Honor of a demigod - The son of Apollo
2 Cap.2 - Carnificina aérea
Cap.2 –
A mudança de ambiente foi brusca num instante eu estava caindo numa escuridão e logo em seguida estava em queda livre passando entre nuvens com o vento açoitando minha pele. Agora eu podia ver os outros semi-deuses em situação igual a minha e pelo pouco que enxerguei estavam nervosos.
Desviei meu olhar para o solo ainda longe quando ouvi um grito estridente sucedido de outros iguais. Procurei pelo ar, mas não encontrei. Olhei para o filho de Atena Rian e ele estava preparando seus escudos duplos de ouro com a letra A no centro. Foquei minha visão para a mesma direção da dele, quando vi um ser de bico amarelo pontiagudo, de penas acinzentadas e negras na pontada com quatro patas, as traseiras de cavalo e as dianteiras de uma águia.
A aquele monstro ia rápido na direção do filho de Atena posicionei meu arco mirando nos olhos do monstro, sei que iria acertar aquele Hipogrifo em cheio, mas um grito infernal vindo por trás me alertou para um perigo eminente.
Me virei agitando o corpo no ar, agora eu estava na mira de um Hipogrifo. Ajeitei o arco, mas aquela fera vinha muito rápido, sua velocidade era maior que o outro. Tentei firmar meu punho, mas não conseguia, meu braço esquerdo tremia com o vento e a cada grito do monstro alado.
Sabia que devia atirar, firmei meu punho ainda irregular e materializei uma corda firme de tonalidade dourada, em seguida materializei uma flecha reta brilhante de mesma cor. Puxei a flecha com o braço direito enquanto pressionava cada vez mais o arco com a mão esquerda já percebendo uma dormência na minha mão.
- Técnica 1: tiro triplo. – Um, dois, três. Usei minha técnica básica que inicialmente parecia uma flecha normal, mas no percurso se separavam em três.
Quando as flechas se separaram pude ver a surpresa do Hipogrifo que desviou das duas primeiras retas, mas a terceira atravessou sua garganta. Ele permaneceu voando na minha direção batendo as asas com dificuldade. Enquanto ainda olhava para o monstro preparando outro ataque vi o filho de Hades entrando nome meu raio de visão pulando nas costas do ser fantástico. Ele olhou para mim e riu como se tivesse agradecendo, puxou uma de suas espadas durante um tempo e fez um movimento brutal cortando o pescoço do monstro que começou a cair em alta velocidade.
Ele pulou e transformou-se brevemente em um tipo de fumaça negra que lhe concedeu um arranque na direção de outro grifo que pairava no céu e voltou ao normal.
Quando dei por mim já não estava tão distante assim do solo, precisava arranjar um saída. Já não via mais o filho de Atena e nem a filha de Hera.
Vi a filha do deus da guerra destroçando os grifos restante com extrema intensidade assim como o filho de Hades fizera. Aquilo gerou um sentimento de repulsa, mas ignorei. Tentei achar outro grifo, mas vi apenas um sendo montando por Adão que ia na direção oposta à que eu estava. Olhei para os outros lados na esperança de encontra um outro Hipogrifo, mas não vi, quando olhei para baixo vi vários corpos descendo junto a mim.
A única semi-deusa presente era Eva que montara no ultimo grifo vivo no céu. Se eu não pegasse carona estava eliminado. Usei meus braços e pernas de forma que fiquei reto e voei rapidamente na direção dos dois. Minha velocidade só aumentava, tentei parar, mas não consegui. Então houve uma colisão. Derrubei Eva do grifo e sua lança caiu. O Hipogrifo liberto tentou me acertar, mas esquivei. Ele passou por mim e rodopiou na direção da garota que utilizou seu escudo para defender o ataque o instrumento de defesa trincou, num rápido movimento de pés ela acertou a cabeça do grifo que ficou nitidamente atordoado.
Me aproximei por um dos lados e segurei numa das asas para tentar a escalada, do lado oposto Eva fazia exatamente o mesmo. Subimos quase que no mesmo instante Eva na frente e eu atrás, o monstro tornou a voar já próximo ao chão um pouco acima das árvore imensas do mundo coliseu.
Agora estávamos seguros poucos metros do solo qualquer semi-deus poderia suportar uma queda desse tipo.
O grifo começou a subir rápido batendo asas ferozmente, Eva agiu dando um gravata no monstro que perdeu a consciência e caiu entre as árvores, um dos galhos atingiu meu braço esquerdo forçando-me a largar o arco que se perdeu da minha visão. Tentei me segurar no monstro, mas não consegui. Eva pulou e se pendurou num dos galhos, eu escorreguei pelo Hipogrifo e atingi algumas árvores acertando o rosto e outras partes do meu corpo. Quando cheguei no chão não sentia minha perna direta e minhas costelas estavam doendo, me arrastei até um tronco onde fiquei escorado.
Alguns minutos se passaram eu estava quase fechando meus olhos para descansar um pouco quando ouvi um barulho de galho quebrando. Fiz um movimento simples com minha cabeça e pude ver alguém se aproximando, porém minha visão estava embaçada não ajudou a identificar quem era. O ser se aproximava com extrema calma em minha direção. Eu senti que aquele aura não era estranha, talvez eu estivesse delirando, mas parecia ser a aura do meu pai. Vi a silhueta bem a minha frente, só notei os seus cabelos cumpridos quando a pessoa se aproximou de mim pôs a mão na gola da minha vestimenta e me levantou sob sua altura. Eu estava sendo pressionado contra a árvore de forma que a dor que eu senti duplicou.
- Bem uma hora você deveria pagar o que fez comigo lá em cima. – falou Eva um pouco machucada com sua lança já a mão. – Por sua culpa meu escudo está danificado e quase perdi minha lança se não fosse o sensor dela eu a teria perdido. Eu vim aqui pra te aniquilar, mas parece que não vai ser preciso minha intervenção. – disse soltando meu corpo que caiu meio torto. No final ela ainda deu um chute na altura de minha barriga ricocheteie na arvore e caí pra frente.
Gritei de dor me contorcendo no chão, ouvi os monstros próximos fazerem barulhos de agitação. Esse foi o último som que ouvi...
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