Hooligan

1 O despertar


Notas iniciais
Espero que gostem e comentem. Em breve estarei postando o próximo capítulo!

Enquanto um assassino misterioso beirava pelos cantos da Irlanda, lá estava eu a escrever em meu diário. Inútil e inocente Katherina, a herdeira mais próxima da fortuna de seu tio Henri. Lá estava ela junto a mim como uma sombra. A imagem preferida de conspiradores, poetas e artistas da jovem de 16 anos da mansão O'Hare. Dólares em pigmentos de uma cor tão pálida quanto as páginas de um livro. Tudo uma enorme bobagem cuspida a meus pés em forma de falsos elogios.

E para minha infelicidade, Tio Henri já se preparava para viajar. Fazia parte do corpo responsável pela investigação sobre os assassinatos. Sorrateiramente pela porta, pude ouvir algo sobre uma importante reunião no próximo domingo. "Parece-me que Sr. O'Hare está indo tratar das últimas mortes", dizia uma das empregadas, "Algo sobre a Srta Murphy talvez".

Pobre Srta Murphy, primeira vítima irlandesa da fera que acreditavam estar ainda pisando em nosso solo. Mas não era isso que importava após os corpos se afundarem em terra. Era um novo dia para mim e meus irmãos, todos repetiam com um olhar triste e um sorriso forçado. Era o dia em que a nova governanta chegaria à mansão.

– Katherina! — pude ouvir a voz de meu tio.

Corri pelas escadas em direção a recepção da mansão, aonde todos se mantinham pacientes com meu atraso. Inclusive ela.

Seus cabelos escuros e ondulados caiam sobre os ombros, levemente tampando seu tímido decote. Seu longo e belo vestido azul marinho moldava seu corpo claramente perfeito. Recebeu-me com um sorriso, e não pude me conter ao morder meus lábios em frente a sua beleza.

– Esta é minha sobrinha Katherina. — ele disse educadamente. — Katherina, esta é Srta Hooligan. Ela será responsável por você e seus irmãos. Pelo que sei, a diferença de idade entre vocês não é muita. Serão com certeza bem próximas.

Ele sorriu para mim.

– Sara, se preferir. — ela disse, sorrindo com os olhos de um forte castanho.

Pude sentir seu olhar por cada traço de meu corpo.

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– Este então é seu quarto.

Pulei em meu banco em frente ao espelho ao reconhecer sua imagem no espelho. Vestia outro vestido mais leve e aparentemente.

Pude a observar se aproximando enquanto me arrumava. Ao chegar perto o suficiente, tomou de minha mão a escova com delicadeza e penteou sem pressa cada mecha dourada de meu cabelo.

– Espero que tenhamos muito em comum, Katherina.

Eu apenas olhava para baixo, pensativa, sem dizer uma palavra. Ela então finalizou meu cabelo o colocando para frente, cobrindo meu peito, e pôs a escova sobre a mesa. Olhava diretamente para meu reflexo no espelho, e passando a mão aveludada pelo meu ombro, disse:

– Não vejo a hora de nos conhecermos melhor.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.