. Daryl entrou primeiro, apertando a mão de um coreano e falando alguma coisa para ele; após passar pelos portões, Aaron desligou o carro e desceu dele, eu não me movi, uma morena com expressão arrogante no rosto abriu a porta e fez sinal para que eu descesse do carro.

– Me dê todas as suas armas de fogo... – a morena falou.

– Mas oi? – falei em tom revoltado. – Então vocês querem que eu fique desprotegida aqui? Mas nunca...

– Hey, abaixa a bola ai garota. – a morena falou debochada.

– Vem abaixar... – falei a desafiando.

– Sasha, vá avisar a Deanna que a garota chegou. – o coreano falou, fazendo Sasha revirar os olhos e irem direção a maior casa do local.

– Eu realmente vou ter que entregar minhas armas? – perguntei e o coreano assentiu com a cabeça, fazendo-me revirar os olhos e lhe entregar minhas armas, ficando apenas com o meu machado, minhas duas facas e minha chave de fenda.

– Obrigado por colaborar... – o coreano falou, me estendendo a mão. – Sou Glenn, e você é...?

– Nathaly. – falei apertando sua mão, pelo menos uma pessoa civilizada.

– Bom Nathaly, aguarde alguns minutos que Deanna já deve estar a caminho. – ele falou e eu assenti.

Me sentei no chão e descansei minhas costas no muro, peguei a chave de fenda que estava presa no meu cinto e comecei a fazer desenhos sem sentido na grama.

– Olá Nathaly, seja bem-vinda a Alexandria... – uma senhora loira de cabelos curtos falou.

– Deanna, não é? – perguntei para me certificar.

– Sim querida... – ela falou de uma forma doce. – Me siga Nathaly, preciso lhe perguntar algumas coisas.

Segui Deanna até sua casa, no caminho pude observar algumas crianças brincando e rindo, como se nada estivesse acontecendo do lado de fora dos muros, tudo parecia tão calmo e normal... Chegando a casa de Deanna, nos dirigimos a sala de estar, tudo era tão organizado e limpo.

– Sente-se querida, fique a vontade. – Deanna falou. – Posso filmar?

– Pode. – falei ao me sentar em uma poltrona, eu estava desconfiada.

– Bom, querida... Eu lhe farei algumas perguntas, tudo bem? – ela falou.

– Tudo sim. – respondi breve.

Após responder todas as perguntas que a senhora me fez, ela me convidou para tomar um “café da tarde”, juro que na hora eu quase ri, mas não recusei o convite...

– Nathaly, você ainda é menor de idade, não posso pedir pra você exercer uma profissão... – Deanna falava enquanto me levava para olhar algumas casas.

– Tudo bem Deanna, porém eu não vou abrir mão de ir no mínimo uma vez por dia do lado de fora do muro. – falei decidida, eu não me tornaria fraca apenas por estar segura por tempo limitado naquele lugar.

Andamos mais um pouco, visitamos algumas casas, até que chegamos em uma das menores, mas mesmo assim não deixava de ser grande, tinha uma quantidade menor de quartos.

– Ali na casa da frente, está o grupo de Rick Grimes, eles estão aqui a menos de uma semana. – Deanna falou.

– Glenn é do grupo dele? – falei ao avistar Glenn adentrar a casa acompanhado de uma moça de cabelos curtos, ela é linda.

– Sim, e aquela é Maggie, a esposa dele... – Deanna me respondeu. – Então.. Qual das casas você prefere?

– Acho que ficarei nesta mesmo, não gosto de me sentir muito sozinha... – falei com um sorrisinho de lado.

– Fique à vontade em seu novo lar Nathaly, vou pedir que tragam seus pertences e roupas novas pra você. – Deanna falou, atravessando a sala de estar e saindo pela porta da frente, a fechando e me deixando sozinha com meus pensamentos.

Subi para o segundo andar e me dirigi a suíte, me jogando na cama... Após alguns minutos, me levantei e fui até a janela, vi um homem loiro vestido de policial adentrar a casa em que o grupo de Rick morava, ele estava acompanhado de um garoto que usava um chapéu de cowboy, na verdade acho que era de xerife, ah, sei lá. Ouvi alguém bater na porta, desci as escadas correndo, quando abri a porta vi a cara de poucos amigos de Daryl.

– Licença... – ele falou seco.

– Pois não majestade. – falei em tom debochado fazendo ele revirar os olhos.

– Olha, eu não quero entrar em uma briguinha com uma adolescente... – ele falou enquanto colocava a minha mochila no sofá. – Então, se você puder simplesmente me ignorar, eu agradeço.

– Okay... – falei vendo ele virar as costas e atravessar a porta. – Hey Daryl...

– Uhm? – ele falou se virando para mim.

– Eu não quero te ignorar não... – falei, mas oi? Por que eu to falando isso? – Te acho bacana cara.

– Pirralha... – ele falou se virando, consegui sentir um tom brincalhão nessa palavra dele, sorri de mim mesma.

Após uma tarde inteira jogada no sofá dormindo, criei coragem e sai da casa, assim que fechei a porta e me virei, avistei o mesmo policial loiro de horas atrás. Ele olhou pra mim e fez um sinal com mão para que eu me aproximasse.

– Nathaly Evans, não é? – o policial falou.

– O que? Isso está escrito na minha testa? – falei com um sorriso de canto, fazendo ele sorrir também. – Sim.. sou eu.

– Rick Grimes... – ele se apresentou estendendo a mão.

– Prazer Rick. – falei apertando sua mão.

– Quantos anos você tem Nathaly? – ele pergunta.

– Eu tenho 15... – falei simples.

– Eu tenho um filho da sua idade... – ele falou. – Bom Nathaly, tenho que ir...

– Tchau. – falei enquanto o loiro se dirigia a uma torre, ele se virou e abanou a mão me dando tchau.

As pessoas do grupo de Rick são bem legais. Já conheci a Maggie, Glenn, Rick, Michonne, Carol e Daryl, também conheci a Sasha, mas ela não se encaixa em “são bem legais”, parece que ainda falta algumas pessoas para conhecer, como o filho do Rick, tenho quase certeza que era o garoto de chapéu de vaqueiro. Também conheci a Jessie e Ron, seu filho mais velho. Enquanto andava em direção a minha casa, brincava com as pontas do meu próprio cabelo, coisa mais idiota não existe. Cheguei a porta da minha casa, enquanto abria, senti uma mão em meu ombro, dei um pulo pro lado acompanhado de um grito super fino; olhei pra trás e vi Ron dando gargalhadas.

– Não teve graça... Palhaço. – falei pondo a mão no peito e me encostando na parede.

– Uhum, não teve graça, sei... – ele falou com um sorriso nos lábios.

– Idiota. – falei deixando escapar um sorriso.

– Eu vim aqui pra te convidar, pra ir na minha casa amanhã. – Ron falava ainda sorrindo.

– Vou pensar. – falei em tom brincalhão e fiz uma cara de pensativa.

– Ás nove da manhã. – ele falou enquanto descia os quatro degraus da frente da casa.

Eu continuava encostada na parede enquanto observava Ron descer as escadas se aproximando de um garoto e o cumprimentando, o garoto era o provável filho do Rick, fiquei o encarando enquanto ele falava com Ron, após alguns minutos cada um foi para um lado, o garoto com chapéu de vaqueiro se aproximava da minha casa, no caso, da casa dele já que ela é de frente pra minha, ele levou o olhar do chão até a minha casa, assim me vendo, ele deu um sorrisinho e eu retribui, reparando em seus olhos completamente azuis, meu deus que olhos lindos. Me virei e adentrei minha casa, me jogando novamente no sofá e fechando os olhos, adivinha a imagem que veio a minha mente? Sim, os olhos perfeito de um certo ser... Mas oi? O que tá acontecendo comigo?

Notas finais
Então é isso, espero que tenha dado pra ler, como já falei minha criatividade tava um lixo. Vou tentar postar mais um cap na quarta, mas não prometo nada. Desculpe qualquer erro. XO XO, MM.