Hope

1 Unique


Notas iniciais
E não custa comentar, faria uma autora feliz, e expressaria sua opinião, no que tenho de aperfeiçoar ok?
Obrigada pela atenção.
E aproveitem.

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Você me encara com os olhos transbordando de esperança, e o que eu mais sinto vontade é de mostrar-lhe o dedo do meio e zombar da sua cara, mas toda vez que eu imagino-me fazendo isso, e vendo sua cara se contorcer em dor, me vem uma sensação de vazio, minha garganta seca, e meus olhos queimam.

Bruxo...

Que diabos fizestes comigo?

Amaldiçoou-me para sempre? Ou é momentaneamente?

Espero o dia em que você voltará de onde viestes, e deixar-me aqui...

Mas ao mesmo tempo, espero o dia que tenha de decidir entre e ir e ficar, e escolha a mim.

– Entenda amor, eu sou uma faca de dois gumes – Sussurrava para você, tentando convence-lo a partir... – Eu sou o bem, eu sou o mal, eu sou a navalha que te corta, e a navalha que te protege de alguém, eu nunca serei exatamente algo completo, com um único caminho.

Mas você nunca desistia, sempre com a esperança transbordando nos olhos, como uma criança a espera do natal... ou de um simples brinquedo, com enorme significado.

Egoísta, é o que és, por ficar aqui, perto de mim, e driblar meus verdadeiros princípios, eu não devia... mas a cada dia que se passava, sua esperança me atingia, até meus olhos brilharem conforme encontrava os seus...

Eu sabia que não iria durar, por quê? Por que estava predestinado.

Eu sei que sim...

Eu consigo enxergar a essência, eu percebo por troca de olhares, por simples conversas, a afeição que me dirige, uma hora iria acabar, eu lutei fortemente contra a isso, negando-me a acreditar que dessa vez seria diferente.

E por ti mudei, meu modo de agir, de pensar, e de amar...

Mas não foi bem assim que tudo terminou, não?

Pois finais felizes... não existem na realidade em que vivemos.

Você me esquecia aos poucos, e meu coração ia se apagando novamente, aquela chama que eu via nos seus olhos aos poucos desapareceram, suas visitas foram menos frequentes, sua voz não era mais escutada por mim, seu nome...? Sequer era mencionado novamente.

Isso virou a prisão... a liberdade, e tudo que não era coerente, pois... como eu te disse, eu sou uma faca de dois gumes, e sempre tendo a machucar-me.

E deitada na cama de hospital, desfalecendo-me aos poucos, eu ainda espero a sua visita...

Mesmo que eu já não permaneça no meu corpo para tocar-lhe, eu permaneço em essência... em virtude... e esperança, e estou aqui, esperando a sua visita.

A sua última visita a mim.



Notas finais
Obrigada por ler.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!