Honra

1 Capítulo único


De todos, ele era o que ostentava a aparência menos humana. Não nascera para a inteligência; essa ficara com os outros dois. Youpi nascera para ser força bruta, caos completo que desperta nos inimigos o medo de continuar vivendo, de continuar lutando. Quando ele explodia em fúria, sentia o poder permeando seu corpo. E tinha a certeza: foi para isso que eu nasci.

Então, por que poupara a vida do humano? Aquela criatura fraca, miserável. Não lhe fazia nem cosquinha. Era persistente, isso era. Levantava-se, combatia, chorava. Mas, no final, estava ali, de pé, lutando, encarando. O humano não se importava em morrer. Fora à guerra preparado para o fatídico destino. Ele não tinha chances. Ele sabia que não tinha chances. Mas ele lutava.

Youpi pensou com seus miolos. Posso matá-lo. Seria fácil matá-lo. Mas por que fazê-lo? Eu... não quero.

O humano foi poupado. Não porque merecesse viver, mas porque sua morte não teria sentido. Vir até tão longe para cair assim, sozinho, fraco diante da grandeza das formigas-quimera? Fraco. Ele era fraco. Mas conquistou o respeito de Youpi. E Youpi não mataria aquele que se levantava apesar de tudo. Se ele matasse o humano, o fraco seria Youpi.

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