Hope

1 Givin' Some Hope Involuntarily


Notas iniciais
Isso foi motivado por uma extrema vontade de escrever alguma coisa sem nenhum compromisso de terminar. xD
Aproveite!

“Por favor, por favor, por favor...” a garota chorava encolhida no canto de sua cela, sozinha, com nada além de uns trapos sujos cobrindo-lhe o corpo e um urso de pelúcia velho e maltrapilho. “Me levem embora, eu não quero ficar. Por favor, por favor...” ela não sabia o porquê de estar numa prisão, principalmente por ter somente seis anos de idade. E ela queria desesperadamente que alguém — qualquer um — lhe dissesse que ela era uma boa menina e lhe tirassem da prisão, mas, obviamente, ninguém o fez. Então Mina chorava, esperando que alguém a levasse para sua mãe.

Mas, um dia, alguém respondeu aos seus ‘por favores’ e abriu a cela. E esse foi o dia mais terrivelmente assustador e feliz para Mina, porque, pela primeira vez, alguém a tinha respondido.

Um homem enorme entrou pela porta aberta. Mina arregalou os olhos ao contemplá-lo: era um homem loiro, com uma barba mal feita e usava um tapa-olho. Estava vestindo uma roupa diferente das que as outras pessoas. Era uma roupa muito bonita e colada. Uma roupa engraçada e diferente. Era brilhosa e preta, e ele também usava botas. Mina olhou o homem com um misto de admiração e medo, mas ele não pareceu perceber a pequena menina encolhida no canto menos iluminado da cela.

“Merda! Merda, merda, merda, merda!” ele resmungou, assim que a porta foi fechada. “Porra! Tinha que ser o maldito do Roger pra me foder, né?” ele chutou a porta furiosamente e resmungou mais palavrões. Mina não sabia o que nada daquilo significava, mas ela não gostou nem um pouco do tom de voz do homem, mas, ainda assim, não fez nenhum barulho sequer. O loiro fechou os olhos e, quando voltou a abri-los, estavam completamente preenchidos de vermelho. Mina ficou apavorada, seus olhos se arregalaram e ela paralisou no lugar, com um grito preso na garganta.

“Vamos ver se essa portinha aguenta esse tiro.” e sorriu. Ele ergueu suas mãos juntas, e uma luz avermelhada se acumulou nas palmas. O homem esticou-as, e a energia desprendeu-se de sua palma e atingiu a porta. Mas, para sua infelicidade, a porta não moveu um centímetro. “Mas o quê?” perguntou ao vento, incrédulo, com seus olhos voltando ao normal.

Mina reuniu coragem o suficiente para se levantar, um tanto bamba, do chão e caminhar lentamente até o homem loiro, que praguejava feiamente contra a porta. Mina chegou perto o suficiente do homem, sem ele demonstrar que a notava, para esticar o braço e lhe cutucar.

“Puta que pariu! O que foi essa porra?!” ele gritou ao sentir algo lhe cutucando as pernas. Quando olhou para baixo, viu uma garotinha de seis anos segurando um ursinho velho e vestindo um vestido maltrapilho. “Eita, menina, de onde diabos você veio?”

“Da barriga da minha mãe, moço.” Ela respondeu simplesmente, enquanto o homem a analisava e se perguntava o que diabos uma garotinha estaria fazendo num lugar como aquele. “Ninguém te contou isso, não?”

“Ha-ha, engraçadinha.” Ele resmungou. Estou sendo tirado por uma pirralha, ele pensou enquanto sentava-se no beliche presente na cela. “O quê você está fazendo aqui? Cadê seus pais?” o loiro perguntou, com os cotovelos apoiados nos joelhos, e observando atentamente a pequena menina.

“Eu não sei.” ela respondeu simplesmente, mas ele viu que tinham lágrimas se formando nos cantos dos seus olhos e ela segurava o ursinho com mais força. “Acho que eles me jogaram aqui por que eu fui uma menina má. E pessoas más vão para a prisão.” Uma pausa. “Como o senhor.”

“Não é verdade. Eu não sou mau. A sociedade que é. E eu só queria mudá-la um pouco, mas esses porcos são uns... Hã, bobões.” Ele olha para Mina e depois sorri, mostrando dentes brancos e alinhados, dignos de um comercial “E você também não pode ser uma menina má, não é? Senão esse ursinho aí não ia gostar de você ficar o segurando tanto.” Disse. Mina riu e balançou o urso de um lado para o outro, como se o ninasse.

Segundos depois, ela sentou-se ao lado do homem e perguntou: “Ei, moço. O senhor é um pirata?”. O homem riu e bagunçou-lhe os cabelos.

“É, pode-se dizer que sim.” Disse, sorrindo. “Pode me chamar de Capitão Dylan Parker, maruja.”

E Mina sorriu largamente. É claro que ela não estava com os pais, nem muito menos fora da prisão, mas agora ela tinha um capitão de um navio de olhos vermelhos e que dispara raios com a mão com ela para lhe dar de novo uma coisa que nenhuma criança deveria perder:

Esperança.

Notas finais
Para um texto com tanta esperança, tem muito palavreado.
>-
Espero que tenha gostado~. Qualquer erro, avise!
Obrigada por ler! n-n
o/
xx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!