Hope

20 Capítulo 19


Notas iniciais
Oi, demore, eu sei.
Janaína, valeu por corrigir os capítulos de Hope.

19

(N/A: Casa da Bella e do Edward: http://images.wikia.com/vampirediaries/images/c/cc/1864.JPG )

– Diga, eu estou ouvindo. – Edward diz.

– Eu passo uma noite contigo e em troca nós nos separamos. – Isabella olhava nos olhos do Cullen ao dizer estas palavras. Bella esperava ansiosamente a resposta de seu marido, mas de repente o mesmo começa a rir deixando-a sem entender nada.

– Ora, a doce Isabella, tão pura e inocente como sua mãe me falara, me fazendo uma proposta dessas? – Edward levanta-se de sua cadeira e fica atrás de Isabella abaixando um pouco o tronco a fim de falar no ouvido da esposa. – Achas mesmo que és boa o bastante para achar que apenas uma noite será o suficiente para eu deixá-la livre para o Jacob? – Bella treme ao sentir o hálito fresco do Cullen batendo em seu pescoço. Com raiva a jovem levanta-se e fica de frente para Edward.

– E o que queres Cullen? Que vivemos infelizes nessa casa?! – Bella gritava.

– Não! Quero que aceites que eu sou o seu marido! Eu! – Edward falava no mesmo tom alto usado por Bella.

– Nunca! Nunca vou aceitar isso! Eu não o amo! – com as últimas ditas pela esposa, Edward aproxima-se ainda mais dela e segura os dois braços dela.

– Mas eu posso fazê-la me amar! – rapidamente o Cullen com um dos braços segura a cintura de Bella e com a outra mão segura na nuca da mesma, puxando-a para um beijo. Isabella fica assustada no início e sem saber o que fazer, mas os lábios de Edward continuavam comprimindo os seus e ela não via outra escolha a não ser ceder-lhe aquele beijo rápido.

Edward a mantinha em seus braços, não deixando que ela saísse, mas naquele momento mesmo que ele a soltasse ela não fugiria. Ela nunca tinha sido beijada com tanto vigor e ao mesmo tempo com tanto carinho, o beijo lhe trazia uma mistura de sensações intensas nunca sentidas.

Enquanto Bella e Edward enroscavam as suas línguas, Bella percebeu que aquele beijo estava a levando para um caminho muito perigoso, e se eles continuassem não teria volta e Edward acharia que poderia tomá-la a qualquer momento. No segundo depois que Bella, num momento de racionalidade, percebe que aquilo era errado ela rapidamente se afasta de seu marido, e quase correndo saí do escritório e logo vai para o seu quarto, se trancando lá dentro.

Edward estava parado no meio do escritório, sorrindo e com os dedos na sua boca, talvez para ter certeza que aquele beijo fora real, que não fora algo criado pela a sua mente.

...

– Bom dia Senhora! – Niara diz abrindo as cortinas do quarto fazendo com que Bella acordasse com a forte luz. (N/a: Lembrete: A Niara é a mesma escrava que nos primeiros capítulos teve uma briga com a Tanya, e ela também é a mesma que acordou a Bella depois da primeira noite dela com o Edward)

– Bom dia. – Isabella responde com a voz rouca.

– Vou preparar o banho da Senhora.

– Obrigada. – a jovem agradece e logo depois Niara sai do quarto deixando-a sozinha. Bella fica sentada na cama e começa a se alongar, automaticamente ela acaba olhando para janela fazendo com que ela visse uma cena que a fez sorrir.

Edward estava no jardim da casa brincando com algumas crianças filhas de alguns empregados. Sim, agora podia-se dizer que Edward só tinha empregados e não escravos. Agora todos que trabalhavam para o Cullen recebiam dinheiro para isso, além de terem as suas casas na fazenda. Todos os empregados tinham tido a opção de continuar ou não trabalhando da Fazenda Cullen.

Bella olhava atentamente aquela cena e notava que Edward tinha jeito com crianças. O rapaz corria atrás de algumas e em outros momentos pegava outra no colo, talvez estivessem brincando de pega-pega. Tanto as crianças, tanto Edward sorriam felizes com aquela brincadeira inocente.

Isabella continuava olhando atenta todos os movimentos do marido e das crianças, só deixara de olhar quando Niara entra no quarto com a água para o seu banho.

...

Bella lia um livro qualquer em seu quarto, o jantar já havia sido servido, mas ela não fora comer. Como todos os dias, Edward foi até o quarto de Bella e pediu que ela fosse jantar, mas como sempre, ela recusou.

De repente duas batidas na porta tiraram Bella de sua leitura. Isabella nem tinha dito nada e Edward já entrara quarto.

– Trouxe-lhe essas cartas. Uma é de sua mãe e a outra é de Alice. Porque não responde depois? – Edward sugere. Ele não queria que Bella ignorasse a todos como ela fazia, doía pensar que fora ele que causara aquilo tudo.

– Diga-me um motivo plausível que me faça responde-las. – Bella diz sem olhar para o marido.

– Tanto a sua mãe, tanto Alice te amam e só querem o seu bem. Creio que seja um motivo suficientemente grande que deve ser considerado, pois só pelo fato delas a amarem e estarem sempre ao seu lado faz com que devas ter alguma consideração com elas. – Edward diz sentando- ao lado de Isabella na cama, o rapaz suavemente coloca a sua mão sobre a mão de Bella que estava sobre a cama. Para fugir daquele contato Isabella cruza os braços sobre o seu peito.

Um pouco chateado pela ação de Bella, Edward sai do quarto sem dizer nada, ele estava triste o suficiente para não desejar boa noite a esposa.

Era sempre assim, com Isabella sempre fugindo e se escondendo. O Cullen não saberia se todo o amor que sentia por Bella resistiria à toda aquele indiferença.

Triste com toda aquela situação, o rapaz resolve ir para o seu escritório onde se tinha várias garrafas dos mais diferentes tipos de vinhos. Hoje ele queria beber até esquecer o nome daquela mulher que lhe causava dor, e mais adiante beberia até esquecer o seu próprio nome e o seu sobrenome que ganhara do falecido pai.

Edward se tranca no escritório e vai direto pegar uma garrafa de vindo. E aquela garrafa seria apenas a primeira de muitas...

...

– Bella? – Edward pergunta se enrolando com a sua língua logo depois que escutou a porta do seu escritório se abrindo e se fechando. De longe se via que o Cullen estava bêbado, e o fato de estar sentado no chão com algumas coisas quebradas a sua volta acentuavam mais o seu estado. Edward quebrara alguns objetos de seu escritório quando tivera um ataque de raiva ao, sem querer, imaginar o tal do Jacob beijando a sua mulher. Edward não conhecia pessoalmente o tal sujeito, mas se um dia pudesse ter a chance de conhecê-lo ele tinha certeza que o mataria com as suas próprias mãos. – Bella? – o Cullen pergunta novamente sem obter nenhuma resposta.

Sua visão estava terrivelmente turva, mas ele conseguira enxergar uma silhueta feminina abaixando-se e sentando-se de frente para ele.

– Não diga nada, não estrague o nosso momento. – a voz feminina diz com a boca colada no seu ouvido. O rapaz não entendia nada, e passou a entender menos ainda quando a pessoa a sua frente se inclinava na direção dos seus lábios. Ele estava bêbado o suficiente para imaginar Bella ali?