Hope

1 Capítulo 1 - The Story


Meu nome é Alicia Stenford e vou contar a história da minha vida.

Quando eu tinha 20 anos, participei de uma festa maravilhosa. Estava tudo indo bem até as 4h07 da manhã, quando um rapaz, que eu jamais tinha visto, me ofereceu algo (que eu não fazia ideia do que era) parecido com um comprimido redondo, porém amarelo. Por um breve momento, pensei que fosse algo para me deixar mais animada e como todas as meninas estavam tomando, eu aceitei.

As semanas passaram e tudo parecia estar normal, até que comecei a ter enjoos matinais. Minha mãe, preocupada, teve a conversa comigo. Para quem não sabe do que estou falando, "a conversa" é aquele papo que as mães tem com as filhas sobre sexo. Depois de alguns minutos, eu tive coragem de falar em tom alto: "EU NÃO FIZ SEXO". Assim como os vizinhos, meu pai também ouviu e correu até meu quarto. Minha mãe conseguiu acalma-lo. A conversa tinha acabado, Amém. Ou não. Mais tarde minha mãe voltou e achei que ela iria dar mais palestra de como se prevenir, mas não, ela só queria me fazer um pedido: Que eu fizesse um exame de gravidez para meu pai ficar tranquilo. Como eu tinha certeza que nunca tinha feito nada, resolvi fazer. Eu, minha mãe e meu pai fomos ao médico no dia seguinte e para a nossa surpresa, eu realmente estava grávida. Grávida.

- Como isso pode ter acontecido? — Perguntei espantada.

- ME FALA VOCÊ, ALICIA! — Gritou meu pai.

O médico nos deixou a sós e eu não me contive: comecei a chorar. Minha mãe me abraçou forte e falou que tudo iria ficar bem. De alguma forma, me senti segura com toda tal proteção, mas também fiquei desconfiada pois apenas eu sabia que tinha algo errado. Na hora de irmos embora, pedi aos meus pais para deixarem eu falar a sós com o médico e quando saí do consultório, estava pálida, fria, assustada. Ele havia me contado mas sobre a DROGA que tomei naquela madrugada. Droga? Eu nem sabia que aquilo era uma droga. A única coisa que eu sabia era que EU PRECISAVA ENCONTRAR O GAROTO QUE ME DEU A TAL HOPE! Sim, esse era o nome da maldita droga. O problema: ele não era da faculdade, muito menos da cidade. Pelo menos foi o que uma amiga em comum disse.

Eu estava perdida. Quando fui questionada pelos meus pai sobre quem era o pai, não soube responder. Fiquei paralisada. A única solução foi dizer que eu não fazia ideia, pois estava bêbada na noite do acontecido. Óbvio que meu pai não acreditou naquela desculpa. Ele iria atrás do pai do meu bebê. Iria, se não fosse impedido por algo que todos tememos: a morte. Sim, duas semanas depois, ele teve um ataque cardíaco e nos deixou.. Isso vai parecer estranho e maldoso, mas ao mesmo tempo que fiquei triste pela morte do meu pai, também fiquei aliviada pois não teria mais que explicar tanta história a ele. Minha mãe estava mais tranquila em relação a mim, então eu podia confiar mais nela.

Com a morte do meu pai, minha mãe de isolou e não discutimos mais sobre minha gravidez. Até a barriga aparecer.

Notas finais
Nos vemos no próximo capítulo! ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.