Homenagem aos médicos
1 A experiência real da vida
Muitos falam sobre a essência da vida, proclamam sobre a sua grandiosidade e altivez, todavia, poucos podem e conseguem tê-la nas mãos, tantos seres humanos em leitos de hospitais, entre as frestas das portas vemos sorrisos, apatia e um choro intransponível, sem haver modo de conter essa força tão grandiosa, olhamos para o céu e perguntamos como mãos tão bem amadas conseguem fazer tanto por outro ser humano.
Em uma ano tão turbulento, pacientes e médicos se tornaram vultos em hospitais, correndo de um lado para o outro em busca de abrigo, de ajuda, e de possibilidade de socorro. Se cada um que tivesse um problema não saísse de casa, o mundo estaria vazio, as ruas seriam desérticas e todos morreriam trancafiados.
Criticamos tanto, tratamos nossos semelhantes com tanta ignorância, e tantas vezes esquecemos que muito do esforço motriz que carregamos apenas foi capaz por mãos ardilosas que nos socorreram nas mínimas ações.
Complicações na hora do parto, medicação adequada, acolhimento fraterno que esses trabalhadores não são obrigados a fazer, mas sendo seres em evolução como todos nós, sabem a dor de um fardo e também o sofrimento de carregá-lo sozinho.
Essa é uma homenagem aos médicos, que mesmo fadigados, com olhos esbugalhados, tratam do corpo adoentado, diagnosticam os males que azucrinam.
A situação assusta, a população corre e quer culpar alguém. Os profissionais da saúde sentem-se desvalorizados, com toda dignidade, titubeiam, e erram também, do mesmo modo que erramos e não nos damos conta dia por dia. São esculturas em fase de obra, estudam anos e anos a procura de um diploma para finalmente ajudar quem mais necessita, quando a harpa toca e acreditam que podem finalmente dormir, há uma emergência, afinal, a vida não é fácil para ninguém.
Os pacientes dirigem um obrigado do tamanho da imensidão habitual, e mesmo com esse orgulho incrustado, podemos dizer que devemos muito a vocês. Sejam pela medicação, seja pela mão que percorre e arranca ou pelo menos ameniza nossa enfermidade.
Imaginem se por um lapso no tempo, a medicina não tivesse avançado, e não tivessem médicos capacitados. Veem caos? Corpos? Sentem o odor? A ciência da saúde precisa de mestres, doutores, e até dos enfermeiros que seguram as pontas para a instituição não definhar. A saúde da humanidade é inicializada através dos cuidados intensos de médicos dedicados, desde o nascimento. Os setores de uma sociedade devem trabalhar em coro, feito engrenagens em uma colossal máquina.
Dos melhores dos textos, escolhemos uma manifestação singela, pois do raiar ao pôr do Sol o mundo não para e por mais que forçamos o relógio a estagnar, o tempo pede mais, necessita mais, e quando vemos, lá estamos nós, no batente, ou em uma cama, esperando o medicamento. Se o crescimento é mútuo, do mesmo modo que vocês, médicos e amigos, fizeram de nós os músculos que somos hoje, fizemos de vocês, experientes. Logo, a prática leva a perfeição, mesmo que demore, mesmo que seja inevitável.
Mais uma vez, um imenso agradecimento. Uma salva de palmas a esses obreiros.
FIM
14/11/2014
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